Terça-feira, 23 de Maio de 2017
O rapaz do Bar...
Confortavelmente refastelado na 4ª fila da zona Euro da sala de espectáculos, e depois do filme ter terminado, visivelmente bem disposto, Pedro Martins gracejou em voz alta, enquanto se voltava para trás, na direcção do bar:

- Ó rapaz, tu desculpa lá o mau jeito. Eu sei que era aqui que tu querias...

Nem acabou o que ia dizer. O rapaz do bar tinha estado sentado ao balcão durante quase todo o filme, mas já não estava mais lá. Em boa verdade, já lá não estava há algum tempo. Depois de perder, pela enésima vez, mais um engate para alguém que tinha acabado de entrar, o dono do bar tinha perdido a paciência, e acabou por correr com ele do estabelecimento. É que já não havia mais pachorra para tanta aselhice. Estava farto de desperdiçar dinheiro nos copos do rapaz... e na limpeza da casa de banho.

O rapaz tinha sido corrido, mas já lá estava outro na sua vez. E este não perdia tanto tempo a conversar com raparigas. Não perdia tanto tempo, mas perdia-as de igual forma para qualquer marmanjo que acabasse de entrar no bar. A última que perdeu foi para um gabiru da zona de Tondela.

Moral da história: o dono do bar poupava nas bebidas, mas continuava a não poder dispensar a senhora que lavava as casas de banho...

 

José Rialto


publicado por Miguel Salazar às 00:20
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