Sábado, 2 de Setembro de 2017
O senhor Júlio vai à Rádio...

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Nas instalações de uma rádio da cidade...

- Boa tarde senhores ouvintes. Hoje temos connosco o actual gerente da Mercearia Victória – o senhor Júlio.

- Boa tarde, senhor Júlio. O senhor deve saber certamente que há por aí muita gente aborrecida consigo, porque acha que o senhor anda a fazer alguns negócios a preços de saldo. Há quem diga até... de liquidação total. Fala-se em apenas 13,5 milhões, por cinco das suas melhores mercadorias. É verdade?

- Vamos ver. Isso é uma enorme mentira. Esses senhores, que nós sabemos muito bem quem são, que andam pelas redes sociais, mas que eu não vou dizer os nomes deles agora, são uns grandes... MEN-TI-RO-SOS. Esses 5 produtos foram vendidos por MAIS DE 8 milhões. Mais precisamente... 8,25... digamos, 8,5.

O jornalista estava estupefacto...

- Mas isso é ainda menos do que os 13,5 milhões...

- É como lhe digo, são uns MEN-TI-RO-SOS, mas um dia eu vou desmascará-los a todos. Um por um.

Ainda baralhado com a resposta, o jornalista resolveu passar à frente.

- Mas não acha que seria mais fácil se explicasse às pessoas os contornos desses negócios?

- A minha ética profissional impede-me de falar sobre os negócios que faço. Pelo enorme respeito que tenho pelas outras partes, percebe? Agora, o que eu posso contar-lhe é que aquele pobre merceeiro de Moreira de Cónegos, coitado, andou p’raí aos caídos a pedinchar umas migalhas, e eu, claro, acabei por lhe dar umas coisitas fora-de-prazo que tinha para lá na loja.

- E em relação àquele diamante sul-africano, que o senhor vendeu à última-da-hora, afinal quanto é que os franceses lhe deram por ele?

- Vocês vão desculpar-me, mas eu sou... um Merceeiro.disse o senhor Júlio, muito orgulhoso. Endireitou as costas, subiu o queixo, garboso, e prosseguiuA minha ética profissional, e o respeito que tenho pelas pessoas com quem faço negócios, impedem-me de revelar esses pormenores.E, voltando à posição inicial, mais descontraída, disse em tom de (in)confidênciaAgora, o que eu vos posso contar é sobre a casa dos franceses, meu Deus... Vocês não iam acreditar. Que miséria franciscana. Aquilo era mau demais, até para um sem-abrigo... Uma autêntica pocilga!

- Finalmente, e para terminar, senhor Júlio, qual é que deveria ser, na sua opinião, o comportamento das pessoas?

- Muito fácil. Regras muito simples, que vocês vão entender muito facilmente. As pessoas devem apoiar-me apenas em 3 ocasiões – antes, durante e depois. Só devem manifestar a sua discordância numa altura – nunca! E apenas num local – em lado nenhum! Será assim tão difícil entender isto?

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:29
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017
O senhor Júlio e o amigo Costa...

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O dia corria calmo na Mercearia Victória, até o Guito chegar a correr, esbaforido e a tremer, à beira do senhor Júlio. A vontade de agradar era tanta, que o jovem marçano atrapalhava-se todo quando tinha algo para lhe dizer.

- Ó sô Júlio, sô Júlio. Estão a telefonar de Braga a oferecer uma pipa de massa por um patrocínio. Querem pôr um anúncio na mercearia a dizer "Eu só quero ver Guimarães a arder!". É um bom negócio não é, sô Júlio?

O merceeiro nem queria acreditar naquilo que acabara de ouvir. Deitou as mãos à cabeça e disse, suspirando e tentando manter a calma...

- Não, não é um bom negócio... Olha, vai mas é atender o telefone!...

O marçano lá foi atender o telefone, cabisbaixo e desapontado. Estava mesmo convencido que era um excelente negócio. Não passou nem um minuto até o Guito voltar a correr... esbaforido. Agora sim. Agora era um coisa realmente importante.

- Sô Júlio, sô Júlio, venha depressa ao telefone. É aquele senhor do Porto, aquele seu amigo importante.

Já de paciência esgotada, nem ouviu o que o marçano lhe acabara de dizer.

- Ouve lá, ó Guito, já puseste o cartaz da abertura dos saldos, lá fora, como já te disse para fazeres, não sei quantas vezes?

- Sim, quer dizer, ainda não, mas ouça, sô Júlio... é o senhor Costa, o ricaço da fruta...

Quando ouviu aquele nome, o senhor Júlio saltou como uma mola. A velocidade com que voou para o telefone, só encontrava par naquela que tinha trazido o marçano até si. O senhor Júlio era uma daquelas pessoas que se põe logo de pé e em sentido, quando fala com alguém importante, ainda que seja ao telefone. Parecia um Polícia da Régua do tempo da Outra Senhora, a falar com o Chefe da Esquadra.

