Sábado, 9 de Setembro de 2017
VAR - Video And Rescue...

VAR.png

 

 

VAR (Video And Rescue) é uma Força Especial criada pelo Conselho de Arbitragem da FPF, para salvamento de árbitros em apuros. Trata-se de uma adaptação do conceito internacional da SAR (Search And Rescue), e destina-se exclusivamente ao salvamento de árbitros que se encontrem em dificuldades, no estrito cumprimento da sua Missão de benefício dos 3 Estarolas.

Apesar de visar apenas os jogos dos 3 Estarolas, a VAR deverá estar presente em todas as restantes partidas, podendo mesmo ser utilizada se se entender que daí possa vir alguma vantagem para aqueles clubes, nomeadamente para o condicionamento dos clubes não-Estarolas para jogos futuros com algum dos 3 Estarolas. Poderá ainda ser utilizada nesses jogos, como forma de dar formação e experiência aos árbitros previamente recrutados, permitindo assim o aperfeiçoamento da técnica de VAR, para os jogos verdadeiramente importantes (os dos 3 Estarolas).

Cada árbitro não poderá, em NENHUMA circunstância, fazer mais do que 30 jogos de cada Estarola, por época. Não serão admitidas QUAISQUER excepções a esta regra, embora se deva salientar que ela se aplica APENAS a jogos da Liga NOS.

 

Miguel Salazar

 

(NOTA: caso se venha a verificar a criação da Liga ESTAROLA, a VAR deixará de fazer sentido, razão pela qual esta força será imediatamente desmantelada, mantendo-se apenas para os jogos da Taça de Portugal e da Taça da Liga)



publicado por Miguel Salazar às 14:12
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Sexta-feira, 8 de Setembro de 2017
Eh pá... Criem-na lá !...

 

20170908 Liga Estarola.png

 



publicado por Miguel Salazar às 23:29
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017
O senhor Júlio e o amigo Costa...

20170901 Júlio Mendes.jpg

 

O dia corria calmo na Mercearia Victória, até o Guito chegar a correr, esbaforido e a tremer, à beira do senhor Júlio. A vontade de agradar era tanta, que o jovem marçano atrapalhava-se todo quando tinha algo para lhe dizer.

- Ó sô Júlio, sô Júlio. Estão a telefonar de Braga a oferecer uma pipa de massa por um patrocínio. Querem pôr um anúncio na mercearia a dizer "Eu só quero ver Guimarães a arder!". É um bom negócio não é, sô Júlio?

O merceeiro nem queria acreditar naquilo que acabara de ouvir. Deitou as mãos à cabeça e disse, suspirando e tentando manter a calma...

- Não, não é um bom negócio... Olha, vai mas é atender o telefone!...

O marçano lá foi atender o telefone, cabisbaixo e desapontado. Estava mesmo convencido que era um excelente negócio. Não passou nem um minuto até o Guito voltar a correr... esbaforido. Agora sim. Agora era um coisa realmente importante.

- Sô Júlio, sô Júlio, venha depressa ao telefone. É aquele senhor do Porto, aquele seu amigo importante.

Já de paciência esgotada, nem ouviu o que o marçano lhe acabara de dizer.

- Ouve lá, ó Guito, já puseste o cartaz da abertura dos saldos, lá fora, como já te disse para fazeres, não sei quantas vezes?

- Sim, quer dizer, ainda não, mas ouça, sô Júlio... é o senhor Costa, o ricaço da fruta...

Quando ouviu aquele nome, o senhor Júlio saltou como uma mola. A velocidade com que voou para o telefone, só encontrava par naquela que tinha trazido o marçano até si. O senhor Júlio era uma daquelas pessoas que se põe logo de pé e em sentido, quando fala com alguém importante, ainda que seja ao telefone. Parecia um Polícia da Régua do tempo da Outra Senhora, a falar com o Chefe da Esquadra.

- Bom dia, senhor Costa. Como passa Voss’elência?

- Ó meu caríssimo e ilustríssimo amigo – o comerciante da fruta falava sempre assim, quando estava na iminência de impingir alguma coisa a alguém - Teinho excelentes notícias para lhe dar...

- A sério, senhor Costa?

- É berdade, amigo Júlio. Excelentes notícias. A primeira é qu’apesar d’afinal já num lh’ir pagar os 3,5 milhões da puonta-d’áuncinho brasileira que lhe comprei no princípio do ano, teinho uma soluçom MUITO melhor. Palabra d’onra! Teinho aqui um material espectacular p’rá sua mercearia. A mim num me serbe p’ra nada, mas a buocê... upa, upa.

- Ó senhor Costa, mas eu já devia ter recebido esse dinheiro no início do ano, e tenho aqui uns clientes que passam a vida a chatear-me por causa das contas da mercearia...

O comerciante do Porto nem o deixou acabar de falar, continuando...

- Ó meu caro amigo, o pribilégio que eu lhe doue de poder fazer crescer as nossas pláuntas berdes qu’eu tão generosamente lh’impresto, p’ra depois lhas ir buscar quando já estiberem no puonto, deberia ser uma contrapartida mais do que justa e suficiente. Mas p’ra buocê ber como eu soue realmente seu amigo, bou máundar-lhe uns monos e uns artigos que tenho p’ráqui fuora de prazo. E tudo isto por apenas esses tais 3,5 milhões. Uolhe, bou máundar-lhe táumbém uns sacos cum azeitona e, se quiser... erbilhas...

Os olhos quase saltavam das órbitas do senhor Júlio...

- O Corona e o Iker Casillas? Ó senhor Costa, isso é que era um grande negócio...

- Amigo Júlio, nós os dois só fazemos gráundes negócios. Mas cumprienda que se fosse o Corona e o Casillas, era um gráunde negócio... mas era p’ra buocê, num era p’ra mim. – respondeu-lhe, não conseguindo evitar soltar uma sonora gargalhada – Se calhar máundo-lhe é um marçáno...

- O Marcano, senhor Costa?

