Quarta-feira, 10 de Julho de 2013
Mais águias do que perdizes...

Em Guimarães caçam-se mais águias do que perdizes.

No Salão de Caça do Castelo, os troféus mais recentes são um reflexo disso mesmo...

 

(cartoon publicado no blogue Depois Falamos)



publicado por Miguel Salazar às 19:19
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Terça-feira, 4 de Junho de 2013
Jasus contra Jesus…

Em plena mata do Jamor, o embate entre Jasus e Jesus, o do Inferno contra o do Paraíso, estava iminente. José Rialto conseguiu conversar com ambos, momentos antes do início do confronto…

 

José Rialto – Boa tarde, Jorge Jesus.

Mister Jasus – Ba tarde.

JR – Como prefere que o trate? Por Jorge Jesus, por Mister ou por outro nome?

MJ – Olhe, alguns amigos meus tratam-me por "chiclas", e os mais chegados, com'ó Manel Machado, chamam-me “cretino”, mas eu prefiro "Mister Jasus"…

JR – Muito bem. "Mister Jasus"... antes da pergunta do momento, satisfaça-nos uma pequena curiosidade. Afinal qual é a verdadeira cor do seu cabelo? Parece estar sempre a mudar…

MJ – Vareia c’a minha disposição. É sempre os brancos-sujos. O branco-sujo clássico ou o cinza-cimento, mas tam'ém pode ser o beije-cocó dos doentes da figadeira, o amarelo-vómito dos enjoados ou o branco-verdete dos invejosos. Vareia c'o tipo d’enjôo que têramos na altura.

JR – Muito bem. Mas vamos então ao essencial. Em relação ao seu adversário, o Douglas de Jesus, não tem receio que ele o possa vencer?

MJ – Não s'acardite nisso. Eu até admiro o homem, 'tá a ver? Vou pedir para ele m'agrafar uma camisola e tudo, mas a gente não temos medo dele. A nível de cá dentro nós não têramos medo de ninguém, e mesmo em termos de lá de fora, seja o Unaite, o Newcasten, ou até o Chelsia, também não. Co’esse anjinho é favas contadas. No mínimo vai ser cincazero. Partantos, nós têramos tanto medo dele como têramos da chuva do ano passado.

JR – E você, Douglas de Jesus, lá no Paraíso o que esperam deste embate com o seu homónimo do Inferno?

Douglas de Jesus – Lá em cima, a galera espera que o jogo seja jogado com correcção, com muito fair-play e que vença aquele que for realmente o melhor. A galera espera que o Jorge Sousa seja imparcial e justo. Se calhar não vai ser possível, se levarmos em consideração tudo aquilo que se tem passado esta temporada… 

 

Depois do jogo, e da conquista da 1ª Taça de Portugal pelo Vitória, Douglas de Jesus estava em êxtase, grato a Deus, ao clube, aos colegas e aos incansáveis adeptos. De tão emocionado que estava, nem foi capaz de verbalizar o que lhe ia na alma.

O estado anímico de Jasus era bem diferente. Onde antes havia sobranceria e arrogância, agora restava apenas desalento, sofrimento e muitas lágrimas. Derrotado pela terceira vez em menos de 3 semanas, foi já de joelhos que conversou com José Rialto, bem à frente de um dos que anteriormente tanto havia menosprezado...


JR - Mas afinal o que é que vos aconteceu, Mister Jasus? Esqueceram-se de mudar o chip?

MJ - Pois, ess'é que foi o nosso porblema. Partantos, mudáramos tantas vezes que hoje ficámos todos baralhados.

JR - Como assim?

MJ - Olhe, ninguém meteu o chip que devia de ter metido. Dois ou três jogadores meteram chips da equipa B, e houve um que nem chegou a meter chip nenhum. A maior parte meteu chips das claques...

JR - Ah, então foi por isso que eles mostraram tanta falta de fair-play. Não cumprimentaram o Presidente da República e foram-se embora sem sequer esperar que o Vitória recebesse as medalhas e a Taça...

MJ - Claros! Olhe, o Óscar (Cardozo), por exemplos, meteu um chip dos No Name Boys da Cova da Moura. Estava todo janado. Até eu m'atrapalhei todo. Enfiei a chicla na cabeça e andei o jogo todo a mascar o chip. Parti os dentes todos...

JR - E agora que perderam as 3 taças, e já nem a Super-Taça vão poder jogar, o que vão fazer?

MJ - Agora, há que alevantar o melão, quer dizer... a cabeça, e começáramos a pensar já nas 2 próximas taças...

JR - Duas próximas taças??? Mas quais?...

MJ - As taças do Troféu Guadiana e da Eusébio Cup. No Benfica sêramos assim: sempre nas grandes finais, sempre nas grandes decisões...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 23:14
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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013
Carimbado em pleno Jamor...

Finalmente... o Passaporte dos nossos sonhos...

 



publicado por Miguel Salazar às 18:14
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Sábado, 25 de Maio de 2013
Operação “Em Busca da Taça Perdida”…


Depois de mais um brilhante percurso na edição da Taça de Portugal desta época de 2012/2013, eliminando três equipas da Liga ZonSagres e o Campeão da Segunda Liga, eis-nos mais uma vez… “Em Busca da Taça Perdida”.

O plano desta nova operação, volta a ser da autoria do nosso Oficial de Operações - o Coronel Rinada.

Transcrevem-se, de seguida, as suas palavras (ainda confidenciais), na altura em que dava conhecimento da Ordem de Operações às suas forças no terreno...

 


 DOCUMENTO CONFIDENCIAL 

 

“Camaradas,

Operação “Em Busca da Taça Perdida” tem como objectivo resgatar uma taça que já há muitos anos deveria estar no nosso Museu – a Taça de Portugal. É suposto que a taça esteja no Estádio do Jamor, mas há rumores que dão como certo que ela já tenha sido entregue ao IN, pelo que é bem possível que já esteja na sua sala de troféus. A confirmação de uma ou outra localização só irá ser possível já no decurso da própria operação.


 

 

O IN está muito preocupado com a nossa investida, pelo que terá recrutado todas as suas forças militares, para-militares e até mercenárias, e montado um intrincado dispositivo defensivo, muito sólido, composto por um total de 5 linhas.

A 1ª linha foi disposta ao longo da A-25, e é composta por uma Divisão de marroquinos do enclave“Lâmpadas d’ Aladino”, comandados pelo Grão-Vizir Uç al-Bador.

A 2ª linha estende-se pela margem esquerda do rio Mondego, e é composta pelo Batalhão “Jornaleiros Amigos”, a 4 Companhias (Companhias “A Bola”, “O Jogo”, “Record” e “SportTV”).

A 3ª linha é composta por patrulhas motorizadas da Companhia “A Lei do Sistema”, a 2 Pelotões (o Pelotão “Apitos Dourados”, comandados pelo Alferes Vitinho Pereira, e o Pelotão “Justiceiros”, comandados pelo Tenente Lano Lima). O raio de acção destas patrulhas vai desde Peniche a Santarém, passando por Óbidos

Na 4ª linha temos uma Força Combinada, composta por dois pelotões embarcados do Corpo de Intervenção da PSP que irá patrulhar o rio Tejo e o mar, e uma força irregular de escaramuceiros de escalão Brigada – “No Name Boys”a 2 Batalhões, que se estende ao longo de uma linha que vai desde a costa Atlântica até ao rio Tejo, passando por Sintra e por Loures.

A 5ª linha encontra-se já em plena Mata do Jamor, e é composta por um Pelotão de “Águias Depenadas”. É um pelotão a 3 secções, comandadas pelo Furriel Jasús e pelos Cabos-de-Secção Luisinho e Mini Pereira.


Operação “Em Busca da Taça Perdida”, está a ser preparada há vários meses, e envolveu a construcção de um longo túnel (o túnel da "Glória"), com mais de 300km, que começa em Guimarães e que se bifurca perto do seu final, no ramal "Verdade Desportiva" que termina por baixo do relvado do estádio do Jamor (OB1, na carta), e no ramal "Batota" que termina por baixo da sala de troféus do IN (OB2, na carta). A zona da bifurcação recebeu o nome-código de "Hora da Verdade". Este túnel está a ser escavado com a "colaboração" (forçada, claro) da empresa “Milo & Amigos, Actividades Subterrâneas e Demolições de Clubes, SA”, também conhecidos pelos “Toupeiras”.


Para enfrentar estas forças IN, as NT dispõem das seguintes unidades:

- uma Brigada de Claques a 3 Batalhões: Batalhão "Insane Guys", Batalhão "White Angels" e Batalhão "Galáticos do Minho";

- um Pelotão de Operações Especiais "Conquistadores", a 3 Secções;

- dois militares das Operações Irregulares, com os nome-código de "Chiclas" e "Orelhas".

A ordem de progressão das NT é a seguinte: a 3ª Secção dos “Conquistadores” é a primeira a arrancar, entrando no túnel da "Glória" em Guimarães, 24h antes da coluna principal. Nesta coluna, seguirão à cabeça os dois homens das Operações Irregulares, seguidos da Brigada das Claques ("Galáticos do Minho" à frente, "Insane" e "White Angels") e finalmente as 1ª e 2ª Secções do Pelotão "Conquistadores".


A Operação "Em Busca da Taça Perdida" divide-se em 4 fases. O dia D é o dia 26 de Maio.

 

 

 

 

 

(1ª fase) a Fase Toupeira

 

 


Esta fase terá o seu início às 1700 de D-1, com a entrada da 3ª Secção dos "Conquistadores" no Túnel da "Glória". Esta Secção deverá percorrer os cerca de 300km de extensão do túnel até chegar à sua bifurcação. Deverá permanecer nessa zona, chamada Zona da "Hora da Verdade", e estar pronta para avançar à ordem, a partir das 1700 do dia D, por um dos seus dois ramais, dependendo do modo como o IN estiver a obrigar o plano a decorrer, com "Verdade Desportiva" ou com "Batota".

 

 

(2ª fase) a Fase Sócrates


Esta fase terá o seu início às 1200 do dia D, e será composta por 3 manobras tácticas consecutivas de embuste, em que as 3 primeiras linhas defensivas serão literalmente desposicionadas sem qualquer confronto bélico.


