brevemente...
Francisco Martins Sarmento
(insigne arqueólogo e escritor vimaranense)
a publicar quando os vitorianos decidirem...
Vendilhões do Templo - o desenlace final
adiados sine die...
Velhas Glórias do blogue Dom Afonso Henriques
(Basaúla, Ademir, Vítor Paneira, Tito, Jeremias, Fredrik...)
A matemática é de facto uma disciplina terrível.
Publiquei este problema ontem às 19h25m (pode revê-lo aqui) e, em 24 horas, nem uma resposta com a solução.
Em assim sendo, outra saída não me resta do que ser eu próprio a apresentá-la.
Comecemos então por relembrar o Teorema de Macedo da Silva em si...


Pois é, meus caros amigos, o nosso amigo Milo deve estar a querer vender o hotel.
Só pode ! A verdade é que os tempos estão maus para todos.
O problema é que para conseguir arranjar um comprador para um imóvel com tantas assoalhadas, teria de encontrar um jogador com um Curriculum vitae sobre o fraquinho, para não ter de lhe oferecer um contrato com uma duração vitalícia.
Mesmo assim, foram necessários 4 anos e meio de contrato.
Ficam os meus amigos intrigados com o “e meio”?
Mas a resposta é elementar, meus caros Watsons. Se fosse apenas de 4 anos, e pela aplicação do teorema, apenas se obtinha um T40, o que seria manifestamente insuficiente para os 44 quartos, 3 suites sénior e mais algumas assoalhadas do Villa Hotel.
Só mesmo os 4 anos e meio seriam suficientes para as necessidades do nosso bendito Presidente…
José Rialto
Como curiosidade, quer conhecer o resultado de outras aplicações deste teorema?
Tony – Cv de 50% (pela experiência no estrangeiro) – 1,5 anos contrato – dá 4,5 – T4+1
El Adoua – Cv de 80% (internacional marroquino) – 2 anos contrato – T5
Pedro Mendes – Cv de 100% (não tem mais nada a provar) – 2 anos contrato – T4
Maurício Saucedo – Cv de 50% (sempre é internacional boliviano) – 1 ano contrato – T2
Soudani – Cv de 85% (internacional e melhor marcador argelino) – 3 anos contrato – T6 e T4+1
Nuno Assis – Cv de 100% (não tem mais nada a provar) – 2 anos contrato – T4

O teorema de Macedo da Silva diz que "em relação a qualquer aquisição, o número de assoalhadas do imóvel a adquirir pelo jogador a contratar, é sempre igual ao produto do inverso do valor do seu Curriculum Vitae, pelo quadrado do tempo de duração do seu contrato".
O número de assoalhadas é portanto directamente proporcional ao tempo de contrato pretendido, e inversamente proporcional ao valor do seu Curriculum vitae.
No caso de Emanuel Molina, o seu Cv foi avaliado em 40%. A sua classificação 10 pontos abaixo da média, resulta do facto de, apesar já ter acumulado uma experiência importante ao jogar em campeonatos de 3 países diferentes (Argentina, Turquia e Colômbia), a maior parte desse tempo ter sido passado em divisões secundárias (2ª colombiana e turca, 3ª e 4ª divisões argentinas). Na última época, jogou no campeonato principal da Colômbia, mas ficou-se pela antepenúltima posição.
Portanto, levando em consideração este valor de 0,4, tente lá então fazer os cálculos de acordo com a fórmula indicada, especificando:
1 – Quantas assoalhadas tem o imóvel que Emanuel Molina terá de comprar?
2 – Qual será então o imóvel que terá de ser adquirido pelo jogador?
José Rialto

No Grande Salão de Audiências do Senhor das Terras Mouras de Beira-Tejo – o Xeique Khadafi –, uma voz anunciava o visitante seguinte:
- Al-Míldio Çilba, antes conhecido por Milo, Senhor Regente da Cidade de Guimarães, e vassalo do Grande Xeique Khadafi.
Al-Míldio vinha reiterar a sua vassalagem, coisa que gostava de fazer com alguma frequência. Mantinha a esperança de um dia acabar por cair nas graças do Xeique e, dessa forma, conseguir finalmente fazer com ele algumas negociatas.
AMÇ – Ó Grande Xeique, Senhor absoluto de todas as Terras Mouras de Beira-Tejo e arrabaldes, venho aqui hoje, portanto prostrar-me mais uma vez a vossos pés, para vos dar conta do sucesso das nossas últimas campanhas.
XK – Só vitórias, espero eu, Milú, hum, hum – disse, meio enfadado.
AMÇ – Sim, meu Amo e Senhor. Até agora ganhamos todos os jogos que efectivamente fizemos contra o Vitória. No futebol, naquele desporto estúpido em que andam portanto todos aos saltos a atirar a bola por cima da rede, e noutro ainda mais estúpido em que passam a vida a tentar enfiar efectivamente uma bola num cesto, que ainda por cima está pendurado. Se estivesse no chão, sempre era mais fácil. Enfim... Ao todo, portanto, ganhamos cinco vezes.
XK – "Ganhamos"? Mas você não era vitoriano, ó Ilídio, hum, hum?
AMÇ – Digamos que isso é o que eu quero que os gaijos pensem...
XK – E como é que você consegue fazê-los perder os jogos, Emídio? O povo não percebe que você não está do lado deles, hum, hum?
AMÇ – Não, mas olhe que não é fácil. É que eu agora tenho uma técnica nova que efectivamente dá muito menos nas vistas. Não pago aos jogadores e assim digamos que os consigo desmotivar ainda mais, percebe? Já nem preciso de falar com eles portanto antes dos jogos. Mais acção e menos cumbersa, percebe? E assim, portanto nem a melga daquele gaijo me pode chatear.
XK – Qual gaijo, Hermínio, hum, hum?
AMÇ – Foi um gaijo que soube do que efectivamente se passou há 3 anos, quando eu disse aos jogadores que portanto o melhor para eles era virem todos para o nosso Glorioso, lembra-se?
XK – Claro que me lembro. Foi antes dum jogo da Taça, em voleibol.
AMÇ – Pois foi. Mas o pior é que efectivamente depois o gaijo foi contar isso tudo numa Assembleia Popular. Quase me entalou.
XK – E então?
AMÇ – Então, eu estava mesmo à rasca, mas depois portanto lá me consegui safar. Disse que era tudo efectivamente mentira e que o ia processar. Até jurei pela saúde dos meus filhos, eh eh eh.
XK – E o povo engoliu essa, Lucílio?
AMÇ – Com pele, caroço e tudo.
XK – Grande Ilídio!
AMÇ – Em Outubro, o gaijo ainda tentou efectivamente achingalhar-me noutra Assembleia Popular. Mas nós efectivamente soubemos que o gaijo tinha arranjado as declarações dos jogadores, que diziam que era tudo verdade, e como o Chefe da Assembleia também é dos nossos, só o deixou falar às 3 da manhã, quando já não estava quase ninguém.
XK – Grande Hercílio. Você tem tudo controlado, homem, hum, hum…
AMÇ – Aqueles gaijos são piores que uma praga. Agora querem pôr-nos a todos efectivamente na rua. Mas o Chefe da Assembleia Popular, o tal que é dos nossos, tem estado a controlar bem as coisas. Parece-me é que ele efectivamente também me quer fazer a cama. Mas já conseguiu atrasar as coisas 2 ou 3 meses. Já só faltam umas semanitas para que nós efectivamente póssamos entalá-los com a história da SAD. Vamos conseguir, e a breve precha...
XK – Você é o maior, Lucídio. Como prova do reconhecimento desta grande instituição nacional que é o Benfica, vou emprestar-lhe outra vez o Marreta, mas atenção, hum, hum, porque vão ter de o pôr a jogar. Contra nós é que ele nunca poderá jogar. E se tiver algum problema de saúde, nem que seja uma constipação, você manda-o logo para cá, para o nosso médico o ver. Percebeu, Almerindo, hum, hum? Vocês livrem-se de o tentar tratar outra vez. Livrem-se!...
José Rialto

