Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014
Comitiva de Boas-Vindas...
Crónica das batalhas do Rei Afonso, de Egas (o Aio) e de Atílio, Bráulio, Cornélio e Domitílio (os 4 irmãos D'Aldão)

* Penafidelenses



publicado por Miguel Salazar às 22:21
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Segunda-feira, 23 de Junho de 2014
O ataque dos Cavaleiros Negros...

(cartoon referente ao jogo da 2ª Jornada da Taça Inter-Distrital, realizado no dia 2 Maio 2014, e cujo resultado final foi VitóriaSC B 63 - Académico do Porto 41)

 

Os Cavaleiros Negros eram os homens do Académico que tinham vindo do Porto com a esperança de levar uma vitória de volta para casa. Alguém lhes tinha dito que não iriam enfrentar os terríveis Conquistadores do Castelão, mas apenas a força dos ”B”ravos do seu Alferes-Mor. A verdade é que, iludidos por essa aparente facilidade, ganhavam alento para alimentar a esperança. Mas foi uma esperança vã, pois apesar de não serem a força principal do Castelão, não deixavam de ser soldados ferozes, e igualmente Conquistadores.

Em relação à história da batalha, essa foi igual a tantas outras.

Quem se notabilizou nesse dia foi Dom Rui, o Pereira, que numa altura em que chegou a parecer que os Cavaleiros Negros poderiam vencer a batalha, logo tratou de correr com o inimigo ao longo do adarve nascente das muralhas da cidade. Não se tivessem eles posto em fuga pela Porta do Postigo, na Torre da Senhora da Guia, e teriam sido trespassados pelos três tridentes que Dom Rui lhes lançou consecutivamente.

Fugiram em pânico e nunca mais foram vistos aqui para os lados da cidade d´El-Rei...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 01:04
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2014
a Justiça do Castelão...

(cartoon referente ao jogo da 3ª Jornada da Fase Regular do Campeonato da LPB, realizado no dia 9 Novembro 2013, e cujo resultado final foi Vitória 80 - Benfica 70)

 

 

A ignomínia do Mouro do Bairro de Benfica já vinha de há muito tempo, desde um dia que foi de Glória para a cidade. Mas esse dia não foi de Glória apenas por ter sido mais um em que os Mouros do Bairro baquearam às mãos de Dom Fernando e dos seus Conquistadores. Foi-o principalmente pelo facto de isso ter acontecido numa Batalha Final da Taça do Reino. Tinha sido travada em terras de Fafe, e não haviam passado sequer 8 meses sobre essa batalha. Os Mouros do bairro vinham agora tentar tomar o Castelo de assalto, e assim era chegado finalmente o momento daquele Mouro em particular ser confrontado com... a Justiça do Castelão.

 

A Feira do Pão estava à pinha, cheia de Vimaranenses a clamar por justiça. A chegada do Arauto do Castelão fez abrir uma pequena clareira, bem no meio da Praça. Com grande solenidade, o homem de Dom Fernando desenrolou então um enorme pergaminho e, depois de pigarrear por duas vezes para se assegurar de que a voz não lhe iria falhar, anunciou a plenos pulmões...

"Aos 9 dias de Novembro do ano da graça do Senhor de 2013, Dom Fernando de Sá, Castelão da Cidade de Guimarães, determina e faz saber que, pelos crimes de ofensa pública, de falta de desportivismo, e ainda de conduta indigna, cometidos pelo Mouro cujo nome não deve ser pronunciado, praticados na última Batalha Final da Taça do Reino e perpetrados contra a pessoa do próprio Castelão, quando este foi cobarde e violentamente empurrado no momento em que tentava prestar o seu tributo àquele que tinha derrotado justa e inequivocamente no campo de batalha (mostrando assim Dom Fernando toda a sua enorme magnanimidade), o Mouro cujo nome não deve ser pronunciado é condenado à pena de expulsão da cidade.

Mais determina o Castelão que, para que possa servir de exemplo para todos, essa pena seja cumprida perante o Povo da cidade, e que seja levada a cabo apenas depois de despojar o Mouro, cujo nome não deve ser pronunciado, de todos os símbolos desportivos que ele provou não ser mais digno de usar.

Determina ainda o Castelão que o Mouro seja banido para sempre da cidade, e que o seu nome jamais volte a ser pronunciado em Guimarães.