Manobra ALFA

Na manobra ALFA, os dois militares das Operações Irregulares das NT ("Chiclas" e "Orelhas") deverão percorrer toda a frente da 1ª linha de defesa do IN, correndo em direcção à casa do IN de Fornos de Algodres (PR1, na carta). Estes militares estarão disfarçados: um com uma farta cabeleira entre o branco sujo e o cinza cimento, e outro com umas orelhas muito grandes, iludindo os “Lâmpadas d’ Aladino” que, tomando-os por conhecidas Altas Patentes das forças IN, imediatamente debandarão atrás deles, em completo delírio, até àquela localidade beirã.


Manobra BRAVO

Na manobra BRAVO, supõe-se que todas as nossas forças possam passar a 2ª linha de defesa sem problemas. Para isso, nos cartazes e nas faixas de apoio apenas poderá constar a palavra “Vitória”. Supõe-se que não aparecendo a palavra “Guimarães”, as 4 Companhias do Batalhão de “Jornaleiros” não irão ser capazes de nos identificar como os adversários dos seus protegidos. Por via das dúvidas, espera-se que as noticias lhes cheguem céleres, dando-lhes conta da presença das Altas Patentes Lampionas em PR1, em ameno convívio com os “Lâmpadas d’ Aladino”, motivo que se acredita ser mais do que suficiente para a sua total desmobilização, de modo a assegurar a cobertura em directo, em detrimento de qualquer outra notícia ou acontecimento.

Manobra CHARLIE

Na manobra CHARLIE, entrarão em acção os “Galáticos do Minho” que terão como única missão, dirigirem-se para o estádio Municipal de Tomar (PR2). Sabendo que há adeptos vitorianos envolvidos nesta manobra, é certo que este facto irá atrair todos os “Apitos Dourados” e “Justiceiros”, ávidos que sempre estão de conseguir vislumbrar alguma coisa que lhes permita condenar-nos com mais um inédito castigo exemplar.

O caminho estará então livre para a progressão dos Batalhões "White Angels" e "Insane", e para as 1ª e 2ª Secções de "Conquistadores".

 

(3ª fase) a Fase Molière

 

Nesta fase, a 4ª linha de defesa irá abrir-se como a cortina numa representação teatral.

A acção das NT será limitada ao terreno, evitando assim os dois pelotões embarcados do Corpo de Intervenção. Os “White Angels” atacarão na zona a Oeste de Sintra, e os “Insane Guys” atacarão na zona a Leste de Loures. Com a total mobilização dos “No Name Boys” para estas duas frentes, o caminho para o Jamor ficará então totalmente desimpedido, permitindo o avanço das 1ª e 2ª Secções dos "Conquistadores", pelo corredor central.

 

(4ª fase) a Fase Dom Afonso Henriques

 

Esta é a fase crucial de toda a Operação – a fase da conquista do objectivo – e é constituída por duas manobras tácticas.


Manobra de Superfície

manobra de superfície terá o seu início às 1700. O Brigadeiro-General Vitória irá comandar pessoalmente as 1ª e 2ª Secções do Pelotão dos “Conquistadores”, marchando em direcção ao Sul, para enfrentar as 1ª e 2ª Secções das “Águias Depenadas” já em plena mata do Jamor. Esta batalha final, com os Capitães Alex e Olímpio à frente das respectivas Secções, será uma luta corpo-a-corpo sem a interferência de outras forças alheias, como de resto sempre deveria acontecer numa batalha convencional, mas que tão poucas vezes acontece sempre que os lampiões são um dos contendores. Entregues a si próprias, as “Águias Depenadas” terão mesmo de fazer pela vida se quiserem tentar ficar com a taça.


Manobra em Profundidade

manobra em profundidade irá ser efectuada pela 3ª Secção dos "Conquistadores" que nesta altura se encontra na "Hora da Verdade". À ordem, seguirá por um dos dois ramais. Se houver "Verdade Desportiva", seguirá por esse mesmo ramal e irá irromper em pleno relvado do Jamor, para capturar a taça bem na rectaguarda do IN, cujas forças estarão entretanto totalmente empenhadas na batalha com as 1ª e 2ª Secções dos “Conquistadores”. Se houve "Batota", então terá de seguir por este ramal e irá então irromper em plena sala de troféus do IN. Atenção porque, nesta última hipótese, temos a informação que é bem possível que se encontre, nas imediações do estádio do IN, a 3ª Secção das "Águias Depenadas".

 

Se a Operação “Em Busca da Taça Perdida” decorrer sem percalços de maior, às 1845 o objectivo final (OB1 ou OB2) já estará sob o nosso controle, e a Taça será finalmente nossa.

 

É chegada a hória de voltar a fazer História, camaradas.

Marchemos rumo ao Jamória, para reclamar a nossa Vitória.

É HOJE, CAMARADAS !

Pela Glória do Povo de Guimarães que está sempre presente para nos apoiar !...

A nossa hória CHEGOU, camaradas !

Rumo ao Jamória ! Rumo à vitória ! RUMO À GLÓRIA !"

 

Fernão Rinada

Coronel RC de Infantaria


 DOCUMENTO CONFIDENCIAL 



publicado por Miguel Salazar às 11:55
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Sexta-feira, 22 de Março de 2013
a Arte de Bem-Depenar uma Águia...
Fernando Sá é um verdadeiro especialista na arte de bem-depenar uma águia.

Desde que chegou a Guimarães, em Setembro de 2006, já o conseguiu fazer em 6 ocasiões distintas.

Fernando Sá é seguramente o treinador vitoriano (em todas as modalidades) com mais vitórias sobre o Benfica.

Vejamos então esses registos...

 

Depenados (1)... (não foi desenhado cartoon)

28ª jornada do Campeonato da Proliga de 2007/08, em Lisboa

Benfica 69 - VitóriaSC 77

 

Depenados (2)... (ver aqui)

Final do Troféu António Pratas de 2009/10, em Coimbra

Benfica 69 - VitóriaSC 76

 

Depenados (3)... (ver aqui)

Quartos-de-Final da Taça de Portugal de 2009/10, no Entroncamento

Benfica 66 - VitóriaSC 68

 

Depenados (4)... (ver aqui)

2ª jornada da Fase Regular do III Campeonato da LPB de 2010/11, em Guimarães

VitóriaSC 76 - Benfica 71

 

Depenados (5)... (ver aqui)

Oitavos-de-Final da Taça de Portugal de 2010/11, em Lisboa

Benfica 71 - VitóriaSC 76

 

Depenados (6)... (ver aqui, aqui e aqui)

Final da Taça de Portugal de 2012/13, em Fafe

Benfica 81 - VitóriaSC 100

 

Fernão Rinada

 

 

ACTUALIZAÇÕES (posteriores a 22 de Março de 2013)

 

Depenados (7)... (ver aqui e aqui)

3ª jornada da Fase Regular do VI Campeonato da LPB de 2013/14, em Guimarães

VitóriaSC 80 - Benfica 70

 

 

Depenados (8)...

16ª jornada da Fase Regular do VII Campeonato da LPB de 2014/15, em Guimarães

VitóriaSC 77 - Benfica 69

 

 

Depenados (9)...

12ª jornada da Fase Regular do IX Campeonato da LPB de 2016/17, em Famalicão

VitóriaSC 68 - Benfica 65



publicado por Miguel Salazar às 16:37
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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
Depenados (6)...




A propósito dos 100 pontos com que aviamos o Benfica na final da Taça de Portugal do passado Domingo, lembrei-me da enorme dificuldade que sempre senti relativamente à escrita de algumas palavras homófonas, como o são "SEM" e "CEM".

Bem sei que uma significa uma quantidade e a outra a ausência de alguma coisa. Agora, qual é qual, é que já é outra conversa.

Por exemplo, neste texto que escrevi logo após o jogo, e que de seguida poderá ler, é bem possível que possa ter dado um ou outro erro, decorrente desta minha dificuldade...

 

O Vitória acaba de esmagar o Benfica, seu adversário nesta final da Taça de Portugal de basquetebol, por SEM - oitenta e um. Foi uma vitória clara e esmagadora, CEM espinhas. Fernando Sá depenou a águia por completo, arrancando-lhe todas as SEM penas que tinha, deixando-a CEM nenhuma. Foi, CEM dúvida, uma vitória daqueles que, CEM medo e com muita humildade. empenho e força de vontade, mostraram que é bem possível ganhar a equipas milionárias, com orçamentos quase SEM vezes mais elevados. A vitória foi absolutamente esmagadora. Foram SEM, mas podiam ter sido ainda mais...

 

Espero bem não ter chegado aos SEM erros, neste texto.

Se calhar consegui. Se calhar, nem SEM palavras, ao todo, eu escrevi...

E até se pode ter dado o caso de ter conseguido escrevê-lo CEM qualquer erro.

Mas, se assim foi, só poderá ter sido mesmo por um golpe de sorte e, nesse caso, aproveito e jogo no EuroMilhões.

Com tanta sorte, quem sabe se não me poderão sair os SEM milhões?

Pelo menos fico CEM a angústia da dúvida...

Mas julgo que não vale a pena manter por mais tempo todas estas interrogações.

CEM dúvida nenhuma !

Está decidido. Vou esclarecer tudo na Wikipédia...

...

Pronto, já percebi !

Afinal, escreve-se "CEM" quando nos referimos à quantidade equivalente a dez dezenas, e "SEM" quando pretendemos referir-nos à ausência de alguma coisa.

Hummmm... Sou bem capaz de ter dado um erro ou outro.

A boa notícia é que já consegui arranjar a solução para nunca mais voltar a repetir estes erros - uma mnemónica absolutamente infalível...

Quando quiser referir-me à ausência de qualquer coisa, escrevo com um "S" de "SUBTRACÇÃO".

Por outro lado, quando quiser referir-me a uma quantidade, escrevo com um "C" de... "CAMPEÕES", mas também de "CAPOTE", "COÇA" e "CABAZADA".

Depois desta final contra o Benfica, estou convencido de que nunca mais irei esquecer esta mnemónica...

