Sábado, 2 de Setembro de 2017
O senhor Júlio vai à Rádio...

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Nas instalações de uma rádio da cidade...

- Boa tarde senhores ouvintes. Hoje temos connosco o actual gerente da Mercearia Victória – o senhor Júlio.

- Boa tarde, senhor Júlio. O senhor deve saber certamente que há por aí muita gente aborrecida consigo, porque acha que o senhor anda a fazer alguns negócios a preços de saldo. Há quem diga até... de liquidação total. Fala-se em apenas 13,5 milhões, por cinco das suas melhores mercadorias. É verdade?

- Vamos ver. Isso é uma enorme mentira. Esses senhores, que nós sabemos muito bem quem são, que andam pelas redes sociais, mas que eu não vou dizer os nomes deles agora, são uns grandes... MEN-TI-RO-SOS. Esses 5 produtos foram vendidos por MAIS DE 8 milhões. Mais precisamente... 8,25... digamos, 8,5.

O jornalista estava estupefacto...

- Mas isso é ainda menos do que os 13,5 milhões...

- É como lhe digo, são uns MEN-TI-RO-SOS, mas um dia eu vou desmascará-los a todos. Um por um.

Ainda baralhado com a resposta, o jornalista resolveu passar à frente.

- Mas não acha que seria mais fácil se explicasse às pessoas os contornos desses negócios?

- A minha ética profissional impede-me de falar sobre os negócios que faço. Pelo enorme respeito que tenho pelas outras partes, percebe? Agora, o que eu posso contar-lhe é que aquele pobre merceeiro de Moreira de Cónegos, coitado, andou p’raí aos caídos a pedinchar umas migalhas, e eu, claro, acabei por lhe dar umas coisitas fora-de-prazo que tinha para lá na loja.

- E em relação àquele diamante sul-africano, que o senhor vendeu à última-da-hora, afinal quanto é que os franceses lhe deram por ele?

- Vocês vão desculpar-me, mas eu sou... um Merceeiro.disse o senhor Júlio, muito orgulhoso. Endireitou as costas, subiu o queixo, garboso, e prosseguiuA minha ética profissional, e o respeito que tenho pelas pessoas com quem faço negócios, impedem-me de revelar esses pormenores.E, voltando à posição inicial, mais descontraída, disse em tom de (in)confidênciaAgora, o que eu vos posso contar é sobre a casa dos franceses, meu Deus... Vocês não iam acreditar. Que miséria franciscana. Aquilo era mau demais, até para um sem-abrigo... Uma autêntica pocilga!

- Finalmente, e para terminar, senhor Júlio, qual é que deveria ser, na sua opinião, o comportamento das pessoas?

- Muito fácil. Regras muito simples, que vocês vão entender muito facilmente. As pessoas devem apoiar-me apenas em 3 ocasiões – antes, durante e depois. Só devem manifestar a sua discordância numa altura – nunca! E apenas num local – em lado nenhum! Será assim tão difícil entender isto?

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:29
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017
O senhor Júlio e o amigo Costa...

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O dia corria calmo na Mercearia Victória, até o Guito chegar a correr, esbaforido e a tremer, à beira do senhor Júlio. A vontade de agradar era tanta, que o jovem marçano atrapalhava-se todo quando tinha algo para lhe dizer.

- Ó sô Júlio, sô Júlio. Estão a telefonar de Braga a oferecer uma pipa de massa por um patrocínio. Querem pôr um anúncio na mercearia a dizer "Eu só quero ver Guimarães a arder!". É um bom negócio não é, sô Júlio?

O merceeiro nem queria acreditar naquilo que acabara de ouvir. Deitou as mãos à cabeça e disse, suspirando e tentando manter a calma...

- Não, não é um bom negócio... Olha, vai mas é atender o telefone!...

O marçano lá foi atender o telefone, cabisbaixo e desapontado. Estava mesmo convencido que era um excelente negócio. Não passou nem um minuto até o Guito voltar a correr... esbaforido. Agora sim. Agora era um coisa realmente importante.

- Sô Júlio, sô Júlio, venha depressa ao telefone. É aquele senhor do Porto, aquele seu amigo importante.

Já de paciência esgotada, nem ouviu o que o marçano lhe acabara de dizer.

- Ouve lá, ó Guito, já puseste o cartaz da abertura dos saldos, lá fora, como já te disse para fazeres, não sei quantas vezes?

- Sim, quer dizer, ainda não, mas ouça, sô Júlio... é o senhor Costa, o ricaço da fruta...

Quando ouviu aquele nome, o senhor Júlio saltou como uma mola. A velocidade com que voou para o telefone, só encontrava par naquela que tinha trazido o marçano até si. O senhor Júlio era uma daquelas pessoas que se põe logo de pé e em sentido, quando fala com alguém importante, ainda que seja ao telefone. Parecia um Polícia da Régua do tempo da Outra Senhora, a falar com o Chefe da Esquadra.

- Bom dia, senhor Costa. Como passa Voss’elência?

- Ó meu caríssimo e ilustríssimo amigo – o comerciante da fruta falava sempre assim, quando estava na iminência de impingir alguma coisa a alguém - Teinho excelentes notícias para lhe dar...

- A sério, senhor Costa?

- É berdade, amigo Júlio. Excelentes notícias. A primeira é qu’apesar d’afinal já num lh’ir pagar os 3,5 milhões da puonta-d’áuncinho brasileira que lhe comprei no princípio do ano, teinho uma soluçom MUITO melhor. Palabra d’onra! Teinho aqui um material espectacular p’rá sua mercearia. A mim num me serbe p’ra nada, mas a buocê... upa, upa.