Por ordem do Castelão esta sentença será executada de imediato pelo Conquistador Dom João, o Fernandes, à Porta da Torre Velha."

 

E assim se cumpriu finalmente a sentença de Dom Fernando.

A Justiça do Castelão pode tardar... mas não falha...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 19:13
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2014
As portas da muralha são serventia do Castelo…
 

 

Os Mouros do Bairro de Benfica estavam angustiados por não conhecerem ainda suficientemente bem o terreno onde iriam ter de enfrentar um inimigo que sempre os assustou. Foi por isso que decidiram enviar o seu principal estratega, disfarçado, para fazer esse reconhecimento. A fantasia que foi escolhida para o efeito, foi a de Arlequim. Acreditavam eles que, disfarçando-o de tolo, esconderiam melhor a sua identidade.

 

Foi então o agora Arlequim abordar a sentinela de serviço à Porta da Vila, dirigindo-se-lhe nestes termos…

- Vai a correr ter com o Castelão e diz-lhe que o meu Senhor, o Grão-Vizir Carlos Lisboa, Senhor de todos os Souks e Bazaares do Bairro de Benfica, e amigo pessoal do Xeique Khadafi, Senhor de todos os Pneus e Rodas de Carroça do Mundo Árabe, está acampado a menos de uma légua daqui, e que exige ser recebido na noite da próxima sexta-feira, no Castelo, com toda a pompa e circunstância que lhe são devidas.

 

A sentinela a quem ele se dirigia, era afinal um dos dois Capitães-da-Guarda da cidade. Dom Francisco, o Oliveira, conhecido Vimaranense e Vitoriano dos sete costados, esboçando um sorriso pela fanfarronice do Arlequim, respondeu-lhe assim…

- Vai então dizer ao teu Senhor que Dom Fernando, o Castelão de Guimarães, não recebe Mouros de espécie nenhuma. Nem que fosse o próprio Saladino, ressuscitado e em pessoa…

 

Surpreendido pela ousadia da sentinela, o Arlequim disse-lhe…

- Não recebe? Como ousa ele não me receber… hum… quero dizer… como ousa não receber o meu Senhor? Os nossos amigos vermelhos aqui da cidade não irão tolerar tamanha afronta. Por certo hão-de revoltar-se…

 

O ridículo da situação era tanto, que Dom Francisco não foi mais capaz de manter a sua pose marcial. Explodindo numa sonora gargalhada, respondeu-lhe…

- Amigos vermelhos, aqui???? Olha que te enganaste na cidade. Talvez se tentares o enclave Marroquino... mas esse fica a 20km  naquela direcção, do lado de lá da Morreira. Aí é que há muitos. Aqui não! Nem azuis, nem verdes, e muito menos vermelhos. Olha… de azul, a única coisa que temos é a bandeira da cidade, o céu e a água dos tanques e dos fontanários. De verde, só mesmo as árvores e a relva dos jardins. E de vermelho… só os telhados das nossas casas.

 

Entretanto, e desde que tinha chegado à Porta da Vila para interpelar Dom Francisco, o Arlequim não parava um segundo. Frenético, executava uma dança que tinha tanto de bizarra como de familiar. Intrigado, Dom Francisco perguntou-lhe…

- Ouve lá, ó Arlequim, mas o que é que tu estás p'raí a fazer, sempre aos saltos, de perna alçada e a apontar para o rabo? Conta-se que um dia o teu Senhor também foi visto a fazer essas palhaçadas. Julgo que foi há 2 anos no covil do Dragão, quando foi lá vencer as Batalhas Finais dessa época. Nunca ninguém soube ao certo o que é que ele queria dizer com isso. Uns diziam que era um insulto e uma provocação, e os outros, os mais maldosos, que era um pedido, assim uma espécie de esperança, percebes? Isso agora é moda lá no bairro, é?

 

E o Arlequim respondeu-lhe, sempre aos saltos...

- Não é moda. Isto é a Dança Tradicional lá do Bairro, assim uma espécie de Haka que usamos para assustar os nossos inimigos. Quando dançamos todos ao mesmo tempo, é verdadeiramente assustadora. Fui... hum... quero dizer... foi o meu Senhor que a criou há 2 anos, tal como dizes.

