Domingo, 12 de Janeiro de 2014
Dar a outra face...

Fernando não aguentava mais ver tanto sofrimento. Não era a cara de Júlio que mais o preocupava, toda ela marcada com a mão de Tony, mas sim a mão direita de Tony que já estava vermelha de tanta estalada dar a Júlio. Incomodado com o sofrimento de Tony, Fernando disse então, autoritário...

Basta, Júlio! Já chega de estares sempre a dar a outra face. Não é por ti, sabes? Mas já viste como está a mão do Tony? Fazes favor pedes-lhe desculpa, imediatamente. Devias ter vergonha...

Júlio quase soluçava quando disse, cabisbaixo...

Desculpa, Tony. Mas a Bíblia diz que de cada vez que nos batem, nós devemos dar a outra face. E como tu está sempre a bater-me...

E Tony disse, condescendente...

– Deixa lá, Júlio. Mas podias facelitar-me a bida...

Júlio estava visivelmente arrependido...

– Pois... Desculpa se não me tenho posto mais a jeito para levar as chapadas...

Magnânime, respondeu-lhe Tony...

Bamos esquecer isso. Eu tamém num me teinho portado lá muito bem. Ultimamente num te teinho dado as chapadas no focinho cum a força qu'eu sei que tu gostas. É que a mom já me tá a doer com’ó  €@&@£#%, percebestes?

E, apesar de a sua consciência estar cada vez mais pesada, Júlio ainda se atreveu a fazer um último pedido...

Eu compreendo, Tony. Mas antes de fazermos as pazes, não te importas de me bater só mais uma vez? É que tenho aqui um bocadinho de cara onde ainda não levei chapada nenhuma, e eu sei que vou ter tantas saudades disto...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 20:44
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4 comentários:
De anónimo a 18 de Janeiro de 2014 às 11:10
a propósito dessa última chapada, espero que o Júlio respeite os vitorianos, no último jogo do campeonato.
Espero para ver a tabela de preços...


De Miguel Salazar a 19 de Janeiro de 2014 às 10:37
O desrespeito que ocorrerá nessa altura não será da parte do Júlio Mendes.
O desrespeito há-de vir da parte de quem nunca nos respeitou, não respeita e jamais nos respeitará - António Salvador.
O erro de JM foi acreditar em AS.
O tempo dirá se foi um erro ou um "erro".
AS não é uma pessoa de confiança e já provou que a sua palavra apenas se escreve nas areias do deserto.
Esta história faz-me lembrar a fábula da rã e do escorpião.
Conhece ?...


De Paulo a 19 de Janeiro de 2014 às 15:26
É assim que se começa a perder a empatia com os sócios.
Isto é FUTEBOL não é o perdoa-me!!!


De Miguel Salazar a 21 de Janeiro de 2014 às 22:25
Perdoar até se pode perdoar; Paulo.
Pode e deve, mas não desta forma.
Haveria certamente maneiras mais correctas de o fazer.
Uma aproximação feita mais serenamente, consolidada em pequenos gestos mútuos de boa-vontade, que bem poderiam ter começado no último jogo, com a questão dos bilhetes, com a colocação dos nossos adeptos no estádio ou no tratamento dado ao Vitória pelo "voz-off" de serviço no estádio.
Se assim tivesse sido, o gesto acabaria por ser melhor aceite pelas massas associativas, não é verdade?

O futuro há-de encarregar-se de nos mostrar qual a verdadeira motivação dos intervenientes...


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