Sete anos depois de ter descido de divisão, o Moreirense está de volta ao escalão maior do futebol português.
E este é um regresso que se saúda.
Com a subida do Moreirense, espera-se que o Vitória ganhe um parceiro para a sua luta pela moralização do futebol português.
Registo, com muita satisfação, que é também essa a vontade da Direcção vitoriana, como facilmente se poderá depreender deste primeiro sinal.
2012 há-de ficar na história como o ano da mudança, em Guimarães.
Será o início de de uma nova vida para a cidade, catapultada pela Capital Europeia da Cultura (e espera-se que sustentada pela Cidade Europeia do Desporto 2013), será o início de uma nova vida para o Vitória, agora liderado por pessoas que pôem o clube à frente dos seus interesses pessoais, e será também o início de uma nova vida para o Moreirense, que se espera possa consolidar a sua permanência na divisão maior do futebol português.
Com este regresso, os vimaranenses têm mais uma razão para acreditar que estamos finalmente a escrever a primeira página de uma História que ainda mais gloriosa.
Todos os vimaranenses, sejam eles vitorianos, moreirenses, ou simplesmente vimaranenses…

O brasileiro Wagner é um entre muitos dos obreiros deste grande feito.
Wagner é um extremo de grande qualidade, que o Moreirense foi contratar no início da época ao Aliados de Lordelo.
Iniciou a sua carreira de futebolista no Brasil, ao serviço do Rio Claro, donde veio para Lordelo, na época de 2008/2009.
Aí se manteve durante 3 épocas, transferindo-se depois para Moreira de Cónegos...
José Rialto
no âmbito de Guimarães, Capital Europeia Cultura 2012...
12 ilustres Vimaranenses...
uma caricatura de 12 em 12 dias
a próxima será publicada às 20,12h do dia 19 de Maio
adiados sine die...
Velhas Glórias do blogue Dom Afonso Henriques
ADVERTÊNCIA AO LEITOR
Os artigos de carácter não-humorístico não se encontram no normal alinhamento d'o ÁLB'oon. Para ler esses artigos, vá à barra lateral do blogue, seleccione "procurar cartoons por grupo" e depois "artigos cinzentões". Aí, encontrá-los-á ordenados cronologicamente, sendo especificado, na linha a seguir ao título, a data da sua publicação...

Foi por estes dias, há 159 anos atrás, que a Raínha Dona Maria II visitou a vila de Guimarães. Uma visita que deixou a Raínha de tal maneira deslumbrada que, mais tarde, escreveu assim sobre a nossa terra e a sua gente...
“Querendo eu também dar, aos habitantes de tão nobre povoação, um testemunho autêntico do distinto apreço em que tenho a sua honrada e habitual dedicação à cultura das artes e trabalhos úteis, por mim presenciados na ocasião da minha visita às províncias do norte: hei por bem elevar a Vila de Guimarães à categoria de Cidade com a denominação de Cidade de Guimarães, e me praz que nesta qualidade goze de todas as prerrogativas, liberdades e franquezas que direitamente lhe pertencerem.”
E foi assim que no mês seguinte a esta visita, a 22 de Junho de 1853, a Raínha Dona Maria II assinou a carta régia que mandava cumprir o decreto de elevação de Guimarães a cidade.
Para comemorar o aniversário da visita que tanto impressionou Dona Maria II, nada melhor do que publicar a caricatura daquela que foi a fundadora de Guimarães - a Condessa Mumadona Dias.
Mumadona Dias era filha do Conde Diogo Fernandes e da Condessa Onega Dulcides, bisneta de Vimara Peres e tia do Rei Ramiro II de Leão.
Esta galega governou o primeiro Condado Portucalense, inicialmente com o seu marido – o Conde Hermenigildo Gonçalves –, e sozinha, após a sua morte em 928.
Dos seus 6 filhos, foi a Gonçalo I Mendes que coube a honra de herdar o Condado das mãos de sua mãe.
Mumadona Dias foi a fundadora da vila de Guimarães, ao sediar na sua herdade de Vimaranes, um mosteiro em honra a Santa Maria.
Para defender o Mosteiro de Santa Maria dos ataques dos Normandos, a Condessa Mumadona ordenou então a construção de um castelo, à volta do qual foi crescendo a Vila de Cima (ou Vila do Castelo).
“laboravimus castellum quod vocitant sanetum mames in locum predictum alpe latito quod est super huius monasterio constructum et post defensaculo huius sancto cenobio concedimus cum fratribus et sororibus in ipso monasterio persistentibus…”
A referência é clara, e dá conta da necessidade de defender o mosteiro recém-edificado.
O castelo por sua vez erguia-se no local previsto – “alpe latito”, o Monte Latito.
Foi aqui que então se instalou a sede da corte dos Condes de Portucale.
Mumadona Dias morreu em 968, com 68 anos de idade…
Fernão Rinada
Fontes de pesquisa:
Nos 150 anos da elevação a cidade, em Memórias de Araduca
Soudani é o ponta-de-lança argelino que o Vitória contratou no início desta época.
Fez toda a sua formação no ASO Chlef, o clube da sua terra natal, e nunca representou outro que fosse, até à sua vinda para Guimarães.
Soudani já representou a sua selecção por 11 ocasiões, tendo marcado 3 golos, todos eles na CAN'2011, e que de resto lhe permitiram ser o Melhor Marcador desta competição.
Nessa mesma época de 2010/2011, Soudani foi Campeão Argelino, foi o Melhor Marcador (com 18 golos) e ficou em 2º lugar na versão argelina da Bola de Ouro.
Hillel Soudani parece estar agora a despertar para o nosso campeonato, confirmando ser uma grande promessa para a próxima época.
Contra a União de Leiria, foram 2 os golos que conseguiu marcar...
Fernão Rinada

Joaquim António dos Santos Simões nasceu em Espinhal (Penela), em Agosto de 1923.
Foi, durante toda a sua vida, um grande dinamizador cultural.
Por volta dos seus vinte anos, iniciou-se no teatro e no associativismo académico. Colaborou na reconstituição da Filarmónica de Espinhal.
Foi também nesta altura que iniciou a sua intervenção política, participando no movimento estudantil de então, e escrevendo no Diário de Coimbra sob o pseudónimo de Argos.
Licenciou-se em Ciências Matemáticas e Engenharia Geográfica.
Foi Director, encenador, ensaiador e actor, no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra.
Em 1948, apoiou a candidatura do General Norton de Matos, à Presidência da República.
Aos 34 anos, Santos Simões veio para Guimarães, para leccionar Matemática.
Foi fundador e dinamizador do Círculo de Arte e Recreio, do Cineclube de Guimarães, do Teatro de Ensaio Raul Brandão, da Cercigui e do Infantário Nuno Simões.
A sua intervenção política de esquerda fez com que acabasse por ser preso, em 1968, pela PIDE. Desde então, e até ao 25 de Abril, não mais o Estado Novo lhe permitiu que voltasse a leccionar.
Foi candidato pelo CDE à Assembleia Nacional, pelo círculo de Braga.
Após a revolução, participou na fundação de um novo partido de esquerda – o MDP/CDE –, integrando os seus órgãos directivos nacionais. O seu nome chegou mesmo a ser proposto para Governador Civil e para a pasta de Ministro da Educação, mas António Spínola recusou-o pelo facto de ser comunista.
Escreveu livros de intervenção política, mas também escreveu algumas peças de teatro.
Integrou a Comissão instaladora da Universidade do Minho e, em 1986, foi nomeado para o seu Senado.
Foi Presidente da Sociedade Martins Sarmento (a partir de 1990), tendo sido responsável pela instalação do Museu de Cultura Castreja (em Briteiros) e pela concretização da Casa de Sarmento (Centro de Estudos do Património).
Joaquim António dos Santos Simões faleceu em 2004, alguns dias depois de o seu nome ter sido atribuído à Escola Secundária de Veiga.
Embora não fosse natural de Guimarães, muito a cidade ficou a dever a Santos Simões. O panorama cultural da nossa cidade seria bem diferente sem a sua intervenção.
E nenhum outro dia poderia ser mais apropriado do que o 25 de Abril, para evocar a memória deste ilustre vimaranense…
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Depois Falamos e Humorgrafe)
Fontes de pesquisa:

E o basquetebol do Vitória lá vai lutando contra todas as adversidades, contra tudo e contra todos. Contra equipas mais fortes e mais ricas, e contra as equipas de arbitragem.
Enfim, contra o poder instituído, no basquetebol como no futebol.
Perdeu, é certo, mas sem nunca virar a cara à luta, dignificando o emblema que traz ao peito. Com 13 pontos e 9 ressaltos... Paulo Cunha foi o melhor de todos, ricos e poderosos incluídos...

Alfredo Augusto Lopes Pimenta nasceu em Guimarães, no ano de 1882.
Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra.
Foi conservador do Arquivo Nacional da Torre do Tombo e, a partir de 1931, Director do Arquivo Municipal de Guimarães. Foi sócio fundador do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, e da Academia Portuguesa da História.
Alfredo Pimenta foi um político activo e muito polémico. Inicialmente anarquista, foi depois republicano, e mais tarde monárquico convicto… e “doutrinador”.
Tornou-se um acérrimo defensor do salazarismo, do fascismo e do nazismo.
Apesar da sua relação muito próxima com Salazar, nunca Alfredo Pimenta perdeu o seu sentido crítico, o que fica bem demonstrado pelas frequentes críticas que tecia ao Estado Novo, extremamente incisivas e, por vezes, até violentas.
Foi um político teórico extremamente polémico, mas foi essencialmente um notável historiador. O seu trabalho mais importante foi desenvolvido na investigação da História do período Medieval.
Alfredo Pimenta era um apaixonado pela sua cidade. Escreveu assim, acerca da nossa terra…
“Quando o pequenino, liliputiano comboio chega ao Cavalinho, desdobra-se, quase de improviso, diante dos nossos olhos, em anfiteatro, a paisagem sintética de Guimarães, - a minha querida, a minha adorada terra. Lá em cima, enegrecido do Tempo e da Saudade, o Castelo, altaneiro, vigilante, sentinela robusta e leal, é a página do Passado heróico, combativo, audaz. Cá em baixo, perto de nós, chaminés fumegantes de fábricas ruidosas são a página do futuro progressivo, transformador, e misterioso. Espalhadas na paisagem citadina, rompendo do amontoado das casas, as torres das igrejas são a página da Fé eterna. E para a esquerda, aquela mancha acinzentada, e para a direita certo convento solitário, ou, melhor, para a esquerda, a Sociedade de Martins Sarmento, e para a direita o Convento da Costa são os indicativos das preocupações intelectuais da minha terra.”
Este ilustre vimaranense era também um poeta, tendo sido autor de dois livros de poesia.
Alfredo Pimenta faleceu em 1950.
Dois anos depois da sua morte, o Arquivo Municipal passou a designar-se Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em virtude da sua longa ligação a esta instituição, mas principalmente como reconhecimento pela sua notoriedade, enquanto historiador, político e poeta.
Foi afinal a homenagem que se impunha…
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Humorgrafe e Memórias de Araduca)
Fontes de pesquisa:

Fernando Luís Cardoso de Meneses de Tavares e Távora, nasceu no Porto, a 25 de Agosto de 1923.
Licenciou-se em Arquitectura, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, em 1952.
Durante mais de 40 anos, Fernando Távora dedicou-se ao ensino e à formação de novos arquitectos.
Foi Presidente da Comissão Instaladora da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e membro da Comissão Instaladora da da Universidade de Coimbra e da da Universidade do Minho (em Guimarães). Deu aulas de Arquitectura na Universidade de Coimbra. Esta Universidade, tal como a de Veneza, concederam-lhe o título de Doutor “Honoris causa”. Foi Comendador da Ordem de Santiago de Espada.
As obras mais importantes de Fernando Távora foram realizadas na cidade de Guimarães, que ele considerava como sendo sua. O primeiro projecto foi realizado em Creixomil – o Bairro da Santa Catarina –, quando ainda era estudante. Seguiram-se a Posto de Abastecimento do Castanheiro, o edifício da Assembleia de Guimarães, a recuperação da Pousada de Santa Marinha da Costa (que lhe deu o Prémio Nacional de Arquitectura), o Plano Geral de Urbanização de Guimarães (em conjunto com Alfredo Matos Ferreira), o restauro e reabilitação da sua Casa da Covilhã (em Fermentões), o restauro da Casa da Rua Nova (actual sede do GTL, com o qual conquistou o Prémio Europa Nostra), a Reabilitação do Centro Histórico de Guimarães (Prémio Real Fundación de Toledo), a reabilitação e restauro de habitação rural em Santo Estêvão de Briteiros, o edifício da PSP e o edifício da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Minho (na cidade de Guimarães). Para além de todos os prémios já referidos, Fernando Távora foi ainda distinguido com o primeiro prémio de Arquitectura da Fundação Calouste Gulbenkian e o Prémio Turismo e Património 85.
Foi por esta ligação afectiva à nossa cidade, que se tornou sócio da Sociedade Martins Sarmento e da Muralha (Associação de Guimarães para a Defesa do Património).
O trabalho desenvolvido por Fernando Távora, principalmente aquele que esteve relacionado com a recuperação do Centro Histórico, foi da mais crucial importância para o reconhecimento da UNESCO e para a sua classificação como Património Mundial.
Em boa verdade, se hoje estamos a celebrar a Capital Europeia da Cultura, em Guimarães, foi em grande parte graças à acção de Fernando Távora.
A importância dos serviços por si prestados, foi reconhecida pela autarquia em 2003, altura em que, muito justamente, lhe foi concedida a Medalha de Ouro da Cidade de Guimarães.
O seu amor pela cidade levou-o a passar muito do seu tempo na Casa da Covilhã, em Fermentões, onde de resto viria a estar em câmara ardente.
Fernando Távora faleceu em Setembro de 2005.
Em sua honra, a Ordem dos Arquitectos instituiu um Prémio anual com o seu nome, para a melhor proposta de viagem de investigação.
Foi um dos maiores vultos da Arquitectura Contemporânea Portuguesa, fundador e Mestre da chamada "escola do Porto", que soube fazer, como ninguém, a síntese entre a arquitectura tradicional nacional (marcante na sua obra dos anos 50 e 60) e a arquitectura moderna internacional (bem presente nos seus projectos dos anos 80 e 90). Avesso a roturas, Távora foi o autor da continuidade, para quem uma obra arquitectónica tem de ser entendida no contexto do ambiente envolvente.
Como o próprio dizia…
"eu sou a arquitectura portuguesa"
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Humorgrafe e Memórias de Araduca)
Fontes de pesquisa:
Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto
O Patrono do Agrupamento de Escolas de Fermentões Fernando Távora
Guimarães, entre a história e o futuro (em Memórias de Araduca)