João Cardoso jamais descansaria enquanto não conseguisse atrair sobre si as luzes da ribalta. E foi no imenso vazio que tem sido a Direcção de Milo e seus amigos, que JC foi descobrir a oportunidade para o fazer.
Desdobrando-se numa miríade de comunicados e de conferências de imprensa, JC parece ter descoberto finalmente a sua natural vocação, a de se transfigurar num verdadeiro JC Superstar.
Inebriado pelo protagonismo conquistado, aumentou as suas competências de tal forma, que já ultrapassou largamente aquelas que deveriam ser as de um simples Presidente da Assembleia Geral.
Falar de cima das tamancas, pôr-se em bicos de pé, ou subir mesmo para o topo de uma cadeira, não seria suficiente para JC. Para este JC, agora feito Superstar, nada menos do que umas enormes andas seria aceitável.
Do cimo da ilusão que ele próprio criou, e em estado de plena exaltação do seu ego, JC Superstar passou a pôr e dispor a seu bel-prazer de tudo aquilo que entendeu. Fazendo alarde de um poder discricionário que jamais lhe foi concedido, interpreta e reinventa os estatutos da forma que melhor lhe convem, sentenciando ilegalidades e criando até aquela nova figura jurídica fantástica, que é a de se poder fazer "alguma jurisprudência”.
O estado de exaltação do seu ego é tal, que até já se arroga ao direito de impor prazos àquele que lhe ofereceu de mão beijada o lugar que hoje ocupa.
Impávido e sereno está o Milo, como de resto é seu timbre, agora que encontrou debaixo das vestes deste aprendiz de feiticeiro, a sombra ideal para observar em segurança e em silêncio sepulcral, o desenrolar de todos estes acontecimentos.
José Rialto
No próximo Domingo, o Vitória vai à Luz, para discutir o acesso aos quartos-de-final da Taça de Portugal, em voleibol.
A 5 de Janeiro do ano passado, no mesmo pavilhão, o Vitória venceu o jogo da Taça, e assim garantia o acesso aos mesmos quartos-de-final, mas nessa ocasião em basquetebol.
Três dias depois, publiquei este cartoon a respeito dessa conquista.
Reparem bem como o texto de José Rialto se mantém tão actual... um ano depois.
(para ver cartoon e texto, carregar no desenho)
Só que agora já não queremos mais que ele fale, mas apenas que se vá embora...
... é do Vitória !

Chama-se Cláudio Fonseca e é natural de Lisboa.
Em 2006, com apenas 17 anos, rumou a Espanha onde representou o Valencia Basket, o Peñas Huesca, o Almàssera e o Santa Pola Lucentum. Em 2010/2011, Fernando Sá trouxe-o para Guimarães.
Cláudio Fonseca é hoje em dia um indiscutível jogador da selecção nacional principal de basquetebol.
Cláudio Fonseca foi considerado o melhor jogador nacional da 1ª volta da Liga Portuguesa de Basquetebol, o que faz dele o melhor basquetebolista nacional da actualidade.
Apesar de todas as limitações orçamentais da secção, decorrentes da actual conjuntura económica nacional e da realidade do próprio clube, e apesar de todos os incumprimentos salariais perpetrados pela ruinosa gestão de uma Direcção que se encontra a prazo, a verdade é que ainda assim a equipa de basquetebol, sob a direcção do Dr António Lourenço e a orientação técnica do Prof Fernando Sá, lá vai conseguindo feitos absolutamente notáveis como este.
Aquilo que é indiscutível, é que são exactamente as modalidades amadoras que nos vão dando os maiores motivos de orgulho, fazendo com que se cubram de vergonha, e até de ridículo, aqueles que não as pretendendo terminar, querem pelo menos a sua extinção…
Fernão Rinada

Daniela Pinto é natural de Fafe.
Iniciou a sua formação nas piscinas da AD Fafe, e concluiu-a nas do Vitória.
Aos seis anos de idade tinha medo da água, e aos 20 é uma das meninas de ouro da natação vitoriana.
Já representou a selecção nacional por diversas ocasiões, sendo a melhor nadadora nacional da actualidade, em Águas Abertas.
A 21 de Junho de 2011, sagrou-se Campeã Nacional, ao classificar-se no 11º lugar da Geral, nos 10km do FINA Setúbal Bay.
A 11 de Setembro, conquistou a 6ª posição nos Europeus de Águas Abertas, que se realizou em Eilat (Israel). Numa prova com 25km, Daniela Pinto obteve o melhor resultado de sempre para nadadoras portuguesas.
Aos 20 anos de idade, os seus principais objectivos são tornar-se na primeira atleta vitoriana a participar nos Jogos Olímpicos (Londres’2012), e fazer a travessia do Canal da Mancha, em 2013.
Se conseguir esse desiderato, ultrapassando os 36km de extensão do Canal, sob condições extremamente adversas, como a forte ondulação e a baixa temperatura da água (15ºC), Daniela Pinto será uma das poucas mulheres a conseguir fazê-lo… a nível mundial.
De entre as portuguesas, será seguramente, e mais uma vez, a primeira…
Fernão Rinada
(cartoon publicado no Depois Falamos)

Foi pena...
O moreirense Jorge Casquilha quase vencia o nacionalista Pedro Caixinha. Esteve quase a consegui-lo, mas na ponta final faltou-lhe sempre qualquer coisa.
Combateram até à exaustão... um e outro.
Não fosse o gongo, e morriam os dois...
(cartoon publicado no Sempre Moreirense)

O José Rialto, o Fernão Rinada e eu, desejamo-vos a vocês, visitantes do ÁLB'oon, um Natal muito feliz, pleno de paz e harmonia, no seio daqueles que mais amais.
Desejamo-vos ainda um novo ano de 2012 com muita saúde, e em que possais ver realizados todos os vossos sonhos e projectos.
Festas Felizes para todos vós...
Os colaboradores do ÁLB’oon, nas pessoas do Miguel Salazar, do Fernão Rinada e de mim próprio, têm o prazer de comunicar a todos os seus leitores, e também a toda a massa associativa vitoriana, que graças aos esforços por nós desenvolvidos, em estreita colaboração com cinco companhias aéreas, uma de caminhos de ferro, uma de camionagem e uma de turismo, todas estrangeiras, iremos converter em realidade os vossos quatro maiores sonhos.

Assim, iremos oferecer ao sr Paulo Pereira uma viagem, sem regresso, até ao Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, onde ele poderá dar largas a um dos seus entretenimentos predilectos – jogar pau com os ursos, num lugar onde eles são pardos (tal como algumas das nossas eminências) e existem em grande quantidade. A United Airlines oferece a viagem Porto - Nova Iorque, a Delta Airlines a viagem Nova Iorque – Billings, a Crosville Motor Services a viagem de autocarro (NO RETURN) até Yellowstone, e a Administração do Parque oferece a entrada, tendo-nos ainda garantindo, sob compromisso de honra, não fornecer qualquer tipo de mapa ou orientação, a PP.

Depois, temos o sr Luciano Baltar, que se viu tão negro para nos explicar aquela confusão a que, com um enorme sentido de humor, chamou “Relatório e Contas”. Para isso, nada melhor do que uma viagem até à tribo dos Nakulamené, nas ilhas Vanuatu. Aproveitando as relações privilegiadas da TVI com esse povo, estabelecidas com o programa “Perdidos na Tribo”, e beneficiando ainda da colaboração da companhia aérea Qantas, que oferece a passagem Porto - Sydney, da Air Vanuatu que assegura a viagem entre Sydney e Vanuatu, e da Melanesian Tours que se encarrega de levar LB até aos Nakulamené, poderemos então proporcionar ao nosso Vice-Presidente para a Área Financeira a oportunidade de continuar a “ver-se negro” entre negros, e perante um povo que, tal como nós, não há-de perceber patavina daquilo que ele lhes tente explicar. Ali, pelo menos, LB poderá lançar sobre a língua dos Nakulamené, a responsabilidade de não conseguir fazer passar a sua mensagem. Depois de lá deixar LB, a Melanesian Tours há-de lançar ao mar a camioneta que o transportou, de modo a que nem se chegue a ponderar a hipótese do seu regresso a Guimarães.