- E buocê a dar-lhe, ó Júlio. O Marcano táumbém nom... Eu disse um MAR-ÇÁ-NO, porque me parece que buocê está a precisar. O rapaz que m’atendeu o telefone, atrapalhou-se todo quáundo soube cum quem estaba a falar. Mas boltáundo à baca fria, eu até estaba a pensar em máundar-lhe táumbém um óleo alimentar, em garrafões, mas buocê ainda ia pensar qu’era o Aboubakar dos Camarões... se calhar é melhor nom. O qu'eu bou máundar-lhe é uma coisa qu’eu seie que buocê quer muito – o Dragom d'Ouro. Buocê já o merece e assim ficamos quites. Bem sei qu’é uma imitaçom barata em PBC, feito na China, mas uolhe que ninguém diz que num é berdadeiro. Bai fazer uma bistaça na sua mercearia. Por falar em China, ó amigo Júlio, buocê tem é de fazer cum'ós gaijos das lojas dos chineses, Cuompre um Mercedolas p'ra si. Um huomem de sucesso como buocê, num pode andar p'raí numa carroça qualquer. E se o chatearem muito... uolhe... sei lá... diga qu'é p’rós gaijos da UEFA quáundo eles fuorem a Guimarães...

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:58
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Terça-feira, 15 de Agosto de 2017
Do Dicionário da Língua Portuguesa e do Dialecto Estarolês...

20170815 VAR.png



publicado por Miguel Salazar às 13:30
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017
Dragão d'Ouro...

20170212 Júlio Mendes.png



publicado por Miguel Salazar às 22:23
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017
A caminho de Loulé...

20170111 Inácio e Nuno Espírito Santo.png

Longa é a distância
De Guimarães até Loulé.
E por essa circunstância,
Nem pensar fazê-la a pé.
 
Difícil estav'a questão,
Não desse o Nuno seu lamiré:
Ides todos no meu dragão,
De duas asas e um tripé.
 
José Rialto
 
 


publicado por Miguel Salazar às 22:27
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Domingo, 8 de Janeiro de 2017
O Monstro de Loch Ness...

 

20170108 Monstro de Loch Ness.jpg

 

Por estes dias, o Dragão de Nuno Espírito Santo mete tanta água, que já há quem o tome pelo monstro de Loch Ness...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 14:28
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016
Ovo cozido, à moda da Costa do Marfim...

20160210 Bouba Saré.png

 

Iker Casillas pôs o ovo e Bouba Saré cozinhou-o.

Quanto ao ovo em si, pensava-se que era de galinha, mas com aquele tamanho todo, só pode mesmo ser de perú...



publicado por Miguel Salazar às 20:57
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Quarta-feira, 11 de Março de 2015
Fernando, Grande-Chefe S(á)ioux...

Fernando S(á)ioux

Fernando Sá já há muito tempo se tornou numa verdadeira lenda Vitoriana.

Jamais houve, ao longo dos 92 anos de história do Vitória Sport Clube, um treinador que tivesse tido tanto sucesso como Fernando Sá. Sob a sua orientação técnica, o nosso basquetebol já se sagrou Campeão e Vice-Campeão Nacional da Proliga, já conquistou um Troféu António Pratas, já venceu 2 Taças de Portugal e já foi Vice-Campeão Nacional da Liga Profissional.

Mas, para além deste invejável palmarés, Fernando Sá parece ter vindo a especializar-se num adversário muito em particular - o seu arquirrival Benfica. Nunca antes houve algum treinador, em qualquer uma das muitas modalidades do clube, que os tivesse vencido tantas vezes. Até hoje, e enquanto vitoriano, Fernando Sá já os derrotou em 8 ocasiões, incluindo os jogos em que se sagrou vencedor do Troféu António Pratas e da última Taça de Portugal. Se a estas vitórias juntarmos ainda as que conseguiu ao serviço do FCPorto, então elas ascenderão às dezenas.

Fernando Sá é assim um verdadeiro especialista na arte de bem depenar as águias. Tantas vezes já o fez que as penas que juntou até hoje, seriam mais do que suficientes para decorar frondosamente um cocar índio americano. Tivesse Fernando Sá nascido na América do Norte, e seria seguramente um Grande-Chefe S(á)ioux...

revista Mais Guimarães

 

 

José Rialto

 

Post scriptum
Como nasceu em terras Lusas, Fernando Sá tem de se contentar em ser “apenas” um enormíssimo treinador de basquetebol – seguramente o melhor que há em Portugal...
 
(cartoon publicado no blogue Depois Falamos)


publicado por Miguel Salazar às 20:16
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Sábado, 8 de Novembro de 2014
"Que seja infinito enquanto dure"...

20141107 Líderes.jpg

Poderá não durar sempre.

Poderá durar pouco tempo.

Poderá mesmo durar apenas 44 horas.

Mas, como escreveu Vinicius de Moraes... "que seja infinito enquanto dure"...



publicado por Miguel Salazar às 18:46
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2014
Uma corrida muito peculiar...

20141106 Corrida peculiar.png

Já lá dizia George Orwell, na sua fábula Animal Farm, publicada em 1945...

"All animals are equal... but some animals are more equal than others"

 



publicado por Miguel Salazar às 23:03
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014
o Corredor Invisível...

A visão da realidade...

O Vitória é actualmente o 3º classificado da Liga, à frente do Sporting, a escassos 2 pontos do líder Benfica e apenas a 1 do FCPorto. Pois bem (mal), esse facto é literalmente ignorado por tudo quanto é pasquim desportivo. Todos eles vão divagando como se a discussão da liderança fosse hoje-em-dia uma questão a 3 (estarolas).

As tendências clubísticas de cada um desses pasquins são distintas e por demais conhecidas de toda a gente, mas apesar dessas diferenças, há algumas características que os unem: a mediocridade, e o desprezo pela verdade desportiva, pela equidade de tratamento e afinal pelo Desporto em geral. Não é de hoje. Sempre assim foi. É o nosso triste fado de ter tantos pasquins e não ter um único verdadeiro jornal desportivo digno desse nome.

Nas televisões, a falta de nível jornalístico é exactamente a mesma, tal como são os mesmos, a mediocridade e o desprezo pelos valores supostamente aprendidos durante a sua formação jornalística. O Vitória imiscui-se na luta pela liderança, jogando actualmente com 6-7 jogadores nacionais na sua equipa principal, sendo uma grande parte deles oriunda da nossa formação e quase todos da equipa B. O Benfica joga com apenas 1 jogador português e o FCPorto quase sempre sem nenhum. Pois apesar disso, ainda há bem pouco tempo se viu na televisão um programa sobre a formação no futebol, em que conseguiram estar a falar quase duas horas apenas dos três estarolas, não dispensando uma palavra que fosse ao clube que, a par do Sporting, melhor trabalha nesse aspecto – o Vitória. Mas quando o Benfica, por uma única vez e numa partida menos exigente, utilizou meia dúzia de jogadores nacionais, logo esse facto serviu para se encherem capas de jornais e dezenas de páginas interiores, tecendo-se os maiores encómios à alegadamente renascida formação Benfiquista. Como se por ventura uma andorinha fosse capaz de fazer a Primavera.

