Segunda-feira, 5 de Julho de 2010
A metáfora do "ketchup"...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando falou do ketchup, Cristiano Ronaldo referia-se aos golos que já há muito não conseguia marcar, mas essa metáfora assentar-lhe-ia muito melhor se se referisse a ele próprio. Um miúdo vaidoso, egoísta, e que com toda a certeza não nasceu para ser líder. Tecnicamente é um predestinado, mas não tem a suficiente consistência na sua personalidade, que lhe permita ser tão grande nas derrotas, como o é nas vitórias. A disparidade dos seus comportamentos, conforme representa o seu clube ou a nossa selecção, apenas vem demonstrar que CR nasceu para ser comandado, e nunca para comandar. CR tem o comportamento que tem no clube que representa, apenas porque se sente condicionado pela sua estrutura. Livre como o vento na selecção nacional, sente-se à vontade para dar largas ao seu individualismo, alimentando à saciedade o seu desproporcionado ego. É por isso que CR nunca poderá ser um líder. Se o fosse, se tivesse estatura moral para o ser (que não tem), teria reparado que Eduardo estava lavado em lágrimas, devastado por aquilo que o destino lhe (nos) havia reservado. Se o fosse, ter-se-ia comportado como Cannavaro que quando abandonava o campo, na eliminação da Itália, foi buscar o seu “Eduardo”, também ele lavado em lágrimas, abraçou-o, levantou a cabeça e não sentiu necessidade de cuspir na direcção de ninguém. É assim que se comportam os verdadeiros capitães e os verdadeiros campeões.

CR é tecnicamente um predestinado. Este seu potencial, é a verdadeira polpa do tomate. No clube que representa, sob o pulso forte de quem lhe paga, e de quem nele manda, assume a forma de um verdadeiro tomate em toda a sua plenitude e exuberância. Ao invés, na selecção onde parece não haver rei nem roque, entregue à falta de consistência da sua personalidade, CR assume a inconsistência do tomate, sob a forma do tal ketchup. Talvez seja essa a verdadeira metáfora do ketchup de Cristiano Ronaldo – a falta de consistência da sua personalidade.

A inconsistência daquele a quem a braçadeira de capitão jamais poderá servir…

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 01:07
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5 comentários:
De anónimo a 5 de Julho de 2010 às 10:05
Amen!!!

Veremos como é que o Special One, ou Speciale ou El Especial vai domar esta fera.

Será que nestas férias o El Especial andou a ler o Fera Amansada, de Shakespeare???


De Miguel Salazar a 5 de Julho de 2010 às 20:41
No Real Madrid, não há-de ser difícil de amansar.
Difícil será amansá-lo na selecção.
Mas, para mim, esse período de amansamento começava já por um período sabático.
Não haveria de lhe fazer mal nenhum...


De Luís Miguel Silva a 7 de Julho de 2010 às 09:19
Caro Dr. Miguel,

perdoe-me a frontalidade, mas acho que não tem razão. O Crisitiano não produz muito mais na selecção porque exigimos-lhe nós, portugueses e a nossa comunicação social, "este e aquele mundo", e a pressão sobre ele é muito maior.

Eu não defendo ninguém, mas uma selecção como a nossa que se qualifica com o "coração na boca", diz muito do seu seleccionador. E este errou crassamente no jogo contra a Espanha. As disparidades nos comentários de Queirós e Hugo Almeida, acerca da substituição do segundo, são um bom exemplo disso.

Pena que o Queirós não seguisse o mesmo caminho do brasileiro, argentino, italiano, francês, grego, etc...


De Miguel Salazar a 7 de Julho de 2010 às 11:28
Meu caro Luís Miguel, muito obrigado pelo seu comentário, uma vez que ele me permitirá esclarecer algo que não terá ficado muito claro.
As considerações que faço sobre o desempenho de Cristiano Ronaldo não ilibam Carlos Queirós das muitas culpas que teve na preparação e no desenrolar do próprio Mundial. Não é isso que está em causa. CQ errou na escolha dos 23 jogadores, na escolha dos 11 para cada jogo, nas substituições, e em muito mais. Não é isso que está em causa.
Agora, independentemente dos erros de CQ, CR tem uma enorme responsabilidade no que de mau se passou, pelos motivos que já expliquei no artigo.
Mas poderia falar de muitos outros aspectos da falta de sentido de responsabilidade por parte de CR.
A vaidade e a falta de concentração era tão grande, que na marcação de todos os livres directos, CR, depois de se colocar na sua posição característica nos segundos que precediam a sua cobrança, numa altura em que a sua concentração deveria ser máxima, não resistia a levantar os olhos para os monitores do estádio para contemplar a sua própria figura. Esta imagem pôde ver-se em TODAS as cobranças de livres por parte de CR.
Se isto é profissionalismo e dedicação à equipa...
Mas também poderia falar-lhe dos modos em que publicamente se dirigiu ao treinador no momento da substituição do Hugo Almeida, da altivez com que sempre criticava os colegas de equipa, da insensibilidade no momento da derrota, na falta de "fair-play" para com os jornalistas, no modo como ignorou os milhares de adeptos portugueses no final do jogo com Espanha, etc, etc, etc.
CQ pode ter errado (e errou) muito, mas isso não iliba nem atenua a postura profundamente errada de Cristiano Ronaldo.
Por mim, meu caro Luís Filipe, "este" CR não teria lugar na selecção nacional...


De Miguel Salazar a 7 de Julho de 2010 às 11:33
E só para terminar, meu caro Luís Miguel, o problema de CR não se limita a Carlos Queirós.
Já não era assim, exactamente assim, com Scolari?
Lembra-se, o meu amigo, de algum jogo da selecção nacional em que CR tenha tido uma prestação ao nível daquilo que sempre fez ao serviço do Manchester United ou do Real Madrid?
Eu não...


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