Para Emílio Macedo, reservamos uma viagem até ao Dubai, onde poderá finalmente fazer as suas negociatas imobiliárias, às claras, junto dos seus amigos Xeiques e Emires, a seu bel-prazer e sem que pelo facto seja criticado. A Emirates Airlines oferece a viagem entre o Porto e o Dubai. Aqui espera-se que seja a ambição de EMdS a mantê-lo lá por muito tempo.

Finalmente o nosso Presidente da Assembleia Geral. A prenda mais adequada à arrogância do Dr João Cardoso, seria providenciar-lhe uma assembleia mais pacata, e se possível subserviente, que não ousasse pôr em causa as suas sábias palavras e as suas doutas decisões, e que não tivesse a veleidade de fazer qualquer petição e que muito menos tivesse o desplante de lha entregar. Depois de uma pesquisa exaustiva, na procura de uma assembleia que lhe pudesse providenciar essas características, fomos encontrá-la em Xian (na China) - o famoso exército de mais de 8.000 guerreiros... em terracota. A Air China oferece a viagem Porto – Pequim, e a Companhia de Comboios Chineses a passagem até Xian. Uma vez que consiga presidir a uma assembleia tão submissa, não é de supor que JC algum dia queira regressar a uma cidade que de submissa tem muito pouco.

E quando menos esperávamos… eis que surge o Benfica em todo o seu esplendor, presenteando os seus adeptos. Assim, e para os fazer sentir-se mais em casa, o Benfica faz questão de lhes oferecer, sem quaisquer custos, as inscrições nas Casas do Benfica respectivamente de Yellowstone, Vanuatu, Dubai e Xian. Vários anos depois de ter assinado os famosos “protocóis”, finalmente o clube da Luz faz algo de verdadeiramente generoso pelo nosso clube, assegurando-nos que fiquem assim espalhados pelos quatro cantos do Mundo, os nossos piores pesadelos.
É que, sem eles, Guimarães e o Vitória nunca mais voltarão a ser os mesmos... felizmente...
José Rialto

Nilson Corrêa Júnior nasceu em Vitória, no Brasil, e fez toda a sua formação no Vitória da Bahia, onde também iniciou a sua carreira profissional. Chegado a Portugal, assinou pelo Vitória, onde ainda se mantém, sendo agora treinado por Rui Vitória.
De um jogador que nasceu em Vitória, que se formou num Vitória, que iniciou a sua carreira profissional nesse mesmo Vitória, que em Portugal apenas jogou no Vitória, e que agora é treinado por Vitória, não poderá deixar de se dizer que desde sempre o nome “Vitória” lhe correu nas veias.
E apesar de a sua (nossa) equipa andar hoje em dia um pouco arredada desse conceito de vitória, a verdade é que não será seguramente Nilson o culpado dessa realidade...
José Rialto
(caricatura publicada no Depois Falamos)

Cheguei a pensar desenhá-lo parado, mas não quis cometer a injustiça de dar dele uma imagem tão pouco dinâmica.
Por isso preferi desenhá-lo… a passo.
Mas a verdade é que neste último jogo contra o Vitória de Setúbal, Marcelo Toscano lá marcou mais dois golos, o que faz dele o nosso segundo maior goleador, logo atrás de Edgar, e com mais golos marcados do que os nossos supersónicos extremos ou do que o melhor artilheiro argelino da época passada.
E é assim que Toscano lá vai levando a água ao seu moinho… a passo, sempre a passo.
Bem sempre, sempre, não.
De vez em quando ele pára…
José Rialto
(cartoon publicado no Vitorianismo)

A Dança do Dragão surge nas celebrações tradicionais do Ano Novo Chinês, como sendo capaz de repelir os maus espíritos que, de outro modo, acabariam inevitavelmente por estragar o ano que então começa. Esta dança tem origens ancestrais, que remontam à Dinastia Han, a segunda dinastia Imperial da China (entre o séc.IIIaC e o séc.III).
Na Mitologia Oriental, o dragão representa o poder espiritual supremo, o poder celestial e o terreno, a sabedoria e a força. O dragão vive na água, traz aos homens a riqueza e a boa sorte, e usa a magia para socorrer os aflitos. Os chineses acreditam ainda que lhes providencia a chuva necessária às suas colheitas. O Dragão Chinês (“lung”) é um ser fantástico composto por Nove Entidades diferentes, que correspondem a diversas partes do corpo de vários animais: a cabeça é de um camelo, os olhos são de lebre (ou de demónio, noutras versões), os cornos de veado, as orelhas de touro (de boi ou de vaca), o pescoço é de serpente (ou de iguana) e as escamas são de carpa; as plantas das patas são de tigre, e as garras de águia (ou de falcão); a última entidade é normalmente considerada como sendo o ventre de sapo (ou de amêijoa, por não ter escamas), mas também há referências de que sejam os dentes de lobo. Das 117 escamas da carpa, 81 estão impregnadas de Yang (o Bem) e 36 de Yin (o Mal), reforçando a ideia de que os opostos coabitam no Dragão, mas em que a benevolência acaba sempre por prevalecer.
Na Dança do Dragão existem múltiplas coreografias que podem ser interpretadas por uma equipa com um número muito variável de intervenientes. Este número corresponde ao número de secções que compõem o dragão, que por sua vez varia com o seu comprimento total (habitualmente entre os 25 e os 35 metros, embora possa atingir os 70 e as 46 secções). De entre as coreografias mais conhecidas, sobressai a “em busca da pérola”. Nesta representação, o dragão persegue a “pérola”, que não é mais do que uma esfera colorida manipulada por um outro atleta. O simbolismo desta coreografia está associado à permanente busca da Sabedoria.
Neste cartoon do Sifu Paulo Araújo, o problema surgiu quando tive de decidir qual o símbolo a usar para representar a “pérola”. Confesso que a primeira ideia que me ocorreu foi a de usar o emblema do Vitória. Que melhor alternativa poderia existir para simbolizar a Sabedoria? Nenhuma, digo eu!
Mas a verdade é que receei bem que o Paulo, como reconhecido e inveterado dragão portista que é (vulgo: Andrade), não partilhasse da minha opinião e, no limite, ficasse desagradado com a ideia. E eu, que me considero um rapaz previdente, optei por não correr o risco de despertar o Dragão Chinês que há no Paulo.
Coisas de gente que está contente com a vida que leva...
Por outro lado, se usasse um símbolo do FCPorto, nunca ninguém seria capaz de estabelecer a ligação entre os dois (clube e Sabedoria).
E assim sendo, uma vez que não podia alterar o símbolo, outra opção não tive que não fosse a de alterar o object(iv)o da busca. E foi assim que, ao invés de procurar a Sabedoria, o Dragão Chinês surge agora em busca do Dragão Portista.
Coisas de Dragões...