- Bom dia, senhor Costa. Como passa Voss’elência?

- Ó meu caríssimo e ilustríssimo amigo – o comerciante da fruta falava sempre assim, quando estava na iminência de impingir alguma coisa a alguém - Teinho excelentes notícias para lhe dar...

- A sério, senhor Costa?

- É berdade, amigo Júlio. Excelentes notícias. A primeira é qu’apesar d’afinal já num lh’ir pagar os 3,5 milhões da puonta-d’áuncinho brasileira que lhe comprei no princípio do ano, teinho uma soluçom MUITO melhor. Palabra d’onra! Teinho aqui um material espectacular p’rá sua mercearia. A mim num me serbe p’ra nada, mas a buocê... upa, upa.

- Ó senhor Costa, mas eu já devia ter recebido esse dinheiro no início do ano, e tenho aqui uns clientes que passam a vida a chatear-me por causa das contas da mercearia...

O comerciante do Porto nem o deixou acabar de falar, continuando...

- Ó meu caro amigo, o pribilégio que eu lhe doue de poder fazer crescer as nossas pláuntas berdes qu’eu tão generosamente lh’impresto, p’ra depois lhas ir buscar quando já estiberem no puonto, deberia ser uma contrapartida mais do que justa e suficiente. Mas p’ra buocê ber como eu soue realmente seu amigo, bou máundar-lhe uns monos e uns artigos que tenho p’ráqui fuora de prazo. E tudo isto por apenas esses tais 3,5 milhões. Uolhe, bou máundar-lhe táumbém uns sacos cum azeitona e, se quiser... erbilhas...

Os olhos quase saltavam das órbitas do senhor Júlio...

- O Corona e o Iker Casillas? Ó senhor Costa, isso é que era um grande negócio...

- Amigo Júlio, nós os dois só fazemos gráundes negócios. Mas cumprienda que se fosse o Corona e o Casillas, era um gráunde negócio... mas era p’ra buocê, num era p’ra mim. – respondeu-lhe, não conseguindo evitar soltar uma sonora gargalhada – Se calhar máundo-lhe é um marçáno...

- O Marcano, senhor Costa?

- E buocê a dar-lhe, ó Júlio. O Marcano táumbém nom... Eu disse um MAR-ÇÁ-NO, porque me parece que buocê está a precisar. O rapaz que m’atendeu o telefone, atrapalhou-se todo quáundo soube cum quem estaba a falar. Mas boltáundo à baca fria, eu até estaba a pensar em máundar-lhe táumbém um óleo alimentar, em garrafões, mas buocê ainda ia pensar qu’era o Aboubakar dos Camarões... se calhar é melhor nom. O qu'eu bou máundar-lhe é uma coisa qu’eu seie que buocê quer muito – o Dragom d'Ouro. Buocê já o merece e assim ficamos quites. Bem sei qu’é uma imitaçom barata em PBC, feito na China, mas uolhe que ninguém diz que num é berdadeiro. Bai fazer uma bistaça na sua mercearia. Por falar em China, ó amigo Júlio, buocê tem é de fazer cum'ós gaijos das lojas dos chineses, Cuompre um Mercedolas p'ra si. Um huomem de sucesso como buocê, num pode andar p'raí numa carroça qualquer. E se o chatearem muito... uolhe... sei lá... diga qu'é p’rós gaijos da UEFA quáundo eles fuorem a Guimarães...

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:58
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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Contas de Merceeiro...

(um problema de Matemática)

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O senhor Emílio tinha uma mercearia. Não tinha muito jeito para o negócio e quase a levou à falência. Não fosse o senhor Júlio ter-lhe ficado com ela, a mercearia não teria resistido à dívida que o senhor Emílio deixou. Com a compra da mercearia, o senhor Júlio herdou uma dívida de 25 milhões de euros. 

Em Dezembro do ano passado, o senhor Júlio gabava-se de já ter pago 16 milhões. Os tempos foram passando e a vida estava a correr-lhe bem. Este ano, o senhor Júlio conseguiu fazer 4 belos negócios. Vendeu uma ponta de ancinho brasileira a um comerciante rico da cidade Invicta por 3,5 milhões, vendeu uma prata da casa a um cowboy americano por 1,5 milhões, vendeu a sua carrinha a um italiano por 4 milhões, e conseguiu ganhar mais 2 milhões num negócio feito entre um sócio seu francês e uns italianos. Neste negócio, ainda recebeu mais uma comissão de meio milhão de euros. Para além destes 4 negócios, o senhor Júlio recebeu 2,6 milhões de euros por ter entrado para uma confraria europeia de merceeiros muito importante.

Considerando que as despesas do dia-a-dia, desde que tomou conta da mercearia, foram sendo pagas pelas outras vendas que foi fazendo duas vezes por ano, qual é o valor da dívida actual da mercearia do senhor Júlio?