- Ó senhor Costa, mas eu já devia ter recebido esse dinheiro no início do ano, e tenho aqui uns clientes que passam a vida a chatear-me por causa das contas da mercearia...

O comerciante do Porto nem o deixou acabar de falar, continuando...

- Ó meu caro amigo, o pribilégio que eu lhe doue de poder fazer crescer as nossas pláuntas berdes qu’eu tão generosamente lh’impresto, p’ra depois lhas ir buscar quando já estiberem no puonto, deberia ser uma contrapartida mais do que justa e suficiente. Mas p’ra buocê ber como eu soue realmente seu amigo, bou máundar-lhe uns monos e uns artigos que tenho p’ráqui fuora de prazo. E tudo isto por apenas esses tais 3,5 milhões. Uolhe, bou máundar-lhe táumbém uns sacos cum azeitona e, se quiser... erbilhas...

Os olhos quase saltavam das órbitas do senhor Júlio...

- O Corona e o Iker Casillas? Ó senhor Costa, isso é que era um grande negócio...

- Amigo Júlio, nós os dois só fazemos gráundes negócios. Mas cumprienda que se fosse o Corona e o Casillas, era um gráunde negócio... mas era p’ra buocê, num era p’ra mim. – respondeu-lhe, não conseguindo evitar soltar uma sonora gargalhada – Se calhar máundo-lhe é um marçáno...

- O Marcano, senhor Costa?

- E buocê a dar-lhe, ó Júlio. O Marcano táumbém nom... Eu disse um MAR-ÇÁ-NO, porque me parece que buocê está a precisar. O rapaz que m’atendeu o telefone, atrapalhou-se todo quáundo soube cum quem estaba a falar. Mas boltáundo à baca fria, eu até estaba a pensar em máundar-lhe táumbém um óleo alimentar, em garrafões, mas buocê ainda ia pensar qu’era o Aboubakar dos Camarões... se calhar é melhor nom. O qu'eu bou máundar-lhe é uma coisa qu’eu seie que buocê quer muito – o Dragom d'Ouro. Buocê já o merece e assim ficamos quites. Bem sei qu’é uma imitaçom barata em PBC, feito na China, mas uolhe que ninguém diz que num é berdadeiro. Bai fazer uma bistaça na sua mercearia. Por falar em China, ó amigo Júlio, buocê tem é de fazer cum'ós gaijos das lojas dos chineses, Cuompre um Mercedolas p'ra si. Um huomem de sucesso como buocê, num pode andar p'raí numa carroça qualquer. E se o chatearem muito... uolhe... sei lá... diga qu'é p’rós gaijos da UEFA quáundo eles fuorem a Guimarães...

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:58
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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Contas de Merceeiro...

(um problema de Matemática)

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O senhor Emílio tinha uma mercearia. Não tinha muito jeito para o negócio e quase a levou à falência. Não fosse o senhor Júlio ter-lhe ficado com ela, a mercearia não teria resistido à dívida que o senhor Emílio deixou. Com a compra da mercearia, o senhor Júlio herdou uma dívida de 25 milhões de euros. 

Em Dezembro do ano passado, o senhor Júlio gabava-se de já ter pago 16 milhões. Os tempos foram passando e a vida estava a correr-lhe bem. Este ano, o senhor Júlio conseguiu fazer 4 belos negócios. Vendeu uma ponta de ancinho brasileira a um comerciante rico da cidade Invicta por 3,5 milhões, vendeu uma prata da casa a um cowboy americano por 1,5 milhões, vendeu a sua carrinha a um italiano por 4 milhões, e conseguiu ganhar mais 2 milhões num negócio feito entre um sócio seu francês e uns italianos. Neste negócio, ainda recebeu mais uma comissão de meio milhão de euros. Para além destes 4 negócios, o senhor Júlio recebeu 2,6 milhões de euros por ter entrado para uma confraria europeia de merceeiros muito importante.

Considerando que as despesas do dia-a-dia, desde que tomou conta da mercearia, foram sendo pagas pelas outras vendas que foi fazendo duas vezes por ano, qual é o valor da dívida actual da mercearia do senhor Júlio?

E depois do Mercedolas que acabou de comprar para se exibir frente aos seus amigos estrangeiros?

 

Miguel Salazar

 

(e depois ainda há um pagamento anual de 10 ou 20 milhões que uma televisão irá pagar ao senhor Júlio durante não sei quanto tempo (a começar no próximo ano), para fazer um Big Brother na mercearia)



publicado por Miguel Salazar às 17:43
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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017
As 4 Cartilhas do Vitória Sport Clube...

 

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publicado por Miguel Salazar às 20:00
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
a Sétima Cruzada da Era Moderna...

 

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Entre os séculos XI e XIII, o Papado de Roma organizou nove Cruzadas, para resgatar Jerusalém aos Mouros. A Guerra Santa, como então ficou conhecida, foi bem sucedida logo na sua Primeira Cruzada, mas esse sucesso nunca mais haveria de se repetir, ao longo das restantes oito. A Segunda Cruzada constituiu-se como a primeira de todas essas derrotas, e a única vitória alcançada nesta altura, ocorreu em terras lusas. Dom Afonso Henriques contou com a ajuda dos Cruzados, que na altura se encaminhavam para Jerusalém, e assim conseguiu garantir a Reconquista de Lisboa, quando corria o ano de 1147.

 

Mais tarde (muito mais tarde), em 1922, haveriam de nascer aqueles que iriam dar lugar às Cruzadas da Era Moderna. Até 2016, os Conquistadores de Guimarães, legítimos descendentes do 1º Rei de Portugal, haveriam de lutar em seis Cruzadas, para a Conquista do Jamor.

