Domingo, 13 de Janeiro de 2013
Dromedário em fuga...

Como habitualmente, o Miguel Salazar enviou-me mais um cartoon para que eu escrevesse o respectivo texto. Pena é que se tenha esquecido de explicar o seu sentido.

Especulemos então...

Trata-se claramente de um dromedário do enclave d'Além-Morreira, a avaliar pelos ferros que ostenta no quadril e na bossa, e ainda pela sua cara, que me parece tão familiar. Curiosas e enigmáticas são aquelas três ligaduras. Porque razão as tem? E quem o terá magoado?

Enquanto que a explicação não surgir, a nós resta-nos continuar a especular...

Será que as três ligaduras simbolizam a coça de 3 golos que ontem levaram do Manuel Machado, na Madeira, em jogo contra o Nacional?

Será que as três ligaduras simbolizam a monumental tareia de 3 golos com que foram despachados de Inglaterra pela segunda equipa dos nossos amigos de Manchester? Ou será que simbolizam a outra tareia, igualmente de 3 golos, que levaram dos "Diabos Vermelhos" em plena Pedreira?

Outra hipótese é que simbolizem a grandiosa coça, ainda de 3 golos, que em tão bom tempo levaram dos nossos companheiros romenos do Cluj.

Mas a verdade é que o significado poderá ser outro. As ligaduras podem simbolizar as dores d'alma dos marroquinos do enclave, pela sua própria realidade...

Não foram apenas 3, os pontos que foram capazes de trazer da Liga dos Campeões, de 18 possíveis?

Não são cerca de 3, as dezenas de milhar de sócios que os marroquinos conseguem meter na Pedreira, uma vez por ano... para apoiar o Benfica?

Não são pouco mais de 3, os milhares de adeptos que lá conseguem meter a cada quinze dias, para apoiar o seu próprio clube?

Não são também 3, as centenas que conseguem mobilizar para os jogos fora-do-enclave (quando têm transporte e bilhetes pagos, claro)?

Não são 3, as dezenas de sócios que acorrem às Assembleias Gerais do clube?

E não são também 3, os segundos que demoram para dar o dito por não dito, e faltar à palavra dada?

A última possibilidade que me ocorre é que se trate de uma visão do futuro, uma espécie de pas-déjá-vu.

É bem possível que seja uma imagem da debandada geral que irá ocorrer na próxima 4ª feira, logo a seguir à coça que vão levar no Dom Afonso Henriques, no jogo dos quartos-de-final da Taça de Portugal.

E nem irão estranhar assim tanto, pois o "três", para além de ser um número bem simpático e redondinho, é também um número com o qual estes marroquinos do enclave, pelas razões atrás expostas, já estão perfeitamente familiarizados...

 

José Rialto

 

NOTA FINAL:

Ficou intrigado com o lápis/borracha atrás da orelha do... coiso?

O lápis deve ser para poder assinar algum "Acordo de Cavalheiros" que possa surgir em qualquer altura.

Quanto à borracha, já todos sabemos... é para ser usada logo a seguir (3 segundos depois)...

 

(cartoon publicado no blogue Depois Falamos)



publicado por Miguel Salazar às 12:50
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
Operação "Rumo ao Jamor"...

 

 

 

 

Na véspera do início da “Operação Rumo ao Jamor”, o Major Machado deu a conhecer à sua Força Especial Victor, os pormenores dessa acção militar.

Julga-se que não tenha sido o próprio Major o autor da Ordem de Operações, uma vez que o texto parece ser demasiadamente simples. Outros são de opinião que possa ter sido escrita pelo 2ºCabo Silva, mas a objectividade da escrita, bem como a ausência dos “portantos” e dos “efectivamentes”, inviabilizam por completo essa possibilidade.

Poderá assim ficar por esclarecer quem foi o verdadeiro autor desta histórica Ordem de Operações, mas a verdade é que isso também não será o mais importante.