E depois do Mercedolas que acabou de comprar para se exibir frente aos seus amigos estrangeiros?

 

Miguel Salazar

 

(e depois ainda há um pagamento anual de 10 ou 20 milhões que uma televisão irá pagar ao senhor Júlio durante não sei quanto tempo (a começar no próximo ano), para fazer um Big Brother na mercearia)



publicado por Miguel Salazar às 17:43
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017
Dragão d'Ouro...

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publicado por Miguel Salazar às 22:23
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2016
Retrato de uma Família muito Eclética...

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publicado por Miguel Salazar às 15:37
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Sexta-feira, 4 de Março de 2016
Pavilhão... ou Restaurante ?...

 

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Na cerimónia de abertura da jornada da Taça Davis, Domingos Bragança, o Presidente da Câmara, mostrava entusiasmado a Júlio Mendes, o renovado pavilhão Vitoriano. Armando Marques acompanhava-os...

Domingos Bragança - Então? O que me dixe do pavilhão? De cara lavada é outra coixa. É ou não é?

Júlio Mendes - Pavilhão, Presidente? Vamos ver... Mas então isto não era um restaurante?

Domingos Bragança - Que eu xaiba, foi xempre um pavilhão... Mas voxê devia xaber. Afinal voxê é ou não é o Prexidente do clube?

Júlio Mendes (surpreendido) - Sim, claro que sou. Mas vamos ver... eu ia jurar que isto era um restaurante...

E virando-se para o lado, procurou a confirmação no seu Vice-Presidente - Não era aqui que serviam aqueles croquetes muito bons, ó Armando? Aqueles que nós vínhamos comer quando cá vinham os dirigentes do Benfica...

Armando Marques - Era pois. Era quando eles vinham cá com aqueles guarda-costas muito altos. De dois metros de altura. Alguns até com mais do que isso...

Domingos Bragança (não conseguindo evitar uma sonora gargalhada) - Não eram guarda-coxtas. Deviam xer os xogadores de báxquete. E enquanto voxês comiam os croquetes, havia um jogo a decorrer.

Júlio Mendes (incrédulo) - A sério? Por isso é que os do Benfica não ficavam muito tempo nos croquetes. Deixavam-nos sempre a comer sozinhos. (e entre-dentes) Se calhar iam ver o jogo...

Júlio Mendes (virando-se novamente para Armando Marques) - Mas então, isto foi sempre um pavilhão! Ó Armando, tu sabias que nós tínhamos um pavilhão?

Armando Marques (sacudindo a água do seu capote) - Se tínhamos, a culpa não é minha.

Júlio Mendes (já com a sua máquina registadora mental em pleno funcionamento) - Vamos ver... Se o pavilhão é nosso, então se calhar podíamos era vendê-lo... até à própria Câmara... Você não o quer comprar, Presidente?

Armando Marques (esfregando as mãos de contentamento) - Boa, Júlio!...

Domingos Bragança - Comprar o pavilhão? Que dixparate! Voxês deviam era aproveitar o facto de a Câmara o ter recuperado, para apoxtar mais nas modalidades.

Júlio Mendes (desiludido) - Pois... Vamos ver... Se temos mesmo de ficar com ele, então podíamos criar umas modalidades como o basquetebol, o voleibol, artes marciais... enfim, aproveitar estas magníficas instalações. E virando-se de novo para o seu Vice-Presidente - E não daria para o alugar a essas novas modalidades, Armando?

Armando Marques - Boa ideia, Júlio!

Domingos Bragança (siderado com o diálogo a que estava a assistir) - Max o Vitória já tem exas modalidades...

Júlio Mendes - Já temos? Vamos ver... Mas então não é só o futebol que nós temos, Armando?

Armando Marques (respondendo baixinho, de modo a que apenas Júlio Mendes o pudesse ouvir) - Claro que sim. Se tivéssemos mais modalidades, achas que eu não sabia?  Não ligues, Júlio. Eu acho que o Presidente está a gozar connosco...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 09:43
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Domingo, 8 de Novembro de 2015
"Natal é quando um homem quer"...

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Há um aforismo popular que diz que "Natal é quando um homem quer".

Para Júlio Mendes sempre assim foi... e continua a ser. Desde que é Presidente do Vitória, não se tem cansado de brincar ao Pai Natal, oferecendo jogadores a granel. Jogadores e treinadores também.

Este cartoon tem quase 1 ano, e foi desenhado numa altura em que já era fácil prever as ofertas que Júlio Mendes tinha em mente. Dos que estão dentro do saco, já foram quase todos oferecidos à concorrência. Falta apenas um. Um dia, também esse acabará por sair. Ele bem se tem oferecido, mas parece que ninguém o quer. Se calhar ainda vamos ter de pagar para alguém o levar. Mas quando esse dia chegar, aí eu terei finalmente o meu dia de Natal fora da data.