O combate iria ter lugar na Aldeia das Aves, não daí a muito tempo. Os Homens Brancos sabiam que iriam poder contar com a ajuda do poderoso Tarzan N'Diaye, mas também estavam conscientes do quão pouco fiável ele conseguia ser, uma vez toldado pelo efeito da adrenalina da batalha. Rui, o Chefe da tribo dos Homens Brancos, disse-lhe então em Mangani, a língua-mãe de Tarzan...
- U-a tarmangani zu-ugla.
(Hoje Homens Brancos ter grande combate)
E Tarzan respondeu, orgulhoso pelo facto de que iria ajudar os seus amigos...
- Tarzan knu-do. Tarzan van-hane tarmangani gan-do ugla.
(Tarzan sabe. Tarzan ajuda Homens Brancos vencer combate)
Mas o Chefe Rui sabia bem que, no calor da batalha, Tarzan N´Diaye não seria mais capaz de distinguir amigos de inimigos. Tentando evitar o inevitável, disse...
- Tarzan kewa kreeg. T'yo yud Ah-Bes. Tarmangani yud ora yo. Tarzan bundolo Ah-Bes. Tarzan tand-bundolo tarmangani.
(Tarzan ter de ter cuidado. Aves ser inimigos. Homens Brancos ser amigos. Tarzan atacar Aves. Tarzan não atacar Homens Brancos)
A resposta de Tarzan começou por ser apenas um lamento. O lamento de quem tinha a consciência de ter uma fraqueza que não conseguia controlar...
- Uta Tarzan olo, Tarzan t'yato-ze. Uta Tarzan olo, Tarzan eak o t'yo...
(Quando Tarzan luta, Tarzan fica cego. Quando Tarzan luta, todos parecer inimigos...)
E o lamento rapidamente se transformou num aviso que era quase uma súplica...
- Tarmangani kewa kreeg. Tarzan bundolo eak-obe.
(Homens Brancos ter de ter cuidado. Tarzan ataca todos!...)
José Rialto

Hélder Freitas faz história, em Guimarães e no Vitória, ao ser o primeiro atleta sénior do clube a ser convocado para a Selecção Nacional de Pólo Aquático.
Natural de Felgueiras, Hélder Freitas iniciou-se na natação na ADFafe, passando depois pelas escolas do Vitória. Optou então por prosseguir a sua carreira no Pólo Aquático, fazendo a sua formação no FOCA (Felgueiras). A frequência do Ensino Superior levou-o ao Porto e ao CDUP, clube ao serviço do qual teve participações na Taça LEN (Ligue Européenne de Natation) e na Liga dos Campeões.
Hélder Freitas joga na posição de guarda-redes, e foi uma das principais aquisições do Vitória, na época passada...
(cartoon publicado no Depois Falamos)
(advertência ao leitor: este texto, infelizmente, não tem carácter humorístico)
A segunda curiosidade relacionada com a minha intervenção na última AG, tem a ver com a interpelação que aí fiz ao seu Presidente – Dr João Cardoso.
A respeito do meu direito ao contraditório, tinha-lhe solicitado por escrito que se dignasse publicar a minha versão dos acontecimentos.
Nunca recebi uma resposta a essa minha solicitação, mas o DrJC alegou que a tinha dado.
Fiquei na altura surpreendido com a rapidez com que o DrJC o fez, mostrando-me de imediato o documento que alegadamente provava que a resposta me tinha sido dada em tempo útil. Por certo tinha sido previamente alertado (pelo Dr João Martins) da minha intenção de fazer essa interpelação. Afinal, eu tinha estado a conversar com o DrJM, a esse respeito, apenas algumas horas antes.
E até aqui, tudo bem.
Menos bem esteve o DrJC, na altura em que a ele me dirigi para me desculpar por aquilo que no momento me pareceu ter sido um erro meu. A altivez com que recebeu o meu pedido de desculpa e a deselegância com que literalmente me despachou para a sua Secretária, dizendo-me que deveria ser com ela que deveria esclarecer quaisquer dúvidas que ainda tivesse, só pode mesmo justificar-se (se é que o pode ser de todo) pela tensão decorrente das 6 horas que durou a AG.
Confesso que nunca fiquei completamente convencido de que aquela mensagem realmente me tinha sido enviada. O hábito que sempre tive de verificar todas as mensagens que recebo, antes de as apagar, incluindo mesmo aquelas que entram directamente para a pasta de “spam”, faziam-me estranhar a situação. Mas a verdade é que eu vi a impressão da mensagem que alegadamente me tinha sido enviada, e tudo parecia indicar que, de alguma maneira, o erro deveria ter sido meu.
Essa mensagem foi-me mesmo reencaminhada num dos dias seguintes, e parecia confirmá-lo.
Parecia, até ao momento em que me lembrei de verificar a data da mensagem original…

