Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014
Para que a História não se repita...

20141030 o Rei (de) Leão.jpg

 

 
 
É bem conhecido o episódio de Egas Moniz durante o cerco que o Rei de Leão montou a Guimarães, pouco tempo depois da Batalha de São Mamede. Atormentado com a perspectiva das agruras e da fome que seguramente iriam surgir com a manutenção desse cerco, o Aio de Dom Afonso Henriques resolveu fazer, à rebelia do seu Senhor, um acordo com o Rei de Leão. A promessa de Egas Moniz, que garantia a Afonso VII a vassalagem do seu primo, foi argumento suficiente para que o Leonês levantasse o cerco e regressasse à sua Corte em Toledo. O resto da história conta-se em poucas palavras.
Confrontado com a ira de Afonso Henriques quando soube do sucedido, e vendo que o seu Senhor não iria cumprir a promessa que tinha feito ao Rei de Leão, Egas Moniz tinha de fazer alguma coisa para tentar manter a sua dignidade. Decidiu então dirigir-se a Toledo para oferecer a sua vida, conjuntamente com a da sua mulher e a dos seus dois filhos, como única forma de recuperar a sua honra.
Pois bem, a memória desse episódio ainda se mantém bem viva na cabeça de Afonso, mesmo quase 9 séculos depois dele ter acontecido. Quando Domitílio, vigilante do alto da torre de menagem do castelo, alertava para a chegada do Rei Leão, Afonso compreendeu mal as suas palavras. Pensando estar novamente perante o Rei DE Leão, temeu que essas memórias antigas pudessem assaltar também o seu velho Aio. E assim sendo, não era tempo de repetir erros do passado...
- O Rei de Leão ??  Rápido, prendam o Egas !...
 
José Rialto


publicado por Miguel Salazar às 23:53
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2014
os ”B”ravos Conquistadores...

 

 

 

O Castelão reuniu o seu Estado-Maior na Torre de Menagem do Castelo, de modo a poder reflectir sobre a preparação das suas tropas. Havia alguns Conquistadores que eram chamados poucas vezes às frentes de Batalha, e esse facto já andava a preocupá-lo há algum tempo. Havia que dar-lhes mais experiência.

Depois de ouvir todas as opiniões, resolveu então incumbir o seu Alferes-Mor de preparar esses Cavaleiros noutros campos de batalha. Apesar de isso vir a acontecer em confrontos de âmbito mais regional, a verdade é que neles encontrariam opositores muito fortes, que lhes iriam proporcionar a experiência de combate de que necessitavam.

O Alferes-Mor Dom Hugo (o Salgado) era o homem indicado para liderar essa força que haveria de ficar conhecida pelos ”B”ravos Conquistadores.

E a decisão de Dom Fernando não poderia ser mais feliz. À frente dos seus homens, Dom Hugo conseguiu alcançar uma fantástica 3ª posição, com os mesmos pontos dos Vice-Campeões.

O Alferes-Mor esteve à altura da sua Missão, e os ”B”ravos Conquistadores fizeram jus ao seu epíteto...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 22:45
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014
Vice-Campeões Nacionais...

 

 

Apesar de derrotados frente aos Mouros do Bairro de Benfica, Dom Fernando e os seus Conquistadores fizeram História em Guimarães, ao conseguirem a sua melhor classificação de sempre – Vice-Campeões Nacionais.

Dom Pedro Guerreiro, o Quartel-Mestre, estava com dificuldade em conseguir conter a sua enorme alegria e satisfação.

Em cima do pódio que consagrava os vencedores, Dom Pedro exibia com orgulho o estandarte do Castelão, numa postura que não escondia a sua formação militar.

O Quartel-Mestre estava absorto nos seus pensamentos, mas não era difícil imaginar aquilo que lhe ocupava a mente. Afinal, depois de se ser Vice-Campeão Nacional, só se pode almejar ser uma outra coisa, não é verdade?...

”P´ró ano é que vai ser”, estava ele seguramente a pensar...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 22:34
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Terça-feira, 13 de Maio de 2014
Vigilantes !...

 

Dom Pedro o Pinto, lá está vigilante, na altaneira torre de menagem do Castelo.