A luta é inglória, e é lamentável que no Vitória, a única voz que se faz ouvir seja a do treinador. Em primeira instância não era a ele que deveria competir a defesa do clube.

Mas ainda voltando à questão da liderança do campeonato, a verdade é só uma... para toda a Comunicação Social, os 3 estarolas continuarão a ser os únicos a correr nessa luta.

A visão dos pasquineiros...

Por mais imiscuído que esteja o Vitória, para eles e para o Sistema, haveremos de continuar a ser... o Corredor Invisível. E se o tempo não se encarregar de nos afastar dessa luta, há-de ser o Sistema a fazê-lo. Afinal, para que servem as Comissões de Arbitragem e de Disciplina, senão para isso mesmo?...

 

José Rialtoblogue DEPOIS FALAMOS

 

 

 



publicado por Miguel Salazar às 01:36
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014
o Desafio do Banho Solidário (2)...

 

E, tal como estava previsto, o Dragão veio mesmo ao Castelo tomar o seu banho solidário. Sim, que o Dragão não é bicho para enjeitar este tipo de desafios. Foi um banho em grande estilo. Só foi pena que não tenha tido tempo para nomear o banhista seguinte. Não é que não tenha tentado, mas quando o fez, apenas se ouviu...

- Glup... glup... glup... glup...

 

José Rialto

 

(ver o Desafio do Banho Solidário (1)...)

 

NOTA FINAL

Tackleberry era um dos personagens de uma comédia norte-america dos anos oitenta – a Academia de Polícia (Police Academy). O Cadete Tackleberry (ver aqui um dos seus vídeos) era um imbecil cujo sonho era poder andar sempre aos tiros, fosse qual fosse a situação. No passado Domingo lembrei-me de Tackleberry... Talvez seja uma associação um pouco injusta... para Tackleberry, claro, pois o filme em que ele entrava era uma comédia, e ainda assim não andava a dar tiros na cabeça de ninguém...

 

NOTA FINAL 2

A propósito da curiosa associação que descrevi na primeira Nota Final, resolvi acrescentar ainda o pequeno texto que se segue, para melhor complementar o cartoon...

 

Estava Afonso a celebrar o êxito do Banho Solidário do seu amigo Dragão, brandindo no ar o coto da sua espada partida, quando de repente emerge das águas serenas das terras D’El-Rei, o temível Tackleberry, lendário cadete da Academia de Polícia do Comandante Lassard (ver aqui um vídeo sobre este agente). Orgulhoso do exuberante equipamento bélico que lhe tinham dispensado, e principalmente da sua poderosa Magnum 44, Tackleberry espumava pelos cantos da boca, enquanto a testosterona lhe saía a rodos por ambos os olhos.

Na Academia de Polícia, o Tenente Harris tinha-lhe ensinado que não havia maior ameaça para a Ordem Pública e para a integridade física dos cidadãos, do que um indivíduo a festejar pacificamente, brandindo uma espada, ainda que ela pudesse estar partida pela sua base.

Ciente do seu desígnio, Tackleberry não hesitou em descarregar toda a testosterona acumulada no gatilho da Magnum 44, esvaziando assim de uma assentada só todo as balas do tambor da arma.

Felizmente para Afonso, o capacete salvou-o de males maiores, pois caso contrário poderia muito bem ter ficado como aquele jovem de 16 anos que ainda há poucos dias levou 4 tiros na cabeça, quando assistia pacificamente a um jogo de futebol em Guimarães…

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 20:51
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014
o Desafio do Banho Solidário (1)...

 

 

 

Afonso registou o seu banho solidário numa mensagem-vídeo, aproveitando esse momento para lançar o seu desafio...

- E agora, desafio o Dragão para vir cá tomar o seu banho solidário. E nem precisa preocupar-se com o vasilhame, pois já cá temos um baldinho para o efeito...

Na verdade, não era bem um baldinho. Aquilo que os irmãos d’Aldão, Atílio, Bráulio, Cornélio e Domitílio, iam enchendo era antes um balde gigantesco. Afinal, iria ser necessária muita água para apagar a chama do Dragão e por fim conseguir afogá-lo. Se o Dragão não se viesse a amedrontar entretanto, o encontro ficaria assim marcado para o dia 14 de Setembro.

Para se precaver das ideias peregrinas do seu aio, desta vez Afonso não facilitou...

- E mantenham o Egas preso, não vá o homem lembrar-se de um daqueles acordos marados que ele tanto gosta de fazer à socapa, para evitar os confrontos...

José Rialto

 

(ver o Desafio do Banho Solidário (2)...)



publicado por Miguel Salazar às 19:00
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014
Brindar com a Taça...

Foi um Festival Gastronómico à escala nacional, e teve um enorme sucesso.

A verdade é que até nem começou nada bem.

Na primeira degustação, servida em Guimarães, o Arroz de Cabidela de Frango foi servido com demasiado vinagre e a refeição caiu muito mal a Tozé Mendes. Coitado do homem que ficou a vomitar a noite toda. Nessa altura, a única boa notícia era a de que a partir daí as coisas só poderiam melhorar.

Em Vila Nova de Gaia, a Costeleta de Dragão estava um primor, de tão saborosa.

Um Naco de Leão à Conquistador foi o prato seguinte, servido num dos muitos restaurantes de altíssima qualidade de Guimarães.

No Seixal, serviu-se um Frango no Churrasco devidamente apreciado e degustado pelo nosso gastrónomo.

 

 

De volta a Guimarães, novo prato de carne, desta vez com uma Asa Estufada de Dragão que estava divinal.

O Festival terminou numa Adega Regional em Alcochete, onde Tozé Mendes se deliciou com uma Coxa de Leão na Brasa. Teria sido melhor ainda se lhe tivessem servido um pouco de vinho para acompanhar o petisco, mas a verdade é que o dono da tasca se recusou a dispensar a taça para que Tozé Mendes o pudesse fazer. Ironia curiosa lhe reservou o destino, que fez com que apesar de ter sido o vimaranense a não beber o que quer que fosse àquela refeição, tivesse sido o dono da tasca a ficar a seco.

A solução foi esperar pelo regresso a Guimarães. E aí, já em casa, Tozé Mendes levantou finalmente a taça, brindando aos seus jovens Conquistadores...