Na Primeira e Segunda Cruzadas desta nova Era (em 1942 e 1963), os Conquistadores sucumbiram aos pés dos Mouros de Lisboa, mas não sem antes terem honrado o símbolo do Rei, que orgulhosamente traziam ao peito.

Em 1976, já na Terceira Cruzada (a única em que o objectivo não era o Jamor, mas sim o Porto), os Conquistadores foram vítimas da pérfida traição daquele maldito juíz cujo nome não deve voltar a ser pronunciado, e que ficará para sempre gravado como uma das maiores ignomínias da História do futebol luso.

As Quarta e Quinta Cruzadas aconteceram em 1988 e 2011, e trouxeram mais duas derrotas para os sempre orgulhosos descendentes do 1º Rei de Portugal.

Foi apenas em 2013, durante a Sexta Cruzada, que se conseguiu a maior vitória de todos os tempos, sobre os Mouros de Lisboa. Contra tudo e contra todos, os Conquistadores, apoiados por uma milícia de dezenas de milhar de Vitorianos, tomaram o Jamor de assalto, dizimando as forças inimigas. A vitória foi tão contundente que o próprio Sultão Mouro decidiu seduzir para o seu serviço, o General que o tinha derrotado. Por estes dias, e já em plena Sétima Cruzada, é contra este ex-General, agora armado Grão-Vizir, que os Conquistadores terão de lutar.

Hoje, chegados portanto à Sétima Cruzada da Era Moderna, o tempo é o da Reconquista do Jamor. 870 anos depois d' El-Rei Dom Afonso Henriques ter conseguido reconquistar Lisboa aos Mouros, é chegado o dia de fazermos jus ao nosso nome e reconquistarmos o Jamor.

 

A 28 de Maio de 2017, nós, os Conquistadores de Guimarães, legítimos descendentes do 1º Rei de Portugal, apoiados novamente pelas nossas indefectíveis milícias, iremos gravar a letras de ouro mais uma página da nossa gloriosa História.

 

A Reconquista do Jamor é o nosso objectivo,

e a Glória o nosso destino !...

 

José Rialto

 



publicado por Miguel Salazar às 22:44
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Terça-feira, 23 de Maio de 2017
O rapaz do Bar...
Confortavelmente refastelado na 4ª fila da zona Euro da sala de espectáculos, e depois do filme ter terminado, visivelmente bem disposto, Pedro Martins gracejou em voz alta, enquanto se voltava para trás, na direcção do bar:

- Ó rapaz, tu desculpa lá o mau jeito. Eu sei que era aqui que tu querias...

Nem acabou o que ia dizer. O rapaz do bar tinha estado sentado ao balcão durante quase todo o filme, mas já não estava mais lá. Em boa verdade, já lá não estava há algum tempo. Depois de perder, pela enésima vez, mais um engate para alguém que tinha acabado de entrar, o dono do bar tinha perdido a paciência, e acabou por correr com ele do estabelecimento. É que já não havia mais pachorra para tanta aselhice. Estava farto de desperdiçar dinheiro nos copos do rapaz... e na limpeza da casa de banho.

O rapaz tinha sido corrido, mas já lá estava outro na sua vez. E este não perdia tanto tempo a conversar com raparigas. Não perdia tanto tempo, mas perdia-as de igual forma para qualquer marmanjo que acabasse de entrar no bar. A última que perdeu foi para um gabiru da zona de Tondela.

Moral da história: o dono do bar poupava nas bebidas, mas continuava a não poder dispensar a senhora que lavava as casas de banho...

 

José Rialto


publicado por Miguel Salazar às 00:20
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2017
Bongani Zungu...

20170405 Zungu.png

Uma vez que...

- o benfiquista Celis não está assim em tão grande forma quanto isso...

- é um jogador emprestado, que dentro de 2 meses vai embora...

- que o Vitória não tem qualquer vantagem em o fazer rodar na equipa principal...

- e que Pedro Martins não poderá contar com ele para a final da Taça contra o Benfica...

 

E sabendo nós...

- que o vitoriano Bongani Zungu tem mostrado estar numa excelente forma...

- que Bongani Zungu é um activo do Vitória, e que portanto convém valorizar...

- e que será ele que vai jogar a final da Taça contra o Benfica...

 

Não seria melhor, e de mais bom-senso, sentar desde já o benfiquista Celis no banco, e dar a titularidade ao vitoriano Bongani Zungu ?



publicado por Miguel Salazar às 23:28
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Sábado, 1 de Abril de 2017
Em busca da segunda chave...

Uma já cá canta, nas costas de Pedro Martins, e a outra está logo ali, mesmo à mão de semear... ou melhor, mesmo à mão de colher...

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publicado por Miguel Salazar às 10:00
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
A primeira das duas chaves...

... para abrir os portões do Jamor

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publicado por Miguel Salazar às 00:35
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017
O homem-forte, o menino birrento e a surra...

(take #3)

20170220 Armando Marques e Marega.png

 



publicado por Miguel Salazar às 20:16
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017
Dragão d'Ouro...

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publicado por Miguel Salazar às 22:23
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017
Janeiro, o mês do nosso martírio...

20170201 Pedro Martins.png

Definitivamente, a Direcção da SAD não consegue resistir ao tilintar de meia dúzia de cêntimos.

Eles bem juram que não irão repetir erros do passado, mas nas bocas deles, isso são apenas palavras, e as palavras leva-as o vento. Já nem vale a pena citar Pimenta Machado...

Eles gostam mesmo é de cortar as pernas aos treinadores. A Rui Vitória, cortaram-lhas por quatro vezes, sem falhar um mês de Janeiro que fosse. Na época passada, como os dois treinadores que por cá passaram nem tinham pernas para andar, também não havia o que lhes cortar. Mas este ano, já com tantas saudades, lá voltaram ao mesmo. Contrataram novamente um treinador com pernas, só para lhas poder cortar agora, chegados mais uma vez ao fatídico mês de Janeiro.