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no blogue Depois Falamos)

 

post scriptum

Este cartoon pertence a uma série que engloba todas as vitórias sobre o Benfica, na chamada "Era Fernando Sá", e que o leitor poderá visualizar noutro artigo intitulado "a Arte de Bem-Depenar uma Águia" (ver aqui). Esta é portanto a 6ª vez que o nosso treinador depena a águia...


publicado por Miguel Salazar às 08:18
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Domingo, 17 de Março de 2013
100 espinhas *...

d'après António Moreira (adepto vitoriano)


Ivan Almeida foi o MVP da final com o Benfica


A primeira condição para se conseguir vencer uma final é a necessidade de se lá estar.

Mas, sendo necessária, não é suficiente.

Do mesmo modo que não é suficiente ter-se os jogadores mais bem pagos da competição.

E aquilo que faltou ao Benfica nesta final, foi exactamente o que sobejou ao Vitória.

Com uma enorme força de vontade, com muito empenho e um esforço titânico, a história de David e Golias voltou a acontecer.

Contra tudo e contra todos, o Vitória conquistou mais uma Taça de Portugal, e sem espinhas. Ou melhor... 100 espinhas (resultado final foi de 100-81).

O todo-poderoso Benfica baqueou frente ao Vitória e foi mais um a ter de se ajoelhar perante o Rei...



publicado por Miguel Salazar às 18:08
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
ex-Velhas Glórias Vitorianas (4) - Romeu ...

Romeu Fernando Fernandes da Silva, nasceu em Vila Praia de Âncora, no dia 4 de Março de 1954.

Romeu fez parte da sua formação em Moçambique, consecutivamente no 1º de Maio (Lourenço Marques) e no Sporting da Beira, vindo a fazer o último ano júnior, já ao serviço do Vitória.

Na época de 1972/73, o então treinador Mário Wilson lançou-o na primeira equipa, com apenas 18 anos de idade.

Jogou de branco vestido até à época de 1975/76, temporada em que se transferiu para o Benfica.

Duas épocas mais tarde, voltou ao Vitória, que lhe relançou a carreira.

É desta sua segunda passagem a presente caricatura de Romeu (época de 1977/78).

Entre 1979 e 1983 jogou no FCPorto.

Em 1983/84 assinou pelo Sporting, onde permaneceu durante 3 temporadas.

Em 1986/87 jogou pelo Salgueiros, e na época seguinte representou o Amora, já na 2ª Divisão Nacional.

Concluiu a sua carreira de jogador de futebol no final dessa época de 1987/88.

Defendeu a camisola da selecção nacional em 8 ocasiões.

 

Como treinador, Romeu Silva iniciou-se como Adjunto, no Sporting, em 1991/92.

Ainda como Adjunto, esteve duas épocas no Vitória e uma no Belenenses.

A primeira experiência como treinador-principal, aconteceu ao serviço do Torreense (2ª Divisão de Honra), em 1994/95.

Em 1995/96 voltou como Adjunto a Guimarães, para mais duas temporadas.

Passou pelo Sporting e, em 1998/99 tem a sua segunda experiência como técnico-principal, no Lourosa.

Foi Observador no Benfica durante 2 épocas, e fez a sua terceira incursão, em 2003/2004, primeiro ao serviço do Paredes, e depois no Olivais e Moscavide.

Em 2006, fez a sua última época como treinador, nos angolanos do Interclube.

 

O “alter ego“ de Romeu foi uma Velha Glória do blogue D. Afonso Henriques. Escreveu um único artigo, no dia 2 de Abril de 2005, antes de ter deixado de ser seu comentador residente…

 

Fernão Rinada

 

(referências biográficas e fotográficas: Glórias do Passado, Wikipédia e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE",  de Custódio Garcia)

(caricatura publicada no Dom Afonso Henriques)



publicado por Miguel Salazar às 00:01
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013
Velhas Glórias Vitorianas (16) - Mendes …

António da Silva Mendes nasceu no dia 18 de Outubro de 1937, em Lisboa.

Mendes fez toda a sua formação no Benfica, embora o início deste período tenha conhecido contornos muito bizarros pois, a determinada altura, Mendes treinava alternadamente no Benfica e no Sporting (poderá ler este curiosíssimo episódio no blogue Glórias do Passado).

Em 1957/1958, pela mão de Otto Glória, fez então o seu primeiro jogo pela equipa principal do Benfica.

Afastado da equipa principal pelo treinador Bela Guttmann, que entretanto tinha sido contratado, Mendes acabou por se transferir para o Vitória na temporada de 1962/1963.

Logo na sua primeira época, Mendes ajudou o clube a atingir a sua segunda final da Taça de Portugal, que no entanto viria a perder para o Sporting.

É desta final, a presente caricatura de Mendes.

Vestiu a camisola do Vitória durante 9 temporadas, pondo termo à sua carreira de jogador, no final da época de 1970/1971.

Mendes é ainda hoje um dos maiores goleadores vitorianos de todos os tempos. Para isso muito contribuiu o seu fabuloso remate, que também fez com que tivesse ficado conhecido por "pé canhão".

Mendes integrou a Selecção Militar em variadas ocasiões, tendo-se mesmo sagrado Campeão Europeu, em 1958.

Integrou a selecção nacional num único jogo, frente à Suécia em 1966, mas essa internacionalização fez história por ter sido a primeira de um jogador português, na história do Vitória.


Como treinador de futebol, António Mendes orientou consecutivamente o Paços de Ferreira, o Felgueiras, o S.Martinho do Campo, o FC Laon (França) e o Ponte da Barca.


O “alter ego“ de Mendes é a mais recente das Velhas Glórias, no blogue D. Afonso Henriques. A sua estreia aconteceu a 3 de Novembro de 2010…


Fernão Rinada


(referências biográficas e fotográficas utilizadas: blogue Glórias do Passado e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE", de Custódio Garcia)

(caricatura publicada no Dom Afonso Henriques)




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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013
Velhas Glórias Vitorianas (15) - Ibraim …

Ibraim Verde da Silva nasceu em Vila Praia de Âncora, a 29 de Setembro de 1953.

Irmão de outra Velha Glória vitoriana – o defesa José Carlos –, Ibraim acabou por fazer a sua formação no Vitória.

Na época de 1970/71, com apenas 17 anos, Ibraim estreou-se na equipa sénior vitoriana.

Esta caricatura refere-se à sua última temporada ao serviço do Vitória (1973/74).

Em 1974/75 assinou pelo Benfica.

Em 1976/77 emigrou para os Estados Unidos, para jogar pelo Rochester Lancers, de Nova Iorque. Defendeu as cores dos Lancers durante 5 temporadas. Como o campeonato americano, naquela altura, durava apenas 6 meses, Ibraim ainda conseguiu fazer alguns jogos pelo Varzim.(1976/77) e pelo Vianense (1977/78 e 1978/79).

Depois dos Lancers, Ibraim ainda passou pelo San Jose Earthquakes (EUA) e pelo First Portuguese (Canadá). Neste período também jogou pelo Monção.

Em 1981/82, regressou a Portugal, para jogar pelo Académico de Coimbra. Na temporada seguinte sofreu uma grave lesão que o afastou definitivamente dos relvados, pondo fim à sua carreira de futebolista, com apenas 28 anos de idade.

Ibraim foi internacional português, júnior e Esperança.

 

Como treinador, teve apenas uma experiência, ao serviço do CCD Ancorense.

 

O seu “alter ego“, também conhecido por “Ibra”, foi uma das últimas Velhas Glórias a entrar no blogue D. Afonso Henriques. Aqui escreveu, pela primeira vez, em 6 de Dezembro de 2008…

 

Fernão Rinada

 

(referências biográficas e fotográficas: Glórias do Passado e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE",  de Custódio Garcia)

(caricatura será publicada no Dom Afonso Henriques)




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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012
Velhas Glórias Vitorianas (9) - Vítor Paneira …

Vítor Manuel da Costa Araújo nasceu em Calendário (Famalicão), a 16 Fevereiro 1966.

Vítor Paneira, nome com que ficou conhecido para o futebol, iniciou a sua carreira no Famalicão, onde fez toda a sua formação.

Depois de 2 épocas na equipa sénior do Famalicão, passou pelo Vizela, chegando ao Benfica na época de 1988/1989.

Esteve ao serviço dos encarnados durante 7 temporadas, até que em 1995/1996 veio para Guimarães.

Esteve 4 épocas ao serviço do Vitória, período durante o qual marcou 7 golos.

Terminou a sua carreira de futebolista ao serviço da Académica, em 2000/2001.

Foi internacional português em 44 ocasiões, durante as quais marcou 4 golos.

Esta caricatura de Vítor Paneira refere-se à época de 1995/1996.

 

Como treinador, Vítor Paneira iniciou a sua actividade no Serzedelo, seguindo-se depois o Ribeirão, em 2002/2003, onde se manteve durante 4 temporadas.

Em 2005/2006 orientou o Moreirense e o Marco.

Depois, passou pelo Vila Meã, Famalicão, Boavista e Gondomar.

Em 2011/2012, assinou pelo Tondela, conduzindo-o de imediato à Segunda Liga, onde ainda se encontra na corrente temporada…

 

O “alter ego“ de Vítor Paneira é uma Velha Glória do blogue D. Afonso Henriques. A sua estreia aconteceu no dia 10 de Abril de 2006…

 

Fernão Rinada

 

(referências biográficas e fotográficas: Glórias do Passado, Wikipédia e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE",  de Custódio Garcia)

(caricatura publicada no Dom Afonso Henriques)



publicado por Miguel Salazar às 20:12
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012
Velhas Glórias Vitorianas (8) - Ademir Alcântara …

 

Ademir Bernardes de Alcântara nasceu em Mandaguaçu (Brasil), no dia 17 de Dezembro de 1962.

Ademir iniciou a sua carreira profissional no Cianorte, em 1979.

Defendeu as cores do Pinheiros durante cinco temporadas.

Passou pelo Pelotas e pelo Internacional de Porto Alegre, até chegar a Guimarães, em 1986/1987.

Jogou no Vitória durante duas épocas, integrando uma das melhores equipas de sempre do clube, ao lado do terrível Paulinho Cascavel.