 

NOTA FINAL

Aquilo que de mais curioso aconteceu no Festival Gastronómico foi o facto de Tozé Mendes nunca se ter sentido tentado a trocar o nosso clube por qualquer outro que lhe proporcionasse maiores vantagens financeiras ou maior mediatismo. Não é que o seu comportamento apontasse para isso, mas com aquele apelido... quem diria?...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 16:42
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Domingo, 10 de Novembro de 2013
a Firma...

Preparação quase perfeita da visita do FCPorto a Guimarães.

A Firma nunca facilitou em questões tão importantes, e os seus sócios já tinham identificados os dois principais obstáculos a eliminar.

A missão de resolver o "problema" Douglas coube ao sócio Figueiredo, que o arrumou em tempo record.

Abdoulaye seria também seguramente um duro obstáculo, mas para este a solução foi bem mais fácil, pois bastou ao sócio Costa impor os seus direitos de patrão.

Aparentemente, a Firma terá considerado que mais nenhum dos seus adversários mereceria um tratamento tão personalizado.

Ainda assim, o sócio Pereira jogou pelo seguro e nomeou um homem da sua total confiança para resolver qualquer eventualidade que possa surgir.

Curioso mesmo, só o facto de n' a Firma ninguém se ter preocupado com Maazou.

Estarão os sócios a perder qualidades, ou será que Sousa já tem um cartão vermelho escrito com o nome do nigerino ?

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 01:06
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Sexta-feira, 2 de Agosto de 2013
Glórias Desportivas (16) - Pedro Mendes ...

Pedro Miguel da Silva Mendes nasceu em Guimarães, a 26 de Fevereiro de 1979.

Pedro Mendes fez a sua formação no Vitória e estreou-se como profissional no Felgueiras, na época de 1998/99.

Na época seguinte regressou ao Vitória onde se manteve até 2003.

Ao serviço do Vitória, Pedro Mendes realizou 82 jogos, e marcou 7 golos.

A caricatura representa Pedro Mendes na última época ao serviço do Vitória (2002/03).

Na época de 2003/04 transferiu-se para o FCPorto, clube ao serviço do qual conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira, o Campeonato Nacional e a Liga dos Campeões.

Em 2004/05 emigrou para Inglaterra, para representar o Tottenham Hotspur durante dois anos, e o Portsmouth, durante outros dois.

Ao serviço do Portsmouth, venceu uma FA Cup, tendo marcado indelevelmente o coração de todos nós, quando celebrou esta conquista com o cachecol do Vitória ao pescoço.

Os dois anos seguintes passou-os na Escócia, ao serviço do Glasgow Rangers, vencendo duas vezes a Scottish Premier League.

Em Janeiro de 2010, Pedro Mendes regressou a Portugal, para ingressar no Sporting.

Terminou a sua carreira em 2011/12, no clube do seu coração - o Vitória Sport Clube.

Foi internacional, com a camisola da Selecção Nacional, em 12 ocasiões.

Pedro Mendes é Embaixador da Cidade Europeia do Desporto, Guimarães'2013...

 

Fernão Rinada



publicado por Miguel Salazar às 20:13
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
ex-Velhas Glórias Vitorianas (9) - Jesus ...

António Jesus Pereira nasceu na cidade de Espinho, no dia 11 de Fevereiro de 1955.

Jesus fez a sua formação no Sporting de Espinho e no FC Porto.

Deu início à sua carreira profissional no Lourosa, passando depois pelo FC Porto, Beira-Mar e Varzim.

Defendeu as cores do Vitória durante 10 anos (de 1981 a 1988, e de 1990 a 1993).

A presente caricatura representa Jesus na final da Taça de Portugal de 1987/88.

Entre 1988 e 1990, passou uma época no Leixões e outra no Desportivo de Chaves.

Em 1993/94, terminou a sua carreira de futebolista neste clube transmontano.

Jesus foi internacional Olímpico e AA.


Como treinador, António Jesus orientou o Salgueiros, Leixões, Desportivo de Chaves, Marítimo, Paços de Ferreira, Sporting da Covilhã, Operário, Machico, Sporting de Espinho, Estarreja, Benfica e Castelo Branco e Tondela.

Era treinador do Sporting de Espinho, na época de 2010/11, quando veio a falecer prematuramente...


O “alter ego“ de Jesus foi uma Velha Glória do blogue D. Afonso Henriques. Escreveu o seu primeiro artigo no dia 3 de Novembro de 2004, e o último em 12 de Maio de 2006…


Fernão Rinada



publicado por Miguel Salazar às 22:44
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Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Glórias Desportivas (6) - Fernando Sá …

Fernando Manuel Ferreira Vieira de Sá nasceu no Porto, a 16 de Outubro de 1969.

Fernando Sá fez a sua formação de jogador de basquetebol na cidade do Porto, primeiro no Vasco da Gama (até aos 15 anos) e depois no FCPorto.

Como sénior, fez quase toda a sua carreira ao serviço do FCPorto, tendo-se sagrado 3 vezes Campeão Nacional (1995/96, 1996/97 e 1998/99), 3 vezes vencedor da Taça de Portugal (1990/91, 1996/97 e 1998/99) e 1 vez vencedor da Supertaça (1996/97), títulos que juntou ao de Campeão Nacional júnior que já tinha conquistado na sua juventude (1987/88).

Aos 30 anos voltou ao Vasco da Gama, onde acumulou as funções de jogador e de treinador. Passou no Gaia e acabou por terminar a sua carreira no clube que o iniciou na modalidade, acumulando de novo as duas funções de jogador e treinador.

Foi internacional português por 18 vezes (12 como júnior e 6 pela selecção A).

Até 2005/06, foi treinador do Vasco da Gama durante 4 temporadas. Logo na primeira, sagrou-se Campeão Nacional, em juniores A (1999/2000).

Veio para Guimarães em Setembro de 2006, e já como treinador do Vitória, Fernando Sá esteve na base de todos os grandes sucessos da modalidade, vencendo 2 Taças de Portugal (2007/08 e 2012/13), o Campeonato Nacional da Proliga de 2006/07,  e o Troféu António Pratas de 2009. Foi vice-Campeão da Proliga em 2007/08.

Apesar de não ser natural de Guimarães, com o seu profissionalismo, a sua maneira de estar e a sua dedicação ao clube, Fernando Sá conquistou o coração dos vitorianos, resgatando o direito de ser justamente considerado como uma Glória Desportiva... Vimaranense...