Se realmente for verdade que "o Natal é quando um homem quer", então eu também quero o meu dia de Natal... e de preferência já, antes que o meu clube acabe vulgarizado e humilhado, com o futebol na 2ª Divisão e sem as suas modalidades...

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 00:05
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Sábado, 10 de Outubro de 2015
o Ferrari, o Lamborghini e o Carocha "Ferdie"...

20151010 Carocha Ferdie.png

 

Basquetebol, pré-época 2015/2016. Na Capital do Império...

Luís Filipe Vieira - Bom dia, Carlos.

Carlos Lisboa - Bom dia, Presidente.

LFV - Então, Carlos? Este ano vamos voltar a ser Campeões Nacionais, ou não? Não quero que te falte nada... hum... hum... Tens aqui um carrinho-de-mão cheiinho de dinheiro para gastar. Compras o novo Ferrari F488 Spider de 670 cavalos, e arrasamos a concorrência... hum... hum... O que eu quero mesmo é que esta grande instituição nacional que é o Sport Lisboa e Benfica vença tudo este ano... hum... hum... Ok?

CL - Claro, Presidente!

LFV - E se precisares de mais alguma coisa... hum... hum... é só dizeres. Com o Loncovic e o Oliveira, a juntar ao Andrade e ao Mário, já ficas com uma bela cavalagem para o motor do Ferrari, mas se precisares de mais algum, já sabes, só precisas de dizer...

 

Entretanto, mais a Norte, na Cidade Invicta...

Pinto da Costa - Bom dia, Moncho.

Moncho López - ¡Hola, Presidente!

PdC - Entom, Moncho? Este ano támos a apostar fuorte no regresso à competissom. O Futebol Clube do Porto tem de ser Caumpiom, carago. Tens aqui um cesto-de-fruta cheio de euros pra gastar à Lagardère. Cuompras um Lamborghini Aventador de 700 cabalos e até os comemos, carago. Nós temos de ser Caumpiões, tás a oubir?

ML - ¡Por supuesto, Presidente!

PdC - E se precisares de mais alguma coisa, é só dizeres. Já sacamos o Silba ao carro do Fernaundo Sá, bamos tentar sacar o Fuonseca ao dos laumpiões e já temos os americanos. Ficas com uma cabalage do carago no motor do Lamborghini, mas se precisares de mais algum, já sabes, carago, só precisas de dizer, ca gente bai sacá-los uonde for preciso. Penso eu de que...

 

Ao mesmo tempo, no Berço da Nação...

Júlio Mendes - Bom dia, Hélder.

Fernando Sá - Hélder?... Eu sou o Sá, o Fernando Sá. O Hélder Freitas é o do pólo aquático...

Armando Marques, tentou aligeirar o equívoco - Pois claro... este é o Sá. E virando-se para o treinador... E então, este ano vamos conseguir vencer o Campeonato A1, ou não?

FS - "A1"? Isso é melhor perguntar ao Allan Cocato.

AM - Mas você não é o treinador do andebol?

FS - Não. Eu sou o treinador do basquetebol. O Allan é do voleibol e, que eu saiba, o Vitória nem tem andebol.

JM ficou feliz com a constatação - Não temos andebol? Mas isso é muito bom, ó Armando. Assim poupamos dinheiro. Por outro lado... (pensativo) ... são menos jogadores para vender.

AM continuou, fazendo conversa - E que tal? Acha que vamos ser Campeões?

FS - Eu acredito que sim, que vamos vencer!

Era a deixa de que JM estava à espera - E para isso, Mister, tem aqui a chave deste formidável Carocha...

FS interrompeu JM - Eu acho que preferia aquela, Presidente... (tentando alcançar a chave de BMW que AM tinha na mão)

AM quase saltou, escondendo a chave de imediato...

- Nem pense! O M3 é prós meus proteg...

JM interrompeu-o bruscamente, aflito - Pois, eu também gostaria... (lançando um olhar terrível de desaprovação a AM, fez uma pequena pausa, procurando desesperadamente uma saída) ... mas o BMW M3 saiu ao futebol. Não que nós façamos alguma diferença entre as modalidades. Para nós, são todas iguais. Sorteamos os carros, sabe? E o BMW saiu ao futebol. Caprichos da sorte. Foi ou não foi, Armando? (piscando-lhe o olho)

AM confirmou prontamente, retribuindo-lhe a piscadela de olho - Claro que sim! Completamente à sorte. Mas não fique desanimado. Este Carocha é um luxo. É em décima sétima mão, mas está como novo. Só tem 1 milhão e 650 mil km, imagine.

JM prosseguiu - Mandamos pintar-lhe o nº 53 e estas riscas no capot... parece mesmo o "Herbie" dos filmes. Até lhe pode chamar "Ferdie", se quiser.