 

Dom Francisco encolheu os ombros e continuou muito pausadamente, para se assegurar de que o Arlequim compreendia exactamente aquilo que ele lhe estava a dizer…

- Vá, vai dizer ao teu Senhor que será aí, nesse mesmo sítio para onde tanto apontas, que ele há-de levar um valente pontapé do Castelão, se for apanhado a tentar entrar na cidade. Tão forte, tão forte, que se isso vier a acontecer, nem precisa de se preocupar mais com o regresso ao bairro. Só precisa mesmo é de se preocupar com a forma como lá vai aterrar. Diz ao teu Senhor que Dom Fernando lhe manda dizer que, para ele, as portas da muralha hão-de ser sempre serventia do Castelo…

 

José Rialto

 

BIBLIOGRAFIA

Um percurso pelas Muralhas de Guimarães. Miguel Bastos. Novembro, 2013.

 

 

Dança Tradicional do Bairro de Benfica (Lisboa)

(ver o momento da sua criação, aos 45" deste vídeo)

 
vídeo do YouTube
5º jogo da final dos play-off do Campeonato Nacional 2011/2012
FCPorto - Benfica, no Dragão Caixa (Porto)
 

 

 

 

 (este cartoon foi desenhado para o sítio da Associação Vitória Sempre)



publicado por Miguel Salazar às 17:23
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014
Ataque aéreo...

 

As tentativas de assalto à cidade d’El-Rei Dom Afonso Henriques, repetem-se ciclicamente.

Então desde que se conheceu a Lenda do Castelão, todos querem ser os primeiros a vencer Dom Fernando no seu reduto de Guimarães.

Desta vez, os pretendentes eram os Lusitanos de Angra do Heroísmo.

Avisados de que por terra, a conquista da cidade era praticamente impossível, os ilhéus tentaram então a sua sorte com um inusitado ataque aéreo.

Durante todo o dia de sábado, os açores cobriram o céu da cidade, mas bem alto, para estarem a salvo das flechas dos arqueiros de Dom Fernando. Eram também lendárias as qualidades do Castelão e dos seus homens, como exímios caçadores de aves de rapina. É certo que tinham maior apetência por águias (que eles caçavam com mais facilidade do que perdizes), mas também não seria com estes açores que eles haveriam de se fazer esquisitos. Por isso, e por via das dúvidas, iam-se mantendo lá por cima, bem alto. O problema deles, dos açores, é que tinham mesmo de voar mais baixo, se queriam conquistar alguma coisa.

Coitados. Caíram que nem tordos. Ou melhor, do que águias...

É verdade, foi assim que os açores do Lusitânia de Angra do Heroísmo foram caindo aos pés de Dom João, o Balseiro, e de Dom José, o Silva. Primeiro um, depois outro, para logo todos os restantes se porem em fuga, de volta ao seu acampamento com o rabo entre as pernas... quero dizer, com as penas retrizes da cauda, entre as patas.

O dia seguinte, o de Domingo, foi um dia de ignomínia, em que as gentes de Guimarães iriam ter de sobreviver a uma das maiores vergonhas da História da arbitragem nacional...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 22:44
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Domingo, 20 de Abril de 2014
Dois, já foram...

 

 

 

Quando, no reinado de Dom Dinis, se concluiu a construção da cerca nova das muralhas de Guimarães, envolvendo finalmente as Vilas de Cima (do castelo) e de Baixo (da Senhora da Oliveira), a cidade tornou-se quase inexpugnável. Três vezes a tentaram assaltar e três vezes fracassaram. Primeiro foi o Príncipe Dom Afonso, filho de Dom Dinis, depois foi Henrique II de Castela, e finalmente Dom João I. Todos eles tentaram tomar de assalto a cidade de Guimarães, e a todos eles as muralhas lhes resistiram.

Porque razão haveriam de supor os Ovarenses, que poderiam conseguir aquilo que um Infante e dois Reis não conseguiram?

Dom Fernando, o Castelão, sorria com a ousadia dos vareiros. Pensariam eles que, sendo de Ovar, ainda estavam no Carnaval e ninguém lhes levaria mal? A verdade é que não estavam. Estavam era na quadra pascal, e aquilo que os esperava era um longo calvário...

Quando se aperceberam que o assalto não lhes estava a correr exactamente como tinham imaginado, já era tarde demais, pois dois deles já estavam presos nas mãos de um dos dois Conquistadores estrangeiros - Sir Anthony Meier, a Pantera de Milwaukee. Quer dizer, um ainda estava, suspenso lá do alto da Torre da Senhora da Piedade (mesmo por cima da Porta da Vila), mas o outro já tinha sido largado no vazio, de encontro ao chão poeirento do terreiro do Toural. Nessa altura, quem já fugia eram os seus conterrâneos, em plena debandada de volta às terras de Ovar.