O período eleitoral que agora termina, foi muito vivo e participado, mas também foi demasiadamente agitado pelos excessos provocados pela intolerância de quem não é capaz de admitir que as pessoas possam ter perspectivas diferentes sobre aquilo que será o melhor para o Vitória.
A verdade é que, apesar dessas diferenças de opinião, todos nós temos em comum esta enorme paixão pelo nosso clube.
Esperemos que toda esta participação possa agora ter algum reflexo numa votação efectiva que se espera seja massiva, mostrando ao país desportivo a força do nosso clube.
O ÁLB'oon também não escapou à polémica.
Este período de agitação trouxe também um novo pico de leitura, no passado dia 27, com um total de 427 visitas, e de 676 páginas visualizadas...

E se havia alguém que não tinha qualquer responsabilidade sobre o estado de degradação a que tinha chegado a aldeia, eram estes simples aldeões (assim como Rialtix).
A única coisa que os gauleses queriam, era que os problemas se resolvessem, com seriedade e com honestidade.
Abraracourcix, o Chefe da aldeia, tinha sido deposto, e havia que nomear um novo Chefe.
Os gauleses tinham de escolher, mas a escolha não era fácil.
De um lado, a lista A, com as responsabilidades passadas de Ordralfabétix e de Agecanonix, mas também com Panoramix e a esperança que todos depositavam na sua poção mágica.
Do outro lado, a lista B do bardo Assurancetourix, com o suplício do seu canto, a maledicência de Cétautomatix e o projecto que ambos se tinham esquecido de apresentar. Ou seja, de concreto, só mesmo a maledicência.
Entre as promessas ocas de uns e a poção mágica de outros, não poderiam subsistir grandes dúvidas.
Para Rialtix, a decisão era afinal bem simples... escolher a lista A…
José Rialto

Numa manobra de grande “ilisionismo”, o bardo Assurancetourix conseguiu ludibriar a vigilância apertada do ferreiro Cétautomatix e pôde finalmente dar largas ao seu tenebroso canto.
Só o desespero acumulado pelo longo tempo em que o mantiveram amordaçado, poderá justificar esta recente, triste e lamentável prestação do bardo.
Se dúvidas ainda houvesse sobre quem é realmente o bardo, elas foram completamente desfeitas neste seu último recital...
José Rialto

A coroa emergiu finalmente do lamaçal onde a mantiveram durante tanto tempo.
Emergiu... e vai mudar de mãos...
No dia da Sucessão, ela poderá ir para as mãos daqueles que encaram de frente os seus desafios, e têm uma estratégia para o fazer, ou então poderá ir parar às mãos daqueles que, temerosos, se refugiam na segurança dos seus "bunkers" e que não fazem a mínima ideia do que haveriam de fazer com a coroa do Rei.
Cabe-nos a nós decidir para que mãos afinal ela irá.
Estou certo que o saberemos fazer em consciência...
José Rialto
(cartoon publicado no Depois Falamos)

Na aldeia dos irredutíveis gauleses, era lendária a rivalidade entre Cétautomatix e Ordralfabétix.
A atitude de permanente maledicência do ferreiro, era naturalmente criticável, mas a verdade é que nunca ficou muito clara a qualidade do peixe que Ordralfabétix vendia.
Se ele estaria em condições ou não, foi coisa que nunca chegou a ser esclarecida.
Mais importante ainda do que isso, era saber se o vendedor de peixe tinha ou não alguma responsabilidade sobre o facto.
Poderia até não ter sido ele o responsável, mas teria ele tido o cuidado suficiente para que tal não acontecesse?

E o ancião Agecanonix, Chefe do Conselho Gaulês de Abraracourcix, teria ele feito tudo aquilo que estava ao seu alcance para evitar o descalabro? Muitos eram os que estavam convencidos de que não...

Independentemente dessas responsabilidades, as esperanças da aldeia estavam agora totalmente depositadas em Panoramix e na sua poção mágica.
O druída também tinha chegado a pensar em ser Chefe da aldeia, mas, numa atitude de grande altruísmo, decidira pôr toda a sua sabedoria à disposição de Ordralfabétix.
Afinal, com os seus conhecimentos de druída e de alquimista, Panoramix sempre fora capaz de resolver os problemas da sua aldeia.
Seria Panoramix capaz de conseguir resolver mais este?...
José Rialto