E AM acolitou - "Ferdie" de Fernando, está a ver? É uma máquina, este carocha. 54 cavalos! E se lhe meter um ou outro sul-americano, então... ui ui!... brasileiro, argentino, colombiano...

JM ressalvou de imediato, apreensivo - Não gaste é mais do que tem...

FS - Os sul-americanos são bons é no futebol. No basquetebol são mais os norte-americanos.

JM - Ah, pois... o basquetebol. Isso é aquilo que se joga com as mãos, não é?

FS entusiasmou-se com o comentário. Afinal... - Exactamente!

AM - Sete de cada lado...

O entusiasmo de FS esfumou-se num ápice - Não... isso é o andebol.

JM, magnânime, falava agora do alto da sua sapiência - Isso também não é bem assim. No futebol também dizem que são onze de cada lado, e às vezes ouço falar em equipas que jogam com doze. E um deles nem sequer está em campo, parece que joga na bancada. É o que eu ouço dizer, enquanto vou comendo croquetes. Portanto as coisas não são bem assim "sete de cada lado" ou "onze de cada lado"... Mas isso agora também não interessa nada. Eu quero é vender. Você tem alguma coisa para eu vender, ou não?

FS estava estarrecido com a surrealidade da conversa.

E AM, impaciente, já só pensava em abreviá-la - Bem, o mais importante é que este ano já não há razão para não se ganhar a corrida. Um Volkswagen 1200 dos anos 60, não é para todos. Ainda por cima, quase novo! E se for preciso, ainda podemos...

JM interrompeu AM, aflito - Mais dinheiro é que não há...

AM continuou - ... ainda podemos ir ao Porto arranjar uma pileca ou até um potrozito que esteja a precisar de fazer exercício. O Lopetegui tem para lá muita coisa que não usa...

FS nem acreditava no que ouvia - O Lopetegui???

E JM concluiu - Claro, Mister. Ao fim e ao cabo, eles ainda nos devem alguns favores. A verdade é que lhes temos mandado muitos puro-sangue lusitanos nestes últimos tempos. Os melhores que temos tido, e quase oferecidos...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 13:52
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014
O outro lado do Pai Natal...

Na noite da véspera de Natal, confortavelmente sentado na minha poltrona em frente à lareira, acabei por me deixar adormecer. Não sei se foi do calor reconfortante da lareira e do efeito hipnotizador das suas chamas, se foi do conforto da poltrona, ou simplesmente do cansaço acumulado. Facto, facto é que adormeci mesmo... e sonhei...

Rui Vitória estava inconsolável, de braços abertos, virado para Júlio Mendes... vestido de Pai Natal. O nosso treinador nem queria acreditar naquilo que viam os seus olhos. O plantel estava a ser desmantelado outra vez. Uma vez mais. Alguns dos seus melhores jogadores já estavam dentro do saco de prendas do Pai Natal, e a direcção que levavam não era a do seu sapatinho...

– Não estou a perceber… Mas afinal, o Pai Natal dá ou tira?

– Vamos ver, eu para poder dar as minhas prendas, tenho de as ir buscar a algum lado, não?

– E vai tirar-me esses jogadores todos?

– Vamos ver... Para já levo estes, mas depois venho buscar mais.

Rui Vitória estava cada vez mais desesperado. E o Pai Natal, na sua infinita generosidade, resolveu consolá-lo...

– Vamos ver, Mister, não desespere. Se quiser, também o levo a si na próxima remessa.

– Levar-me embora, Presidente? Mas eu ainda gostava...

– Deixe-se lá de sentimentalismos, homem. Aproveite que eu já disse que não lhe quero cortar as pernas.

De repente (que nesta coisa de sonhos e pesadelos, tudo acontece muito de repente) já estavam todos dentro do saco do Pai Natal (o treinador e o próprio Presidente incluídos).

O Outro lado do Pai Natal...

Com um sorriso quase maquiavélico, Júlio Mendes (o que estava vestido de Pai Natal) ainda disse entredentes...

– Levo-o a si... e eu aproveito e também vou. Vamos ver... se calhar já nem preciso de passar pela Liga. É isso! Vou oferecer-me directamente à Federação. Vai ser uma prenda extraordinária.

Rui Vitória não ouviu por certo estas últimas palavras, pouco mais do que ciciadas, mas eu senti-as como facas que se espetavam nas minhas costas. As gargalhadas de Júlio Mendes, sinistras, ainda ecoavam na minha cabeça, mas ironicamente foram também elas que me arrancaram deste terrível pesadelo e me trouxeram de volta à poltrona da minha sala e ao calor da minha lareira. As gargalhadas que agora ouvia eram muito mais reconfortantes. “Ho, ho, ho”... O Pai Natal, o legítimo, tinha acabado de entrar na minha sala. E desta versão mais tradicional do Pai Natal, gostava eu. Este só vinha mesmo entregar presentes. Não vinha tirar nada a ninguém...