Em 1987/1988, o brasileiro foi o protagonista de uma transferência muito polémica para o Benfica, pois o FCPorto também pretendia o seu concurso. Ademir já não jogou a final da Taça de Portugal que o Vitória acabaria por perder para o FCPorto (o então Campeão Europeu), por 0-1. A presente caricatura de Ademir representa o ano desta final perdida no estádio do Jamor.

Apesar de ter ficado conhecido como um jogador lento, a verdade é que nesta última época que defendeu as cores do Vitória, Ademir marcou 15 golos, marca notável para quem não era ponta-de-lança.

Jogou duas épocas no Benfica, onde se sagrou Campeão Nacional, em 1988/1989.

Depois de fazer duas temporadas no Boavista e três no Marítimo, Ademir regressou ao Brasil, em 1994/1995, para jogar pelo Mogi Mirim.

Terminou a sua carreira ao serviço do Coritiba, em 1996/1997.

 

O “alter ego“ de Ademir é outra das Velhas Glórias do blogue D. Afonso Henriques.ADEMIR ALCÂNTARA”, como aqui é conhecido, estreou-se a escrever no blogue no dia 27 de Janeiro de 2006…

 

Fernão Rinada

 

(referências biográficas e fotográficas: Glórias do Passado, Wikipédia e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE",  de Custódio Garcia)

(caricatura publicada no Dom Afonso Henriques)



publicado por Miguel Salazar às 20:12
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Sábado, 21 de Janeiro de 2012
O vassalo...

No Grande Salão de Audiências do Senhor das Terras Mouras de Beira-Tejo – o Xeique Khadafi –, uma voz anunciava o visitante seguinte:

- Al-Míldio Çilba, antes conhecido por Milo, Senhor Regente da Cidade de Guimarães, e vassalo do Grande Xeique Khadafi.

Al-Míldio vinha reiterar a sua vassalagem, coisa que gostava de fazer com alguma frequência. Mantinha a esperança de um dia acabar por cair nas graças do Xeique e, dessa forma, conseguir finalmente fazer com ele algumas negociatas.

AMÇ – Ó Grande Xeique, Senhor absoluto de todas as Terras Mouras de Beira-Tejo e arrabaldes, venho aqui hoje, portanto prostrar-me mais uma vez a vossos pés, para vos dar conta do sucesso das nossas últimas campanhas.

XK – Só vitórias, espero eu, Milú, hum, hum – disse, meio enfadado.

AMÇ – Sim, meu Amo e Senhor. Até agora ganhamos todos os jogos que efectivamente fizemos contra o Vitória. No futebol, naquele desporto estúpido em que andam portanto todos aos saltos a atirar a bola por cima da rede, e noutro ainda mais estúpido em que passam a vida a tentar enfiar efectivamente uma bola num cesto, que ainda por cima está pendurado. Se estivesse no chão, sempre era mais fácil. Enfim... Ao todo, portanto, ganhamos cinco vezes.

XK – "Ganhamos"? Mas você não era vitoriano, ó Ilídio, hum, hum?

AMÇ – Digamos que isso é o que eu quero que os gaijos pensem...

XK – E como é que você consegue fazê-los perder os jogos, Emídio? O povo não percebe que você não está do lado deles, hum, hum?

AMÇ – Não, mas olhe que não é fácil. É que eu agora tenho uma técnica nova que efectivamente dá muito menos nas vistas. Não pago aos jogadores e assim digamos que os consigo desmotivar ainda mais, percebe? Já nem preciso de falar com eles portanto antes dos jogos. Mais acção e menos cumbersa, percebe? E assim, portanto nem a melga daquele gaijo me pode chatear.

XK – Qual gaijo, Hermínio, hum, hum?

AMÇ – Foi um gaijo que soube do que efectivamente se passou há 3 anos, quando eu disse aos jogadores que portanto o melhor para eles era virem todos para o nosso Glorioso, lembra-se?

XK – Claro que me lembro. Foi antes dum jogo da Taça, em voleibol.

AMÇ – Pois foi. Mas o pior é que efectivamente depois o gaijo foi contar isso tudo numa Assembleia Popular. Quase me entalou.

XK – E então?

AMÇ – Então, eu estava mesmo à rasca, mas depois portanto lá me consegui safar. Disse que era tudo efectivamente mentira e que o ia processar. Até jurei pela saúde dos meus filhos, eh eh eh.

XK – E o povo engoliu essa, Lucílio?

AMÇ – Com pele, caroço e tudo.

XK – Grande Ilídio!

AMÇ – Em Outubro, o gaijo ainda tentou efectivamente achingalhar-me noutra Assembleia Popular. Mas nós efectivamente soubemos que o gaijo tinha arranjado as declarações dos jogadores, que diziam que era tudo verdade, e como o Chefe da Assembleia também é dos nossos, só o deixou falar às 3 da manhã, quando já não estava quase ninguém.

XK – Grande Hercílio. Você tem tudo controlado, homem, hum, hum…

AMÇ – Aqueles gaijos são piores que uma praga. Agora querem pôr-nos a todos efectivamente na rua. Mas o Chefe da Assembleia Popular, o tal que é dos nossos, tem estado a controlar bem as coisas. Parece-me é que ele efectivamente também me quer fazer a cama. Mas já conseguiu atrasar as coisas 2 ou 3 meses. Já só faltam umas semanitas para que nós efectivamente póssamos entalá-los com a história da SAD. Vamos conseguir, e a breve precha...

XK – Você é o maior, Lucídio. Como prova do reconhecimento desta grande instituição nacional que é o Benfica, vou emprestar-lhe outra vez o Marreta-Biscaia, mas atenção, hum, hum, porque vão ter de o pôr a jogar. Contra nós é que ele nunca poderá jogar. E se tiver algum problema de saúde, nem que seja uma constipação, você manda-o logo para cá, para o nosso médico o ver. Percebeu, Almerindo, hum, hum? Você livre-se de tentar tratálo outra vez. Livre-se!...

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no blogue Dom Afonso Henriques)



publicado por Miguel Salazar às 00:00
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012
O melhor basquetebolista português da actualidade…

... é do Vitória !

 

 

 

 

 

 

Chama-se Cláudio Fonseca e é natural de Lisboa.

Em 2006, com apenas 17 anos, rumou a Espanha onde representou o Valencia Basket, o Peñas Huesca, o Almàssera e o Santa Pola Lucentum. Em 2010/2011, Fernando Sá trouxe-o para Guimarães.

Cláudio Fonseca é hoje em dia um indiscutível jogador da selecção nacional principal de basquetebol.

Cláudio Fonseca foi considerado o melhor jogador nacional da 1ª volta da Liga Portuguesa de Basquetebol, o que faz dele o melhor basquetebolista nacional da actualidade.

Apesar de todas as limitações orçamentais da secção, decorrentes da actual conjuntura económica nacional e da realidade do próprio clube, e apesar de todos os incumprimentos salariais perpetrados pela ruinosa gestão de uma Direcção que se encontra a prazo, a verdade é que ainda assim a equipa de basquetebol, sob a direcção do Dr António Lourenço e a orientação técnica do Prof Fernando Sá, lá vai conseguindo feitos absolutamente notáveis como este.

Aquilo que é indiscutível, é que são exactamente as modalidades amadoras que nos vão dando os maiores motivos de orgulho, fazendo com que se cubram de vergonha, e até de ridículo, aqueles que "não as pretendendo terminar, querem pelo menos a sua extinção"…

 

Fernão Rinada

 

ACTUALIZAÇÂO

Em Fevereiro de 2012, alegando justa causa por incumprimento salarial, Cláudio Fonseca rescindiu contrato, assinando pelos espanhois do Plasencia Extremadura.

Em Setembro de 2012, assinou pelo Benfica...



publicado por Miguel Salazar às 21:05
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
Turismo para todos – a nossa prenda de Natal…

Os colaboradores do ÁLB’oon, nas pessoas do Miguel Salazar, do Fernão Rinada e de mim próprio, têm o prazer de comunicar a todos os seus leitores, e também a toda a massa associativa vitoriana, que graças aos esforços por nós desenvolvidos, em estreita colaboração com cinco companhias aéreas, uma de caminhos de ferro, uma de camionagem e uma de turismo, todas estrangeiras, iremos converter em realidade os vossos quatro maiores sonhos.


Assim, iremos oferecer ao sr Paulo Pereira uma viagem, sem regresso, até ao Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, onde ele poderá dar largas a um dos seus entretenimentos predilectos – jogar pau com os ursos, num lugar onde eles são pardos (tal como algumas das nossas eminências) e existem em grande quantidade. A United Airlines oferece a viagem Porto - Nova Iorque, a Delta Airlines a viagem Nova Iorque – Billings, a Crosville Motor Services a viagem de autocarro (NO RETURN) até Yellowstone, e a Administração do Parque oferece a entrada, tendo-nos ainda garantindo, sob compromisso de honra, não fornecer qualquer tipo de mapa ou orientação, a PP.

Depois, temos o sr Luciano Baltar, que se viu tão negro para nos explicar aquela confusão a que, com um enorme sentido de humor, chamou “Relatório e Contas”. Para isso, nada melhor do que uma viagem até à tribo dos Nakulamené, nas ilhas Vanuatu. Aproveitando as relações privilegiadas da TVI com esse povo, estabelecidas com o programa “Perdidos na Tribo”, e beneficiando ainda da colaboração da companhia aérea Qantas, que oferece a passagem Porto - Sydney, da Air Vanuatu que assegura a viagem entre Sydney e Vanuatu, e da Melanesian Tours que se encarrega de levar LB até aos Nakulamené, poderemos então proporcionar ao nosso Vice-Presidente para a Área Financeira a oportunidade de continuar a “ver-se negro” entre negros, e perante um povo que, tal como nós, não há-de perceber patavina daquilo que ele lhes tente explicar. Ali, pelo menos, LB poderá lançar sobre a língua dos Nakulamené, a responsabilidade de não conseguir fazer passar a sua mensagem. Depois de lá deixar LB, a Melanesian Tours há-de lançar ao mar a camioneta que o transportou, de modo a que nem se chegue a ponderar a hipótese do seu regresso a Guimarães.

