Terça-feira, 13 de Maio de 2014
O ninho dos açores...

 

Depois da ignomínia que tinha sido a traição ocorrida em Guimarães, os Conquistadores chegaram à ilha Terceira sedentos de vingança.

Preocupados com o facto, os açores tinham delineado uma estratégia que se baseava na ideia de manter incógnita a localização do seu ninho. Quanto mais tempo o conseguissem fazer, maiores seriam as possibilidades de preservar os seus dois ovos, que lhes garantiam o direito de participar nas Batalhas Finais.

Tinham sido dadas ordens para que todos os açores se mantivessem bem escondidos, de modo a que Dom Fernando não conseguisse descobrir onde estava o ninho.

O problema é que o açor a quem foi dada a missão de proteger o ninho era demasiado exuberante. Não que não quisesse cumprir o seu papel, bem entendido, mas a verdade é que simplesmente isso estava muito para além das suas capacidades. O açor americano, o finguelinhas da fita azul na cabeça e com a barbicha afiada, não parava nem um segundo sequer. Parecia que estava ligado à corrente eléctrica. Sempre aos saltos, às “peitadas” e “ancadas” aos seus companheiros, dando “high-fives” e o diabo-a-quatro, enfim, era sempre um trinta-e-um para se conseguir acalmá-lo. Infelizmente para os açores, era demasiada exuberância para uma estratégia que se baseava na discrição. Daí a serem descobertos, foi coisa de poucos minutos. Perdida a estratégia, o resto da história conta-se em apenas duas penadas (eheheh)...

Como uma flecha disparada, Dom João o Guerreiro, rapidamente alcançou o ninho. Enquanto que com a mão direita segurava o açor, com a outra sorripiava-lhe um ovo precioso. Bem lhe teria tirado os dois se os açores lho tivessem permitido, mas a verdade é que eles também já tinham deixado bem claro que não estavam ali para facilitar as coisas aos Conquistadores.

A vingança estava assim parcialmente consumada e Dom Fernando, apesar de não conseguir ainda garantir o direito de combater nas Batalhas Finais, pelo menos conseguia levar a decisão final para o seu Castelo...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 18:01
"link" do artigo | o seu comentário | favorito

procurar cartoons
procurar por nome/palavra
 
desenhos mais recentes

a Sétima Cruzada da Era M...

O rapaz do Bar...

Bongani Zungu...

Em busca da segunda chave...

A primeira das duas chave...

8º aniversário do “ÁLB’oo...

O homem-forte, o menino b...

Dragão d'Ouro...

Janeiro, o mês do nosso m...

O "déjà vu" de Jorge Simã...

arquivo de desenhos
tudo sobre
tudo sobre
para explorar o blogue
acerca de nós
visitas nas últimas 24h

visitas acumuladas

páginas visualizadas