Cortam-lhes as pernas e depois arranjam-lhes um par de moletas... manhosas e ainda por cima emprestadas. Eram para ser umas próteses daquelas de lâmina, semelhantes às do Pistorius, mas essas acabaram por ser desviadas para Marrocos.

Coitado do Pedro Martins. Coitado dele, do Vítor Campelos (que acaba por levar por tabela), e coitados de nós, os Vitorianos...

Mas afinal até quando teremos nós de aguentar este martírio ?...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 17:33
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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017
Show de bola no Sambódromo Municipal...

 

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O show de bola dos Conquistadores estava a ser tão espectacular, que os supostos adeptos marroquinos já não conseguiam mais suportá-lo. Roídos de inveja, debandaram das suas bancadas. Não fosse a presença massiva dos adeptos que tinham vindo da Cidade-Berço da Nacionalidade, e as bancadas do Sambódromo Municipal teriam sido devolvidas ao seu desolador aspecto habitual.

Quem aproveitou a acalmia da bancada agora deserta, foi Jorge Simão, que assim se posicionou para melhor poder contemplar o desfile dos nossos Conquistadores.

Jorge Simão sabia bem que não podia desperdiçar a ocasião - ocasião única de toda uma época. Afinal, não é todas as semanas que no Sambódromo Municipal de Braga se pode assistir a um espectáculo assim... tão grandioso... dentro e fora da parada dos desfiles...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 21:07
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2016
Retrato de uma Família muito Eclética...

20161010 Retrato de Família.png



publicado por Miguel Salazar às 15:37
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016
A marca indelével de Manuel Mendes...

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Ao conquistar a medalha de bronze na Maratona T46 das Paralimpíadas de 2016, Manuel Mendes conseguiu, de uma vez só, trazer uma enorme recordação do Rio de Janeiro para Guimarães, mas também deixar a marca indelével da sua passagem pela Cidade Maravilhosa...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 23:28
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Domingo, 3 de Julho de 2016
Um furacão chamado Rui, na Cidade Maravilhosa...

 

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Rui Pedro Rebelo Bragança nasceu em Guimarães, no dia 26 de Dezembro de 1991. Iniciou-se no desporto com uma passagem muito fugaz pelo karaté. Tinha apenas seis anos, quando se mudou para a natação, onde chegou mesmo a entrar para a equipa de competição. Uma inconveniente alergia ao cloro obrigou-o a tentar outros caminhos, regressando aos desportos de combate. Foi assim que o Rui chegou ao taekwondo, tinha ainda 13 anos de idade. Iniciou-se no Koryo de Guimarães, afirmou-se nacional e internacionalmente no ABC de Braga, e em finais de 2014 transferiu-se para o Vitória (o clube do seu coração), onde ainda permanece.

Participou nos Campeonatos Universitários em representação da Universidade do Minho, e já integrou a Selecção Nacional em inúmeras ocasiões.

Rui Pedro Bragança já foi sete vezes Campeão Nacional (2008, 2009 e de 2011 a 2015), sendo portanto penta-Campeão Nacional. Já foi 2 vezes vencedor da Taça de Portugal (2010 e 2012), 2 vezes Campeão Nacional Universitário (2010, 2012 e 2015), tri-Campeão Nacional sub-21 (2009 a 2011) e bi-Campeão Nacional júnior (2007 e 2008).

A nível internacional, foi 2 vezes Campeão Europeu (Baku'2014 e Montreux'2016), Campeão Europeu de Pesos Olímpicos (Nalchik'2015), Vice-Campeão Mundial (Gyeongju'2011), medalha de ouro nos Jogos Europeus (Baku'2015) e no Campeonato da Europa Universitário de 2011, medalha de prata no Campeonato da Europa Universitário (2009 e 2015), medalha de ouro nos Jogos da Lusofonia (Índia'2014) e medalha de bronze no Campeonato da Europa de juniores (2007). Em termos de Opens, venceu os de Portugal (2011), Israel (2010, 2013 e 2014), Suécia (2010), Sérvia (2011 e 2012), Holanda (2011 e 2014), Polónia (2012 e 2015), Suíça (2012), França (2013), Croácia (2014), Áustria (2014), Canadá (2016) e o Grand Prix da Turquia (2015).

Actualmente é o nº 2 do ranking Mundial na sua categoria (<58kg), e o nº 3 do ranking Olímpico.

Rui Bragança foi Embaixador da Cidade Europeia do Desporto, Guimarães’2013.

Em Agosto de 2016, Rui Bragança estará presente nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, passando a ser o primeiro atleta Vitoriano a marcar presença numa edição dos Jogos Olímpicos.

Rui Bragança foi merecedor de uma homenagem pública, que teve lugar na 7ª Gala do Desporto de Guimarães.

 

Fernão Rinada

 

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(caricatura oferecida ao atleta na 7ª Gala do Desporto, Guimarães'2016)



publicado por Miguel Salazar às 20:17
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2016
Dr Novais de Carvalho...

 

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José Novais de Carvalho foi durante muitos anos o responsável máximo pelo Departamento Médico do Vitória. Mais tarde viria a ser também médico do Boavista.

É o Director do CMAD (Centro de Medicina Desportiva de Guimarães).

Foi Juíz da Irmandade de S. Torcato durante dezenas de anos.

Novais de Carvalho viu hoje os seus méritos serem reconhecidos pela Câmara Municipal de Guimarães, que lhe outorgou a Medalha de Ouro de Mérito Social...



publicado por Miguel Salazar às 20:00
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Quinta-feira, 10 de Março de 2016
Douglas de Jesus, o Muralha..