Tem de ser mesmo assim !...

Os açores já mostraram que não vão vender barata a sua pele, quero dizer as suas penas, e por isso os Conquistadores não podem facilitar.

O Povo está mobilizado e já se organizou para ajudar na defesa de Guimarães.

Dom Fernando interditou a entrada a todos os forasteiros, por mais inofensivos que pudessem parecer, para evitar que pudesse ser de novo traído, e incumbiu Dom Pedro de se manter vigilante, no ponto mais alto da cidade.

Ironia suprema essa, que fez com que um pinto se transformasse num perigoso predador, e com que uma terrível ave de rapina passasse a temer pela sua própria vida...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 23:16
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2014
a Tradição já não é o que era !...

 

NOTA INICIAL

O título deste cartoon está relacionado com uma campanha do whisky J&B, lançada nos anos 90, cujo slogan era exactamente este (ver vídeo no final do texto).

 

Há uma tradição, cuja origem remonta ao séc. XV, a respeito do comportamento das gentes de Barcelos durante a defesa de Ceuta. Segundo essa tradição, os barcelenses foram incumbidos de assegurar a defesa de um sector dessa praça militar, junto a um outro que estava à responsabilidade dos vimaranenses. Conta-se que mal avistaram as primeiras forças Mouras, os de Barcelos fugiram sem olhar para trás, deixando os vimaranenses sozinhos na defesa de ambos os sectores. Apesar destas dificuldades acrescidas, ainda assim as forças de Guimarães foram capazes de assegurar a sua missão com absoluto sucesso. Quando Dom João I soube da deserção dos barcelenses, decidiu castigar a cidade, obrigando-a a varrer a “praça e os açougues” de Guimarães nas vésperas de cada uma das sete festividades do ano. E assim deveria acontecer todos os anos, até ao final dos Tempos.

No passado fim de semana, em vésperas da primeira dessas festividades (a da Páscoa), os barcelenses vieram À cidade mais uma vez, tal como era da Tradição. Aquilo que ninguém seria capaz de imaginar, era o motivo que os trazia a Guimarães. Então não é que em vez de virem limpar a praça e os açougues da cidade, tal como os obrigava a pena Régia, resolveram antes vir desafiar Dom Fernando? Mas o que é que lhes terá passado pela cabeça, para assim desrespeitar a Tradição? Temeridade e desrespeito assim nunca antes se tinham visto. Ainda que quisessem ignorar o seu castigo, não conheciam eles a Lenda do Castelão? Tanto me empenhei eu na sua divulgação, e eles nem se deram ao trabalho de ler aquilo que escrevi. Se o tivessem feito, sempre se tinham poupado a tamanho sofrimento.

É que nem tiveram tempo para perceber o que lhes estava a acontecer. Perderam o emblema e quase perdiam a vida. Perseguidos por Conquistadores enfurecidos, era só vê-los a fugir em pânico, pelo adarve das muralhas da cidade. Os homens de Dom Fernando desta feita foram impiedosos, e os barcelenses nem conseguiram alcançar a Porta Nova. Saíram mesmo a voar, disparados lá do cimo da Torre da Alfândega, à frente da lança de Dom Paulo, o Cunha...

 

NOTA FINAL

Assim, relembrando a tal campanha publicitária de que vos falei no início, e a propósito deste cartoon, devo apenas dizer mais o seguinte...

A Tradição diz que quando os barcelenses vêm a Guimarães, fazem-no para varrer a praça e os açougues da cidade.

A Tradição diz que não é sensato vir a Guimarães desafiar Dom Fernando e os seus Conquistadores.

A Tradição diz que os galos de Barcelos têm uma enorme crista vermelha na cabeça.

A Tradição diz que as asas dos galos de Barcelos não servem para voar.

Tradição?...

A Tradição já não é o que era !

 

José Rialto

 

 

 


  

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

Um percurso pelas Muralhas de Guimarães. Miguel Bastos. Novembro, 2013.

 

HIPERLIGAÇÕES

a Lenda do Castelão...

a Tradição da Servidão de Barcelos (Memórias Araduca)

 

 


 

Campanha publicitária whiskies J&B (no YouTube)...