Mas não se livrarão do seu destino assim tão facilmente. Em menos de uma semana, aí hão-de chegar também Dom Fernando e os seus homens, para explicar muito claramente aos ovarenses, na sua própria terra, a razão pela qual os homens do Castelão ficaram conhecidos pelos “Conquistadores”...

 

José Rialto

 

BIBLIOGRAFIA

Um percurso pelas Muralhas de Guimarães. Miguel Bastos. Novembro, 2013.



publicado por Miguel Salazar às 23:07
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2014
a Tradição já não é o que era !...

 

NOTA INICIAL

O título deste cartoon está relacionado com uma campanha do whisky J&B, lançada nos anos 90, cujo slogan era exactamente este (ver vídeo no final do texto).

 

Há uma tradição, cuja origem remonta ao séc. XV, a respeito do comportamento das gentes de Barcelos durante a defesa de Ceuta. Segundo essa tradição, os barcelenses foram incumbidos de assegurar a defesa de um sector dessa praça militar, junto a um outro que estava à responsabilidade dos vimaranenses. Conta-se que mal avistaram as primeiras forças Mouras, os de Barcelos fugiram sem olhar para trás, deixando os vimaranenses sozinhos na defesa de ambos os sectores. Apesar destas dificuldades acrescidas, ainda assim as forças de Guimarães foram capazes de assegurar a sua missão com absoluto sucesso. Quando Dom João I soube da deserção dos barcelenses, decidiu castigar a cidade, obrigando-a a varrer a “praça e os açougues” de Guimarães nas vésperas de cada uma das sete festividades do ano. E assim deveria acontecer todos os anos, até ao final dos Tempos.

No passado fim de semana, em vésperas da primeira dessas festividades (a da Páscoa), os barcelenses vieram À cidade mais uma vez, tal como era da Tradição. Aquilo que ninguém seria capaz de imaginar, era o motivo que os trazia a Guimarães. Então não é que em vez de virem limpar a praça e os açougues da cidade, tal como os obrigava a pena Régia, resolveram antes vir desafiar Dom Fernando? Mas o que é que lhes terá passado pela cabeça, para assim desrespeitar a Tradição? Temeridade e desrespeito assim nunca antes se tinham visto. Ainda que quisessem ignorar o seu castigo, não conheciam eles a Lenda do Castelão? Tanto me empenhei eu na sua divulgação, e eles nem se deram ao trabalho de ler aquilo que escrevi. Se o tivessem feito, sempre se tinham poupado a tamanho sofrimento.

É que nem tiveram tempo para perceber o que lhes estava a acontecer. Perderam o emblema e quase perdiam a vida. Perseguidos por Conquistadores enfurecidos, era só vê-los a fugir em pânico, pelo adarve das muralhas da cidade. Os homens de Dom Fernando desta feita foram impiedosos, e os barcelenses nem conseguiram alcançar a Porta Nova. Saíram mesmo a voar, disparados lá do cimo da Torre da Alfândega, à frente da lança de Dom Paulo, o Cunha...

 

NOTA FINAL

Assim, relembrando a tal campanha publicitária de que vos falei no início, e a propósito deste cartoon, devo apenas dizer mais o seguinte...

A Tradição diz que quando os barcelenses vêm a Guimarães, fazem-no para varrer a praça e os açougues da cidade.

A Tradição diz que não é sensato vir a Guimarães desafiar Dom Fernando e os seus Conquistadores.

A Tradição diz que os galos de Barcelos têm uma enorme crista vermelha na cabeça.

A Tradição diz que as asas dos galos de Barcelos não servem para voar.

Tradição?...

A Tradição já não é o que era !

 

José Rialto

 

 

 


  

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

Um percurso pelas Muralhas de Guimarães. Miguel Bastos. Novembro, 2013.

 

HIPERLIGAÇÕES

a Lenda do Castelão...

a Tradição da Servidão de Barcelos (Memórias Araduca)

 

 


 

Campanha publicitária whiskies J&B (no YouTube)...

  

 

 



publicado por Miguel Salazar às 12:32
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Quinta-feira, 14 de Novembro de 2013
Mais uma g'anda coça...