Independentemente de quem as escreveu, foram exactamente estas as palavras que então se ouviram da boca do Major Machado

 

 

 

 

“Camaradas,

O objectivo principal da operação "Rumo ao Jamor” é recuperar a taça que nos foi roubada em 1976, na zona das Antas, por um mercenário que se dava pelo nome de António Garrido, e que fazia parte de uma Guarda Pretoriana conhecida pelos “Apitos Dourados”, cuja principal missão sempre foi a de assegurar que todos os troféus pudessem ser distribuídos APENAS pelos poderes estarolas instalados no país.

Pelas informações que conseguimos obter, sabemos que a taça se encontra hoje muito mais a Sul, numa região conhecida por Jamor.

Sabemos ainda que, neste momento, decorre nessa região uma batalha entre uma unidade de “Águias Depenadas” (comandada pelo 1ºCabo Jesus), e outra de “Dragões Sem Chama” (sob o comando do Tenente Villas-Boas), cuja missão é também a de resgatar essa mesma taça que nos foi roubada há 35 anos.

A boa notícia é que apenas uma dessas unidades sobreviverá para se defender do nosso ataque. E a má notícia é que a unidade vencedora contará ainda com a ajuda da Guarda Pretoriana dos “Apitos Dourados”, composta pelos mercenários descendentes do de 1976, e que está devidamente instruída e treinada para impedir, a todo o custo, o êxito da nossa missão.

Não tenham ilusões. Será uma batalha duríssima, em terreno hostil, em que não encontraremos quaisquer forças neutras, e muito menos amigas.

Mas essa será apenas a segunda fase da nossa operação "Rumo ao Jamor”.

Antes, teremos ainda uma primeira fase, que terá lugar na margem direita do Mondego, em plena cidade de Coimbra, onde o inimigo terá posicionado a sua primeira linha de defesa.

Trata-se de uma força conjunta de tropas especiais chamada “Cabulões do Choupal”, que é composta por um efectivo de militares disfarçados de estudantes, e que está reforçada por mercenários dos “Apitos Dourados”. Esta força conjunta é comandada por um tal de Aspirante Morais, que acredita ser o próprio Ulisses, da Odisseia de Homero.

Também aqui deveremos esperar um ambiente hostil, que se agravará com acções paramilitares não convencionais que, como já é habitual, deverão incluir cargas policiais, injustificadas e indiscriminadas, sobre as forças de apoio que sempre acompanham as nossas missões.

Camaradas, não tenhamos ilusões, a nossa missão não é fácil, mas é a oportunidade que tão arduamente conquistamos para conseguirmos vingar os nossos camaradas caídos nas batalhas idas de 1942, ‘63, ‘76 e ‘88.

A operação "Rumo ao Jamor” é uma oportunidade única para os podermos vingar, e para recuperarmos a taça que já há muito deveria ser nossa.

Esta, é uma oportunidade que não poderemos enjeitar.

Camaradas, as gentes de Guimarães contam connosco !...”

 

Fernão Rinada

 

(cartoon publicado no Depois Falamos)




publicado por Miguel Salazar às 23:32
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
o Rei das Cambalhotas Invertidas...

Manuel Machado continua a ser o Rei das Cambalhotas. Depois de todas as reviravoltas que lhe garantiram este epíteto, eis que junta agora mais uma nova figura artística ao seu repertório – a cambalhota invertida. Esta nova cambalhota foi inicialmente testada, embora sem grande sucesso, com o Paços de Ferreira, e posteriormente foi já efectuada, em todo o seu esplendor, nos jogos com o Beira-Mar, Sporting de Braga e Naval 1º de Maio, em que acabamos por perder, depois de ter estado inicialmente (em todos eles) na frente do marcador. Instado a pronunciar-se sobre este novo salto acrobático, o treinador do Vitória explicou assim a razão de ser desta sua opção.

 

Manuel MachadoDe alguma maneira, os indefectíveis apoiantes desta casa apresentavam já níveis demasiado altos de saturação, no que aos processos de salto acrobático de reversão de resultados desfavoráveis a esta agremiação desportiva dizem respeito.

José Rialto – Desculpe, Professor. Quer o senhor dizer que os sócios do Vitória já estavam fartos dos seus saltos mortais?