 

Fernão Rinada



publicado por Miguel Salazar às 20:13
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
ex-Velhas Glórias Vitorianas (4) - Romeu ...

Romeu Fernando Fernandes da Silva, nasceu em Vila Praia de Âncora, no dia 4 de Março de 1954.

Romeu fez parte da sua formação em Moçambique, consecutivamente no 1º de Maio (Lourenço Marques) e no Sporting da Beira, vindo a fazer o último ano júnior, já ao serviço do Vitória.

Na época de 1972/73, o então treinador Mário Wilson lançou-o na primeira equipa, com apenas 18 anos de idade.

Jogou de branco vestido até à época de 1975/76, temporada em que se transferiu para o Benfica.

Duas épocas mais tarde, voltou ao Vitória, que lhe relançou a carreira.

É desta sua segunda passagem a presente caricatura de Romeu (época de 1977/78).

Entre 1979 e 1983 jogou no FCPorto.

Em 1983/84 assinou pelo Sporting, onde permaneceu durante 3 temporadas.

Em 1986/87 jogou pelo Salgueiros, e na época seguinte representou o Amora, já na 2ª Divisão Nacional.

Concluiu a sua carreira de jogador de futebol no final dessa época de 1987/88.

Defendeu a camisola da selecção nacional em 8 ocasiões.

 

Como treinador, Romeu Silva iniciou-se como Adjunto, no Sporting, em 1991/92.

Ainda como Adjunto, esteve duas épocas no Vitória e uma no Belenenses.

A primeira experiência como treinador-principal, aconteceu ao serviço do Torreense (2ª Divisão de Honra), em 1994/95.

Em 1995/96 voltou como Adjunto a Guimarães, para mais duas temporadas.

Passou pelo Sporting e, em 1998/99 tem a sua segunda experiência como técnico-principal, no Lourosa.

Foi Observador no Benfica durante 2 épocas, e fez a sua terceira incursão, em 2003/2004, primeiro ao serviço do Paredes, e depois no Olivais e Moscavide.

Em 2006, fez a sua última época como treinador, nos angolanos do Interclube.

 

O “alter ego“ de Romeu foi uma Velha Glória do blogue D. Afonso Henriques. Escreveu um único artigo, no dia 2 de Abril de 2005, antes de ter deixado de ser seu comentador residente…

 

Fernão Rinada

 

(referências biográficas e fotográficas: Glórias do Passado, Wikipédia e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE",  de Custódio Garcia)

(caricatura publicada no Dom Afonso Henriques)



publicado por Miguel Salazar às 00:01
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013
Velhas Glórias Vitorianas (14) - Capucho …

Nuno Fernando Gonçalves da Rocha, nasceu em Barcelos, no dia 21 de Fevereiro de 1972.

Capucho, como ficou conhecido no meio futebolístico, fez toda a sua formação no Gil Vicente.

Iniciou a sua carreira profissional em 1990/1991, no mesmo Gil Vicente.

Durante as duas épocas que jogou na equipa gilista, Capucho integrou a selecção nacional sub-20, que se sagrou Campeã Mundial em Lisboa, no ano de 1991.

Em 1992/1993, transferiu-se para o Sporting, onde se manteve durante 3 temporadas.

Em 1995/1996 veio para o Vitória. Defendeu as nossas cores durante 2 épocas. Neste período, participou nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, quando a selecção se classificou em 4º lugar.

Esta caricatura de Capucho é referente à histórica eliminação de um dos então principais candidatos à conquista da Taça UEFA de 1996/1997 - o Parma, de Itália.

O nível atingido ao serviço do Vitória, relançou a sua carreira, proporcionando-lhe a transferência para o FC Porto. Jogou de azul-e-branco durante 6 anos.

Em 2003/2004 assinou pelos escoceses do Glasgow Rangers e, na época seguinte, pelos galegos do Celta.

Colocou um ponto final na sua carreira de jogador no final desta época.

Foi internacional português em 34 ocasiões, tendo marcado 2 golos.

 

O “alter ego“ de Capucho é uma Velha Glória do D. Afonso Henriques. Escreveu neste blogue, pela primeira vez, em 20 de Junho de 2007…

 

Fernão Rinada

 

(referências biográficas e fotográficas utilizadas: blogue Glórias do Passado, Wikipédia e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE", de Custódio Garcia)

(caricatura publicada no Dom Afonso Henriques)

 



publicado por Miguel Salazar às 00:01
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
Velhas Glórias Vitorianas (12) - Fredrik …

Sven Olof Fredrik Söderström nasceu em Ludvika (Suécia), a 30 de Janeiro de 1973.

Fredrik fez a sua formação no Östansbo.

Iniciou a sua carreira profissional no IK Brage, em 1992, clube cujas cores defendeu durante 4 épocas.

Em 1997/1998, foi contratado pelo Vitória. Durante as 4 temporadas que jogou de branco, Fredrik conheceu o período áureo da sua carreira, que não só lhe abriu as portas da selecção sueca, como também as do FC Porto, para onde se transferiu em 2001/2002.

Esta caricatura de Fredrik é referente à última época em que jogou pelo Vitória.

Durante a vigência do seu contrato com os portistas, foi emprestado consecutivamente ao Standard de Liège (Bélgica), ao Sporting de Braga e ao Estrela da Amadora.

Em 2005/2006 rumou a Espanha, assinando pelo Córdoba.

Passou pelo Lanzarote, e pôs um fim na sua carreira no ano de 2010, depois de ainda jogar 2 épocas pelos suecos do Hammarby.

Foi internacional sueco em 5 ocasiões.

 

O seu “alter ego“, aqui conhecido por “Fredrik Söderström”, é uma Velha Glória do blogue D. Afonso Henriques, desde 1 de Junho de 2007…

 

Fernão Rinada

 

(referências biográficas e fotográficas utilizadas: blogue Glórias do Passado, Wikipédia e livro "86 ANOS DE HISTÓRIA DO VITÓRIA SPORT CLUBE",  de Custódio Garcia)

(caricatura publicada no Dom Afonso Henriques)




publicado por Miguel Salazar às 20:13
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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
Glórias Desportivas (1) - Rui Silva ...

Rui de Sousa Martins da Silva nasceu em Guimarães, a 28 de Abril de 1992.

Rui Silva é irmão de Nuno Silva (jogador de andebol do Sporting), e filho de Paula Ferrão (ex-Presidente e antiga jogadora do Xico d'Holanda) e de Miguel Matos (antigo jogador do Xico).