As coças já foram tantas, que lhes começamos a perder a conta.

Já foram de 100 pontos, já foram diferenças de 19, mas desta vez Fernando Sá e os seus rapazes resolveram ser mais piedosos.

Quiseram poupá-los a nova humilhação e apenas os venceram por 10.

Foram 80-70, mas a tentação foi muito grande pois a diferença chegou a ser superior a 20 pontos.

Não fosse o coração misericordioso dos nossos rapazes e nem sei muito bem o que poderia ter acontecido aos passarolas da capital.

Passarolas arrogantes, armados em grandes predadores, mas que normalmente regressam à sua gaiola tão depenados que apenas lhes restam uma única pena para contar - a pena com que ficaram de terem sido obrigados a vir a Guimarães para levar mais uma g'anda coça...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 21:19
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
De como os Maçedoonios tomarom Guimaraaens...

Dom Rogeerio de Paulla e os seos vallorosos cavalleiros estavom bem avisados da força dos maçedoonios de Saloonica. A batalha ouve logar em Guimaraaens oos douze de fevereiro do nono anno do novo mileenio. No primeiro dia a pelleja foe tam soada que perlomgousse ataa o sol poersse, mas os homeens de Dom Rogeerio nom lograrom veemçer o emmijgo. Oo segumdo dia, a pelleja foe semelhavel de tam perlomgada e tam soada, mas os cavalleiros delRei Dom Affomsso Hemrriques nom logravom veemçer aquelles homeens. Foe com as maleitas de pelleja tam soada e com a vomtade quebramtada que o poboo da çidade foe desbaratado pellos maçedoonios. Marcus, o merçenaario viquingue a solldo do Imperador de Bizaamçio, forou o vemtre de Dom Thiago com huuma lamça, quasi le damdo morte.

 

 

 

As lamças tam comprijdas dos maçedoonios volviom a desbaratar emmijgos, como jaa aviom desbaratado mujtos annos amtes, no tempo das falamges do gramde Imperador Alexamdre.

 

tradução

Dom Rogério de Paula e os seus valorosos cavaleiros sabiam do poderio dos macedónios e estavam prevenidos. No primeiro dia, a luta foi muito renhida, e só mesmo ao pôr-do-sol é que os de Guimarães foram vencidos. A história repetiu-se no segundo dia, e os cavaleiros d’El-Rei Dom Afonso Henriques ficaram desmoralizados por mais uma vez não terem conseguido chegar à vitória, depois de terem estado tão perto. Desmoralizados e cansados, quase foram dizimados no terceiro e último dia desta batalha. Dom Thiago (Rey) foi trespassado pela lança do mercenário viking Marcus (Nilsson) (ver cartoon). As lanças longas dos macedónios, que tinham dizimados exércitos no tempo das falanges de Alexandre o Grande, fizeram as suas vítimas mais uma vez.

 

contexto histórico

Este jogo dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, entre o VitóriaSC e o Iraklis de Salónica, realizou-se no Pavilhão do Vitória Sport Clube, em Guimarães, no dia 12 de Fevereiro de 2009. Estiveram 2000 espectadores presentes, e o resultado final foi de 0-3, com os parciais de 23-25, 23-25 e 19-25.

Nos dois primeiros sets o jogo esteve sempre equilibrado e muito disputado, mas em ambas as ocasiões a maior experiência dos gregos ditou a derrota do Vitória. No último set, a equipa já estava desmoralizada e não conseguiu evitar a derrota pela marca máxima.

O resultado final não reflecte de modo nenhum o equilíbrio do encontro.

Esta partida, colocou frente-a-frente o atacante mais eficaz da Liga dos Campeões (best spiker) e o melhor marcador (best scorer), respectivamente Thiago Rey (eficácia média de 70%) e Marcus Nilsson (128 pontos).

No tempo de Dom Afonso Henriques, Salónica pertencia à Macedónia (de onde era originário Alexandre o Grande), e só muito mais tarde viria a tornar-se parte integrante da Grécia.

 

(voltar às Croonicas do Torneeo de todollos Campeoens)

 



publicado por Miguel Salazar às 01:34
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
Da Defemçom de Guimaraaens...