 

José Rialto

 (este cartoon foi desenhado para o sítio da Associação Vitória Sempre)



publicado por Miguel Salazar às 20:11
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2014
O sonho que se esfumou...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este tipo de sonhos era recorrente nos meses mais recentes da vida de Júlio Mendes.

Desta feita, entusiasmado talvez pelos Campeonatos Europeus de Trampolim realizados em Guimarães, JM sonhava que era um campeão da modalidade. Tinha inclusivamente criado um salto inédito – o Brutus Triple Back –, que ele estava convencido que haveria de o levar ao Olimpo.

Era um movimento cujo nome se inspirava no episódio da morte do Imperador Romano Júlio César. Consistia num triplo mortal à rectaguarda com dupla pirueta, com um dos membros superiores a fazer um movimento circular de projecção anterior, tipo “facada”. Era um movimento que nunca deveria ser feito com uma abordagem frontal do aparelho, e em que o atleta não era normalmente penalizado pela flexão do tronco, pois era praticamente impossível manter a verticalidade da coluna vertebral durante a sua execução. O movimento terminava com a projecção do atleta para bem longe dos dois trampolins que tinha usado.

Era um movimento muito pouco ortodoxo. Na realidade, era mesmo desprezado pela maioria dos especialistas, dada a manifesta incapacidade que o atleta tinha de conseguir manter uma postura minimamente correcta durante a sua execução, e ainda pelo facto de o seu coeficiente artístico ser praticamente nulo. Mas os mais pragmáticos não pensavam assim. Diziam que a extrema deselegância do Brutus Triple Back era largamente compensada pela tremenda eficácia do movimento, ao conseguir projectar o atleta para bem longe do duplo-mini trampolim. Afinal, era mesmo esse o seu grande objectivo. JM era quase perfeito no desenho deste movimento, mas isso tinha exigido dele um enorme sacrifício que o obrigou a passar por uma infinidade de provações, incluindo o cumprimento de uma dieta rigorosa feita à base de sapos.

Era assim o salto que Júlio Mendes tinha sonhado, mas não seria assim que ele iria acabar. Ia JM já a meio do seu Brutus Triple Back, quando foi violentamente arrancado do seu sonho. Acordado para a realidade, olhou em seu redor e ficou confuso. Estava realmente no ar e a girar sobre si próprio.

Afinal, o que é que lhe estava a acontecer?...

 

José Rialto

 

 

 

  (este cartoon foi desenhado para o sítio da Associação Vitória Sempre)

 



publicado por Miguel Salazar às 18:12
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2014
à Van Damme...

O filme da vida de Júlio Mendes, enquanto Presidente do Vitória, podia ser qualquer um dos que Jean-Claude Van Damme interpretou ao longo da sua carreira. Filmes de acção em que a luta parecia quase sempre impossível, mas em que o actor belga acabava sempre por levar a melhor, apesar de todas as adversidades. E a vida de Júlio Mendes, enquanto Presidente do Vitória, foi assim... até 10 de Janeiro passado.

A partir dessa altura, o filme da sua vida alterou-se “um pouco” e a do clube passou mesmo a andar para trás, exactamente como acontece num filme publicitário da Volvo, em que o mesmo Van Damme surge de pé, apoiado em dois camiões daquela marca, que também circulam em marcha-atrás. O actor belga tem um pé em cada um dos camiões e, conforme eles se vão afastando, Van Damme vai fazendo uma espargata perfeita, com uma tranquilidade e uma confiança que, segundo o espírito da campanha, só uma marca tão fiável como a Volvo lhe poderia garantir.

 

 

Pois bem, o filme da vida mais recente de Júlio Mendes, enquanto Presidente do Vitória, é quase assim. Mas tem algumas diferenças... Na versão de Júlio Mendes, ele segue com os pés bem apoiados e com as pernas bem juntinhas, de forma a manter as suas opções em aberto, e sem o risco de poder cair no vazio. O filme é tão seguro e tão isento de riscos, que ninguém se tinha lembrado de utilizar um duplo. E digo “tinha” porque entretanto Júlio Mendes acabou por se lembrar de um para o substituir. E, pelos vistos, ele pretende que não seja só para as cenas perigosas...

 

José Rialto

 

 

 

 

 

Vídeo do YouTube com filme publicitário da Volvo...



publicado por Miguel Salazar às 18:32
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Sábado, 22 de Março de 2014
O sonho do Júlio...

 

Júlio assistia, com muito interesse, a mais um jogo das modalidades, quando subitamente adormeceu. Esta é a história do sonho que teve nessa altura...

 

À entrada do Céu, mesmo junto às portas do Paraíso...

- Ó meu amigo, ouça lá, você sabe onde fica o Paraíso?