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A conquista da Taça de Portugal na época 2012/2013, foi uma vitória que teve tanto de épica como de justa e merecida. Foi um troféu conquistado ao Benfica com muita bravura, graças ao esforço de um enorme número de jogadores, treinadores e técnicos de futebol.

Mas se tivéssemos de escolher um em particular, esse teria mesmo de ser o guarda-redes Douglas.

Douglas Renato de Jesus esteve sempre na base da conquista de cada uma das eliminatórias, e conseguiu mesmo ter um papel absolutamente preponderante em duas delas, ao defender vários pontapés da marca de grande penalidade, nos desempates de Setúbal e do Funchal (contra o Marítimo).

Numa altura em que o jovem João Miguel Silva vai conquistando, por direito próprio, o seu lugar na principal equipa dos Conquistadores de Guimarães, é da mais elementar justiça relembrar a brilhante carreira deste brasileiro que já muito fez por todos nós vitorianos. Com 33 anos de idade ontem cumpridos, o Muralha tem ainda muito para dar ao nosso clube. Assim a nossa Direcção saiba reconhecer-lhe o mérito de tudo o que já fez, bem como do muito que ainda poderá continuar a fazer...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 23:12
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Sexta-feira, 4 de Março de 2016
Pavilhão... ou Restaurante ?...

 

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Na cerimónia de abertura da jornada da Taça Davis, Domingos Bragança, o Presidente da Câmara, mostrava entusiasmado a Júlio Mendes, o renovado pavilhão Vitoriano. Armando Marques acompanhava-os...

Domingos Bragança - Então? O que me dixe do pavilhão? De cara lavada é outra coixa. É ou não é?

Júlio Mendes - Pavilhão, Presidente? Vamos ver... Mas então isto não era um restaurante?

Domingos Bragança - Que eu xaiba, foi xempre um pavilhão... Mas voxê devia xaber. Afinal voxê é ou não é o Prexidente do clube?

Júlio Mendes (surpreendido) - Sim, claro que sou. Mas vamos ver... eu ia jurar que isto era um restaurante...

E virando-se para o lado, procurou a confirmação no seu Vice-Presidente - Não era aqui que serviam aqueles croquetes muito bons, ó Armando? Aqueles que nós vínhamos comer quando cá vinham os dirigentes do Benfica...

Armando Marques - Era pois. Era quando eles vinham cá com aqueles guarda-costas muito altos. De dois metros de altura. Alguns até com mais do que isso...

Domingos Bragança (não conseguindo evitar uma sonora gargalhada) - Não eram guarda-coxtas. Deviam xer os xogadores de báxquete. E enquanto voxês comiam os croquetes, havia um jogo a decorrer.

Júlio Mendes (incrédulo) - A sério? Por isso é que os do Benfica não ficavam muito tempo nos croquetes. Deixavam-nos sempre a comer sozinhos. (e entre-dentes) Se calhar iam ver o jogo...

Júlio Mendes (virando-se novamente para Armando Marques) - Mas então, isto foi sempre um pavilhão! Ó Armando, tu sabias que nós tínhamos um pavilhão?

Armando Marques (sacudindo a água do seu capote) - Se tínhamos, a culpa não é minha.

Júlio Mendes (já com a sua máquina registadora mental em pleno funcionamento) - Vamos ver... Se o pavilhão é nosso, então se calhar podíamos era vendê-lo... até à própria Câmara... Você não o quer comprar, Presidente?

Armando Marques (esfregando as mãos de contentamento) - Boa, Júlio!...

Domingos Bragança - Comprar o pavilhão? Que dixparate! Voxês deviam era aproveitar o facto de a Câmara o ter recuperado, para apoxtar mais nas modalidades.

Júlio Mendes (desiludido) - Pois... Vamos ver... Se temos mesmo de ficar com ele, então podíamos criar umas modalidades como o basquetebol, o voleibol, artes marciais... enfim, aproveitar estas magníficas instalações. E virando-se de novo para o seu Vice-Presidente - E não daria para o alugar a essas novas modalidades, Armando?

Armando Marques - Boa ideia, Júlio!

Domingos Bragança (siderado com o diálogo a que estava a assistir) - Max o Vitória já tem exas modalidades...

Júlio Mendes - Já temos? Vamos ver... Mas então não é só o futebol que nós temos, Armando?

Armando Marques (respondendo baixinho, de modo a que apenas Júlio Mendes o pudesse ouvir) - Claro que sim. Se tivéssemos mais modalidades, achas que eu não sabia?  Não ligues, Júlio. Eu acho que o Presidente está a gozar connosco...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 09:43
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Terça-feira, 1 de Março de 2016
As línguas bífidas do lagarto "Leão"...

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O leão que Bruno de Carvalho fez renascer com a sua chegada ao Sporting, não foi propriamente um leão autêntico, daqueles com pêlo e juba, e muito menos o felino que desde tempos imemoriais tem sido considerado como sendo o Rei da Selva.

Aquilo que o actual Presidente do Sporting fez renascer em Alvalade, foi apenas um réptil com a pele escamada e listada de verde e branco, um lagarto a quem ele maliciosamente deu o nome de... "Leão", e com quem ele assim vai conseguindo iludir os mais crédulos dos sportinguistas (e apenas estes).

O facto de se tratar de um lagarto-de-gola (espécie australiana que abre uma exuberante gola para intimidar os seus inimigos), ajuda a iludir esses adeptos, que assim tomam essa gola pela juba de um leão.