Fez toda a sua formação neste clube. Foi sempre um predestinado para a prática da modalidade, tendo chegado a ser observado pelos catalães do todo-poderoso Barcelona. Em 2010/11, assinou pelo Sporting (tal como o seu irmão viria a fazer em 2012/13).

Teve a sua primeira internacionalização pela Selecção Nacional principal em 2011/12, com apenas 19 anos.

Ao serviço do Xico, Rui Silva foi Campeão Nacional da 1ª divisão (2008/09), Campeão Nacional júnior (2008/09), juvenil (2006/07), iniciado (2005/06 e 2006/07) e infantil (2005/06).
Ainda ao serviço deste histórico clube vimaranense, venceu uma Taça de Portugal (2009/10).

Ao serviço da Selecção Nacional sub-20, foi vice-Campeão Europeu, em 2009/10.

Foi o melhor marcador do Campeonato Nacional em 2009/10 e o melhor marcador português em 2010/11.

A caricatura é referente ao tempo em que ainda defendia as cores do Xico d'Holanda.

Rui Silva é Embaixador da Cidade Europeia do Desporto, Guimarães’2013...
 
Fernão Rinada
 
ACTUALIZAÇÕES:
Em Julho de 2013, Rui Silva sagra-se Campeão Europeu Universitário (Katowice, Polónia), pela Universidade Minho...
Na época de 2015/2016, assina pelo FCPorto...


publicado por Miguel Salazar às 20:13
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013
A caminho do Jamor (4)...

Os passaportes de Vitória e Sporting de Braga, para acesso ao Jamor...



publicado por Miguel Salazar às 23:52
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Sábado, 14 de Abril de 2012
Paulo Cunha, o MVP...

 

 

E o basquetebol do Vitória lá vai lutando contra todas as adversidades, contra tudo e contra todos. Contra equipas mais fortes e mais ricas, e contra as equipas de arbitragem.

Enfim, contra o poder instituído, no basquetebol como no futebol.

Perdeu, é certo, mas sem nunca virar a cara à luta, dignificando o emblema que traz ao peito. Com 13 pontos e 9 ressaltos... Paulo Cunha foi o melhor de todos, ricos e poderosos incluídos...



publicado por Miguel Salazar às 00:00
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
o Dragão Chinês em busca do Dragão Portista...

 

 

A Dança do Dragão surge nas celebrações tradicionais do Ano Novo Chinês, como sendo capaz de repelir os maus espíritos que, de outro modo, acabariam inevitavelmente por estragar o ano que então começa. Esta dança tem origens ancestrais, que remontam à Dinastia Han, a segunda dinastia Imperial da China (entre o séc.IIIaC e o séc.III). 

 

Na Mitologia Oriental, o dragão representa o poder espiritual supremo, o poder celestial e o terreno, a sabedoria e a força. O dragão vive na água, traz aos homens a riqueza e a boa sorte, e usa a magia para socorrer os aflitos. Os chineses acreditam ainda que lhes providencia a chuva necessária às suas colheitas. O Dragão Chinês (“lung”) é um ser fantástico composto por Nove Entidades diferentes, que correspondem a diversas partes do corpo de vários animais: a cabeça é de um camelo, os olhos são de lebre (ou de demónio, noutras versões), os cornos de veado, as orelhas de touro (de boi ou de vaca), o pescoço é de serpente (ou de iguana) e as escamas são de carpa; as plantas das patas são de tigre, e as garras de águia (ou de falcão); a última entidade é normalmente considerada como sendo o ventre de sapo (ou de amêijoa, por não ter escamas), mas também há referências de que sejam os dentes de lobo. Das 117 escamas da carpa, 81 estão impregnadas de Yang (o Bem) e 36 de Yin (o Mal), reforçando a ideia de que os opostos coabitam no Dragão, mas em que a benevolência acaba sempre por prevalecer.

 

Na Dança do Dragão existem múltiplas coreografias que podem ser interpretadas por uma equipa com um número muito variável de intervenientes. Este número corresponde ao número de secções que compõem o dragão, que por sua vez varia com o seu comprimento total (habitualmente entre os 25 e os 35 metros, embora possa atingir os 70 e as 46 secções). De entre as coreografias mais conhecidas, sobressai a “em busca da pérola”. Nesta representação, o dragão persegue a “pérola”, que não é mais do que uma esfera colorida manipulada por um outro atleta. O simbolismo desta coreografia está associado à permanente busca da Sabedoria.

 

Neste cartoon do Sifu Paulo Araújo, o problema surgiu quando tive de decidir qual o símbolo a usar para representar a “pérola”. Confesso que a primeira ideia que me ocorreu foi a de usar o emblema do Vitória. Que melhor alternativa poderia existir para simbolizar a SabedoriaNenhuma, digo eu!

Mas a verdade é que receei bem que o Paulo, como reconhecido e inveterado dragão portista que é (vulgo: Andrade), não partilhasse da minha opinião e, no limite, ficasse desagradado com a ideia. E eu, que me considero um rapaz previdente, optei por não correr o risco de despertar o Dragão Chinês que há no Paulo

Coisas de gente que está contente com a vida que leva...

Por outro lado, se usasse um símbolo do FCPorto, nunca ninguém seria capaz de estabelecer a ligação entre os dois (clube e Sabedoria).

E assim sendo, uma vez que não podia alterar o símbolo, outra opção não tive que não fosse a de alterar o object(iv)o da busca. E foi assim que, ao invés de procurar a Sabedoria, o Dragão Chinês surge agora em busca do Dragão Portista.

Coisas de Dragões...

 



publicado por Miguel Salazar às 00:17
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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
Edgar, o Mal-Amado...

 

(caricatura publicada no blogue Depois Falamos)

 



publicado por Miguel Salazar às 23:31
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Quinta-feira, 19 de Maio de 2011
Operação "Assalto ao Jamor"...

 

O sucesso da Operação "Rumo ao Jamor", nas margens do rio Mondego, levou à promoção dos seus principais protagonistas.

O ex-Alferes Miliciano de Infantaria Fernão Rinada, brilhante estratega desta operação militar, foi merecedor de uma ascenção meteórica ao posto de Coronel, enquanto o Major Machado foi promovido a Tenente-Coronel, e o 2ºCabo Silva decidiu auto-promover-se a 1ºCabo, assim ao jeito daquilo que George Orwell escreveu na "Quinta dos Animais".

O plano desta nova e derradeira operação - a operação "Assalto ao Jamor" -, volta a ser da autoria do agora Coronel Rinada.