Bernardo Valentim Moreira de Sá nasceu em Guimarães, no dia 14 de Fevereiro de 1853.
Este ilustre vimaranense notabilizou-se como músico, concertista, maestro, professor, mas principalmente como violinista.
Ao longo da sua carreira musical, participou em variadíssimas “tournées”, tanto no continente europeu como no americano, na companhia de amigos como Viana da Motta, Pablo Casals ou Harold Bauer.
Moreira de Sá foi discípulo do eminente violinista alemão Joseph Joachim. Joachim era, nessa altura, Director da Escola Superior de Música de Berlim, e foi discípulo de Schumann e de Mendelssohn.
Bernardo Moreira de Sá foi professor na Escola Normal do Porto, leccionando as disciplinas de Português, Francês, Inglês, Alemão, Matemática e Música. Chegou a Director da Escola Normal, cargo que ocupou até à data da sua morte.
Fundou sucessivamente a Sociedade de Concertos, a Sociedade de Música de Câmara, a Sociedade de Concertos "Orpheon Portuense" (a mais antiga sociedade de concertos da península Ibérica) e o Quarteto Moreira de Sá.
Fundou o Conservatório de Música do Porto, que também acabou por dirigir.
Do seu espólio literário, constam várias publicações sobre a história da Música, bem como sobre temas a ela associados. Desse espólio, destacam-se a "História da Música", a "História da Evolução Musical", e a "Teoria Matemática da Música". Esta última obra foi escrita em francês, tendo sido estudada e amplamente comentada no Congresso Internacional de Música de Paris, em finais do século XIX. Publicou ainda inúmeros manuais para o ensino, como Selectas e Dicionários de Francês, Português, Inglês e Alemão, ficando célebres as suas "Palestras Musicais".
O Rei Dom Luís pretendeu agraciá-lo com a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, mas Moreira de Sá acabou por declinar esse título honorífico.
Do seu círculo de amizades, faziam parte outras eminentes personalidades do meio cultural português e mundial, como eram os casos de Charles Vidor, Leon Sachs, Claude Debussy, Maurice Ravel, Pablo Casals, Harold Bauer, Pablo Sarasate, Guilhermina Suggia, Arthur Rubinstein, Antero de Quental e D. Tomaz de Mello Breyner (Conde de Mafra).
Foi membro honorário de inúmeras sociedades culturais, como a Academia das Ciências de Portugal, a Academia Real de Málaga e a Sociedade Martins Sarmento.
Bernardo Moreira de Sá deu ainda início a uma dinastia de ilustres músicos, como foram os casos das suas netas, a pianista Helena Sá e Costa e a violoncelista Madalena Sá e Costa.
Moreira de Sá faleceu no Porto, no dia 2 de Abril de 1924.
A cidade de Guimarães prestou-lhe o seu tributo, ao dar o seu nome ao largo que liga a alameda de São Dâmaso à avenida Dom Afonso Henriques.
Em honra a este ilustre vimaranense, a Sociedade Musical de Guimarães criou a Academia de Música Valentim Moreira de Sá.
A cidade do Porto também prestou a sua homenagem a Moreira de Sá. A 20 de Maio de 1937, o vereador Dr Almeida Costa apresentou a seguinte proposta à Comissão Administrativa do Porto, que foi aprovada por unanimidade…
“O falecido Professor Bernardo Valentim Moreira de Sá, como violinista e concertista insigne, pedagogo admirável, musicólogo e publicista, erudito e sábio, e ainda pelas suas distintas e notabilíssimas qualidades de carácter e de coração, conquistou, através da sua longa vida de trabalho indefeso, entusiástico e fecundo, a simpatia respeitosa e a admiração sincera de quantos em Portugal conheceram a actividade multímoda, inquebrantável e brilhante desse homem que foi ao mesmo tempo um Artista e um Erudito, a quem a cultura nacional, e sobretudo o meio musical português ficaram devendo reconhecimento indelével, pelos serviços verdadeiramente extraordinários que lhe prestou. Nestas condições tenho a honra de submeter à apreciação de Vossas Excelências a seguinte proposta: - Que, à rua de sentido sudoeste-nordeste perpendicular às ruas de Augusto Gil e Cinco de Outubro, seja dado o nome de Moreira de Sá.”
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Humorgrafe e Memórias de Araduca)
Fontes de pesquisa:
Ribas, uma Dinastia de músicos no Porto do século XIX
Bernardo Valentim Moreira de Sá - Biografia e Obra

Na aldeia dos irredutíveis gauleses, para além do bardo Assurancetourix, vivia também um ferreiro, de seu nome Cétautomatix.

Na aldeia gaulesa dos irredutíveis Astérix e Obélix, vivia um bardo com o nome de Assurancetourix.
O seu instrumento preferido era uma harpa, mas as suas prestações musicais eram uma verdadeira calamidade cacofónica.
O bardo era uma personagem simpática, e na aldeia todos gostavam dele… desde que se mantivesse no mais absoluto silêncio, claro.
O som desafinado da sua harpa e o timbre estridente e ainda mais desafinado da sua voz, eram um verdadeiro suplício para quaisquer ouvidos, por mais duros que fossem.
Sempre que havia uma festa, Assurancetourix tinha uma renovada esperança de poder fazer finalmente a sua aparição apoteótica.
Para Assurancetourix, a sua genialidade musical era uma verdadeira benção de Toutatis para o povo da sua aldeia.
Mas quem não ia nessa conversa eram os gauleses que, ciosos da integridade dos seus tímpanos e temerosos do sofrimento atroz porque teriam de passar, sempre evitavam, de uma maneira ou de outra, que o bardo lhes estragasse a festa.
E não era só pela vergonha porque teriam de passar, caso houvesse convidados à ceia. Eles queriam mesmo era evitar a tortura que seria por certo a sua actuação.
A bem de todos, o melhor era mantê-lo longe do palco, preso e em silêncio.
É que, ao bardo Assurancetourix, nem aparecer na altura do café lhe era permitido…
José Rialto

“Um dia, sem sabermos bem porquê, vemo-nos impelidos por uma corrente que determina o nosso percurso.”
Alberto Sampaio
Alberto da Cunha Sampaio, nasceu em Guimarães, na rua dos Mercadores (actual rua da Raínha), no ano de 1841.
Estudou em Vila Nova de Famalicão, em Braga e licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra.
Em 1869, integrou a filial de Guimarães da Associação Arqueológica de Lisboa. Em 1873, foi um dos fundadores da Companhia dos Banhos de Vizela, subscrevendo, no ano seguinte, o contrato para o aproveitamento das nascentes das águas medicinais de Vizela e para a construção do estabelecimento de banhos.
Esteve intimamente ligado à fundação da Sociedade Martins Sarmento, tendo sido proclamado seu sócio honorário, em 1891.
Alberto Sampaio foi a alma mater da Grande Exposição Industrial de Guimarães (1884), promovida pela mesma Sociedade Martins Sarmento.
Tentou então enveredar por uma carreira política, apresentando-se como candidato a deputado pelo Círculo de Guimarães. No entanto, perdeu essa eleição para João Franco, com apenas 3% dos votos. Em 1892, recusou o lugar de deputado, dizendo…
"Céptico, excêntrico, cada vez mais separado do mundo, nada tenho que fazer em Lisboa, como representante de quaisquer eleitores"
Em 1887, colaborou com Oliveira Martins no Projecto de Lei de Fomento Rural.
Mas foi como historiador que Alberto Sampaio mais se notabilizou.
Foi pioneiro da história económica e social, sendo autor dos primeiros estudos de história agrária em Portugal, com a publicação do primeiro artigo da série “A propriedade e a cultura do Minho” (na Revista de Guimarães, em 1885) a que deu continuidade, mais tarde, com obras como “As vilas do Norte de Portugal”. Alberto Sampaio deu ainda um forte impulso aos estudos sobre o desenvolvimento marítimo, ao escrever textos como “O Norte marítimo” e “As Póvoas Marítimas do Norte de Portugal”.
No início de 1900, após as mortes de Martins Sarmento e do seu irmão (José Sampaio), retirou-se para a sua casa de Famalicão, onde viria a falecer em 1908, com 67 anos de idade.
Em 1923, Luís de Magalhães publicou o essencial da sua obra científica, numa colectânea em dois volumes – “Estudos Históricos e Económicos”.
A importância do trabalho desenvolvido por Alberto Sampaio foi reconhecida pela sua cidade, que resolveu atribuir o seu nome a uma das suas principais avenidas, e também ao Museu que inaugurou no ano de 1928. Alberto Sampaio tem um monumento, erigido em sua honra e memória, no largo dos Laranjais.
Braga resolveu também prestar-lhe homenagem, dando o nome de Alberto Sampaio a uma das suas escolas secundárias, e Vila Nova de Famalicão fez o mesmo em relação ao seu Arquivo Municipal.
O etnógrafo Luís Chaves disse a seu respeito que…
“foi um historiador completo. Escreveu a História com arte e imaginação”
Alberto Sampaio deu uma nova perspectiva ao modo de escrever a História. A esse respeito, escreveu Jaime de Magalhães Lima…
“Grandes individualidades puderam formar e reger grandes governos, mas só a grandeza dos povos significará e alimentará a grandeza das nações. O primeiro acto de uma nova e mais justa concepção da história nacional será libertar-nos do fetichismo das individualidades e contemplarmos as energias da grei, tal qual aprendemos na lição magnífica que Alberto Sampaio nos legou”…
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Humorgrafe e Memórias de Araduca)
Fontes de pesquisa:
Alberto Sampaio, notas biográficas
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João Ferreira Franco Pinto Castelo Branco, nasceu no Fundão, em 1855.
João Franco foi um dos principais protagonistas da política nacional, na fase final da monarquia constitucional.
Licenciado em Direito, ocupou vários cargos na magistratura judicial (delegado do procurador régio), nas alfândegas e no Tribunal Fiscal e Aduaneiro.
Em 1884, foi eleito deputado às Cortes, pelo Círculo Eleitoral de Guimarães.
Logo após a sua chegada às Cortes, João Franco teve um papel preponderante na defesa de Guimarães, no chamado “conflito brácaro-vimaranense”.
A propósito deste conflito, deu voz às pretensões vimaranenses, propondo a desanexação de Guimarães do distrito de Braga, e sua inclusão no do Porto…
“Senhores, a rivalidade tradicional e existente entre os concelhos de Braga e de Guimarães é um facto geralmente sabido por todos ou quase todos os membros desta câmara. Essa rivalidade agravou-se, chegando ao seu maior grau de intensidade, com os acontecimentos ocorridos na cidade de Braga, no dia 28 de Novembro último (NDR: 1885), que não é preciso relatar, por sobejamente conhecidos e geralmente lamentados. Urge, pois, a adopção de um mediar, que, pondo fim ao mal-estar recíproco dos dois concelhos rivais, favoreça a indispensável harmonia entre os mesmos concelhos e os seus respectivos distritos. A desanexação do concelho de Guimarães do distrito administrativo de Braga, para de futuro ficar pertencendo ao do Porto, parece-me ser a única aconselhada como satisfazendo plenamente àquele intuito.”
Embora esta pretensão nunca tenha chegado a ser satisfeita, João Franco conseguiu pelo menos garantir que fosse concedida, a Guimarães, a autonomia administrativa.
Ocupou várias pastas ministeriais, como a da Fazenda, a das Obras Públicas, a da Instrução Pública e Belas Artes, e finalmente a pasta do Reino.
Foi João Franco quem concedeu a autonomia administrativa aos ex-distritos do arquipélago dos Açores.
Por discordâncias insanáveis com Hintze Ribeiro, abandonou o Partido Regenerador, e formou o Regenerador Liberal.
Em 1906, foi eleito por este novo partido, e chegou à Presidência do Conselho de Ministros, cargo que ocupou até Fevereiro de 1908 (três dias depois do regicídio de D.Carlos e do Príncipe Herdeiro Luís Filipe).
João Franco foi agraciado com a Grã-Cruz e a Comenda da Ordem da Torre e Espada, por serviços distintos e relevantes.
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Humorgrafe e Memórias de Araduca)
Fontes de pesquisa:

Ontem, comemoramos o 3º aniversário do ÁLB’oon…
Devido a um problema de saúde que tive no mês de Maio, vi-me impedido de desenhar durante um período de quase dois meses. Em virtude deste constrangimento, a minha “produção” no ano transacto foi bastante menor do que aquilo que era habitual, tendo publicado apenas 32 cartoons inéditos.
As folhas deste ÁLB’oon foram visitadas por 20.701 pessoas (média diária de 57), oriundas de 100 países (dos 5 continentes), com origens tão improváveis como a Mongólia e a Papua Nova Guiné, ou por vias tão curiosas como a satélite.
Foram visualizadas um total de 44.058 páginas (média de 121/dia), que deram origem a 213 comentários, registados no blogue.
Em relação aos dois primeiros anos, o único indicador que aumentou foi o do número de visitantes, com um acréscimo de 616 em relação ao segundo ano (aumento de cerca de 3%), e de 1.617 em relação ao primeiro (8,5%).
Todos os restantes marcadores diminuíram, mas com justificações plausíveis, e que não parecem estar ligados a uma perda de interesse pelo blogue. O número de páginas visitadas neste último ano, representa um decréscimo pouco significativo (3,5%). A maior quebra verificou-se no número de comentários (perda de 30%), que está relacionado com o facto de muitos deles terem ficado registados nas páginas do Facebook.
A aventura de ir juntando mais páginas a este já extenso ÁLB’oon, continua a ser uma experiência fantástica, tanto para mim como para o José Rialto e para o Fernão Rinada.
Continuarmos a conseguir manter a curiosidade diária a 57 pessoas, é um estímulo enorme para um blogue que, em média, “apenas” publicou um cartoon a cada 11 dias.
Neste próximo ano, não iremos esmorecer, tentando continuar a merecer o interesse e a atenção de todos os nossos amigos.
Pessoalmente, espero ainda poder continuar a contar com a inestimável colaboração do José Rialto e do Fernão Rinada, que sempre enriquecem os cartoons que vou desenhando.
Renovo ainda os votos de que 2012 possa ser um verdadeiro sucesso, para Guimarães e para os vimaranenses, na celebração da Capital Europeia da Cultura, a que o blogue se associa através dos “12 ilustres Vimaranenses… e mais um. Uma caricatura de 12 em 12 dias” e que tanto apreço parece estar a merecer da parte dos nossos leitores.
A todos vocês, aqueles que conseguem encontrar algum interesse nas páginas deste ÁLB’oon… o nosso muito obrigado…
Miguel Salazar

Raul Germano Brandão nasceu na cidade do Porto em 1867.
Com 24 anos de idade, entrou para a Escola do Exército, dando início a uma carreira militar, aparentemente mais imposta do que propriamente desejada.
Nas suas Memórias, Raul Brandão escreveu...
“Na Escola do Exército ensinavam, no meu tempo, coisas inúteis que me deram mais trabalho a esquecer que a aprender”
Na realidade, a carreira militar não se adequava à sua natureza pacífica e contemplativa, mas a vontade do pai e o desejo de sua mãe de o ver garbosamente uniformizado, prevaleceram.
No registo das provas que prestou em 1893, no Regimento de Infantaria nº 6 (no Porto), figuram as seguintes elucidativas classificações...
“Tiro: atirador de 2ª classe; ginástica: medíocre; esgrima: medíocre”
A verdade é que foi graças ao serviço militar que conheceu a sua futura mulher quando, em 1896, Raul Brandão foi colocado no Regimento de Infantaria nº 20, em Guimarães.
A sua paixão por Maria Angelina foi de tal maneira arrebatadora que no ano seguinte já estava casado.
Durante a sua vida, manteve duas carreiras paralelas – a de militar e a de jornalista –, mas foi como escritor que o seu nome ficou conhecido para a posteridade.
A sua carreira militar levou-o a Lisboa, até que em 1912, com 45 anos de idade, se reformou no posto de Major, dando início à fase mais profícua da sua actividade literária.
Foi na Casa do Alto, em Nespereira (Guimarães), que Raul Brandão conseguiu a inspiração necessária para escrever a maior parte da sua obra.
Em 1917, escreveu aquela que é considerada a sua obra-prima – "Húmus" –, dedicada ao seu amigo Columbano Bordallo Pinheiro.
Em 1923, escreveu “Os Pescadores”, que deveria ser o primeiro de quatro volumes de uma série a que pretendia dar o nome de "A História Humilde do Povo Português". Os outros três volumes, porém ("Os Lavradores", "Os Pastores", "Os Operários"), nunca chegaram a ser escritos.
Em 1926, escreveu “As ilhas desconhecidas”, obra que na altura deu uma enorme visibilidade ao arquipélago dos Açores.
Raul Brandão faleceu em 1930, com 63 anos de idade.
Em homenagem a este escritor, a Biblioteca Municipal de Guimarães tem o seu nome…
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Humorgrafe e Memórias de Araduca)
Fontes de pesquisa:

O enredo desta história já foi publicado anteriormente (ver Vendilhões do Templo - o enredo), e o desenlace final que agora vos apresento, foi aquele que os vitorianos decidiram escolher - o final A.
Demorou 4 longos meses (e sabe Deus quantos milhões de euros), mas o povo acabou por escolher bem.
Nem poderia ter sido de outra forma...
(...)
Revoltado com tudo aquilo que o velho acabara de lhe contar, Dom Afonso Henriques não conseguia suster mais a sua ira. No exacto momento em que se preparava para expulsar os infieis mercadores mouros, El-Rei foi surpreendido pela turba que irrompeu de detrás da igreja, em fúria.
Por entre gritos de "vendilhões infieis", "vira-casacas" e "miseráveis", alguém gritou ainda mais alto, silenciando a revolta do povo por breves momentos:
"O nosso templo é um lugar santo de amor e dedicação, e vós transformastes-lo num antro de vendilhões infieis..."
O povo voltou a enfurecer-se e al-Míldio Çilba, Khamil i Onârio, Luç Yanûb al-Thar e todos os outros vendilhões (incluindo Arre U-Gant Kardozo), ao verem perigar as suas vidas, logo desataram a correr para fugir à turba enfurecida, não sem antes se assistir a mais algumas cenas da mais degradante falta de estatura moral, com a tentiva desesperada de salvar a própria pele, traindo-se uns aos outros e esfaqueando-se mutuamente pelas costas. Mas o povo é que já não caía mais nesses engodos, e não fosse o terem-se posto em fuga muito rapidamente, sabe-se lá o que lhes iria acontecer. O pior, com toda a certeza, tal era a revolta que então imperava.
E, no meio de todo este alvoroço, Dom Afonso Henriques sorriu. Reconhecia finalmente o seu povo e o carácter indomável do seu temperamento. El-Rei reajustou o seu capuz, despediu-se do velho com um breve aceno de cabeça e desapareceu no meio da multidão. Dom Afonso Henriques já podia regressar descansado à sua demanda contra os infieis. As Cruzadas precisavam d'El-Rei, e afinal o seu Povo dava bem conta de si.
O seu Povo voltara a ser como sempre o conhecera...
José Rialto

Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento, arqueólogo e escritor, nasceu em Guimarães no ano de 1833.
Estudou latim no Colégio da Lapa (no Porto) e, com apenas quinze anos, foi para Coimbra onde veio a concluir o bacharelato em Direito, tinha então 20 anos.
Das obras literárias que escreveu, salientam-se Os Lusitanos (1880), Ora Marítima (1880) e Os Argonautas (1887).
Em 1854, como Velho Nicolino que também foi, escreveu o Pregão desse ano (ver aqui).
Martins Sarmento foi o responsável pelo estudo de vários castros e citânias do Norte de Portugal, sendo o seu estudo mais relevante aquele que efectuou sobre a citânia de Briteiros e o castro de Sabroso.
Francisco Martins Sarmento tinha o sonho de fazer a descrição arqueológica de toda a região de Entre Douro e Minho, mas esse foi, no entanto, um projecto que nunca conseguiu concretizar, muito embora tenha deixado um vasto espólio constituído por milhares de páginas de notas manuscritas, onde estão registados os materiais recolhidos nas suas inúmeras expedições.
Foi igualmente importante a sua actividade como fotógrafo, iniciada em 1868. Pioneiro da fotografia de carácter científico, deixou centenas de negativos em vidro, na sua maior parte e como não podia deixar de ser, sobre arqueologia.
Em 1882, um grupo de vimaranenses ilustres, em homenagem ao sábio arqueólogo, criou a Sociedade Martins Sarmento, que estabeleceu como seu principal propósito o fomento da instrução popular, desenvolvendo desde logo uma importante acção de dinamização cultural.
Alberto Sampaio, outro ilustre vimaranense, descrevia assim o seu amigo…
“Alto, magro, de cabelos pretos retintos, a tez morena, o passo apressado, destacava-se em qualquer grupo, à primeira vista. Fisiologicamente um nervoso, falando por meias palavras, rápido e breve no discurso, como um homem que não pode desperdiçar o tempo, às vezes custava a perceber. A sua conversação usual, tocando aqui e ali a fugir, entrecortada de ditos alegres ou picantes, se carecia de atracção enlevadora, transbordava de típica graça portuguesa”
Quando, em 1875, Martins Sarmento iniciou o estudo da Citânia de Briteiros, o universo dos castros era uma incógnita e a arqueologia portuguesa dava os seus primeiros passos.
O povo é que muitas vezes não conseguia compreender a importância do seu trabalho e, na sua simplicidade, dizia (comentário registado no seu diário)…
“Em vez de gastar tanto dinheiro a tombar pedras e a revolver montes, maior proveito tiraria o Sr. Sarmento se legasse o que aqui desperdiça para que lhe fossem rezadas missas pela sua alma, quando morrer”
Martins Sarmento foi um dos pioneiros na utilização da fotografia como novo método de registo dos achados arqueológicos, substituindo assim o desenho.
As fotografias que tirou estiveram na origem da arqueologia científica em Portugal.
Aliás, a divulgação da Citânia de Briteiros está intimamente associada à fotografia. Na verdade, será através de dois álbuns fotográficos, que o arqueólogo vimaranense vai divulgar os resultados das suas pesquisas.
Correspondeu-se o sábio vimaranense com muitas das figuras mais ilustres do seu tempo, e o seu nome figura hoje em muitos tratados de arqueologia clássica.
Escrevia Alberto Sampaio a esse respeito…
“Homens distintos e vulgares, especialistas superiores ou simples amadores de arqueologia e folclore, recebia-os com urbanidade e agrado. Raro seria o forasteiro qualificado que viesse a Guimarães e o não procurasse”
É exactamente na sequência desta relação privilegiada com os seus pares que, em 1887, se realiza em Guimarães a primeira reunião científica de arqueologia, em Portugal.
Antes de morrer, em 1899, legou à Sociedade Martins Sarmento os milhares de livros da sua biblioteca, bem como todo o seu espólio científico, constituído em grande parte por peças arqueológicas.
Alberto Sampaio, que assistiu à sua morte, descreve assim os últimos momentos de Martins Sarmento…
“Regressando de Briteiros em 19 de Junho de 1899 quase saiu da carruagem para a cama. Cortado de dores que o imobilizavam numa única posição, sem palavras de lamentação ou de amargura, viu a doença aumentar dia a dia com a impassibilidade estóica dos fortes, até que em 9 de Agosto sucumbiu à hora e meia da tarde. Mas pouco antes, quando a morte se debruçava sobre a fronte a dar-lhe o beijo da eterna paz, estendendo o braço emagrecido sobre a dobra do lençol, e dispondo a mão, como se tivesse uma pena, fazia o jeito de escrever, de quem escrevia freneticamente. Que pensamentos que tanto quis e não pôde exprimir lhe revolveriam o cérebro agonizante? E assim acabou, agitado num turbilhão de ideias, sem conhecer a velhice intelectual, quem passara um quarto de século a procurar raios de luz, que iluminassem as trevas do passado”
Fernão Rinada
(caricatura publicada nos blogues Memórias de Araduca e Humorgrafe)
Fontes de pesquisa:
Francisco de Gouveia Martins Sarmento. Em Arqueo.org.
Francisco Martins Sarmento, Esboço da sua Vida e Obra científica. Mário Cardozo.
Francisco Martins Sarmento. Em Infopédia.
Escola Secundária Martins Sarmento. História e Patrono.
O pregão de 1854, pelo nicolino Francisco Martins Sarmento, em Memórias de Araduca.
A matemática é de facto uma disciplina terrível.
Publiquei este problema ontem às 19h25m (pode revê-lo aqui) e, em 24 horas, nem uma resposta com a solução.
Em assim sendo, outra saída não me resta do que ser eu próprio a apresentá-la.
Comecemos então por relembrar o Teorema de Macedo da Silva em si...