Com Bruno de Carvalho, o lagarto já tinha nascido com uma língua bífida, comprida, maledicente e venenosa, mas com a chegada de Jorge Jesus e Octávio Machado, o "Leão" passou a ter três. Três línguas igualmente bífidas, compridas, maledicentes e venenosas, qual delas a mais viperina.

Aquilo com que nenhum deles contava, era com o que os esperava em Guimarães.

De visita ao Dom Afonso Henriques, o lagarto "Leão" perdeu os seus três pios de uma só vez.

Assim mesmo... em Guimarães, cortou-se-lhes o pio aos três, com uma machadada só...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 21:06
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016
Paulo Fonseca, o reinventor do futebol...

20160223 Paulo Fonseca.png

 

Paulo Fonseca é um técnico brilhante.
No jogo de Domingo contra o Vitória, desenhou um esquema táctico absolutamente inovador - o 2-4-3-3. E na baliza... 2 guarda-redes.
Beneficiando da vantagem de poder contar com 14 jogadores na equipa inicial, o treinador bracarense resolveu reforçar apenas o seu sector defensivo. Paulo Fonseca ainda poderia contar com João Capela (o 4º árbitro), mas parece que terá abdicado da sua utilização.
Deste modo, colocou os dois árbitros auxiliares atrás da sua defesa, atribuindo a Paulo Soares e a Pedro Felisberto o papel dos velhos líberos dos anos 70. Na baliza, o técnico Paulo Fonseca colocou o árbitro principal, como 2º guarda-redes, atrás de Marafona. Competia assim a Fábio Veríssimo colmatar as eventuais falhas de Marafona.
A verdade é que o esquema táctico de Paulo Fonseca desde muito cedo começou a dar os seus frutos.
Marafona não esteve nos seus melhores dias e por ele passaram 6 bolas ao todo, Não fosse Fábio Veríssimo a impedir que 3 deles se transformassem em golos, e o Sporting de Braga teria saído do Sambódromo vergado por uma derrota humilhante.
O jogo correu bem a Paulo Fonseca, mas apenas no plano técnico-táctico.
No plano pessoal, correu-lhe mesmo bastante mal, uma vez que acabou por levar com as 3 bolas que passaram pelos dois guarda-redes.
Só mesmo a violência desses 3 impactos na cabeça de Paulo Fonseca pode explicar os disparates que disse no final do jogo...

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 22:50
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Sábado, 20 de Fevereiro de 2016
ÚLTIMA HORA !...

 

20160220 Comunicado SAD.jpg



publicado por Miguel Salazar às 19:31
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2016
Professor de História precisa-se... em Bracara Augusta...

Jean-Pierre "Astérix" Barrientos

(o cartoon representa Jean-Pierre Barrientos que resolveu alinhar na brincadeira dos bracarenses, fantasiando-se de Astérix para aviar um Gverreiro-Legionário, nos quartos-de-final da Taça de Portugal de 2012/2013, que acabaríamos por vencer)

 

O Sporting Clube de Braga foi fundado na 3ª década do século XX, mas só no século XXI acordou para o futebol.

Nasceram como filial do Sporting. Mudaram de emblema e de cores nos anos 40, assumindo a paixão que o seu então Presidente nutria pelo Arsenal de Londres. Desde essa altura, nunca mais deixaram de ser apaixonados pelo Benfica, embora mais recentemente tenham esboçado um fugaz derriço pelo FCPorto.

Depois de uma longa história de consecutivas e variadas paixões pelo sucesso alheio, resolveram mais recentemente criar a sua própria tradição e cultura. Foi assim que foram descobrir a sua origem romana a Bracara Augusta. Assumiram então essa origem e arranjaram até uma claque com um nome nela inspirado, embora sem conseguir resistir a baptizá-la com um nome anglo-saxónico, muito de acordo com a tal origem romana. Chamaram-lhe "Bracara Legion" e é composta não por Legionários como seria suposto, mas sim por "Gverreiros". Na semana passada organizaram a sua primeira Gala, para o que criaram, como troféus, uns capacetes dourados muito bonitos,... mas gregos. Quanto aos tais "Gverreiros do Minho", que deveriam ser Legionários mas que afinal são guerreiros, esses comportam-se demasiadas vezes como verdadeiros Vândalos.

Misturar Romanos com Gregos, Anglo-Saxónicos e até com Vândalos, só encontra mesmo par na profusão de nacionalidades que grassa no actual plantel do clube, pejado de Brasileiros, Russos, Franceses, Noruegueses, Angolanos, Belgas, Espanhóis, Montenegrinos, Nigerinos, Nigerianos, Guineenses, Sérvios, Egípcios, Senegaleses, Colombianos e Ganeses... (ufa !!!)...

Mas que enorme confusão histórica se está a fazer por estes dias em Bracara Augusta.

Dão-se alvíssaras a quem lhes arranjar um Professor de História. Se bem que duas dúzias de intérpretes também não haveriam de ser enjeitados...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 18:02
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016
Ovo cozido, à moda da Costa do Marfim...

20160210 Bouba Saré.png

 

Iker Casillas pôs o ovo e Bouba Saré cozinhou-o.

Quanto ao ovo em si, pensava-se que era de galinha, mas com aquele tamanho todo, só pode mesmo ser de perú...



publicado por Miguel Salazar às 20:57
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016
Henrique... dourado...

20160106 Henrique Dourado.png

Henrique Dourado. Finalmente dourado.

Sim, porque até há bem pouco tempo, era apenas... bronzeado...



publicado por Miguel Salazar às 00:27
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Domingo, 3 de Janeiro de 2016
Carlos Xistra renovou, jogou... e facturou...

20160103 Carlos Xistra.png

Carlos Xistra renovou com o Sport Lisboa e Benfica, e já jogou este Domingo, no estádio Dom Afonso Henriques, contra o Vitória Sport Clube.

