Sexta-feira, 12 de Setembro de 2014
o Berço da Nação...

Com a chegada de Júlio Mendes ao Vitória, o clube passou finalmente a apostar na “prata da casa”.

A criação da equipa B deu resultados quase imediatos, não tanto na sua própria competição, mas essencialmente pela forma como foi sendo capaz de suprir as necessidades da equipa principal. E fê-lo de tal forma que conseguiu mesmo ajudá-la a conquistar o seu primeiro grande título nacional. Mas não foi apenas nos resultados desportivos que se registaram os nossos sucessos. Os melhores negócios dos últimos 2 anos têm sido fruto desta aposta na equipa B e também na formação. Ricardo Pereira, Tiago Rodrigues, Amidó Baldé e Paulo Oliveira são os maiores exemplos disso mesmo.

Mas voltando aos sucessos desportivos, na época passada conseguimos o título de Campeão Nacional de juvenis e fizemos regressar a equipa B à Segunda Liga. Este ano, mais de metade da equipa principal é oriunda da equipa B, tal como o são algumas das maiores revelações de todo o Campeonato.

Não podem restar quaisquer dúvidas. Todas as evidências apontam para o facto de ser este realmente o caminho.

 

 

Os próprios atletas da formação dos nossos adversários já começam a ver em nós, o único caminho que em Portugal os pode levar ao sucesso. Só por isso eles começam a preferir o Vitória aos clubes nacionais com maiores tradições. A verdade é que nos últimos anos assistimos a um movimento inusitado de atletas (de topo) dos escalões de formação de Sporting, FCPorto e Benfica, a trocar os seus clubes pelo nosso. Esta inversão no fluxo de talentos é um facto que seria impensável há uns anos atrás, mas que hoje constitui um sinal inequívoco que não podemos nem devemos desvalorizar.

O caminho é de facto a aposta na formação e na equipa B, e espero que os dias melhores que hão-de vir com o regresso da estabilidade económica, não tragam também consigo o regresso à velha e gasta estratégia do investimento massivo no mercado estrangeiro, em atletas de valia mais do que duvidosa. E se assim for, então ficará claro que o caminho escolhido pela Direcção de Júlio Mendes foi uma decisão intencional e deliberada, e não apenas uma solução de recurso para conseguir enfrentar o caos em que outros (ainda) impunemente nos lançaram.

A estratégia terá de manter-se assim, firme e decidida, para que o Vitória cumpra finalmente o seu destino de fazer jus ao epíteto da cidade. Tal como Guimarães sempre foi, o Vitória começa agora também a ser, e com toda a propriedade... o Berço da Nação...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 19:00
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