Transcrevem-se, de seguida, as suas palavras (ainda confidenciais), na altura em que dava conhecimento da Ordem de Operações às suas forças no terreno...

 

 

  DOCUMENTO CONFIDENCIAL  


"Camaradas,

As informações de que dispomos levam-nos a supor que os Andrades terão estudado cuidadosamente a nossa operação de assalto a Coimbra, pelo que não irão seguramente repetir os erros dos Cabulões do Choupal.

Os mercenários dos Apitos Dourados, guardas Pretorianos do Sistema Estarola, já não terão um papel de reserva, como aconteceu em Coimbra, estando-lhes antes reservada a tarefa de protecção do principal sector de defesa do inimigo.

Globalmente, este dispositivo estará montado em 2 linhas.

A 1ª linha situa-se a Sul de Mafra, e é constituída por três sectores: o sector Poente que vai desde a costa Atlântica até Sintra, o sector Central que vai de Sintra a Loures, e o sector Nascente que vai desde Loures até ao Tejo. Os Apitos Dourados estarão então na zona nevrálgica – o sector Nascente –, aquele que controla a principal via de acesso, que é a auto-estrada A1. Os três batalhões dos Dragões Arrogantes (ex-Dragões Sem Chama) asseguram a defesa dos sectores Central e Poente.

Na 2ª linha de defesa estará colocada uma espécie de força de reserva, numa posição muito próxima ao objectivo, em plena auto-estrada A5. É constituída por uma força irregular (de escalão Companhia) dos auto-proclamados Super-Rufiões, mas que não passam de uma força clandestina de meros escaramuceiros, que se especializou na destruição de Áreas de Serviço, e que se diferenciou na utilização das diversas técnicas de arremesso de projécteis minerais, seja manualmente ou com o uso de fundas, catapultas e trabucos. Esta força deverá estar posicionada no seu habitat natural - os viadutos das auto-estradas.

 

Relembro-lhes que esta Operação “Assalto ao Jamor”, tem como objectivo resgatar a Taça de Portugal que nos foi roubada em 1976, e que se encontra no Estádio Nacional dos Mouros.

Esta operação dividir-se-á em 3 fases, e terá o seu início às 1700 do dia 22 de Maio.

 

(1ª fase) a Fase Sócrates

 

A Fase Sócrates, será lançada por quatro Batalhões de Infantaria, e consistirá, como facilmente se depreende do seu nome, numa gigantesca manobra de dissimulação.

As unidades envolvidas nesta fase serão o Batalhão 42 do Capitão Alex, o Batalhão 63 do Capitão Alves, o 76 do Capitão Meireles e finalmente o Batalhão 88 do Capitão Nilson. Estes Batalhões constituem o grosso das nossas tropas. Partirão da Tapada de Mafra e lançarão um ataque frontal aos Andrades, em grande escala, atingindo-o nos sectores Poente e Central, em toda a faixa a Oeste de Loures. Com esta manobra, pretendemos que os Andrades empenhem não só os seus três batalhões de Dragões Arrogantes, mas também o pelotão de Apitos Dourados que, em virtude da nossa investida, deverá acorrer prontamente em ajuda às suas forças regulares, deslocando-se então para Oeste. Caberá ao Batalhão 76 a missão de acertar contas antigas com este pelotão, que não é mais do que um bando de mercenários vendidos.

 

(2ª fase) a Fase Molière

 

Quinze maiques depois do início da fase Sócrates, terá início a Fase Molière que consistirá em dois movimentos que serão efectuados em simultâneo.

O primeiro movimento será outra manobra de diversão, que será levada a “cabo” pela Seccção Triplo Zero, comandada pelo 1ºCabo Silva, em pessoa, à frente do pequeno grupo de Reservistas Territoriais que constitui o seu Estado-Maior. Esta “força” será transportada por um Hércules C-130 da Força Aérea, a partir da Base de Tancos, e será lançada sobre o aeroporto da Portela, a Nordeste do objectivo. A secção Triplo Zero será o isco que irá atrair as forças de reserva dos Andrades, afastando-as para longe do nosso objectivo final, e poderá vir a ser o "sacrifício" necessário para o sucesso de toda a operação, uma vez que não é provável que consigam sobreviver a um agrupamento inteiro de Andrades, ainda que apenas se trate de um bando de escaramuceiros (ver cartoon "o Sacrifício").

Ainda durante a Fase Molière, haverá um segundo movimento, em simultâneo com o da secção Triplo Zero, que será realizado pelo Grupo 2011. Este pequeno grupo de forças especiais, comandado pelo Tenente-Coronel Machado, irá desenvolver um movimento furtivo, flanqueando o dispositivo Andrade pelo mar, a Oeste, a bordo de dois Zebros. O Grupo 2011 deverá posicionar-se a Sul do objectivo, na praia da Trafaria, onde deverá aguardar por novas ordens.

 

(3ª fase) a Fase Normandia

 

A Fase Normandia será um verdadeiro Golpe de Mão, e o seu sucesso dependerá em absoluto do êxito das duas primeiras fases desta operação militar.

A ordem para o seu início será dada logo que os Super-Rufiões se desloquem para a região do aeroporto. Nessa altura, o Grupo 2011 atravessará o rio Tejo a nado, até à Cruz Quebrada, após o que tomará de assalto o objectivo final.

Se tudo tiver corrido conforme planeado, os três batalhões de Dragões Arrogantes e o pelotão de Apitos Dourados estarão empenhados nos Sectores Poente e Central, bem a Norte do objectivo, e os Super-Rufiões estarão empenhados na zona do aeroporto. O Grupo 2011 terá apenas de enfrentar uma pequena força residual, que provavelmente será composta unicamente pelo Tenente Villas-Boas, pelo Capelão-Mor Pinto da Costa, e pelo seu séquito, que na altura deverão estar, uns a polir a Taça UEFA e outros já a tirar as medidas à Taça de Portugal.

Se a operação “Assalto ao Jamor” decorrer sem percalços de maior, às 1845 o objectivo final já estará sob o nosso controle, e a Taça será finalmente nossa.

 

É hoje o dia “V”, camaradas.

V” de “vingança”, pelos nossos camaradas caídos nas batalhas de ‘42, ’63, ’76 e ‘88.

V” de “vingança” pelo roubo do mercenário Garrido, impune desde 1976.

V” da “verdade desportiva” que há 35 anos clama por ser reposta.

V” de “Vitória”, que é o nome do nosso clube, mas também o do nosso destino.