Na 3ª linha, pode ver-se a sua data, que surge surpreendentemente num formato ("Date: Mon, 18 Jul 2011") que não é carne nem é peixe.
Eu explico..
Se tivesse o formato inglês, a data deveria vir “Date: Mon, July 18, 2011”, como se pode constatar no exemplo seguinte.
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Se o formato fosse o português, então a data deveria vir “Data: 18 de Julho de 2011”, como também se pode constatar neste outro exemplo a seguir.
![]()
Mas a verdade é que no tal “mail” que alegadamente me foi enviado, mas que eu nunca recebi, a data da mensagem original vem num formato misto, anglo-português por assim dizer.
Curioso, não é?
Os mais desconfiados quase poderiam ser levados a pensar que alguém tivesse alterado aquela data (apesar de um pouco desajeitadamente), de modo a convencer os sócios de que efectivamente a mensagem tinha mesmo sido enviada em tempo útil.
E desconfiança por desconfiança, esses mesmos desconfiados quase também poderiam ser levados a pensar que a tal mensagem, que alegadamente tinha sido enviada e que eu nunca recebi, afinal nunca o tivesse sido efectivamente.
Quase poderiam ser levados a pensar assim... mas não eu. Eu não acredito nisso.
Não acredito que alguém com tamanha responsabilidade fosse capaz de falsificar a data de uma mensagem, e de simular o seu envio, apenas para poder dizer publicamente, e com toda aquela altivez, que o meu comentário não passava de um enorme disparate.
Eu não acredito.
E vocês, acreditam?...
(advertência ao leitor: este texto, infelizmente, não tem carácter humorístico)
Um dos assuntos que há várias semanas mais me intriga, e que também mais me desilude, é a questão das listas que estão a ser recolhidas para convocar uma AGE que permita aos sócios ponderar e decidir sobre a destituição da actual Direcção.
E digo que me desilude porque assinei duas delas, e os promotores que me contactaram e que recolheram a minha assinatura, me asseguraram que acontecesse o que acontecesse, essas listas haveriam de ser entregues a quem de direito.
Confesso que acreditei piamente num e noutro.
A convicção que na altura senti nas palavras de cada um, dava-me a segurança de que neles poderia confiar, porque não haveriam de me falhar, a mim e aos restantes 118 subscritores.
A verdade é que estas listas deixaram de lhes pertencer a partir do momento em que iniciaram a recolha das assinaturas.
A única coisa que ganharam com essa recolha foi uma RESPONSABILIDADE acrescida, a responsabilidade de cumprir aquilo a que livremente se comprometeram com cada um de nós, no momento em que recolheram a nossa assinatura.
Com cada um de nós, os subscritores, esses promotores assumiram o compromisso de entregar a lista, para que se cumprisse o propósito de convocar a AGE.
Aquilo que gostaria de perguntar a cada um deles, é o seguinte...
Com que legitimidade é que ainda não entregaram a nossa lista, se assumiram esse COMPROMISSO com cada um de nós?
Com que legitimidade é que cada um de vocês critica a falta de palavra dos nossos Directores, se vocês próprios não cumprem aquilo a que livremente se comprometeram com cada um desses 120 sócios?
Haja coerência meus senhores.
Assumam as vossas responsabilidades e entreguem a lista, que é NOSSA, e que cada um de nós APENAS confiou à vossa guarda...
José Rialto
(advertência ao leitor: este texto, infelizmente, não tem carácter humorístico)
A minha intervenção na AG da passada 6ª feira, revestiu-se de uma ou outra curiosidade.
Uma delas foi o facto de, apesar de ter sido eu um dos primeiros a entregar o cartão para usar da palavra nos 30 minutos finais, ter acabado por ser relegado para a posição de penúltimo orador.
O facto não teria qualquer relevância se fosse habitual não se respeitar a ordem de inscrição nestas intervenções, mas a verdade é que não é.
Estranho, diria eu...
E é ainda mais estranho se levarmos em linha de conta um outro facto que de seguida passo a explicar…
Horas antes da AG, desloquei-me à sede do Vitória para consultar a Acta da AG de 8 de Julho. Nessa altura, tive uma conversa informal com o Dr João Martins (advogado do clube) sobre vários assuntos que foram surgindo naturalmente. Durante essa conversa, dei-lhe conta da minha intenção de confrontar o sr Presidente da Direcção, na AG, com os vários testemunhos de técnicos e jogadores de voleibol, que confirmavam o episódio que tinha relatado na AG anterior. Apesar da tentativa do Dr João Martins em me dissuadir de o fazer (usando inclusivamente alguns argumentos que só numa perspectiva muito ingénua se poderia considerar como sendo apenas um “conselho de amigo”), a verdade é que a conversa terminou com o conhecimento de que realmente eu iria divulgar esses testemunhos no âmbito da AG.
A dúvida que hoje subsiste é se a relegação da minha intervenção para bem perto das 3 da manhã, constituiu apenas uma infeliz coincidência, ou se se tratou de uma atitude deliberada, com o intuito de reduzir o impacto que teria a confirmação do episódio do voleibol, através da divulgação dos depoimentos de quem o presenciou.
A verdade é que quanto mais tarde ela acontecesse, menos pessoas a ouviriam.
A cada minuto que passava, mais sócios abandonavam a sala.
Retardar a intervenção (se de facto houve essa intenção), reduzia a assistência e, assim sendo, minoravam-se os estragos que ela poderia produzir.
Fica obviamente a dúvida sobre a situação, mas o que fica bem claro mais uma vez, é que quem nos dirige navega em águas turvas.
Não respeitar a ordem de entrega dos cartões configura mais uma situação muito pouco clara, que legitima a especulação e que não contribui em nada para a credibilização de uma Direcção já de si tão fragilizada…
(advertência ao leitor: este texto, infelizmente, não tem carácter humorístico)
Não foi bonito de se ver o ambiente que alguns sócios resolveram criar na Assembleia Geral de ontem.
Apupos, vaias e até insultos, não são a maneira mais correcta de tratar quem quer que seja, e muito menos o Presidente do Vitória.
Os sócios têm toda a legitimidade para mostrar o seu descontentamento, e até a sua indignação, mas há limites que se devem preservar, e que ontem foram largamente ultrapassados.
Apesar de todo esse ambiente hostil, que deverá seguramente merecer o público repúdio de todos, não deixou de ser surpreendente o modo como o sr Emílio Macedo da Silva se manteve impávido e sereno durante toda a Assembleia Geral.
E por isso, na altura me interroguei se Emílio Macedo da Silva seria a mesma pessoa que aqui há uns dias atrás afirmava não estar agarrado ao poder...
advertência ao leitor:
este texto, infelizmente, não tem carácter humorístico, embora algumas das hiperligações o tenham
Em 2007, quando Emílio Macedo da Silva surgiu no horizonte vitoriano, eram muito poucos aqueles que o conheciam, mas quase todos depositavam nele toda a sua esperança. Não porque EMdS tivesse algum curriculum vitae que pudesse apresentar, mas apenas porque as pessoas precisavam de acreditar que algo melhor estava para vir. No fundo, estamos hoje como estávamos naquela altura, à espera de alguém que nos venha salvar da situação a que nos levaram. A diferença é que em 2007 suspirávamos pela chegada de um qualquer "EMdS", e hoje suspiramos pela sua saída...
Um ano e meio de grandes feitos, seguidos de três anos do maior descalabro, conduziram-nos aos dias de hoje.
O meu descontentamento (e o do José Rialto) em relação ao actual Presidente, remonta há já 3 épocas atrás, quando numa infindável sucessão de erros (qualquer um deles fatal por si só), teve início o nosso calvário.
Primeiro, dois colossais erros estratégicos - Dar tiros no pé... (texto de José Rialto).
Depois, as mentiras sobre os reforços, em Pinocchio...
E, finalmente, a falta de transparência da Direcção, no cartoon Transparente...
As eleições vieram, e também a ilusão de muitos (embora não mais do que uma minoria), de que eram chegados os ventos da mudança.
Assumimos publicamente (eu e o José Rialto) a nossa posição, em mais dois artigos...
Coroa de glória ou de espinhos ?... (texto de José Rialto)
a Hora da Verdade... (texto de José Rialto)
Infelizmente para todos nós, os vitorianos decidiram-se pela continuidade...
Desde esta altura, em que apesar de todas as evidências (a maioria d') os vitorianos entenderam sufragar favoravelmente a gestão de EMdS e seus pares, até aos dias de hoje, foram-se acumulando mais uma enorme sucessão de erros, que foram sendo apontados aqui no ÁLB'oon...
Dão-se alvíssaras... ou talvez não... (texto de José Rialto)
Milos-de-corda... (texto de José Rialto)
Mimilu, Kikamilu e Iwamilu... (texto de José Rialto)
Será mesmo este o nosso destino ?...
E o nosso calvário continua...
O Milo vai nu !... (texto de José Rialto)
Vendilhões do Templo - o enredo... (texto de José Rialto)
Uma sucessão de erros que não poderia culminar de outro modo que não fosse no actual fracasso desportivo e financeiro.
Embora o cartoon e o texto não sejam directamente dirigidos a EMdS, ninguém terá dúvidas de que é muito grande a sua quota-parte de responsabilidade sobre esta verdadeira calamidade desportiva e financeira.
O Doutor "Distinta Latis Causa"... (texto de José Rialto), poderia muito bem ser EMdS...
Entretanto, tinha vindo a lume o lamentável episódio do voleibol. Dele dei conhecimento aos sócios na última AG, convidando EMdS a comentá-lo. Indignado com o meu relato, alegando que se tratava de uma infâmia, ameaçou-me com um Processo Judicial que jamais concretizou. Com os jornalistas proibidos de assistir à AG, e impedido que fui de dar a minha versão dos factos à televisão do clube e à imprensa local, EMdS pôde dizer-lhes aquilo que bem entendeu, sem ser confrontado com o meu contraditório. Esse direito que me deveria assistir, mas que me foi negado, acabou por ser exercido apenas na blogosfera vitoriana, no artigo d'o ÁLB'oon - O direito ao contraditório... -, e ainda em mais três blogues que se predispuseram a publicá-lo (D. Afonso Henriques, Depois Falamos e Vimaranes).
Devidamente autorizado para o efeito, publiquei então cinco dos depoimentos que me foram prestados por quem assistiu a esse triste e lamentável episódio...
Mentira, senhor Presidente ? (1)...
Mentira, senhor Presidente ? (2)...
Mentira, senhor Presidente ? (3)...
Mentira, senhor Presidente ? (4)...
Mentira, senhor Presidente ? (5)...
Estes depoimentos vieram demonstrar que o relato era mesmo verídico e que, assim sendo, então o Presidente teria afinal mentido aos sócios...
Em suma, são todas estas as razões que nos levaram a subscrever duas listas de assinaturas, com a legítima pretensão de referendar a destituição de uma Direcção que tem mostrado e demonstrado à saciedade a sua inacreditável incompetência.
Numa tentativa desesperada de descredibilização dos subscritores dessas listas, vem agora a Direcção dizer que nada mais do que apenas os resultados desportivos estão na base da indignação dos sócios.
Mas não, senhor Presidente, a nossa indignação é muito mais profunda do que isso.
Por mais que o repitam até à exaustão, já não serão mais capazes de continuar a iludir a massa associativa, farta que está de tanta incompetência, há demasiado tempo.
Há demasiado tempo... e por pouco mais tempo, esperamos nós...
Miguel Salazar e José Rialto