- Bom dia também para ti, meu irmão. O Paraíso fica para além destas portas.

– Boa! Então chegue-se para lá e deixe-me passar, que estou com pressa.

– Calma, meu irmão. Eu sou Pedro, o Guardião das portas do Paraíso. E tu, quem és? E o que te traz por aqui?

Chamo-me Júlio, e venho reclamar aquilo que é meu por direito.

E vens de tronco nu? Talvez com um pouco mais de decoro...

Tirei a camisola porque não quero que os meus amigos Presidentes pensem que ainda tenho alguma ligação ao clube em que eu mandava.

Julgas então que já és merecedor de entrar no Paraíso?

Claro que sim! Fiz muitas boas-acções. Demais até. Salvei a vida a um moribundo, e cumpri os ensinamentos do Pai, dando a outra face àqueles que me bateram e perdoando aqueles que me ofenderam.

Ai sim?...

O clube em que eu mandava, estava na miséria, moribundo, e eu salvei-o da morte certa.

Muito bem!

O meu querido amigo e vizinho António, esbofeteou-me um sem-número de vezes, e eu sempre dei a outra face. Está a ver a minha cara, cheia de marcas?

Realmente. Estou a ver...

Quando o meu grande amigo Bruno insinuou que eu só me movia por interesses pessoais, eu ignorei as suas ofensas. Quando o meu querido amigo Carlos disse que eu era um “pau-mandado”, perdoei-lhe sem esperar que se retractasse. E quando o meu queridíssimo amigo Luís me chamou “caloteiro”, também o perdoei, ainda que ele nunca tenha chegado a mostrar qualquer arrependimento.

Muito bem, meu irmão. Julgo que ganhaste o teu direito de entrar no Paraíso, mas que mais pretendes tu ainda reclamar?...

O que pretendo eu? Reclamar o direito a um cadeirão. Já fiz muito para o merecer. Estava a pensar no da Liga...

O da Liga deve estar mesmo, mesmo a vagar.

E aquele grandalhão ali, é de quem?

Aquele é o do Pai, mas esse está, como sempre esteve, ocupado pelo Pai.

Bem... para já, o da Liga chega...

E assim, Júlio sentou-se finalmente à direita do Pai, não conseguindo evitar lançar um último olhar, enigmático... para o cadeirão grandalhão à sua esquerda...

 

Ainda estava Júlio com um sorriso de enorme felicidade, quando foi arrancado ao seu sonho dourado, por uma voz que se tornava cada vez mais alta...

- Então, Presidente? Não sabia que falava a dormir...

Foi como se tivesse sido atingido por um raio. O sorriso desapareceu, e o sangue sumiu-se-lhe da face. Júlio ficou mais branco do que as camisolas do Vitória. Já com a voz trémula, e quase em pânico, perguntou...

- E... o que é que eu disse?...

- Calma, Presidente. Não disse nada. Estava a brincar consigo...

 

José Rialto

 

 

 

 

 (este cartoon foi desenhado para o sítio da Associação Vitória Sempre)

 



publicado por Miguel Salazar às 22:10
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Domingo, 12 de Janeiro de 2014
Dar a outra face...

Fernando não aguentava mais ver tanto sofrimento. Não era a cara de Júlio que mais o preocupava, toda ela marcada com a mão de Tony, mas sim a mão direita de Tony que já estava vermelha de tanta estalada dar a Júlio. Incomodado com o sofrimento de Tony, Fernando disse então, autoritário...

Basta, Júlio! Já chega de estares sempre a dar a outra face. Não é por ti, sabes? Mas já viste como está a mão do Tony? Fazes favor pedes-lhe desculpa, imediatamente. Devias ter vergonha...

Júlio quase soluçava quando disse, cabisbaixo...

Desculpa, Tony. Mas a Bíblia diz que de cada vez que nos batem, nós devemos dar a outra face. E como tu está sempre a bater-me...

E Tony disse, condescendente...

– Deixa lá, Júlio. Mas podias facelitar-me a bida...

Júlio estava visivelmente arrependido...

– Pois... Desculpa se não me tenho posto mais a jeito para levar as chapadas...

Magnânime, respondeu-lhe Tony...

Bamos esquecer isso. Eu tamém num me teinho portado lá muito bem. Ultimamente num te teinho dado as chapadas no focinho cum a força qu'eu sei que tu gostas. É que a mom já me tá a doer com’ó  €@&@£#%, percebestes?

E, apesar de a sua consciência estar cada vez mais pesada, Júlio ainda se atreveu a fazer um último pedido...

Eu compreendo, Tony. Mas antes de fazermos as pazes, não te importas de me bater só mais uma vez? É que tenho aqui um bocadinho de cara onde ainda não levei chapada nenhuma, e eu sei que vou ter tantas saudades disto...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 20:44
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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
Estes Romanos são loucos...