  

 

 



publicado por Miguel Salazar às 12:32
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2014
a Lenda do Castelão...
 

 

Segundo a lenda, vivia em Guimarães um bravo Castelão. Dom Fernando era o seu nome e era o mais temido do Reino. O mais rico e poderoso era o de Benfica, mas era Dom Fernando quem todos mais temiam.

Era lendária a inexpugnabilidade do seu Castelo de Guimarães.

Adversário que aí enfrentasse Dom Fernando, acabava decepado e empalado numa estaca, no cimo das suas muralhas. Que o digam CAB Madeira, Benfica, Galitos, Sampaense, Oliveirense, Algés, Lusitânia e Ovarense. O da Académica já tinha desertado, aterrado que estava com a certeza de que lhe iria suceder o mesmo. Todos eles viram os seus emblemas serem decepados e cravados numa estaca no topo das muralhas, para que servissem de exemplo para aqueles que ainda assim tivessem a ousadia de desafiar o Castelão de Guimarães.

 

 

 

 

 

Mas haveria de ser, supreendentemente, o mais fraco e frágil de todos os seus adversários, o da Maia, a quebrar a invencibilidade de Dom Fernando.

Segundo quem assistiu a essa batalha, o da Maia chegou a estar praticamente morto, mas faltava ainda a estocada final. Esse pormenor foi fatal para Dom Fernando. O adversário da Maia não só se conseguiu recompor, como ainda foi capaz de surpreender o Castelão. No momento em que Dom Fernando já se preparava para empalar o emblema, este sumiu-se-lhe das mãos. Os maiatos recuperaram o seu símbolo e até se deram ao desplante de roubar a própria estaca, como troféu da sua fantástica vitória no até então inexpugnável Castelo de Guimarães.

 

Reza a lenda que o episódio serviu de lição ao Castelão, que a partir daí se tornou ainda mais impiedoso. Dom Fernando nunca mais voltou a deixar-se surpreender, nem mesmo quando o adversário estava pouco menos do que moribundo...

 

José Rialto

 

(cartoon desenhado para a revista Mais Guimarães)



publicado por Miguel Salazar às 19:26
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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010
À conquista de Nordkapp...

Esta viagem é a concretização de um sonho antigo, de há muitos anos, partilhado por quatro amigos.

Com partida de Alcains (Carla e João) e de Guimarães (Andreia e Filipe), eles farão a mítica viagem até Nordkapp, o ponto mais a Norte do continente europeu.

No cartoon, a viagem até parece pequena, mas na verdade serão 11.039 km, que demorarão 22 longos dias a percorrer.

A preparação cuidada desta viagem já começou há muito tempo.

E os seus preparativos estão a ser registados num blogue que os quatro criaram para o efeito (Cabo Norte - Nordkapp 2010).

O entusiasmo que transparece das suas descrições é absolutamente contagiante (até para mim que nunca tive uma moto).

A aventura terá o seu início a 28 de Maio.

Boa viagem, meus caros !  Esperaremos ansiosos pelos vossos relatos...

 

(cartoon publicado no Cabo Norte - Nordkapp 2010)



publicado por Miguel Salazar às 22:01
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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
O mais temível dos adversários...

Depois de já ter sucedido por várias vezes nesta época, o Vitória voltou a ter de lutar contra o mais temível dos seus adversários.

Só um Vitória renovado, ainda mais empenhado do que antes e sem nunca virar a cara à luta, seria capaz de enfrentar esse temível adversário, de lutar contra a equipa do Sporting, e ainda ter disponibilidade para conseguir reagir às adversidades do próprio jogo.

Se o Vitória tivesse perdido, essa derrota seria injusta, mas não constituiria qualquer novidade, pois já tinha sido assim, exactamente assim, no jogo contra o Benfica.

Felizmente para o Vitória, Olegário Benquerença quis ser mais subtil, e por isso não conseguiu ter a eficácia que Pedro Proença teve nesse jogo contra o Benfica.

No futuro, se Olegário quiser ser mais eficaz, vai ter mesmo de fazer um longo estágio com Proença...

                                                                             José Rialto

(cartoon publicado no sítio da Associação Vitória Sempre e no Depois Falamos)



publicado por Miguel Salazar às 22:47
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
Foi por pouco...
... foi mesmo por muito pouco!