O dia poderia ser de glória para o Doutorando Luciano Veiga Baltar.
A sua tese de Doutoramento era sobre a "Transparência do Relatório e Contas da Época de 2010/2011, do Vitória Sport Clube", e Luciano ia agora fazer a sua defesa pública. Era uma tese arrojada e, diziam os especialistas, quase impossível de defender.
Mas nada parecia ser capaz de assustar Luciano. Afinal, estava a uma escassa hora de se tornar no Prof Doutor Luciano Baltar.
Começou assim a defesa pública da sua tese...
"Meus senhores, boa noite.
O relatório e contas desta última época de 2010/2011 não poderia ser mais transparente, e é isso mesmo que eu vou procurar defender nesta próxima hora, em que vo-lo explicarei detalhadamente.
Lamentavelmente, o encaixe financeiro referente à transferência de Bebé para o Manchester United, que não estava previsto no orçamento anteriormente apresentado, não foi suficiente para que o balanço do exercício fosse positivo.
Aquilo que condicionou o desequilíbrio das contas, está relacionado com as despesas não previstas nesse orçamento, e que de seguida passo a explicar.
A Direcção do Vitória decidiu, em Agosto de 2010, e por proposta do seu Vice-Presidente - o senhor Paulo Pereira -, dar início a um investimento muito sério no EuroMilhões, pelo que desde Setembro desse ano, e até ao final do exercício em 31 de Junho de 2011, investiu 1.512 euros por sorteio. Este valor permitiu a escolha sistemática de 10 números e 3 estrelas o que, segundo o senhor Paulo Pereira (reconhecida autoridade no assunto), serão a chave para o sucesso. Foram feitas apostas nos 51 sorteios do referido período, num total de 77.112 euros.
Em despesas de deslocações, relativas à tentativa de contratação do camaronês N’Djeng e do brasileiro Carlão, entretanto perdidos respectivamente para a concorrência tunisina e marroquina, foram gastos 29.987 euros.
Em custas judiciais relacionadas com o Processo-Crime movido contra o sócio Miguel Salazar, gastaram-se 5.374,42 euros.
Foram gastos ainda um total de 1.846.063,80 euros, em despesas diversas não orçamentadas, habitualmente designadas por minudências.
Estas despesas, que conforme disse anteriormente não estavam previstas no Orçamento apresentado para a época de 2010/2011, têm o valor global de 1.958.537,22 euros.
Em relação a proveitos, temos o valor relativo à venda de passes de jogadores, em que o Vitória realizou um total de 7,23 milhões de euros.
Se a este valor retirarmos o 1 milhão de euros previstos para a aquisição de reforços, então teremos um total de 6,23 milhões em proveitos não previstos inicialmente.
Fruto do brilhante investimento sugerido pelo senhor Paulo Pereira, o Vitória conseguiu ainda realizar 3,99 euros, referentes ao 13º prémio obtido num dos sorteios da última semana de Maio do EuroMilhões.
A soma do valor referente a transferências de jogadores, com o do prémio arrecadado no EuroMilhões, perfaz um total de 10,22 de proveitos não previstos
Deduzindo este fantástico valor de 10,22 aos 1.958.537,22 de despesas não previstas, teremos então um resultado líquido negativo de 1.958.527 euros, de acordo com o relatório que os senhores já têm à vossa disposição desde a passada 5ª feira.
Não fossem todas estas ocorrências inesperadas, e o assalto de que o senhor Presidente entretanto foi vítima na passada semana, que resultou na perda de mais 178.620 euros, e poderíamos estar hoje a congratular-nos com um resultado líquido que seria RI-GO-RO-SA-MENTE igual àquele que foi apresentado inicialmente, e que previa um resultado positivo dos mesmos 178.620 euros.
Meus senhores, com esta pormenorizada exposição, espero ter dado uma demonstração cabal da transparência destas contas.
Muito obrigado pela vossa atenção, e não esqueçam...
Transparência e rigor, é o meu lema... e o desta Direcção."
O Júri estava avassalado pela defesa pública da tese de Luciano, mas também rendido à sua eloquência. O despudor com que o tinha feito, porém, não lhes permitia ignorar os factos. O Digníssimo Júri estava agora metido numa verdadeira camisa de sete varas, dividido entre a eloquência de Luciano e o seu enorme despudor.
Não fosse a monumental vaia com que os vitorianos brindaram Luciano, e os apupos que ainda lhe dispensaram, e o Digníssimo Júri não teria sabido como deslindar o imbróglio em que se encontrava.
A solução era óbvia. Se não lhe podiam conceder o título de Doutor, e muito menos com distinção e louvor, podiam pelo menos conceder-lhe o de Doutor "Distinta Latis Causa"... com vaia e apupação.
Poderia não ser o ideal, mas era o que se podia arranjar...
José Rialto

Era o primeiro dia de casting para substituir a águia Vitória. Luís Filipe Vieira entrevistava as aves candidatas no seu próprio gabinete.
Luís Filipe Vieira – Como é que vocè se chama, hum, hum?
Emílio Macedo da Silva – Emílio… Macedo da Silva – respondeu, titubeante, de tão surpreendido que estava pelo facto de LFV não o ter reconhecido – Então, não me está a reconhecer?
LFV – Não. Não estou a ver…
EMdS – O Milo, portanto, de Guimarães…
LFV – Ah sim, claro. Milú, o gaijo de Guimarães, o homem dos “protocóis”. Sabe que você, Hercílio, hum, hum, foi o único gaijo a quem eu consegui impingir aquele protocolo. E então o que é que lhe aconteceu, homem, hum, hum? Você está todo amassado, parece que lhe passou um camião por cima…
EMdS – É dos treinos. Voar é muito difícil, sabe? Efectivamente, eu atiro-me da muralha do castelo todos os dias, e o chão tem sido demasiado duro… portanto, para a minha técnica de aterragem, e principalmente para a minha cabeça…
LFV – Pois, não deve ser fácil planar com essas asas de madeira.
EMdS – Planar não consigo. Só faço portanto o voo picado. Agora mandei pôr uns colchões cá em baixo, para que nós estêjamos mais protegidos, e a coisa tem andado melhor. Agora, aqui na Catedral, se efectivamente o meu amigo…
LFV – “Amigo”? Eh pá, o gaijo está mesmo convencido que temos uma grande amizade – pensou o Presidente do Benfica.
E EMdS continuou…
EMdS – … mandasse esticar um cabo desde a cobertura do estádio até ao relvado, então eu poderia efectivamente descer de slide. Portanto, era mais seguro para mim, percebe? E sempre me safava, digamos, de mais uma porrada de nódoas negras…
LFV – Pois, pode-se pensar nisso… mas diga-me lá, Hermínio, hum, hum, porque é que você acha que pode ser a águia certa para o lugar certo?
EMdS – Então, porque efectivamente sou benfiquista desde pequenino, e portanto porque os meus amigos sempre disseram que o meu voar tem graça.
LFV – Muito bem. E que serviços relevantes é que o Lucílio, hum, hum, já prestou a esta grande instituição nacional que é o Benfica, hum, hum?
EMdS – Ora, eu sempre teve essa preocupação, digamos, na minha cabeça. Efectivamente, o que eu mais tenho feito desde que estou em Guimarães, é prestar portanto esses serviços relevantes ao Glorioso. Aliás, essa é portanto uma das razões porque me querem pôr de lá para fora.
LFV – E cartas de recomendação, tem, hum, hum?
EMdS – Isso é que já é pior. Tenho uma, do Sandinenses, mas é pequenina. Eu portanto também queria ter uma do Vitória, mas penso que efectivamente não ma vão dar. O que eu penso que efectivamente vou ter é, digamos, a marca duma bota nos fundilhos das minhas calças. Mas portanto penso que o meu passado fala efectivamente por mim: os protocóis, a oferta digamos de grandes promessas do Vitória ao Benfica, a compra de coxos, as portas do Castelo abertas para estagiários benfiquistas, portanto as vendas de lugares cativos no D.Afonso Henriques para os adeptos do Glorioso, e a vassalagem prestada à Gloriosa Nação Benfiquista. O que é que eu efectivamente poderia fazer mais?
LFV – Bem, lá isso é verdade, Emídio. Então, e se você fosse o escolhido, hum, hum, quando é que poderia começar?
EMdS – Da maneira que as coisas estão portanto lá por cima, penso que portanto poderei começar muito muito brevemente.
LFV – E quando vier, você vem sozinho, ó Lucídio?
EMdS – Não, não. Vou trazer portanto o meu amigo Baltar porque efectivamente já lhe prometeram o lugar de Governador do Banco de Portugal. O Baltar é um contabilista no qual percebe muito da problemática da gestão de passivos, e portanto agora é efectivamente muito pretendido. E depois, portanto, também vem o senhor Paulo Pereira, que parece que já tem quase assegurada a compra dos direitos de comercialização dos pasteis de Belém, das queijadas de Sintra e das tortas de Azeitão.
LFV – Muito bem. Ficamos então com este assunto da águia Vitória resolvido…
E foi assim que, de uma penada apenas, não só nos desembaraçamos do nosso problema mais complicado, como também conseguimos liquidar todas as contas que Milo & companhia ainda pudessem ter com o Benfica.
Ele há dias felizes, não há?...
José Rialto

