Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010
Roberto, a mascote da secção de Capoeira...

Para a cabal compreensão deste texto, deverá ler (ou reler) “Vale-Tudo

O investimento efectuado na criação da modalidade de “vale-tudo”, pressupunha a imprescindível colaboração das equipas de arbitragem, que deveriam fechar os olhos à maior "impetuosidade" dos jogadores encarnados, mas as coisas não correram bem e tudo acabou por ir por água abaixo, ainda por cima às mãos do maior de todos os insuspeitos – o amigo (e associado) Pedro Proença.

Inesperadamente, Proença resolveu não branquear o jogo violento dos encarnados, o que apanhou a equipa completamente de surpresa. Pior do que isso, Proença não teve a competência necessária para conseguir expulsar pelo menos um dos jogadores adversários. Os problemas assumiram então proporções nunca antes vistas, uma vez que o Benfica já não se lembra como é que se vencem jogos de futebol… onze-contra-onze.

Confrontada com esta nova realidade, a SAD do Benfica, em reunião extraordinária efectuada com carácter emergente, decidiu extinguir a recém-criada modalidade de “vale-tudo”, substituindo-a pela de Capoeira.

Com esta alteração, a SAD pretende manter o mesmo conceito de interactividade e de constante permuta, que já estava inerente ao “vale-tudo”, de modo a que não se perca a permanente actualização dos seus atletas no que diz respeito às últimas técnicas de ataque corpo-a-corpo e de “knock-out”, e pretende ainda diminuir a dependência da dualidade de critérios disciplinares das equipas de arbitragem, uma vez que nesta arte marcial as regras são bastante mais rígidas do que as de "vale-tudo". Por outro lado, a vertente mais cénica da capoeira deverá ser a mais apropriada para jogadores como os argentinos Aimar e Saviola, muito dados a estas coisas da simulação e da teatralização.

Finalmente, o problema de Roberto Jiménez. Com vinte golos sofridos em apenas doze jogos, ser guarda-redes parece não ser a sua maior vocação, pelo que a SAD benfiquista espera, pelo menos, poder contar com o espanhol para ser a mascote desta arte marcial.

Assim de repente, ocorrem-me oito milhões e meio de razões para que Roberto não tenha o desplante de recusar este novo desafio.

De resto, a decisão parece ser a mais apropriada: um frango como mascote da nova equipa de Capoeira

 

José Rialto

 



publicado por Miguel Salazar às 22:12
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