Para Emílio Macedo, reservamos uma viagem até ao Dubai, onde poderá finalmente fazer as suas negociatas imobiliárias, às claras, junto dos seus amigos Xeiques e Emires, a seu bel-prazer e sem que pelo facto seja criticado. A Emirates Airlines oferece a viagem entre o Porto e o Dubai. Aqui espera-se que seja a ambição de EMdS a mantê-lo lá por muito tempo.

Finalmente o nosso Presidente da Assembleia Geral. A prenda mais adequada à arrogância do Dr João Cardoso, seria providenciar-lhe uma assembleia mais pacata, e se possível subserviente, que não ousasse pôr em causa as suas sábias palavras e as suas doutas decisões, e que não tivesse a veleidade de fazer qualquer petição e que muito menos tivesse o desplante de lha entregar. Depois de uma pesquisa exaustiva, na procura de uma assembleia que lhe pudesse providenciar essas características, fomos encontrá-la em Xian (na China) - o famoso exército de mais de 8.000 guerreiros... em terracota. A Air China oferece a viagem Porto – Pequim, e a Companhia de Comboios Chineses a passagem até Xian. Uma vez que consiga presidir a uma assembleia tão submissa, não é de supor que JC algum dia queira regressar a uma cidade que de submissa tem muito pouco.

E quando menos esperávamos… eis que surge o Benfica em todo o seu esplendor, presenteando os seus adeptos. Assim, e para os fazer sentir-se mais em casa, o Benfica faz questão de lhes oferecer, sem quaisquer custos, as inscrições nas Casas do Benfica respectivamente de Yellowstone, Vanuatu, Dubai e Xian. Vários anos depois de ter assinado os famosos “protocóis”, finalmente o clube da Luz faz algo de verdadeiramente generoso pelo nosso clube, assegurando-nos que fiquem assim espalhados pelos quatro cantos do Mundo, os nossos piores pesadelos.

É que, sem eles, Guimarães e o Vitória nunca mais voltarão a ser os mesmos... felizmente...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 22:17
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Domingo, 16 de Outubro de 2011
"Casting" para Águia Vitória...




Foi mais um sonho feliz que eu tive. Começava assim...

Era o primeiro dia de casting para substituir a águia Vitória. Luís Filipe Vieira entrevistava as aves candidatas no seu próprio gabinete.

Luís Filipe Vieira – Como é que vocè se chama, hum, hum?

Emílio Macedo da Silva – Emílio… Macedo da Silva respondeu, titubeante, de tão surpreendido que estava pelo facto de LFV não o ter reconhecido Então, não me está a reconhecer?

LFV – Não. Não estou a ver…

EMdS – O Milo, portanto, de Guimarães…

LFV – Ah sim, claro. Milú, o gaijo de Guimarães, o homem dos “protocóis”. Sabe que você, Hercílio, hum, hum, foi o único gaijo a quem eu consegui impingir aquele protocolo. E então o que é que lhe aconteceu, homem, hum, hum? Você está todo amassado, parece que lhe passou um camião por cima…

EMdS – É dos treinos. Voar é muito difícil, sabe? Efectivamente, eu atiro-me da muralha do castelo todos os dias, e o chão tem sido demasiado duro… portanto, para a minha técnica de aterragem, e principalmente para a minha cabeça…

LFV – Pois, não deve ser fácil planar com essas asas de madeira.

EMdS – Planar não consigo. Só faço portanto o voo picado. Agora mandei pôr uns colchões cá em baixo, para que nós estêjamos mais protegidos, e a coisa tem andado melhor. Agora, aqui na Catedral, se efectivamente o meu amigo…

LFV – “Amigo”? Eh pá, o gaijo está mesmo convencido que temos uma grande amizade – pensou o Presidente do Benfica.

E EMdS continuou…

EMdS – … mandasse esticar um cabo desde a cobertura do estádio até ao relvado, então eu poderia efectivamente descer de slide. Portanto, era mais seguro para mim, percebe? E sempre me safava, digamos, de mais uma porrada de nódoas negras…

LFV – Pois, pode-se pensar nisso… mas diga-me lá, Hermínio, hum, hum, porque é que você acha que pode ser a águia certa para o lugar certo?

EMdS – Então, porque efectivamente sou benfiquista desde pequenino, e portanto porque os meus amigos sempre disseram que o meu voar tem graça.

LFV – Muito bem. E que serviços relevantes é que o Lucílio, hum, hum, já prestou a esta grande instituição nacional que é o Benfica, hum, hum?

EMdS – Ora, eu sempre teve essa preocupação, digamos, na minha cabeça. Efectivamente, o que eu mais tenho feito desde que estou em Guimarães, é prestar portanto esses serviços relevantes ao Glorioso. Aliás, essa é portanto uma das razões porque me querem pôr de lá para fora.

LFV – E cartas de recomendação, tem, hum, hum?

EMdS – Isso é que já é pior. Tenho uma, do Sandinenses, mas é pequenina. Eu portanto também queria ter uma do Vitória, mas penso que efectivamente não ma vão dar. O que eu penso que efectivamente vou ter é, digamos, a marca duma bota nos fundilhos das minhas calças. Mas portanto penso que o meu passado fala efectivamente por mim: os protocóis, a oferta digamos de grandes promessas do Vitória ao Benfica, a compra de coxos, as portas do Castelo abertas para estagiários benfiquistas, portanto as vendas de lugares cativos no D.Afonso Henriques para os adeptos do Glorioso, e a vassalagem prestada à Gloriosa Nação Benfiquista. O que é que eu efectivamente poderia fazer mais?

LFV – Bem, lá isso é verdade, Emídio. Então, e se você fosse o escolhido, hum, hum, quando é que poderia começar?

EMdS – Da maneira que as coisas estão portanto lá por cima, penso que portanto poderei começar muito muito brevemente.

LFV – E quando vier, você vem sozinho, ó Lucídio?

EMdS – Não, não. Vou trazer portanto o meu amigo Baltar porque efectivamente já lhe prometeram o lugar de Governador do Banco de Portugal. O Baltar é um contabilista no qual percebe muito da problemática da gestão de passivos, e portanto agora é efectivamente muito pretendido. E depois, portanto, também vem o senhor Paulo Pereira, que parece que já tem quase assegurada a compra dos direitos de comercialização dos pasteis de Belém, das queijadas de Sintra e das tortas de Azeitão.

LFV – Muito bem. Ficamos então com este assunto da águia Vitória resolvido…

E era assim que, de uma penada apenas, não só nos tínhamos desembaraçado do nosso problema mais complicado, como também conseguíamos liquidar todas as contas que Milo & companhia ainda pudessem ter com o Benfica.

Ele há sonhos felizes, não há?...

 

José Rialto

 



publicado por Miguel Salazar às 19:00
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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
o "Sacrifício"...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O momento histórico em que, com coragem e muita determinação, o 1ºCabo Silva saltava do Hércules C-130 (da Força Aérea Portuguesa) sobre o aeroporto da Portela, para aí enfrentar os terríveis Super-Rufiões.

 

Era o "sacrifício" necessário...

 

(ver a Ordem de Operações)



publicado por Miguel Salazar às 20:00
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
Operação "Rumo ao Jamor"...

 

 

 

 

Na véspera do início da “Operação Rumo ao Jamor”, o Major Machado deu a conhecer à sua Força Especial Victor, os pormenores dessa acção militar.

Julga-se que não tenha sido o próprio Major o autor da Ordem de Operações, uma vez que o texto parece ser demasiadamente simples. Outros são de opinião que possa ter sido escrita pelo 2ºCabo Silva, mas a objectividade da escrita, bem como a ausência dos “portantos” e dos “efectivamentes”, inviabilizam por completo essa possibilidade.

Poderá assim ficar por esclarecer quem foi o verdadeiro autor desta histórica Ordem de Operações, mas a verdade é que isso também não será o mais importante.

Independentemente de quem as escreveu, foram exactamente estas as palavras que então se ouviram da boca do Major Machado

 

 

 

 

“Camaradas,

O objectivo principal da operação "Rumo ao Jamor” é recuperar a taça que nos foi roubada em 1976, na zona das Antas, por um mercenário que se dava pelo nome de António Garrido, e que fazia parte de uma Guarda Pretoriana conhecida pelos “Apitos Dourados”, cuja principal missão sempre foi a de assegurar que todos os troféus pudessem ser distribuídos APENAS pelos poderes estarolas instalados no país.

Pelas informações que conseguimos obter, sabemos que a taça se encontra hoje muito mais a Sul, numa região conhecida por Jamor.

Sabemos ainda que, neste momento, decorre nessa região uma batalha entre uma unidade de “Águias Depenadas” (comandada pelo 1ºCabo Jesus), e outra de “Dragões Sem Chama” (sob o comando do Tenente Villas-Boas), cuja missão é também a de resgatar essa mesma taça que nos foi roubada há 35 anos.

A boa notícia é que apenas uma dessas unidades sobreviverá para se defender do nosso ataque. E a má notícia é que a unidade vencedora contará ainda com a ajuda da Guarda Pretoriana dos “Apitos Dourados”, composta pelos mercenários descendentes do de 1976, e que está devidamente instruída e treinada para impedir, a todo o custo, o êxito da nossa missão.

Não tenham ilusões. Será uma batalha duríssima, em terreno hostil, em que não encontraremos quaisquer forças neutras, e muito menos amigas.

Mas essa será apenas a segunda fase da nossa operação "Rumo ao Jamor”.

Antes, teremos ainda uma primeira fase, que terá lugar na margem direita do Mondego, em plena cidade de Coimbra, onde o inimigo terá posicionado a sua primeira linha de defesa.

Trata-se de uma força conjunta de tropas especiais chamada “Cabulões do Choupal”, que é composta por um efectivo de militares disfarçados de estudantes, e que está reforçada por mercenários dos “Apitos Dourados”. Esta força conjunta é comandada por um tal de Aspirante Morais, que acredita ser o próprio Ulisses, da Odisseia de Homero.

Também aqui deveremos esperar um ambiente hostil, que se agravará com acções paramilitares não convencionais que, como já é habitual, deverão incluir cargas policiais, injustificadas e indiscriminadas, sobre as forças de apoio que sempre acompanham as nossas missões.