Nos anos 90, a RTP1 transmitiu uma série da TVGlobo, que na altura tinha um enorme sucesso no Brasil. Chamava-se "Você decide" e consistia numa série em que cada história se desenvolvia até um determinado ponto da trama em que o espectador tinha de optar por um de dois finais possíveis, através de uma votação telefónica. A história tinha o seu desfecho de acordo com a vontade do público.
A história que de seguida vos contarei, é também um pouco assim...
Conta o povo que, naquele tempo, El-Rei Dom Afonso Henriques se tinha visto obrigado a antecipar o regresso de mais uma Cruzada contra os infieis. El-Rei encontrava agora a sua mui amada cidade de Guimarães, entregue a um bando de mercadores. Tinha ouvido rumores disso mesmo, pelo que decidira voltar sem ser anunciado. Debaixo de um grosso manto e a coberto de um capuz que lhe ocultava a identidade, El-Rei percorria as ruas da sua cidade-Natal, constatando que na realidade ela estava bem diferente daquela que tinha deixado, anos antes, nas mãos do bom do castelão.

Incógnito, Dom Afonso Henriques abeirou-se então de um velho e perguntou-lhe:
"Amigo, quem governa a cidade, agora qu'El-Rei combate os infieis lá longe?..."
E o velho respondeu-lhe:
"Infieis lá longe, dizeis vós... e infieis aqui tão perto, digo eu... Quem agora aqui manda, é aquele que ali vedes...", disse, apontando para o cimo das escadas da Igreja de São Miguel do Castelo. "É um vira-casacas! Há uns anos atrás, apresentou-se ao povo como sendo Milo, um homem da plebe, um homem simples que fazia juras de amor à cidade, e promessas de a transformar na cidade mais forte e mais próspera de todo o Reino. Belas eram as suas palavras, que conseguiram iludir o povo e fizeram com que fosse aclamado Regente, durante a ausência d'El-Rei. Mas os anos foram passando, e Milo foi mostrando o que realmente era. Converteu-se aos mouros, e até mudou o seu nome para al-Mílio Çilba, mas o povo prefere chamar-lhe al-Míldio, talvez por lhe fazer lembrar a praga em que ele e os seus amigos se tornaram. Este vira-casacas infiel, agora é muito amigo do Grão-Vizir Uç al-Bador, do enclave marroquino do Lado-de-lá-da-Morreira, e do Xeique Khadafi, Mercador de Rodas de Carroça, das terras mouras de Beira-Tejo. Passou a comprar as fardas das nossas tropas, a outro marroquino do enclave - um tal de Khal Uç Gharb al-Hal. O que ele queria mesmo era ir fazendo os seus negócios, tal como os outros vendilhões que entretanto chamou para junto de si, como o marroquino Baçk uç-Antûs, o "contabilista" que agora se chama Luç Yanûb al-Thar e aquele outro jovem que era conhecido por "Paulo Sortudo", mas que depois de se ter convertido aos mouros também mudou de nome - agora é o Khamil i Onârio. Passou mesmo a ser o seu homem de mão. Olhe, amigo, é esta corja de infieis que nos governa."
"E o povo não se revolta?", perguntou-lhe El-Rei, surpreendido.
"O povo? A maior parte não quer ver a realidade. Continuam iludidos com as migalhas que al-Míldio e Khamil lhes dá de vez em quando. Se os ânimos se levantam, organizam pr'aí umas festas e umas romarias para os distrair. Se alguém diz que o Milo vai nu, tratam logo de os ameaçar com os seus verdugos, ou de simplesmente os condenar em julgamentos sumários em praça pública. É verdade. A maior parte do povo continua resignada e cabisbaixa, iludida que está de que mais do que lhe é dado não poderá ter... Com algumas migalhas vai al-Míldio comprando a sua paz, e conseguindo mais tempo para continuar a fazer os seus negócios de venda de cabanas e casebres. Tempo para os seus negócios e para continuar a mendigar os favores do Grão-Vizir do enclave marroquino e principalmente do Xeique de Beira-Tejo. Está a ver, amigo, até fizeram do nosso Sagrado Templo o seu próprio escritório..."
Dom Afonso Henriques não queria acreditar que o povo se pudesse ter resignado daquela maneira. Não o seu Povo. E perguntou:
"E então os outros? Os que conseguem ver a realidade?"
"Esses vêem, mas não fazem nada", disse o velho, encolhendo os ombros. "Estão sempre à espera que seja o vizinho do lado a fazer alguma coisa. Falam muito, mas não fazem nada. Se calhar estão à espera do regresso d'El-Rei para que Sua Senhoria nos livre desta seita de infieis..."
Se esta história fosse um dos episódios do "Você decide", seria nesta altura que a imagem da TV congelaria, com um grande plano d'El-Rei Dom Afonso Henriques. Surgiria então o inefável António Sala que, depois de fazer um breve resumo do que se tinha visto até então, anunciaria os dois finais possíveis. Seria mais ou menos assim...
"Se escolher o final A, será o povo a decidir sobre o seu próprio futuro, enquanto que se escolher o final B, o povo demitir-se-á dessa decisão, deixando para outros a definição do seu destino."
O inefável Sala apontaria então directamente para o espectador, de indicador em riste, com aquele não menos inefável sorriso e com um (pouco menos do que ridículo) piscar de olho, diria com a sua voz nasalada "Você decide!".
Pois muito bem, é exactamente aqui o momento em que nos encontramos hoje - o momento em que temos de decidir.
E quero eu acreditar que os vitorianos não deixarão para outros a decisão sobre o seu futuro, pelo que estou certo de que a escolha irá recair sobre o final A.
Porque a alternativa a este desfecho, é a versão trágica desta história que nenhum vitoriano há-de querer conhecer.
Deixar para outros a decisão sobre o nosso futuro, nunca poderá ser a melhor opção.
Está assim nas nossas mãos aquilo que queremos para o Vitória.
Porque, em Guimarães, "Somos NÓS quem decide!"...
José Rialto

Foi no dia 5 de Novembro de 1986.
O nosso Super Jesus fez uma exibição grandiosa em Madrid, contra o Atlético, defendendo uma grande penalidade, e ajudando a assegurar a passagem aos oitavos-de-final da Taça UEFA.
Nilson é bem capaz de fazer igual...
Fernão Rinada