Jogou... e facturou...

Como habitualmente, Xistra jogou com a camisola nº 12 pois, ao contrário da maioria das restantes equipas, o público benfiquista é apenas o 15º jogador. É que, na equipa da Luz, para além da camisola 12, as 13 e 14 também já têm o seu dono...

 

POST SCRIPTUM: Ao que já se pode ver pela camisola de Xistra, a Fly Emirates também já não é mais o patrocinador principal do clube...

 

(caricatura publicada no blogue Depois Falamos)



publicado por Miguel Salazar às 22:59
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2015
João Miguel Silva...

20151209 João Miguel Silva.png

 

O Vitória foi um obstáculo grande demais para o Rio Ave de Pedro Martins.

Octávio, Xande Silva e Henrique Dourado foram imparáveis.

João Miguel Silva foi quase intransponível. Só mesmo um remate daqueles, fortuito e sem qualquer possibilidade de defesa, seria capaz de bater o nosso guarda-redes.

Com 20 anos apenas, o nosso jovem guarda-redes faz-me lembrar Vítor Baía que, com a mesmíssima idade, se conseguiu impôr na baliza do FCPorto. E se o portista sentou Młynarczyk no banco, a tarefa do Miguel Silva não era mais fácil. Douglas de Jesus é ele também um excelente guarda-redes.

O futuro de João Miguel Silva pode ser risonho; assim ele saiba manter-se humilde e empenhado... tal como Vítor Baía fez em iguais circunstâncias...



publicado por Miguel Salazar às 20:35
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2015
Luís Esteves...

Luís Esteves

 

 

 

 

 

 

 

Luís Miguel Mesquita Esteves nasceu em Guimarães, a 31 de Dezembro de 1975.

Como guarda-redes, Luís Esteves defendeu as cores (e as redes) de Vitória, Vizela, Pevidém, Trofense, Vila Meã, Águias de São Romão e Gonça.

Mas foi como Treinador de Guarda-Redes que se notabilizou... mundialmente.

É licenciado em Educação Física, tem dois Mestrados (em Ensino de Educação Física e em Ciências do Desporto) e um Doutoramento em curso (em Ciências do Desporto no Treino de Guarda-Redes, pela Universidade de Vigo). É provavelmente o único português a ter o Curso da UEFA de Treinadores de Guarda-Redes (ministrado pela SFA - Scottish Football Association).

O Prof Luís Esteves começou por treinar os guarda-redes da formação do Vitória, entre 2004 e 2007. Em 2007/2008 trabalhou no Al-Salmiya (Koweit). Voltou então ao Vitória, para assumir a função de Coordenador dos Treinadores de Guarda-Redes de toda a formação, até à época de 2009/2010. Entre 2010 e 2012 foi Formador Técnico da Real Federación Española de Fútbol, acumulando essas funções com as de Treinador de Guarda-Redes, sucessivamente nos Sauditas do Al-Ittihad (2010/11) e do Al-Nassr (2011/12). Em 2012/2013 regressou de novo ao Vitória, desta feita para assumir as suas funções ao serviço da equipa A.

Preparou os guarda-redes espanhóis de sub-19 que nesse mesmo ano (2012) haveriam de ser Campeões Europeus da categoria, e conquistou a Taça de Portugal de 2012/2013, ao serviço do seu clube do coração - o Vitória.

O Prof Luís Esteves é o único português que até hoje foi distinguido, pela Real Federación Española de Fútbol, com o Prémio Las Rozas (de Mérito Desportivo)...

 

Fernão Rinada



publicado por Miguel Salazar às 19:28
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Domingo, 8 de Novembro de 2015
"Natal é quando um homem quer"...

20141226 Pai Natal Júlio Mendes.png

 

Há um aforismo popular que diz que "Natal é quando um homem quer".

Para Júlio Mendes sempre assim foi... e continua a ser. Desde que é Presidente do Vitória, não se tem cansado de brincar ao Pai Natal, oferecendo jogadores a granel. Jogadores e treinadores também.

Este cartoon tem quase 1 ano, e foi desenhado numa altura em que já era fácil prever as ofertas que Júlio Mendes tinha em mente. Dos que estão dentro do saco, já foram quase todos oferecidos à concorrência. Falta apenas um. Um dia, também esse acabará por sair. Ele bem se tem oferecido, mas parece que ninguém o quer. Se calhar ainda vamos ter de pagar para alguém o levar. Mas quando esse dia chegar, aí eu terei finalmente o meu dia de Natal fora da data.

Se realmente for verdade que "o Natal é quando um homem quer", então eu também quero o meu dia de Natal... e de preferência já, antes que o meu clube acabe vulgarizado e humilhado, com o futebol na 2ª Divisão e sem as suas modalidades...

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 00:05
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Sábado, 10 de Outubro de 2015
o Ferrari, o Lamborghini e o Carocha "Ferdie"...

20151010 Carocha Ferdie.png

 

Basquetebol, pré-época 2015/2016. Na Capital do Império...

Luís Filipe Vieira - Bom dia, Carlos.

Carlos Lisboa - Bom dia, Presidente.

LFV - Então, Carlos? Este ano vamos voltar a ser Campeões Nacionais, ou não? Não quero que te falte nada... hum... hum... Tens aqui um carrinho-de-mão cheiinho de dinheiro para gastar. Compras o novo Ferrari F488 Spider de 670 cavalos, e arrasamos a concorrência... hum... hum... O que eu quero mesmo é que esta grande instituição nacional que é o Sport Lisboa e Benfica vença tudo este ano... hum... hum... Ok?

CL - Claro, Presidente!