Camaradas, não tenhamos ilusões, a nossa missão não é fácil, mas é a oportunidade que tão arduamente conquistamos para conseguirmos vingar os nossos camaradas caídos nas batalhas idas de 1942, ‘63, ‘76 e ‘88.

A operação "Rumo ao Jamor” é uma oportunidade única para os podermos vingar, e para recuperarmos a taça que já há muito deveria ser nossa.

Esta, é uma oportunidade que não poderemos enjeitar.

Camaradas, as gentes de Guimarães contam connosco !...”

 

Fernão Rinada

 

(cartoon publicado no Depois Falamos)




publicado por Miguel Salazar às 23:32
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011
O malabarista e o artista do costume...

 

Paulo Cunha irradiava felicidade, fazendo malabarismos com um emblema do Benfica, mantendo-o a girar continuamente na ponta do seu dedo indicador, como se de uma bola de basquetebol se tratasse. O momento justificava a felicidade, pois o Vitória tinha eliminado o Benfica, da Taça de Portugal, no seu próprio reduto. Este momento de puro deleite, foi então bruscamente interrompido pelo estrondo da porta do pavilhão que se fechava violentamente atrás do vulto que agora corria na sua direcção. Era Emílio Macedo que seguramente fugia de alguém. Esbaforido e apavorado, escondeu-se atrás de Paulo Cunha.

 

Paulo CunhaEntão, Presidente? Parece que viu o diabo.

Emílio Macedo – É pá, são estes gajos. Estão furiosos. Querem, portanto, obrigar-me a falar. A queixar-me das arbitragens, dos presidentes adversários, de tudo e mais alguma coisa – disse o Presidente do Vitória, ainda a tremer.

PC – E não têm razão?

EM – Ter, efectivamente até têm, mas o problema não é esse. O problema é que eu não posso, percebes? Eu tenho portanto um negócio para gerir…

PC – Não percebi!...

Foi nesta altura que Milo se apercebeu que a camisola que o Paulo trazia vestida era do Vitória. Não o reconhecendo como atleta do clube, e pensando tratar-se de mais um sócio em fúria, a sua voz que voltava a ficar trémula já quase nem se ouvia…

EM – Mas, ó senhor associado, eu já disse aos senhores que não posso falar…

PC – Calma, Presidente. Sou eu, o Paulo Cunha. Sou jogador do Vitória de…

Desconfiado, Milo disse…

EM – Jogador? Mas eu conheço todos os jogadores de futebol, e tu não…

PC – Pois, mas eu sou do basquetebol…

EM – Do basquetebol? – perguntou ainda desconfiadoAh pois, já nem me lembrava, mas nós efectivamente também temos uma equipa de basquetebol. Portanto tu então deves ser mais um gajo daquela tropa do Fernando Sá que efectivamente tem a mania de me lixar a vida, sempre a ganhar ao Benfica…

PC – É verdade! Somos um espectáculo, não somos?

EM – Espectáculo? – Milo estava agora visivelmente irritado – Portanto, vocês dão-me é efectivamente cabo do negócio. Eu tenho portanto um negócio para gerir, sabes? E os clientes do meu hotel não és tu, nem o Fernando Sá, e muito menos os sócios do Vitória. Eu já fêz muita coisa na vida, e a vida ensinou-me que para que nós tênhamos sucesso, temos de efectivamente dar-nos bem com toda a gente, e aguentar calados mesmo que sêjamos bojardados, nós ou o Vitória. E depois, portanto, ainda temos os protocóis, e o Vitória é um clube no qual sempre soube respeitar portanto esses protocóis…

PC – Não estou a perceber. Mas então o senhor não se dói pelo Vitória? O seu lema, nas últimas eleições, não era “Sentimos Vitória”?

EM – Claro!... E efectivamente, sentimos mesmo… mas em silêncio. Em pura reflexão. Numa atitude, portanto, muito Chen…

PC – Não é Chen, Presidente. É Zen. Chen é o circo…

EM – Eu dou-te o circo. Não sou eu que efectivamente ando para aqui armado, portanto, em malabarista…

Só nesta altura é que Milo reparou que aquilo que rodava em cima do dedo de Paulo Cunha não era uma bola…

EM – Ouve lá, mas o que é que é isso? perguntou, com a voz novamente trémula.

PC – São despojos de guerra. Conquistei este emblema no pavilhão da Luz, ao eliminar o Benfica da Taça de Portugal – completou, orgulhoso.

EM – O quê??? Outra vez??? É pá, é o que eu digo: vocês passam a vida efectivamente a lixar-me a vida. E agora? O que é que vou dizer ao meu amigo Luís Filipe? Logo agora que estávamos tão bem. Tínhamos ficado portanto tão amigos desde que lhe fiquei com aquele emplastro do Jorge Ribeiro. Até já me deixava tratá-lo por tu…

O lamento de Milo foi nesta altura interrompido pelo toque do seu telemóvel. Era Luís Filipe Vieira, que vociferava irritadíssimo…

Luís Filipe Vieira – Ó Hercílio, vocês andam a brincar comigo? Hum, hum?...

EM – O meu nome é Emílio, senhor Vieira. Mas os amigos tratam-me por Milo…

LFV – Eu quero lá saber disso! O que eu quero saber é que pouca vergonha é esta, Hercílio? Então vocês vêm aqui eliminar-nos da Taça? Hum, hum?  Tu estás a brincar com esta grande instituição nacional que é o Benfica? Hum, hum? É assim que tu respeitas os protocolos? Hum, hum?

EM – Pois foi, senhor Vieira. Lamentavelmente aconteceu, mas eu já estou a tratar de apurar responsabilidades. O pior vão ser os sócios…

LFV – Eu quero lá saber de ti ou dos teus sócios. Eu quero-te é a ti, aqui, amanhã de manhã à porta do meu escritório…

EM – Mas…

LFV – Às nove em ponto, sem falta! Vais ter de me compensar disto dalguma maneira, e eu até já estive a pensar que tenho para aqui o Balboa e o Zoro encalhados, e o Jesus também já me disse que não desgosta do Nilson e do Bruno Teles…

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no Depois Falamos)



publicado por Miguel Salazar às 19:00
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
Um "poker" de ases... e o Danoninho...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi com um "poker" de ases que Joan Llanés foi a jogo no fim de semana passado, com Ginásio Vilacondense e Benfica.

É verdade, quatro ases! Bem, não foram bem quatro…

Foram três e mais um “joker”, mas este acabou por valer por um ás, na medida em que apesar de não ter sido um ponto directo, o serviço foi tão violento e colocado que a bola foi parar à bancada… ou lá muito perto.

O jogo de Ché (nome de guerra de Llanés) e de toda a nossa equipa, foi suficiente para um triunfo avassalador em Vila do Conde, mas não chegou para vencer os encarnados.

Um Danoninho foi apenas aquilo que nos faltou para conseguirmos vencer o Benfica.

Bem, também não foi bem só isso que nos faltou…

Faltaram-nos ainda três titulares – Nelson Brízida, Evandro e João Fidalgo –, mas aqueles que jogaram até se portaram bastante bem.

Quase muito bem, não fosse a falta do tal Danoninho.

Mas seguramente que não há-de voltar a acontecer.

Não haveremos de voltar a perder com o Benfica !

Não por falta de um Danoninho.

Nem que para isso tenhamos de comprar uma “palette” inteira deles.

Palavra de José Rialto...

 

(cartoon publicado no Depois Falamos)




publicado por Miguel Salazar às 00:43
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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
Dom Quixote de la Mancha (2)...

"É pois de saber que este fidalgo, nos intervalos que tinha de ócio (que eram os mais do ano), se dava a ler livros de cavalaria, com tanta afeição e gosto, que se esqueceu quase de todo o exercício da caça, e até da administração dos seus bens (...) tanto naquelas leituras se enfrascou, que as noites se lhe passavam a ler desde o sol-posto até à alvorada, e os dias, desde o amanhecer até ao fim da tarde. E assim, do pouco dormir e do muito ler, se lhe secou o cérebro, de maneira que chegou a perder o juízo"

em D.Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes Saavedra

 

Muito se tem discutido sobre as causas que levaram ao intrigante comportamento de Luís Filipe Vieira.

A teoria mais recente, defende a tese de que as causas que lhe estão subjacentes são muito mais antigas do que aquelas que foram explicadas num artigo anterior (ver Dom Quixote de la Mancha…).

Segundo esta nova teoria, a história de presidente do Benfica também é muito semelhante à de Dom Quixote, mas de um modo diferente. A Luís Filipe Vieira, aquilo que lhe terá tirado o pouco tino que ainda tinha, terão sido outras leituras que não as de livros de cavalaria. O que o terá feito perder de vez o seu já parco juízo terá sido a leitura compulsiva dos pasquins desportivos, míopes, subservientes e sabujos, que intoxicam a nossa praça. A isto, acrescerão ainda as longas e penosas horas de autêntica lavagem ao cérebro, perpetradas pelo canal do clube.

Em boa verdade, não seria fácil sobreviver com sanidade a tanta intoxicação, pelo que outra coisa não se poderia esperar que não fosse a mais completa perda de ligação à realidade…

Depois de anos seguidos a vender autêntica banha da cobra aos sócios, prometendo-lhes equipas de sonho, capazes de limpar campeonatos nacionais e de arrasar ligas dos campeões, iludindo-os com a ideia de que a nação benfiquista era quase maior do que a própria nação portuguesa, e de que o clube iria crescer rapidamente até uns inigualáveis 300 mil sócios (em 2006 !!!), este Cavaleiro das Figuras Tristes perdeu a noção da sua real dimensão e até da importância relativa do futebol.

Os delírios megalómanos desta cópia barata de Dom Quixote de la Mancha, já lhe permitiu arrogar-se ao direito de exigir audiências a Ministros, demissões de Secretários de Estado, retractações públicas de Presidentes de Comissões de Arbitragem, e execuções sumárias de todos os árbitros que ousarem não lhe prestar pública e notória vassalagem. Chegou ao cúmulo de instruir sócios e simpatizantes a não apoiar a equipa nos jogos fora do seu estádio !!!...

Mas muito pior do que todos estes delírios de grandeza, é a importância que lhe tem sido atribuída por instituições das quais se espera outra responsabilidade e isenção, e que têm a obrigação de se dar mais ao respeito.