É HOJE, CAMARADAS !

Nunca se esqueçam… que as gentes de Guimarães contam convosco !...

O nosso dia CHEGOU, camaradas !

Rumo ao Jamor ! Rumo à vitória ! RUMO À GLÓRIA !"

 

Fernão Rinada

Coronel RC de Infantaria



publicado por Miguel Salazar às 20:00
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Terça-feira, 26 de Abril de 2011
o Caçador de Dragões...



Hoje em dia, Fernando Sá é seguramente o homem mais temido no covil do Dragão Azul.

Apesar de fragilizado por uma dupla traição, perpretada por indivíduos que não têm a mínima noção daquilo que é a honra ou a solidariedade, Fernando Sá tem sabido sempre procurar forças onde elas parecem já não existir, conseguindo encontrá-las inclusivamente no seio das suas próprias fraquezas. Fernando Sá é um homem incapaz de virar a cara à luta, nunca a dando por perdida. O seu discurso é sempre positivo, recusando-se, por uma vez que seja, a cair na tentação das lamentações ou das desculpas fáceis.

Dizem que esta sua força interior lhe pode advir do facto de ele próprio ter sangue de dragão. Bem poderá ser, mas a verdade é que não tem sido isso que o tem impedido de continuar a ser uma ameaça letal e permanente para os dragões.

No imaginário dos homens, existe um sem número de exemplos destes heróis extraordinários que conseguiram um dia vencer o dragão. São Jorge (na Lenda do Dragão e da Princesa), Sir Lancelot (na Lenda do Rei Artur), Sigurd (na Saga dos Volsungos), Thor (na Mitologia Nórdica), Apolo e Zeus (na Mitologia Grega), Baal, Marduk, Iskur e Indra (na Mitologia Oriental) ou Susanoo (na Mitologia Nipónica), todos eles conseguiram um dia vencer o seu dragão.

Conseguiram fazê-lo um dia, por uma única vez, e tornaram-se lendas...

E então, o que é que se poderá dizer de Fernando Sá, este nosso herói que de mitológico “apenas” tem a grandiosidade dos seus feitos, que é bem real e que tem sido capaz de o fazer repetidamente, derrotando o dragão tanto no seu próprio covil, como fora dele?

Independentemente daquilo que se possa dizer, e da justiça que se lhe possa fazer, a verdade é que por estes dias o cheiro a medo tresanda no covil do Dragão Azul.

É que nos próximos tempos, e pelo menos por três vezes, a besta terá de enfrentar o seu próprio destino às mãos de Fernando Sá.

Por estes dias, será escrita mais uma página desta nova Lenda do Caçador de Dragões...

 

Fernão Rinada



publicado por Miguel Salazar às 19:30
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
Operação "Rumo ao Jamor"...

 

 

 

 

Na véspera do início da “Operação Rumo ao Jamor”, o Major Machado deu a conhecer à sua Força Especial Victor, os pormenores dessa acção militar.

Julga-se que não tenha sido o próprio Major o autor da Ordem de Operações, uma vez que o texto parece ser demasiadamente simples. Outros são de opinião que possa ter sido escrita pelo 2ºCabo Silva, mas a objectividade da escrita, bem como a ausência dos “portantos” e dos “efectivamentes”, inviabilizam por completo essa possibilidade.

Poderá assim ficar por esclarecer quem foi o verdadeiro autor desta histórica Ordem de Operações, mas a verdade é que isso também não será o mais importante.

Independentemente de quem as escreveu, foram exactamente estas as palavras que então se ouviram da boca do Major Machado

 

 

 

 

“Camaradas,

O objectivo principal da operação "Rumo ao Jamor” é recuperar a taça que nos foi roubada em 1976, na zona das Antas, por um mercenário que se dava pelo nome de António Garrido, e que fazia parte de uma Guarda Pretoriana conhecida pelos “Apitos Dourados”, cuja principal missão sempre foi a de assegurar que todos os troféus pudessem ser distribuídos APENAS pelos poderes estarolas instalados no país.

Pelas informações que conseguimos obter, sabemos que a taça se encontra hoje muito mais a Sul, numa região conhecida por Jamor.

Sabemos ainda que, neste momento, decorre nessa região uma batalha entre uma unidade de “Águias Depenadas” (comandada pelo 1ºCabo Jesus), e outra de “Dragões Sem Chama” (sob o comando do Tenente Villas-Boas), cuja missão é também a de resgatar essa mesma taça que nos foi roubada há 35 anos.

A boa notícia é que apenas uma dessas unidades sobreviverá para se defender do nosso ataque. E a má notícia é que a unidade vencedora contará ainda com a ajuda da Guarda Pretoriana dos “Apitos Dourados”, composta pelos mercenários descendentes do de 1976, e que está devidamente instruída e treinada para impedir, a todo o custo, o êxito da nossa missão.

Não tenham ilusões. Será uma batalha duríssima, em terreno hostil, em que não encontraremos quaisquer forças neutras, e muito menos amigas.

Mas essa será apenas a segunda fase da nossa operação "Rumo ao Jamor”.

Antes, teremos ainda uma primeira fase, que terá lugar na margem direita do Mondego, em plena cidade de Coimbra, onde o inimigo terá posicionado a sua primeira linha de defesa.

Trata-se de uma força conjunta de tropas especiais chamada “Cabulões do Choupal”, que é composta por um efectivo de militares disfarçados de estudantes, e que está reforçada por mercenários dos “Apitos Dourados”. Esta força conjunta é comandada por um tal de Aspirante Morais, que acredita ser o próprio Ulisses, da Odisseia de Homero.

Também aqui deveremos esperar um ambiente hostil, que se agravará com acções paramilitares não convencionais que, como já é habitual, deverão incluir cargas policiais, injustificadas e indiscriminadas, sobre as forças de apoio que sempre acompanham as nossas missões.

Camaradas, não tenhamos ilusões, a nossa missão não é fácil, mas é a oportunidade que tão arduamente conquistamos para conseguirmos vingar os nossos camaradas caídos nas batalhas idas de 1942, ‘63, ‘76 e ‘88.

A operação "Rumo ao Jamor” é uma oportunidade única para os podermos vingar, e para recuperarmos a taça que já há muito deveria ser nossa.

Esta, é uma oportunidade que não poderemos enjeitar.

Camaradas, as gentes de Guimarães contam connosco !...”

 

Fernão Rinada

 

(cartoon publicado no Depois Falamos)




publicado por Miguel Salazar às 23:32
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