Era uma vez uma cidade chamada Guimarães, onde vivia um Regente muito vaidoso.
El-Rei Dom Afonso Henriques tinha partido com as Cruzadas para combater os infieis, e Milo tinha sido aclamado pelo Povo da cidade como o seu novo Regente.
Milo gostava de se vestir bem, mas gostava mais ainda que o admirassem e elogiassem por esse facto.
Vivia tão obcecado pela sua imagem, que facilmente caiu na lábia de um aldrabão de orelhas muito grandes, que tinha vingado na vida, vendendo rodas de carroça - um mouro conhecido por Khadafi, Mestre de Rodas de Carroça...
– Vossa Regência, hum hum, eu sei que vós gostais de andar sempre muito bem vestido. Bem vestido como ninguém, e bem o mereceis. Lá no meio das minhas rodas, descobri um tecido fantástico. O tecido é tão fantástico, hum hum, que só os mais inteligentes o conseguem ver. Com umas vestes assim, ireis poder distinguir, na vossa Corte, os mais inteligentes dos mais estúpidos.
Surpreendido pelas palavras do homem das orelhas grandes, disse:
– Mas isso é efectivamente maravilhoso. Traz-nos já, portanto, esse tecido e faz-nos as nossas roupas, para que nós póssamos ver a inteligência das pessoas que efectivamente estão ao nosso serviço.
O aldrabão das orelhas grandes tirou-lhe as medidas e, passadas umas semanas, voltou à presença do Regente Milo, dizendo-lhe:
– Aqui está, Vossa Regência, hum hum…
Milo não via nada, absolutamente nada, mas como não queria passar por estúpido, disse, como se estivesse verdadeiramente deslumbrado:
– Alá seja... Perdão, Deus seja louvado. É efectivamente maravilhoso. Eu nunca esteve… queremos dizer… nós nunca estivemos tão felizes. O brilho... E, portanto, o toque…
E então, o homem das orelhas grandes fez de conta que vestia o Regente, com gestos largos e cerimoniosos, e sempre com observações muito elogiosas.
–Que elegância, Vossa Regência, hum hum. Que inveja vão ter de vós. E a única coisa que vos peço em troca é que assineis este acordo em que vós…
Milo estava tão entusiasmado, que nem quis saber o que dizia o tal acordo. Interrompeu o aldrabão das orelhas grandes e disse:
– Sim, sim. Nós assinamos, claro que assinamos. E nem queremos, portanto, saber o que para aí escreveste. Por certo não nos irias bojardar com coisas que não fossem razoáveis. De certeza que efectivamente não terias a ousadia de nos achingalhar…
E foi assim que o Regente Milo assinou um acordo que ainda hoje ninguém sabe ao certo o que dizia, à excepção do seu novo amigo – o aldrabão das orelhas grandes.
Nos dias seguintes, na Corte, como ninguém queria passar por tolo, todos diziam que sim, que eram umas vestes deslumbrantes, e que nunca antes tinham visto algo assim.
As notícias correram céleres como o vento: o Regente tinha umas vestes que apenas os mais inteligentes eram capazes de ver.
Milo estava tão orgulhoso de si e das suas vestes, que ainda nessa mesma semana resolveu sair para se pavonear perante o seu povo.
Toda a gente fazia expressões de grande surpresa e admiração, pois embora ninguém conseguisse vislumbrar qualquer peça de roupa, a verdade é que também ninguém queria passar por estúpido, tal como havia sido largamente anunciado.
Mas, de repente, as crianças e os mais jovens, que não se preocupavam com aquilo que os outros pudessem pensar, gritaram bem alto:
– O Milo vai nu !...
O alarido parou repentinamente, cortado por um silêncio sepulcral.
Mas, ao contrário daquilo que reza o conto de Hans Christian Andersen, o povo não rebentou em gargalhadas ao perceber que tudo aquilo não passava de um enorme embuste.
Apesar de todas as evidências, ninguém quis ver a realidade.
O povo gostava mais das migalhas que o Regente lhe dava de quando em vez, e das feiras e romarias com que frequentemente lhe toldava o sentido crítico.
O povo preferia a certeza das migalhas e as falsas promessas de um futuro melhor.
Aquilo que o povo não era capaz de compreender, era que o Reino lhe podia proporcionar maior riqueza e ainda maior felicidade.
E foi por isso que, ao contrário daquilo que se passou no conto tradicional, o Regente Milo não se sentiu nem enganado pelo aldrabão das orelhas grandes, nem envergonhado pelo facto de andar nu.
As crianças foram castigadas, aos jovens foram-lhes prometidos julgamentos em praça pública, e todos continuaram a fazer de conta que eram verdadeiramente deslumbrantes as vestes que usava o Regente.
E foi assim que a vida continuou, no Reino de Guimarães, com o povo a viver "feliz" no seio da mediocridade…
José Rialto
Acabam de ser entregues na Polícia Judiciária, as provas que os adeptos do Vitória continuam a reclamar, mesmo depois da apresentação dos depoimentos inequívocos de várias testemunhas presenciais dos acontecimentos relatados.
Segundo fontes consideradas fidedignas, as provas que aí foram entregues são:
1) Cópias de vários contratos, em versão final, entre o Benfica e os melhores jogadores do Vitória, já assinados por Luís Filipe Vieira, e onde faltam apenas as assinaturas dos nossos craques. Nestes documentos, foram detectadas as impressões digitais de LFV e as de Emílio Macedo da Silva, e ainda fragmentos de um tipo de borracha que é usada exclusivamente na fabricação e recauchutagem de pneus.
2) Uma fotografia de EMS com LFV, num conhecido restaurante da cidade (Guimarães), em que o Presidente do Benfica aparece sorridente e de braços abertos, com uma bandeirinha do Vitória na mão direita, e onde ainda se pode ver, em segundo plano, um cartaz a anunciar o jogo das meias-finais da Taça de Portugal de 2008/2009, em Guimarães, entre o Vitória e o Benfica. Nesse cartaz, aparece escrito a marcador vermelho: “Não falte, esta semana!”.
3) Um cartão de Sócio-Honorário do Benfica, com o nome e a fotografia de EMS.
4) Vários Vales-Viagem, da TAP, emitidos em 14 de Março de 2009, para passagens só de ida – Porto/Lisboa –, em classe executiva, com impressões digitais de LFV.
5) Um cabelo, encontrado na sala de visionamento de vídeos do Complexo da Unidade, cuja análise de ADN provou ser de EMS, e em que, por análise do carbono 14, se conseguiu calcular ter caído da sua cabeça exactamente no dia 15 de Março de 2009, e em que foram detectados níveis elevadíssimos de uma hormona específica de pessoas a dizer disparates.
6) Uma imagem de satélite da casa de LFV, com data posterior ao episódio relatado, em que aparecem os dois presidentes, aparentemente a brincar às “caçadinhas”, sendo ainda possível ver, no chão, uma agenda aberta. A ampliação desta imagem mostra que a agenda está aberta no dia 15 de Março de 2009, podendo-se ler a seguinte anotação: “jantar com Milo – oferecer transferência jogadores vólei Guimarães”.
Tivemos ainda conhecimento que já terá sido contactado o senhor Julian Assange (da Wikileaks), a solicitar gravações, áudio e vídeo, do episódio relatado.
Depois disto, acredito que nem o mais céptico de todos os vitorianos sinta necessidade de continuar a reclamar mais provas para confirmar a veracidade do episódio relatado na última Assembleia Geral do Vitória.
No entanto, e do lado contrário, soube-se ainda que alguém terá entregue, também na Polícia Judiciária, um documento comprometedor, escrito por Paulo Araújo e assinado por todos os jogadores do plantel, em que estes se comprometem a confirmar a sua versão dos acontecimentos (“seja ela qual for, e se necessário for”), a troco de... duas aulas de Tai Chi, na sua academia, e de uma sessão de acupuntura...
Depois de um período cinzentão em que infelizmente me vi obrigado a suspender o carácter humorístico deste blogue, tenho o prazer de anunciar que estamos de volta ao humor puro e duro.
Porque se há coisa que JAMAIS me conseguirão tirar, é o sentido de humor.
Caríssimos leitores d'o ÁLB'oon, o período cinzentão... acabou !...
(advertência ao leitor: este texto, infelizmente, não tem carácter humorístico)
Com esta declaração, de mais um jogador que me pediu para manter o anonimato, encerro a apresentação de testemunhos que confirmam o lamentável episódio de 15 de Março de 2009.
Os restantes dois testemunhos, não serão apresentados por razões pessoais, que são do meu conhecimento, e que eu compreendo.
Por esse facto, espero que também os adeptos vitorianos compreendam que não os possa apresentar.
"Eu não lhe sei dar a certeza se isso foi na meia final da taça,mas realmente aconteceu o presidente (...) disse foi que tinha ido jantar com o presidente do slb e que realmente na época a seguir a essa eles iriam apostar forte na modalidade! A minha opinião e penso que da grande parte da equipa foi que realmente o presidente estava a falar com toda a seriedade do mundo mas como é obvio só posso dar a minha opinião!"
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