É uma subserviência que se constata e, acima de tudo, se lamenta…

Ao contrário da versão original, esta cópia barata de Dom Quixote não se satisfaz em declarar guerra a moinhos de vento e a rebanhos de cabras.

Este Dom Quixote, cujo desatino faz o do cavaleiro original parecer apenas uma pequena excentricidade, é bem capaz de um dia declarar guerra ao Mundo, se este tiver a ousadia de se recusar a prostrar-se a seus pés…

Povos do Mundo inteiro, tende cuidado !

Dom Quixote de la Mancha – o intrépido Cavaleiro das Figuras Tristes – renasceu e está completamente fora de si…

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no Depois Falamos)

 



publicado por Miguel Salazar às 19:12
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010
Esmagados...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emílio Macedo (irritado) - Mas onde é que está efectivamente o treinador, portanto, do Benfica?

Fernando Sá - Tenha calma, Presidente...

EM - É pá, ó Fernando, deixa-me falar, faxabôr! (gritou) Tu não percebes que o gajo até é efectivamente bem capaz de ser, portanto, parente do Luís Filipe Vieira?

FS - Pois... de facto ele também é Vieira - Henrique Vieira...

EM - Aaaahh, e só agora é que efectivamente te lembras disso...

FS - Mas olhe que eu não lhe fiz nada. Juro pela sua saúde, Presidente! Não o comi, não o depenei, nem tão pouco o esfolei. Desta vez não!

EM - Mas então onde é que ele está efectivamente?

FS - Nâo sei! Nós estávamos a jogar e ele de repente desapareceu... Se calhar lembrou-se do que o Vieira lhes pediu, a propósito de os benfiquistas não acompanharem a equipa nos jogos fora. Sei lá!

EM (intrigado) - Ó Fernando, mas porque é que tu estás efectivamente sempre a bater, portanto, com a bola nesse buraco?

FS - Estou a treinar, Presidente. O domínio da bola, percebe? (disse, meio atrapalhado)

EM - Muito bem! Sim senhor!

FS - ...

EM - Portanto, queres tu dizer então que efectivamente já há muito tempo que portanto não lhe pões a vista em cima, não é verdade?

FS - Não, Presidente! Pela sua saúde. A vista, não!... (e depois, entre dentes e rindo-se baixinho) Agora, a bola tenho posto algumas vezes...

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no Depois Falamos e no Dom Afonso Henriques)




publicado por Miguel Salazar às 20:46
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Sábado, 9 de Outubro de 2010
Dom Quixote de la Mancha...

No início do século XVII, o castelhano Miguel de Cervantes Saavedra escreveu aquela que é hoje considerada como sendo a sua obra mais emblemática, com o título original de El ingenioso hidalgo don Quixote de la Mancha.

Don Quijote de la Mancha, como se tornou mais célebre, era ainda conhecido pelo Cavaleiro da Triste Figura.

 

O protagonista desta história é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a sua sanidade mental depois de ter lido demasiados romances de cavalaria.

A partir de determinada altura, a sua insanidade acabou por o levar a convencer-se de que seria mesmo um dos heróis desses romances épicos de que tanto gostava.

Dom Quixote, tinha como seu fiel amigo e companheiro, Sancho Panza, que é definido por Miguel de Cervantes como sendo um “homem de bem, mas de pouco sal na moleirinha”.

Dom Quixote, sempre acompanhado pelo seu escudeiro, resolveu então partir à aventura, enfrentando inimigos que apenas existiam na sua imaginação perturbada.

Apesar de se tratar de meros moinhos de vento, Dom Quixote conseguia ver em cada um os seus rivais e inimigos, numa enorme e permanente alucinação.

 

Desde então, e até aos dias de hoje, muitas representações já foram feitas a partir da história de Dom Quixote e Sancho Pança.

As mais recentes, em Portugal, tiveram as suas estreias em Guimarães, no estádio Dom Afonso Henriques.

A primeira esteve a cargo de uma companhia de teatro de Lisboa, e teve como principais protagonistas dois artistas muito engraçados – Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus.

Neste último fim-de-semana, foi a vez de uma outra companhia (esta do Porto) apresentar nos principais papéis, Jorge Nuno Pinto da Costa e André Villas-Boas, o primeiro já há muito reconhecido como sendo um dos maiores talentos da “stand-up comedy” nacional, e o segundo que surge agora como uma enorme revelação – um verdadeiro talento emergente.

Uma característica comum a estes quatro artistas é o empenho e a dedicação que cada um tem posto nas suas representações. Uma outra, é a predilecção de todos pelo papel de Dom Quixote, o que tem feito com que se tenham revezado na interpretação do Cavaleiro da Triste Figura.

As apresentações das duas companhias de teatro foram de elevadíssima qualidade, o que não tem permitido que haja um verdadeiro consenso sobre qual das duas terá sido a melhor e mais bem conseguida.

Não há consenso sobre a melhor apresentação, nem tão pouco sobre o melhor artista.

Sendo a alucinação e o afastamento da realidade, a principal característica da personagem de Dom Quixote, não é possível apontar qual dos quatro tem sido o melhor actor, dada a excelência do desempenho de cada um.

O problema mais preocupante é que, em todos os casos, os artistas nunca mais conseguiram deixar de representar o papel de Dom Quixote, desde que o mesmo lhes coube em cena.

Aquilo que hoje mais se teme é que a experiência da interiorização da personagem tenha sido tão intensa que, tal como Dom Quixote, já não sejam capazes de distinguir mais aquilo que é a realidade daquilo que é apenas ficção…

 

E depois, no meio de todo este cenário quixotesco, continua impávido e sereno o nosso Manuel Machado que, ignorando os quatro Cavaleiros das Tristes Figuras, lá vai levando a água ao seu moinho...

 

José Rialto

 

post scriptum

Moinho que, sendo o nosso, cada vez assusta mais estes Cavaleiros das Tristes Figuras !

 

(cartoon publicado no Dom Afonso Henriques e no Depois Falamos)

 



publicado por Miguel Salazar às 01:13
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Sábado, 11 de Setembro de 2010
o Calimero...

Jorge CalimeroMas é uma injuuuuustiça, pois éééééé… – disse, a soluçar - É sempre a mesma coisa. Abusam porque sou pequenino.

JornaleiroMas porque é que estás tão choroso, Jorge Calimero? Ninguém te fez mal, pois não?

JC – Fez, feeeeez – disse, começando a chorar –… aquele gajo de amarelo, com o apiiiiiiito…

JMas o que é que ele te fez?

JCAquele filho da $%#$ fez-me mal. Já não é meu amiiiiiigooooooo – balbuciou, cabisbaixo e de beicinho.

JÓ Calimero, mas eu estive a ver bem, e ele não te fez mal nenhum…

JC Fez, fez, porque no ano passado ele 'tava sempre a ajudar-me, e este ano já não ajuda. Ele já não me liga nenhuuuuuuuma – disse, voltando a chorar, agora convulsivamente –… ele já não gosta mais de miiiiiiiiiiiim…

JÓ Calimero, mas sabes que ele não tem de ser teu amigo. Ele tem é de ser amigo de todos.

JCMas é uma injuuustiçaaa, pois é… porque assim é muito mais difícil ganhar os jogos… ele nem sequer expulsou nenhum deeeeeeeles…

JMas se eles não fizeram nada…

JC – Expulsava-os na mesma. O presidente diz que o que interessa é termos gajos nossos bem colocados… e portantos, os nossos gajos do apito tinham de ajudar… eles prometeeeeeeraaaaaaam…

JQue ricas coisas que o teu presidente ensina lá no estádio da Luz.

JC – Mas nós já não temos um estádio… temos é um galinheeeeeiiiiiiro – rompendo de novo em lágrimas.

JGalinheiro? Mas então aquilo não é o ninho da águia?

JCNão, não éééé! – disse, a soluçar – Eu sou um pintainho, o guarda-redes é um frango, o presidente gosta de cantar de galo, e o que mais p'ra lá há são galos a querer o poleiro dele. O gajo que manda no futebol parece um peru, e até já arranjamos uma galinha choca a quem chamamos “Vitória”. Então, o que é que você quer chamar a isto? Um ninho de águia ou um galinheiro?...

 

José Rialto

 

(NDR: para quem nunca chegou a conhecer os desenhos animados do Calimero, poderá vê-lo aqui)



publicado por Miguel Salazar às 22:05
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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010
Roberto, a mascote da secção de Capoeira...

Para a cabal compreensão deste texto, deverá ler (ou reler) “Vale-Tudo

O investimento efectuado na criação da modalidade de “vale-tudo”, pressupunha a imprescindível colaboração das equipas de arbitragem, que deveriam fechar os olhos à maior "impetuosidade" dos jogadores encarnados, mas as coisas não correram bem e tudo acabou por ir por água abaixo, ainda por cima às mãos do maior de todos os insuspeitos – o amigo (e associado) Pedro Proença.

Inesperadamente, Proença resolveu não branquear o jogo violento dos encarnados, o que apanhou a equipa completamente de surpresa. Pior do que isso, Proença não teve a competência necessária para conseguir expulsar pelo menos um dos jogadores adversários. Os problemas assumiram então proporções nunca antes vistas, uma vez que o Benfica já não se lembra como é que se vencem jogos de futebol… onze-contra-onze.

Confrontada com esta nova realidade, a SAD do Benfica, em reunião extraordinária efectuada com carácter emergente, decidiu extinguir a recém-criada modalidade de “vale-tudo”, substituindo-a pela de Capoeira.

Com esta alteração, a SAD pretende manter o mesmo conceito de interactividade e de constante permuta, que já estava inerente ao “vale-tudo”, de modo a que não se perca a permanente actualização dos seus atletas no que diz respeito às últimas técnicas de ataque corpo-a-corpo e de “knock-out”, e pretende ainda diminuir a dependência da dualidade de critérios disciplinares das equipas de arbitragem, uma vez que nesta arte marcial as regras são bastante mais rígidas do que as de "vale-tudo". Por outro lado, a vertente mais cénica da capoeira deverá ser a mais apropriada para jogadores como os argentinos Aimar e Saviola, muito dados a estas coisas da simulação e da teatralização.