Pois é, meus caros amigos, o nosso amigo Milo deve estar a querer vender o hotel.
Só pode ! A verdade é que os tempos estão maus para todos.
O problema é que para conseguir arranjar um comprador para um imóvel com tantas assoalhadas, teria de encontrar um jogador com um Curriculum vitae sobre o fraquinho, para não ter de lhe oferecer um contrato com uma duração vitalícia.
Mesmo assim, foram necessários 4 anos e meio de contrato.
Ficam os meus amigos intrigados com o “e meio”?
Mas a resposta é elementar, meus caros Watsons. Se fosse apenas de 4 anos, e pela aplicação do teorema, apenas se obtinha um T40, o que seria manifestamente insuficiente para os 44 quartos, 3 suites sénior e mais algumas assoalhadas do Villa Hotel.
Só mesmo os 4 anos e meio seriam suficientes para as necessidades do nosso bendito Presidente…
José Rialto
Como curiosidade, quer conhecer o resultado de outras aplicações deste teorema?
Tony – Cv de 50% (pela experiência no estrangeiro) – 1,5 anos contrato – dá 4,5 – T4+1
El Adoua – Cv de 80% (internacional marroquino) – 2 anos contrato – T5
Pedro Mendes – Cv de 100% (não tem mais nada a provar) – 2 anos contrato – T4
Maurício Saucedo – Cv de 50% (sempre é internacional boliviano) – 1 ano contrato – T2
Soudani – Cv de 85% (internacional e melhor marcador argelino) – 3 anos contrato – T6 e T4+1
Nuno Assis – Cv de 100% (não tem mais nada a provar) – 2 anos contrato – T4

O teorema de Macedo da Silva diz que "em relação a qualquer aquisição, o número de assoalhadas do imóvel a adquirir pelo jogador a contratar, é sempre igual ao produto do inverso do valor do seu Curriculum Vitae, pelo quadrado do tempo de duração do seu contrato".
O número de assoalhadas é portanto directamente proporcional ao tempo de contrato pretendido, e inversamente proporcional ao valor do seu Curriculum vitae.
No caso de Emanuel Molina, o seu Cv foi avaliado em 40%. A sua classificação 10 pontos abaixo da média, resulta do facto de, apesar já ter acumulado uma experiência importante ao jogar em campeonatos de 3 países diferentes (Argentina, Turquia e Colômbia), a maior parte desse tempo ter sido passado em divisões secundárias (2ª colombiana e turca, 3ª e 4ª divisões argentinas). Na última época, jogou no campeonato principal da Colômbia, mas ficou-se pela antepenúltima posição.
Portanto, levando em consideração este valor de 0,4, tente lá então fazer os cálculos de acordo com a fórmula indicada, especificando:
1 – Quantas assoalhadas tem o imóvel que Emanuel Molina terá de comprar?
2 – Qual será então o imóvel que terá de ser adquirido pelo jogador?
José Rialto

No Grande Salão de Audiências do Senhor das Terras Mouras de Beira-Tejo – o Xeique Khadafi –, uma voz anunciava o visitante seguinte:
- Al-Míldio Çilba, antes conhecido por Milo, Senhor Regente da Cidade de Guimarães, e vassalo do Grande Xeique Khadafi.
Al-Míldio vinha reiterar a sua vassalagem, coisa que gostava de fazer com alguma frequência. Mantinha a esperança de um dia acabar por cair nas graças do Xeique e, dessa forma, conseguir finalmente fazer com ele algumas negociatas.
AMÇ – Ó Grande Xeique, Senhor absoluto de todas as Terras Mouras de Beira-Tejo e arrabaldes, venho aqui hoje, portanto prostrar-me mais uma vez a vossos pés, para vos dar conta do sucesso das nossas últimas campanhas.
XK – Só vitórias, espero eu, Milú, hum, hum – disse, meio enfadado.
AMÇ – Sim, meu Amo e Senhor. Até agora ganhamos todos os jogos que efectivamente fizemos contra o Vitória. No futebol, naquele desporto estúpido em que andam portanto todos aos saltos a atirar a bola por cima da rede, e noutro ainda mais estúpido em que passam a vida a tentar enfiar efectivamente uma bola num cesto, que ainda por cima está pendurado. Se estivesse no chão, sempre era mais fácil. Enfim... Ao todo, portanto, ganhamos cinco vezes.
XK – "Ganhamos"? Mas você não era vitoriano, ó Ilídio, hum, hum?
AMÇ – Digamos que isso é o que eu quero que os gaijos pensem...
XK – E como é que você consegue fazê-los perder os jogos, Emídio? O povo não percebe que você não está do lado deles, hum, hum?
AMÇ – Não, mas olhe que não é fácil. É que eu agora tenho uma técnica nova que efectivamente dá muito menos nas vistas. Não pago aos jogadores e assim digamos que os consigo desmotivar ainda mais, percebe? Já nem preciso de falar com eles portanto antes dos jogos. Mais acção e menos cumbersa, percebe? E assim, portanto nem a melga daquele gaijo me pode chatear.
XK – Qual gaijo, Hermínio, hum, hum?
AMÇ – Foi um gaijo que soube do que efectivamente se passou há 3 anos, quando eu disse aos jogadores que portanto o melhor para eles era virem todos para o nosso Glorioso, lembra-se?
XK – Claro que me lembro. Foi antes dum jogo da Taça, em voleibol.
AMÇ – Pois foi. Mas o pior é que efectivamente depois o gaijo foi contar isso tudo numa Assembleia Popular. Quase me entalou.
XK – E então?
AMÇ – Então, eu estava mesmo à rasca, mas depois portanto lá me consegui safar. Disse que era tudo efectivamente mentira e que o ia processar. Até jurei pela saúde dos meus filhos, eh eh eh.
XK – E o povo engoliu essa, Lucílio?
AMÇ – Com pele, caroço e tudo.
XK – Grande Ilídio!
AMÇ – Em Outubro, o gaijo ainda tentou efectivamente achingalhar-me noutra Assembleia Popular. Mas nós efectivamente soubemos que o gaijo tinha arranjado as declarações dos jogadores, que diziam que era tudo verdade, e como o Chefe da Assembleia também é dos nossos, só o deixou falar às 3 da manhã, quando já não estava quase ninguém.
XK – Grande Hercílio. Você tem tudo controlado, homem, hum, hum…
AMÇ – Aqueles gaijos são piores que uma praga. Agora querem pôr-nos a todos efectivamente na rua. Mas o Chefe da Assembleia Popular, o tal que é dos nossos, tem estado a controlar bem as coisas. Parece-me é que ele efectivamente também me quer fazer a cama. Mas já conseguiu atrasar as coisas 2 ou 3 meses. Já só faltam umas semanitas para que nós efectivamente póssamos entalá-los com a história da SAD. Vamos conseguir, e a breve precha...
XK – Você é o maior, Lucídio. Como prova do reconhecimento desta grande instituição nacional que é o Benfica, vou emprestar-lhe outra vez o Marreta, mas atenção, hum, hum, porque vão ter de o pôr a jogar. Contra nós é que ele nunca poderá jogar. E se tiver algum problema de saúde, nem que seja uma constipação, você manda-o logo para cá, para o nosso médico o ver. Percebeu, Almerindo, hum, hum? Vocês livrem-se de o tentar tratar outra vez. Livrem-se!...
José Rialto
(cartoon publicado no blogue Dom Afonso Henriques)