Talvez ainda por menos do que isso...

A Nelo Vingada (e a nós, claro) valeu o empenhamento de jogadores como Roberto e Nilson.

Empenhamento nos actos...

mas também nas palavras...

                                                                                                   José Rialto

(cartoon publicado no sítio da Associação Vitória Sempre)



publicado por Miguel Salazar às 19:47
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Sábado, 1 de Novembro de 2008
Das Croonicas do Torneeo de todollos Campeoens...

Foe no oitavo anno do novo mileenio, oos quatro de novembro, que começou o Torneeo de todollos Campeoens, em que pelleiarom as troopas delRei de Portugal Dom Affomsso Hemrriques, do Primçipe Iuuri Dolgoruuqui fumdador da çidade de Moscoovo, do Rei Vladislao II da Bohemia, e as de Noolico Maaseique, ajuramentadas a Fillipe da Alsaaçia comde de Flaamdres. Esta he a croonica de todallas batalhas, comtadas por mi Josee Riaalto cronista da çidade, com iluminuras de Miguell Salazaar, ambollos dous filhos plebeos de Guimaraaens. Aqui se comtam os feitos vallorosos das batalhas em que pelleiarom Dom Rogeerio de Paulla, os seos logares tenemtes Dom Rogeerio e Dom Paullo, o capitam moor Dom Allam e todollos seos altros douze cavalleiros, Dom Hugo, Dom Neelsom, Dom Fillipe, Dom Eorico, Dom Pedro, Dom Miguell, Dom Maario, Dom Deogo, e os de terras de Vera Cruz, Dom Adriamno, Dom Thiago, Dom Bruuno e Dom Faabio.

 

tradução

Foi no oitavo ano do novo milénio, a quatro de Novembro, que começou o Torneio de todos os Campeões, em que lutaram as tropas d’El-Rei de Portugal Dom Afonso Henriques, do Príncipe Yuri Dolgoruki (fundador da cidade de Moscovo), do Rei Vladislau II da Boémia, e as de Noliko Maaseik, fieis a Phillippe da Alsácia, o Conde de Flandres. Esta á a crónica de todas as batalhas, contadas por mim José Rialto, cronista da cidade, com cartoons de Miguel Salazar, filhos plebeus da cidade de Guimarães. Aqui se contam os feitos gloriosos nas batalhas em que lutaram Dom Rogério de Paula, os seus lugares-tenentes Dom Rogério (Lopes) e Dom Paulo (Poeiras Lobo)(ver cartoon), o Capitão-Mor Dom Allan (Cocato) e todos os seus outros doze cavaleiros, Dom Hugo (Gaspar), Dom Nelson (Brízida), Dom Filipe (Cruz), Dom Eurico (Peixoto), Dom Pedro (Sousa), Dom Miguel (Coelho), Dom Mário (Pinto), Dom Diogo (Antunes), e os de terras de Vera Cruz, Dom Adriano (Lamb), Dom Thiago (Rey), Dom Bruno (Temponi) e Dom Fábio (Jardel).

 

contexto histórico

O Vitória vai começar a escrever, no próximo dia 4 de Novembro, mais uma página dourada da sua história (e também do voleibol português), uma vez que é a primeira vez que (uma equipa nacional) participa nesta competição.

A tarefa afigura-se ciclópica...

 

(voltar  às Croonicas do Torneeo de todollos Campeoens)

 



publicado por Miguel Salazar às 02:40
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Domingo, 26 de Outubro de 2008
Pobres tartaranhões-do-brejo...

contexto histórico

O Vitória tem hoje um duplo confronto com o Benfica - em voleibol e em futebol.

Os arqueiros d'El-Rei são Hugo Gaspar e Douglas, que estão preparados para abater os tartaranhões-do-brejo benfiquistas - José Jardim (treinador de voleibol) e Quique Flores (treinador de futebol).

Pobres tartaranhões que nem sabem aquilo que os espera...

                                                                                      José Rialto

(cartoon publicado no Paixão Vitoriana, no sítio da GmrTV e no Jornal Vitória)



publicado por Miguel Salazar às 15:28
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