Sábado, 2 de Setembro de 2017
O senhor Júlio vai à Rádio...

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Nas instalações de uma rádio da cidade...

- Boa tarde senhores ouvintes. Hoje temos connosco o actual gerente da Mercearia Victória – o senhor Júlio.

- Boa tarde, senhor Júlio. O senhor deve saber certamente que há por aí muita gente aborrecida consigo, porque acha que o senhor anda a fazer alguns negócios a preços de saldo. Há quem diga até... de liquidação total. Fala-se em apenas 13,5 milhões, por cinco das suas melhores mercadorias. É verdade?

- Vamos ver. Isso é uma enorme mentira. Esses senhores, que nós sabemos muito bem quem são, que andam pelas redes sociais, mas que eu não vou dizer os nomes deles agora, são uns grandes... MEN-TI-RO-SOS. Esses 5 produtos foram vendidos por MAIS DE 8 milhões. Mais precisamente... 8,25... digamos, 8,5.

O jornalista estava estupefacto...

- Mas isso é ainda menos do que os 13,5 milhões...

- É como lhe digo, são uns MEN-TI-RO-SOS, mas um dia eu vou desmascará-los a todos. Um por um.

Ainda baralhado com a resposta, o jornalista resolveu passar à frente.

- Mas não acha que seria mais fácil se explicasse às pessoas os contornos desses negócios?

- A minha ética profissional impede-me de falar sobre os negócios que faço. Pelo enorme respeito que tenho pelas outras partes, percebe? Agora, o que eu posso contar-lhe é que aquele pobre merceeiro de Moreira de Cónegos, coitado, andou p’raí aos caídos a pedinchar umas migalhas, e eu, claro, acabei por lhe dar umas coisitas fora-de-prazo que tinha para lá na loja.

- E em relação àquele diamante sul-africano, que o senhor vendeu à última-da-hora, afinal quanto é que os franceses lhe deram por ele?

- Vocês vão desculpar-me, mas eu sou... um Merceeiro.disse o senhor Júlio, muito orgulhoso. Endireitou as costas, subiu o queixo, garboso, e prosseguiuA minha ética profissional, e o respeito que tenho pelas pessoas com quem faço negócios, impedem-me de revelar esses pormenores.E, voltando à posição inicial, mais descontraída, disse em tom de (in)confidênciaAgora, o que eu vos posso contar é sobre a casa dos franceses, meu Deus... Vocês não iam acreditar. Que miséria franciscana. Aquilo era mau demais, até para um sem-abrigo... Uma autêntica pocilga!

- Finalmente, e para terminar, senhor Júlio, qual é que deveria ser, na sua opinião, o comportamento das pessoas?

- Muito fácil. Regras muito simples, que vocês vão entender muito facilmente. As pessoas devem apoiar-me apenas em 3 ocasiões – antes, durante e depois. Só devem manifestar a sua discordância numa altura – nunca! E apenas num local – em lado nenhum! Será assim tão difícil entender isto?

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:29
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