Finalmente, o problema de Roberto Jiménez. Com vinte golos sofridos em apenas doze jogos, ser guarda-redes parece não ser a sua maior vocação, pelo que a SAD benfiquista espera, pelo menos, poder contar com o espanhol para ser a mascote desta arte marcial.

Assim de repente, ocorrem-me oito milhões e meio de razões para que Roberto não tenha o desplante de recusar este novo desafio.

De resto, a decisão parece ser a mais apropriada: um frango como mascote da nova equipa de Capoeira

 

José Rialto

 



publicado por Miguel Salazar às 22:12
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
Vale-Tudo...

Dado o estrondoso e inegável sucesso das técnicas de luta corpo-a-corpo utilizadas por Luisão, César Peixoto, Carlos Martins, Cardozo, Javi Garcia, Pablo Aimar e... David Luíz, nos jogos da época passada e do início desta, a SAD do Benfica decidiu-se finalmente pela reforço do seu ecletismo, criando mais uma secção - a de “Vale-Tudo”.

O "vale-tudo" é uma modalidade de combate, sem armas, onde os lutadores utilizam apenas o corpo para ferir o seu adversário. O seu nome advém do facto de esta modalidade possuir um número reduzidíssimo de regras, apenas as imprescindíveis para preservar, ainda que de modo muito relativo, a integridade física dos lutadores.

A inovação introduzida com a criação desta modalidade no Benfica, está relacionada com o conceito de livre circulação de atletas entre as equipas de futebol e de “vale-tudo”, de acordo com as necessidades dos primeiros, e de forma a garantir a sua constante actualização, no que às mais recentes técnicas de ataque corpo-a-corpo e de “knock-out” diz respeito.

A Direcção da SAD benfiquista acredita que este novo conceito de interactividade e constante permuta entre as duas modalidades, possa permitir à equipa de futebol exponenciar os seus resultados desportivos, ainda que para isso possa ser necessário sacrificar, com alguma frequência, um ou outro atleta adversário.

Para o sucesso desta nova estratégia, é fundamental que o clube possa contar, não só com a compreensão dos seus opositores, mas também com a colaboração das equipas de arbitragem no sentido de que saibam continuar a honrar o acordo (tacitamente assumido) de manter a actual e necessária dualidade de critérios no capítulo disciplinar.

Só assim será possível dar mais um passo na consolidação do Benfica no panorama desportivo nacional.

Que assim possa ser, a bem do desporto e do futebol… benfiquistas…

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 23:48
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Terça-feira, 10 de Agosto de 2010
Cansados de ser campeões...

São dois casos realmente estranhos e enigmáticos, insólitos mesmo...
Flávio Cruz e Hugo Gaspar, foram ambos campeões nacionais, de Afonso Henriques ao peito, na época de 2007/2008.

Depois, Flávio Cruz conseguiu repetir a façanha nos dois campeonatos seguintes, já ao serviço do Sporting de Espinho.

Quanto a Hugo Gaspar, nessas mesmas duas épocas, haveria de ser bicampeão da Taça de Portugal (a primeira ainda ao serviço do Vitória, e a segunda já com a camisola do Castêlo da Maia).

A realidade é esta: nos últimos três anos, um foi (é) tricampeão nacional, e o outro foi campeão nacional e foi (é) bicampeão da Taça de Portugal.

Nos últimos três anos, cada um deles conquistou três títulos nacionais.

Se escolhessem regressar a Guimarães, corriam o sério risco de renovar esses títulos que detêm.

Mas não, um e outro optaram por um rumo bem diferente.

E por isso é que constituem dois casos realmente estranhos e enigmáticos, insólitos mesmo.

Qual o motivo que poderá ter levado estes verdadeiros campeões a escolher um clube (Benfica) que não vence nada, rigorosamente nada, há mais de não sei quantos anos ?

Só mesmo se já estiverem cansados de ser campeões...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 20:03
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Quarta-feira, 24 de Março de 2010
Pena, pena, muita pena...

 

 

 

Pena, pena, muita pena, foi aquilo que todos nós tivemos com o facto de não termos conseguido, pela primeira vez nestes últimos cinco anos, o acesso à final do campeonato nacional A1.

Mas pena, pena, muita pena, foi também aquilo com que se depararam os nossos jogadores sempre que tentaram rematar junto à rede - um verdadeiro muro... de penas, que embora fosse feito... de penas, sempre se mostrou intransponível.

De facto, não se afigurava nada fácil a tarefa da nossa equipa de voleibol.

O Benfica, desde o início desta época, tem surgido sempre num constante crescendo de forma, com um serviço e um ataque absolutamente demolidores, a que agora ainda conseguiram acrescentar um bloco pouco menos do que inultrapassável.

O Benfica é, em boa verdade, um adversário cada vez mais difícil de derrotar.

Mas apesar de todas estas dificuldades, a equipa do Vitória bateu-se com galhardia, vendendo bem cara a passagem à final do campeonato. Alturas houve mesmo, em que o Vitória quase conseguiu dar a volta a este jogo.

Não vencemos, por alguma falta de sorte, por alguns erros de arbitragem, mas principalmente porque o Benfica foi de facto mais forte.

A verdade nua e crua é que esta época, nos cinco jogos disputados entre os dois clubes, o Benfica venceu-os todos.

Mas não seria justo esquecer a prestação dos nossos atletas, que fizeram o possível e o impossível para vencer a partida. Foram exemplares no empenho e na defesa das nossas cores, honrando o emblema que orgulhosamente trazem no peito.

Por tudo isso, pelas muitas alegrias que nos deram ao longo da época, e inclusivamente em períodos deste mesmo jogo, a massa adepta deve estar-lhes agradecida.

Nós, os vitorianos, mais uma vez nos orgulhamos de todos vocês...

 

............................................................................José Rialto

(cartoon publicado no sítio da Associação Vitória Sempre)

 



publicado por Miguel Salazar às 01:44
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Sexta-feira, 12 de Março de 2010
o Grito de Guerra...

O nosso próximo adversário, na corrida para o título de Campeão Nacional, já deu bastas provas de todo o seu poderio. Nos três jogos que até agora disputamos com o Benfica, apenas no primeiro tivemos reais possibilidades de os vencer, o que de resto teria mesmo acontecido, não fosse a sempre presente mão amiga das equipas de arbitragem, que nunca lhes falha nas alturas de maior aperto, tal como acontece de um modo absolutamente transversal em todas as restantes modalidades.

Mas limitando-me agora aos aspectos meramente desportivos, a história parece querer repetir-se hoje, dois anos mais tarde, quando voltamos a ter de defrontar o Benfica nas meias-finais dos "play-off". Naquela altura, também os encarnados tinham uma equipa teoricamente superior, mas o Vitória de então teve o engenho e a arte suficientes para os ultrapassar, a eles e também ao Sporting de Espinho, conseguindo inclusivamente derrotá-los a ambos nos seus próprios redutos.

Pois bem, meus caros jogadores, se não sabeis como é que isso se consegue, perguntai àqueles que antes de vocês já o fizeram. Perguntai ao Allan ou ao Nelson Brízida, ou então ao Fernando Ribeiro e ao Pedro Sousa. Perguntai-lhes como é que foi possível virar uma final em que estavam a perder por 1-2 em jogos, por 0-2 nessa partida, e em que tinham praticamente perdido esse set, com o público adversário já a cantar "campeões, campeões, nós somos campeões". É verdade, meus caros, foi isso mesmo que aconteceu há duas épocas atrás. Naquele ambiente de autêntica euforia adversária, esses vossos quatro valorosos companheiros, acompanhados por muitos outros, ergueram-se e recuperaram uma enormidade de pontos até conseguir vencer esse set, e calar definitivamente os adeptos espinhenses. Depois, já com o pavilhão em êxtase, venceram os dois sets seguintes, e empataram a final. A "negra", em Espinho, foi dramática, com o Vitória a acabar por vencer o seu adversário de forma categórica. Foi assim que todos juntos, eles e muitos outros (que já cá não estão, mas que jamais esqueceremos), conseguiram o nosso primeiro título de Campeões Nacionais, e assim escreveram a ouro mais uma página do nosso já longo historial.

Se conseguirdes compreender a essência daquilo que eles têm para vos transmitir, que mais não é do que o significado desta mística que é tão nossa, então talvez sejais capazes de repetir aquilo que eles conseguiram.

Se fordes capazes de fazer ouvir o vosso grito de guerra em Lisboa, então com certeza ele também será ouvido no Castêlo da Maia e em Espinho e, nessa altura, será bem possível que a próxima página a ser escrita, a ouro no nosso historial... seja a vossa...



publicado por Miguel Salazar às 00:00
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010
Honrai a nossa camisola !...

À equipa de voleibol do Vitória.

Meus caros,

 

É chegada a hora de começardes realmente a defender a Taça de Portugal, que tão orgulhosamente conquistamos na época passada.

Aquilo que hoje é necessário, e que se vos exige, é o mesmo esforço que outros antes de vós já fizeram, e que desse modo ajudaram a construir e a honrar o clube que hoje tendes o privilégio de representar.

É esse o esforço que sempre esperamos de vós. Nós, os vitorianos, que mensalmente pagamos as quotas que ajudam a pagar os vossos ordenados, que semanalmente vos apoiamos incondicionalmente (mesmo quando jogastes em Montalegre), que diariamente vivemos o nosso clube, e que por ele sofremos.

Está na hora, meus senhores, de provardes que mereceis esse privilégio que é o de vestir a nossa camisola.

O Benfica já vos mostrou por várias vezes que é uma equipa perfeitamente ao alcance da melhor equipa do Vitória. Não estará ao vosso alcance em dias menos conseguidos, mas estará, com toda a certeza, ao alcance dos vossos melhores desempenhos.

Por isso, meus caros, de vós só esperamos três coisas: sangue, suor e lágrimas.

É chegada a hora de honrardes o emblema que trazeis ao peito.

É chegada a hora de provardes que mereceis o apoio desta massa associativa generosa e sem par.

É chegada a hora... e nada menos do que tudo isto esperamos de vós...

 
                                                                 José Rialto

 

 



publicado por Miguel Salazar às 16:39
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