 

 

O Primçipe Iuuri Dolgoruuqui estava bem avisado que a batalha de Dom Rogeerio de Paulla na Bohemia, começava huum dia despoes da batalha de Moscoovo, e assi hordenou oos seos cavalleiros maaes mamçebos em fresca hidade, de hir muj ledos per tomar Guimaraaens. Estamdo fora hos delRei Dom Affomsso Hemrriques, Dom Rogeerio deo a defemçom da çidade a Dom Miguell, e a Dom Maario, e a Dom Deogo. Quamdo Dom Rogeerio ouve conheçimemto que as troopas de Moscoovo jaa marchavom sobre Guimaraaens com huum dia de avamço, hordenou a Dom Eorico que fosse na avamguarda com huum mãao cheea de soldados, per comçeguir salvar a çidade. Dom Eorico chegou aas portas da çidade amtes de começar a pelleja, e ahimda logrou ferir ho guerreiro Samohilemco per a reguarda, mas ho golpe nom lhe deo morte. Os de Moscoovo vemçerom a pelleja dos primeiros dous dias, e Dom Miguell quasi foe morto. Solo oo terceiro dia, quamdo arrivou todollo exeercito de Dom Affomsso Hemrriques, lograrom os de Guimaraaens huum pequeno veemçimemto sobre os homeens de Moscoovo. Mas a derrota foe inevitaavel, fremte aa força do exeercito do Primçipe Iuuri. Desta feeta, hos de Moscoovo jaa estavom bem avisados.

 

tradução

O Príncipe Yuri Dolgoruki sabia que a batalha de Dom Rogério de Paula na Boémia, começava um dia depois da de Moscovo e, assim, ordenou aos seus cavaleiros mais rápidos e mais jovens que marchassem sobre Guimarães. Na ausência do exército d’El-Rei Dom Afonso Henriques, Dom Rogério havia confiado a defesa da cidade a Dom Miguel (Coelho), a Dom Mário (Pinto) e a Dom Diogo (Antunes). Quando Dom Rogério soube que as tropas de Moscovo já marchavam sobre Guimarães, enviou Dom Eurico (Peixoto) à frente, com um punhado de soldados, para tentar evitar a desgraça iminente. Quando Dom Eurico chegou às muralhas da cidade, momentos antes de se iniciar o confronto, ainda conseguiu atingir o guerreiro Samoylenko pelas costas, mas esse golpe não foi suficiente para evitar a derrota nos primeiros dois dias. Dom Miguel quase sucumbiu no assalto à cidade (ver cartoon). Só ao terceiro dia, com a chegada do grosso das forças de Dom Afonso Henriques, se conseguiu uma pequena vitória sobre os homens de Moscovo. Mas a derrota não se pôde evitar, perante a força esmagadora do exército do Príncipe Yuri. Desta vez, os de Moscovo já estavam prevenidos sobre o querer do povo de Guimarães.

 

contexto histórico

O último jogo da fase de grupos, foi o VitóriaSC-Dínamo de Moscovo, que teve lugar no Pavilhão do Vitória Sport Clube no dia 21 de Janeiro de 2009. Este jogo contou com a presença de 1300 espectadores, e o resultado final foi de 1-3, com os parciais de 22-25, 19-25, 25-20, 20-25.

Os russos trouxeram para este jogo um equipa que embora sendo secundária, era ainda extremamente forte e competitiva.

Para este jogo, os russos dispuseram de mais um dia desde os jogos da jornada anterior, uma vez que o Dínamo de Moscovo havia jogado a 13 de Janeiro, e o Vitória a 14.

Miguel Coelho foi suplente não utilizado nesta partida, mas era o único jogador que já tinha sido utilizado (no primeiro jogo desta fase) e que ainda não tinha aparecido em nenhum dos cartoons.

Como curiosidade, refira-se um episódio engraçado que ocorreu antes do início do jogo, quando Eurico Peixoto atingiu nas costas, de forma violenta mas inadvertidamente, o jogador russo Alexey Samoylenko (episódio referido na crónica).

 

(voltar às Croonicas do Torneeo de todollos Campeonens)

 



publicado por Miguel Salazar às 01:52
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
Dos Flameemgos aas Portas de Guimaraaens...

