Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
O inefável Roberto Reis...

 

A história conta-se muito rapidamente...

 

Decorria o primeiro jogo das meias finais do Campeonato Nacional de Voleibol de Praia, entre as duplas Gaspar-Pedrosa e Kibinho-Roberto Reis, quando o inusitado aconteceu.

Em determinada altura, o inefável Roberto Reis decidiu, uma vez mais, reclamar exuberantemente de uma decisão que lhe era desfavorável.

Sem se saber ao certo se por estar absolutamente convicto da justeza das suas pretensões ou não (nunca se sabe*), eis que RR levanta as mãos ao céu bem acima da sua cabeça, e suplica (é mesmo este o termo) ao árbitro com uma intrigante familiaridade, “por amor de Deus, chama-o”, referindo-se ao 2º árbitro que na altura teria alegadamente uma opinião diferente.

Para desespero do espinhense, o árbitro negou-lhe a sua pretensão, não sem antes sermos brindados com mais alguns segundos de exuberância de RR.

 

Mais do que o ridículo da própria situação, que provocou uma enorme gargalhada nas bancadas, aquilo que me levou a divagar um pouco sobre o assunto foi tentar perceber o que poderá estar subjacente a este tipo de atitudes.

Estará o inefável RR realmente convencido que se transmite por osmose o estatuto de que Miguel Maia e o Sporting de Espinho gozam junto dos árbitros e da própria Federação, e que lhes permite normalmente um tratamento de excepção?

A minha convicção é que sim e que não.

Que “sim” porque acredito mesmo que ele tenha a pretensão de assim pensar, e que “não” porque na realidade não me parece que RR goze desse estatuto, e dos seus inúmeros benefícios.

E é por isso que, fora do seu clube, e “apenas” com Kibinho por companheiro, as coisas tornam-se um pouco mais difíceis.

Abandonado à sua real valia, e sem ajudas suplementares, ser campeão no Voleibol de Praia tornou-se um pouco mais difícil.

Talvez por isso, só tenha conseguido mesmo a 3ª posição…

 

                                                                                  José Rialto

 

* É bem conhecido aquele episódio em que mais uma vez RR reclamava, com a mesma convicção de sempre, de uma decisão da dupla de arbitragem e quando alguém, após o insucesso da interpelação, o indagava sobre a pertinência da sua atitude, uma vez que aquilo que RR reclamava era um enorme disparate, o inefável RR respondeu com uma piscadela de olho e um sorriso maroto “eu sei, eu sei, mas não custa nada tentar!

 

(caricatura publicada no Voleibol de Praia)



publicado por Miguel Salazar às 22:18
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