Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
YOU SHALL NOT PASS !!!…

 

 

 

João Cardoso jamais descansaria enquanto não conseguisse atrair sobre si as luzes da ribalta. E foi no imenso vazio que tem sido a Direcção de Milo e seus amigos, que JC foi descobrir a oportunidade para o fazer.

Desdobrando-se numa miríade de comunicados e de conferências de imprensa, JC parece ter descoberto finalmente a sua natural vocação, a de se transfigurar num verdadeiro JC Superstar.

Inebriado pelo protagonismo conquistado, aumentou as suas competências de tal forma, que já ultrapassou largamente aquelas que deveriam ser as de um simples Presidente da Assembleia Geral.

Nos seus delírios de grandeza, até já parece acreditar ser o próprio Gandalf, o Feiticeiro Cinzento da trilogia do Senhor dos Anéis, quando este, de pé e em cima da ponte de Khazad-dûm, avisa o Balrog das Minas de Moria, gritando-lhe a plenos pulmões...
“YOU SHALL NOT PASS !!!”
Enquanto se interpõe entre os vitorianos e os seus amigos da Direcção, a mente extasiada deste aprendiz de Feiticeiro Cinzentão que é o JC Superstar, delira ao imaginar-se a defender a Irmandade do Anel das garras daquela criatura demoníaca. Ao gritar aquele aviso, a voz deveria ter-lhe saído forte e imponente, como a do grande Feiticeiro Cinzento, mas ao invés soou a falsete, como se tivesse saído de uma vulgar cana rachada.
Convenceu-se então que haveria de ser a sua estatura a conferir-lhe a autoridade que cada vez menos os vitorianos lhe reconheciam.

Falar de cima das tamancas, pôr-se em bicos de pé, ou subir mesmo para o topo de uma cadeira, não seria suficiente para JC. Para este JC, agora feito Superstar, nada menos do que umas enormes andas seria aceitável.

Do cimo da ilusão que ele próprio criou, e em estado de plena exaltação do seu ego, JC Superstar passou a pôr e dispor a seu bel-prazer de tudo aquilo que entendeu. Fazendo alarde de um poder discricionário que jamais lhe foi concedido, interpreta e reinventa os estatutos da forma que melhor lhe convem, sentenciando ilegalidades e criando até aquela nova figura jurídica fantástica, que é a de se poder fazer "alguma jurisprudência”.

O estado de exaltação do seu ego é tal, que até já se arroga ao direito de impor prazos àquele que lhe ofereceu de mão beijada o lugar que hoje ocupa.

Impávido e sereno está o Milo, como de resto é seu timbre, agora que encontrou debaixo das vestes deste aprendiz de feiticeiro, a sombra ideal para observar em segurança e em silêncio sepulcral, o desenrolar de todos estes acontecimentos.

E se bem que tantas vezes lamentamos esse silêncio a que ele se remete, também não deixa de ser verdade que enquanto assim for, sempre nos vai poupando a maiores embaraços.
Quanto a nós... bem, nós lá os vamos deixando andar, divididos que estamos entre os fazer cair do cimo daquelas andas, ou de simplesmente esperar que acabem por ser derrubados pela força do caruncho...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 08:45
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2 comentários:
De Francisco Lobo a 19 de Janeiro de 2012 às 12:12
Imperdoável utilizar uma das minhas personagens de cinema favoritas, para fazer uma comparação com esse tirano!!!


De Miguel Salazar a 20 de Janeiro de 2012 às 08:55
Que me desculpem o Gandalf e o Francisco, pois não era minha intenção ofendê-los, eh eh eh...


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