 

Oos omze dias do mes de dezembro, o poboo de Guimaraaens gritaava desvairado: Aqui delRei! Os flameemgos estom aas portas da çidade! Dom Rogeerio de Paulla ajumtou os seos vallorosos cavalleiros de guisa a comçeguir defemder a çidade de Guimaraaens. Aviom de pelleiar com as troopas de Noolico Maaseique ajuramemtadas a Fillipe da Alsaaçia o comde de Flaamdres. Na deamteira dos flameemgos vinha Nunno Pinheiro que foe moço delRei Dom Affomsso Hemrriques ataa o dia em que fogio do castello ahimda bem mamçebo em fresca hidade, para se ajumtar oo comde de Flaamdres a solldo de mujtas moedas douro e de mujtos florijns de prata. Os flameemgos nom lograrom ademtrarsse aas murallas da çidade duramte todollo primeiro dia, mas quasi comçeguirom quamdo o sol se poos oo fim do segumdo. Mas o capitam moor Dom Allam cahiules em cima, esmagaamdollos por compleeto. O poboo estava em fuuria e ajumtamdosse oos cavalleiros de Dom Rogeerio de Paulla, repelirom todallas forças dos flameemgos, esmagaamdo huums e pomdollos altros a fogir. Damtrelles o que maes corria hera Nunno Pinheiro, a fogir de Dom Eorico.

                                                                      

Os flameemgos sabiom que as troopas delRei de Portugal aviom sido quasi dizimaadas per huum baamdo de tigres, avia ahimda tam pouco tempo e pemsarom que a comquista do castello avia de seer maes faacil. Aviom de estar maes bem avisados em tal feito. Mas no futuuro mujtos maes hom de pensar da mesma guisa, e em Guimaraaens hom de perder a vida.

 

tradução

Aos onze dias do mês de Dezembro, o povo de Guimarães gritava em desespero: “Aqui d’El-Rei! Os flamengos estão às portas da cidade!” Dom Rogério de Paula reuniu os seus valorosos cavaleiros de modo a conseguir defender a cidade de Guimarães. Tinham de lutar com as tropas de Noliko Maaseik, fieis a Phillippe da Alsácia, o Conde de Flandres. À frente dos flamengos vinha Nuno Pinheiro, que tinha sido um súbdito d’El-Rei Dom Afonso Henriques até ao dia em que, ainda muito novo, fugiu para se juntar ao Conde de Flandres, a troco de muitas moedas de ouro e de muitos florins de prata. Os flamengos não conseguiram entrar nas muralhas da cidade durante todo o primeiro dia, mas quase o conseguiram no final do segundo, não fosse o Capitão-Mor Dom Allan (Cocato) cair-lhes em cima, esmagando-os por completo (ver cartoon). O povo furioso juntou-se aos cavaleiros de Dom Rogério de Paula, e assim repeliram os flamengos, esmagando uns e pondo os outros em fuga. De entre eles, o que mais corria era Nuno Pinheiro, a fugir de Dom Eurico (Peixoto) (ver cartoon). Os flamengos sabiam que, poucos dias antes, as tropas d’El-Rei de Portugal tinham sido quase dizimadas por um bando de tigres, e pensaram que a conquista do castelo seria bem mais fácil. Deveriam ter sido mais cautelosos. Mas, no futuro, muitos mais hão-de pensar da mesma forma, e em Guimarães hão-de perder a vida.

 

contexto histórico

Este jogo VitóriaSC-Noliko Maaseik, realizou-se no Pavilhão do Vitória Sport Clube, no dia 11 de Dezembro de 2008. Estiveram presentes 1600 espectadores, e o resultado foi de 3-0, com os parciais de 25-23, 28-26, 25-19.

Na equipa do Vitória, destacaram-se Eurico Peixoto, muito seguro na recepção (94% de eficácia e 65% de excelência, num total de 17 recepções), e Allan Cocato, que foi fundamental na vitória do segundo set quando, com três blocos eficazes na mesma jogada, marcou a viragem desse set a nosso favor.

Do lado do Noliko Maaseik, destaque para o distribuidor português Nuno Pinheiro (antigo jogador do Vitória, tendo-se transferido para a equipa belga ainda muito novo).

 

(voltar às Croonicas do Torneeo de todollos Campeoens)

(cartoon publicado no blogue de Allan Cocato)

 



publicado por Miguel Salazar às 01:59
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Do Primeiro Veemçimemto...