Por estes dias, os nossos vizinhos do enclave Marroquino têm mais uma fantasia, sendo esta particularmente curiosa: agora acham que são Romanos. Mas é uma fantasia que tem tanto de curiosa como de recente. E de tão recente que é, ainda não lhes permitiu aperceberem-se de que, naquele tempo, os soldados de Roma eram Legionários e não "Gverreiros", como eles parecem supor. Mas enfim, como a fantasia é deles…

E foi no delírio de mais uma fantasia que eles vieram a Guimarães.

Apesar de os Vimaranenses não apreciarem muito este tipo de palhaçadas, a verdade é que estamos quase no Carnaval e como bons anfitriões que sempre fomos, não poderíamos recusar-lhes essa fantasia tão pueril.

A bem da diplomacia internacional, foi com uma enorme condescendência que entramos nesta fantasia, fazendo a representação de uma aventura de Astérix e Obélix, com Júlio Mendes fantasiado de Abraracourcix (o Chefe da irredutível aldeia gaulesa), Rui Vitória de Panoramix (o Druída), Paulo Oliveira de Cétautomatix (o Ferreiro), Douglas de Obélix e Barrientos de Astérix.

Com o incentivo do Chefe da aldeia, a poção mágica do Druída, o volume de Obélix (que não deixava sequer muito espaço para as bolas poderem entrar), a argúcia de Astérix, a irredutibilidade de Cétautomatix e a abnegação e empenho de todos os restantes gauleses da aldeia, esta espécie de Romanos não teve a mais pequena hipótese, acabando por sucumbir tal como sempre acontecera nestas histórias escritas pelo saudoso René Goscinny.

Foi apenas mais uma aventura igual a tantas outras já vividas por estes irredutíveis gauleses, com os Romanos a serem derrotados e humilhados, vítimas da sua própria arrogância. Bem, igual igual, não foi, porque se tivesse sido, não poderia ficar para José Peseiro a interpretação do papel do bardo Assurancetourix, durante o banquete final. O que foi rigorosamente igual, foi o facto de ninguém querer mesmo ouvir aquilo que ele tinha para dizer. Tal como acontecia com o bardo, melhor teria feito José Peseiro, se tivesse ficado calado.

Menos bem terá corrido o regresso das hordas ao seu acampamento em terras do enclave. Eu deveria dizer "Legiões", é verdade, mas para isso era preciso que eles quisessem ser "Legionários". Como afirmam ser "Gverreiros"...

A aventura destes Marroquinos armados em Romanos, teve as suas particularidades, mas suponho que é mesmo assim.

Afinal, cada um manda na sua fantasia, não é verdade ?...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 22:41
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Domingo, 8 de Julho de 2012
Justiça pelas próprias mãos...

 

 

 

 

Não sei se a Justiça irá falhar, mas seguramente há-de tardar mais do que aquilo que todos nós gostaríamos.

Claro que, neste momento, questões mais prementes (e vitais) se levantam a esta nova Direcção, pelo que teremos de continuar a aguardar.

O caos em que Milo e os seus amigos deixaram o nosso clube, não tem permitido maiores veleidades a quem quer tirar o Vitória do lamaçal onde eles o colocaram.

E enquanto isso, lá continuam eles na maior e mais revoltante impunidade.

O processo que agora enfrentam em Tribunal, por crime de abuso de confiança fiscal, não dará seguramente em nada. Segundo os mais entendidos, a aceitação do PEC levará à anulação da acusação. Mais uma vez a culpa morrerá solteira...

A verdade é que, independentemente do desfecho que venha a ter este processo, nenhum de nós se esquecerá da promessa pública feita por Júlio Mendes na última Assembleia Geral, de que irá realizar uma auditoria logo que haja oportunidade,  e de que agirá criminalmente se se vierem a confirmar as suspeitas acerca das quais já só muito poucos têm dúvidas - a de que o clube foi literalmente saqueado.

Enquanto isso, resta-nos ir fazendo uma espécie de justiça pelas nossas próprias mãos.

Esta é a do Miguel Salazar... com apenas 4 lápis de cor...

 

Fernão Rinada



publicado por Miguel Salazar às 12:00
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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
a Sucessão...

A coroa emergiu finalmente do lamaçal onde a mantiveram durante tanto tempo.

Emergiu... e vai mudar de mãos...

No dia da Sucessão, ela poderá ir para as mãos daqueles que encaram de frente os seus desafios, e têm uma estratégia para o fazer, ou então poderá ir parar às mãos daqueles que, temerosos, se refugiam na segurança dos seus "bunkers" e que não fazem a mínima ideia do que haveriam de fazer com a coroa do Rei.

Cabe-nos a nós decidir para que mãos afinal ela irá.

Estou certo que o saberemos fazer em consciência... 

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no Depois Falamos)



publicado por Miguel Salazar às 21:55
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