João Cardoso jamais descansaria enquanto não conseguisse atrair sobre si as luzes da ribalta. E foi no imenso vazio que tem sido a Direcção de Milo e seus amigos, que JC foi descobrir a oportunidade para o fazer.
Desdobrando-se numa miríade de comunicados e de conferências de imprensa, JC parece ter descoberto finalmente a sua natural vocação, a de se transfigurar num verdadeiro JC Superstar.
Inebriado pelo protagonismo conquistado, aumentou as suas competências de tal forma, que já ultrapassou largamente aquelas que deveriam ser as de um simples Presidente da Assembleia Geral.
Falar de cima das tamancas, pôr-se em bicos de pé, ou subir mesmo para o topo de uma cadeira, não seria suficiente para JC. Para este JC, agora feito Superstar, nada menos do que umas enormes andas seria aceitável.
Do cimo da ilusão que ele próprio criou, e em estado de plena exaltação do seu ego, JC Superstar passou a pôr e dispor a seu bel-prazer de tudo aquilo que entendeu. Fazendo alarde de um poder discricionário que jamais lhe foi concedido, interpreta e reinventa os estatutos da forma que melhor lhe convem, sentenciando ilegalidades e criando até aquela nova figura jurídica fantástica, que é a de se poder fazer "alguma jurisprudência”.
O estado de exaltação do seu ego é tal, que até já se arroga ao direito de impor prazos àquele que lhe ofereceu de mão beijada o lugar que hoje ocupa.
Impávido e sereno está o Milo, como de resto é seu timbre, agora que encontrou debaixo das vestes deste aprendiz de feiticeiro, a sombra ideal para observar em segurança e em silêncio sepulcral, o desenrolar de todos estes acontecimentos.
José Rialto
No próximo Domingo, o Vitória vai à Luz, para discutir o acesso aos quartos-de-final da Taça de Portugal, em voleibol.
A 5 de Janeiro do ano passado, no mesmo pavilhão, o Vitória venceu o jogo da Taça, e assim garantia o acesso aos mesmos quartos-de-final, mas nessa ocasião em basquetebol.
Três dias depois, publiquei este cartoon a respeito dessa conquista.
Reparem bem como o texto de José Rialto se mantém tão actual... um ano depois.
(para ver cartoon e texto, carregar no desenho)
Só que agora já não queremos mais que ele fale, mas apenas que se vá embora...
... é do Vitória !

Chama-se Cláudio Fonseca e é natural de Lisboa.
Em 2006, com apenas 17 anos, rumou a Espanha onde representou o Valencia Basket, o Peñas Huesca, o Almàssera e o Santa Pola Lucentum. Em 2010/2011, Fernando Sá trouxe-o para Guimarães.
Cláudio Fonseca é hoje em dia um indiscutível jogador da selecção nacional principal de basquetebol.
Cláudio Fonseca foi considerado o melhor jogador nacional da 1ª volta da Liga Portuguesa de Basquetebol, o que faz dele o melhor basquetebolista nacional da actualidade.
Apesar de todas as limitações orçamentais da secção, decorrentes da actual conjuntura económica nacional e da realidade do próprio clube, e apesar de todos os incumprimentos salariais perpetrados pela ruinosa gestão de uma Direcção que se encontra a prazo, a verdade é que ainda assim a equipa de basquetebol, sob a direcção do Dr António Lourenço e a orientação técnica do Prof Fernando Sá, lá vai conseguindo feitos absolutamente notáveis como este.
Aquilo que é indiscutível, é que são exactamente as modalidades amadoras que nos vão dando os maiores motivos de orgulho, fazendo com que se cubram de vergonha, e até de ridículo, aqueles que não as pretendendo terminar, querem pelo menos a sua extinção…
Fernão Rinada
ACTUALIZAÇÂO
Em Fevereiro de 2012, alegando justa causa por incumprimento salarial, Cláudio Fonseca rescindiu contrato, assinando pelos espanhois do Plasencia Extremadura...

Daniela Pinto é natural de Fafe.
Iniciou a sua formação nas piscinas da AD Fafe, e concluiu-a nas do Vitória.
Aos seis anos de idade tinha medo da água, e aos 20 é uma das meninas de ouro da natação vitoriana.
Já representou a selecção nacional por diversas ocasiões, sendo a melhor nadadora nacional da actualidade, em Águas Abertas.
A 21 de Junho de 2011, sagrou-se Campeã Nacional, ao classificar-se no 11º lugar da Geral, nos 10km do FINA Setúbal Bay.
A 11 de Setembro, conquistou a 6ª posição nos Europeus de Águas Abertas, que se realizou em Eilat (Israel). Numa prova com 25km, Daniela Pinto obteve o melhor resultado de sempre para nadadoras portuguesas.
Aos 20 anos de idade, os seus principais objectivos são tornar-se na primeira atleta vitoriana a participar nos Jogos Olímpicos (Londres’2012), e fazer a travessia do Canal da Mancha, em 2013.
Se conseguir esse desiderato, ultrapassando os 36km de extensão do Canal, sob condições extremamente adversas, como a forte ondulação e a baixa temperatura da água (15ºC), Daniela Pinto será uma das poucas mulheres a conseguir fazê-lo… a nível mundial.
De entre as portuguesas, será seguramente, e mais uma vez, a primeira…
Fernão Rinada
(cartoon publicado no Depois Falamos)
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