 

Oito dias tardarom os cavalleiros delRei Dom Affomsso Hemrriques a tornar aa çidade de Guimaraaens, despoes daquelle feito tam gramde em terras de Moscoovo. Na sua viagem de torna, quamdo passavom no reino da Bohemia, forom logo acoçados por huum exeercito implacaavel, chefiado per huum valloroso guerreiro da terra das Pampas, o irasçivel Diego. Foe huuma perseguissom que solo terminou em Guimaraaens, com a pelleja amtre o poboo da çidade e os estramgeiros da Bohemia. O poboo defemdeo a çidade duramte çimquo dias, em huuma pelleja muj soada, que mujtas vezes pareçia estar quasi vençida per as tropas delRei Dom Affomsso Hemrriques, mas o guerreiro das Pampas sempre lograva levamtarsse, daamdo ahimda maes vallor oo primeiro veemçimemto de Dom Rogeerio de Paulla em o Torneeo de todollos Campeoens. Os bohemios numca lograrom ademtrarsse aas murallas da çidade ca Dom Fillipe o cavalleiro neegro tomaado de mujta coraagem trabalhou mujto de as deffemder, e os da çidade solo lograrom o veemçimemto despoes de çimquo dias, quamdo Diego das Pampas foe lamçado fora de Guimaraaens aas maãos do valloroso Dom Thiago.

 

Foe desta guisa que oos douze de novembro daquelle oitavo anno do novo mileenio, em a segumda batalha do Torneeo de todollos Campeoens, que Dom Rogeerio de Paulla com tam gramde prestamça, ofereceo a elRei Dom Affomsso Hemrriques, o seo maes gramde feito de guerra, ahimda maes importante que a conquista de Lixboa oos mouros. Solo mujto maes tarde a estoria reconheçeo que a conquista de Lixboa foe o maes gramde erro delRei, que se ouvesse sido bem avisado nunca avia de lo ter feito.

 

tradução

Oito dias demoraram os cavaleiros d’El-Rei Dom Afonso Henriques a regressar à cidade de Guimarães, depois daquele enorme feito em terras de Moscovo. Na sua viagem de regresso, quando atravessavam o reino da Boémia, foram logo acossados por um exército implacável, chefiado por um corajoso guerreiro da terra das Pampas, o irascível Diego (Bonini). Foi uma longa perseguição até Guimarães, onde culminou com a luta entre o povo da cidade e os estrangeiros da Boémia. O povo defendeu a cidade durante cinco longos dias, numa luta feroz, que muitas vezes pareceu estar quase ganha pelas tropas d’El-Rei Dom Afonso Henriques, mas em que o guerreiro das Pampas sempre conseguia levantar-se de novo, valorizando ainda mais a primeira vitória de Dom Rogério de Paula no Torneio de todos os Campeões. Os boémios nunca conseguiram entrar na cidade, pois Dom Filipe (Cruz) o Cavaleiro Negro, conseguiu sempre defendê-las com uma enorme coragem. Os de Guimarães só conseguiram alcançar a vitória depois de cinco longos dias, quando Diego das Pampas foi escorraçado da cidade, às mãos de Dom Thiago (Rey)(ver cartoon). Foi deste modo que aos doze de Novembro daquele oitavo ano do novo milénio, na segunda batalha do Torneio de todos os Campeões, que Dom Rogério de Paula, com tão brilhante comportamento, ofereceu a El-Rei Dom Afonso Henriques, o seu maior feito de guerra, ainda mais importante do que a conquista de Lisboa aos mouros. Só muito mais tarde, a História viria a reconhecer que a conquista de Lisboa foi o seu maior erro, pois se tivesse tido um pouco mais de bom-senso, nunca a deveria ter ordenado.

 

contexto histórico

O jogo VitóriaSC-Jihostroj České Budějovice, teve lugar no Pavilhão Multiusos de Guimarães, no dia 12 de Novembro de 2008. Estiveram presentes 1880 espectadores, e o resultado final foi de 3-2, com os parciais de 23-25, 25-19, 25-23, 20-25, 15-11.

O melhor jogador da equipa checa foi o internacional argentino Diego Bonini (27 pontos).

Do lado dos vitorianos, destacaram-se Thiago Rey (15 pontos no ataque, 3 no serviço e 6 no bloco, num total de 24 pontos) e Filipe Cruz (com 83% de eficácia e 49% de excelência, num total de 35 recepções).

 

(este cartoon é a segunda versão de um desenho anterior, publicado no Paixão Vitoriana)

(voltar  às Croonicas do Torneeo de todollos Campeoens)

 



publicado por Miguel Salazar às 01:41
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