LFV - E se precisares de mais alguma coisa... hum... hum... é só dizeres. Com o Loncovic e o Oliveira, a juntar ao Andrade e ao Mário, já ficas com uma bela cavalagem para o motor do Ferrari, mas se precisares de mais algum, já sabes, só precisas de dizer...

 

Entretanto, mais a Norte, na Cidade Invicta...

Pinto da Costa - Bom dia, Moncho.

Moncho López - ¡Hola, Presidente!

PdC - Entom, Moncho? Este ano támos a apostar fuorte no regresso à competissom. O Futebol Clube do Porto tem de ser Caumpiom, carago. Tens aqui um cesto-de-fruta cheio de euros pra gastar à Lagardère. Cuompras um Lamborghini Aventador de 700 cabalos e até os comemos, carago. Nós temos de ser Caumpiões, tás a oubir?

ML - ¡Por supuesto, Presidente!

PdC - E se precisares de mais alguma coisa, é só dizeres. Já sacamos o Silba ao carro do Fernaundo Sá, bamos tentar sacar o Fuonseca ao dos laumpiões e já temos os americanos. Ficas com uma cabalage do carago no motor do Lamborghini, mas se precisares de mais algum, já sabes, carago, só precisas de dizer, ca gente bai sacá-los uonde for preciso. Penso eu de que...

 

Ao mesmo tempo, no Berço da Nação...

Júlio Mendes - Bom dia, Hélder.

Fernando Sá - Hélder?... Eu sou o Sá, o Fernando Sá. O Hélder Freitas é o do pólo aquático...

Armando Marques, tentou aligeirar o equívoco - Pois claro... este é o Sá. E virando-se para o treinador... E então, este ano vamos conseguir vencer o Campeonato A1, ou não?

FS - "A1"? Isso é melhor perguntar ao Allan Cocato.

AM - Mas você não é o treinador do andebol?

FS - Não. Eu sou o treinador do basquetebol. O Allan é do voleibol e, que eu saiba, o Vitória nem tem andebol.

JM ficou feliz com a constatação - Não temos andebol? Mas isso é muito bom, ó Armando. Assim poupamos dinheiro. Por outro lado... (pensativo) ... são menos jogadores para vender.

AM continuou, fazendo conversa - E que tal? Acha que vamos ser Campeões?

FS - Eu acredito que sim, que vamos vencer!

Era a deixa de que JM estava à espera - E para isso, Mister, tem aqui a chave deste formidável Carocha...

FS interrompeu JM - Eu acho que preferia aquela, Presidente... (tentando alcançar a chave de BMW que AM tinha na mão)

AM quase saltou, escondendo a chave de imediato...

- Nem pense! O M3 é prós meus proteg...

JM interrompeu-o bruscamente, aflito - Pois, eu também gostaria... (lançando um olhar terrível de desaprovação a AM, fez uma pequena pausa, procurando desesperadamente uma saída) ... mas o BMW M3 saiu ao futebol. Não que nós façamos alguma diferença entre as modalidades. Para nós, são todas iguais. Sorteamos os carros, sabe? E o BMW saiu ao futebol. Caprichos da sorte. Foi ou não foi, Armando? (piscando-lhe o olho)

AM confirmou prontamente, retribuindo-lhe a piscadela de olho - Claro que sim! Completamente à sorte. Mas não fique desanimado. Este Carocha é um luxo. É em décima sétima mão, mas está como novo. Só tem 1 milhão e 650 mil km, imagine.

JM prosseguiu - Mandamos pintar-lhe o nº 53 e estas riscas no capot... parece mesmo o "Herbie" dos filmes. Até lhe pode chamar "Ferdie", se quiser.

E AM acolitou - "Ferdie" de Fernando, está a ver? É uma máquina, este carocha. 54 cavalos! E se lhe meter um ou outro sul-americano, então... ui ui!... brasileiro, argentino, colombiano...

JM ressalvou de imediato, apreensivo - Não gaste é mais do que tem...

FS - Os sul-americanos são bons é no futebol. No basquetebol são mais os norte-americanos.

JM - Ah, pois... o basquetebol. Isso é aquilo que se joga com as mãos, não é?

FS entusiasmou-se com o comentário. Afinal... - Exactamente!

AM - Sete de cada lado...

O entusiasmo de FS esfumou-se num ápice - Não... isso é o andebol.

JM, magnânime, falava agora do alto da sua sapiência - Isso também não é bem assim. No futebol também dizem que são onze de cada lado, e às vezes ouço falar em equipas que jogam com doze. E um deles nem sequer está em campo, parece que joga na bancada. É o que eu ouço dizer, enquanto vou comendo croquetes. Portanto as coisas não são bem assim "sete de cada lado" ou "onze de cada lado"... Mas isso agora também não interessa nada. Eu quero é vender. Você tem alguma coisa para eu vender, ou não?

FS estava estarrecido com a surrealidade da conversa.

E AM, impaciente, já só pensava em abreviá-la - Bem, o mais importante é que este ano já não há razão para não se ganhar a corrida. Um Volkswagen 1200 dos anos 60, não é para todos. Ainda por cima, quase novo! E se for preciso, ainda podemos...

JM interrompeu AM, aflito - Mais dinheiro é que não há...

AM continuou - ... ainda podemos ir ao Porto arranjar uma pileca ou até um potrozito que esteja a precisar de fazer exercício. O Lopetegui tem para lá muita coisa que não usa...

FS nem acreditava no que ouvia - O Lopetegui???

E JM concluiu - Claro, Mister. Ao fim e ao cabo, eles ainda nos devem alguns favores. A verdade é que lhes temos mandado muitos puro-sangue lusitanos nestes últimos tempos. Os melhores que temos tido, e quase oferecidos...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 13:52
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