MM – Sim, de algum modo. E por esse motivo optamos pela introdução de princípios que levassem à execução de movimentos semelhantes, mas numa perspectiva que permitisse, de forma mais consubstanciada, a obtenção de um efeito inovador nestes saltos acrobáticos que viesse a revitalizar, de algum modo, o interesse e o ânimo da massa associativa desta casa. Foi nesta perspectiva que resolvemos proceder à revisão destes processos, atalhando o caminho da felicidade e da satisfação da massa associativa, com a introdução do salto mortal invertido, à retaguarda…

JR – Agora perdi-me um pouco. O Manuel Machado quer dizer que terá então substituído a cambalhota para a frente, pela cambalhota… para trás?

MM – Mas porque é que você está sempre a repetir o que eu digo? Acha que as pessoas não conseguem compreender-me?

JR – Não, não, Professor. Eu, às vezes, é que tenho alguma dificuldade em acompanhar o seu discurso.

MM – Você, de alguma maneira, parece-me ser mais um daqueles profissionais da Comunicação Social que vem para aqui com a camisola vestida…

JR – De maneira nenhuma, Professor. Eu tenho realmente algumas dificuldades… Mas voltando ao nosso tema: acha mesmo que os vitorianos serão mais felizes desta forma, levando em linha de conta que esta novo tipo de cambalhotas implica a perda dos jogos?

MM – Essa sua questão vem sublimar a problemática concernente à questão dos jogos-treino. Nós sentimos a necessidade de fazer, de alguma maneira, a contenção do esforço na dose certa, nestes jogos menos importantes que são os da Liga e da Taça da Liga. Apesar de termos consciência de que nesta casa a massa adepta não gosta de acrescentar derrotas ao seu historial, temos de dar continuidade àquela que consideramos ser, nesta época, a maior prioridade para esta agremiação desportiva que é o Vitória – a Liga do Futuro!

JR – A Liga do Futuro???

MM – Sim! Com base nos pressupostos em que assenta esta nossa nova estratégia, demos início a este plano de poupança, que já nos permitiu averbar um historial de sucesso, e que culminou na vitória histórica em Matosinhos, frente ao Leixões, na mais recente partida desta Liga do Futuro… Por vezes, é necessário saber dar dois passos atrás para depois se poder dar o passo em frente, rumo à conquista daquele que esta época é o maior desiderato desta colectividade - vencer a Liga do Futuro...

José Rialto




publicado por Miguel Salazar às 12:53
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010
o Rei das Cambalhotas...

Mais uma vez o Vitória conseguiu dar a volta a um resultado desfavorável.

Foi assim nos jogos com o Nacional e o Sporting, foi assim contra o Sporting de Braga e voltou a ser assim agora com o Portimonense.

Manuel Machado é, hoje em dia, o Rei das Cambalhotas.

Enquanto isso, a equipa não deslumbra, mas tem sido eficaz e, acima de tudo, tem sido... infalível.

Manuel Machado avisou, dizendo que o Vitória teria de passar a ser mais pragmático, abdicando do futebol espectáculo.

A verdade é que os resultados foram aparecendo: tiramos ao FCPorto os únicos dois pontos que até agora perdeu, vencemos o Benfica e o Sporting, o Nacional e o Sporting de Braga, mantemos a segunda posição na Liga e já ultrapassamos duas eliminatórias da Taça de Portugal.

Para já temos os resultados, e o espectáculo há-de vir oportunamente.

Se Manuel Machado e a equipa precisam de tempo, vamos ter mesmo de esperar.

Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, continuando os resultados a aparecer desta maneira, até nem vai custar assim tanto esperar pelas boas exibições, pois não?

E assim sendo, resta-nos aceitar com um sorriso as cambalhotas que Manuel Machado tanto parece apreciar.

Para terminar, apenas um apelo...

Ó Manel, a gente aguenta firme, mas precisas mesmo de esperar pelos 89’, como no jogo de Domingo?

É que não há coração que aguente…

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no Depois Falamos , n'O Último Clandestino e na Guimarães TV)

 



publicado por Miguel Salazar às 00:08
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Sábado, 9 de Outubro de 2010
Dom Quixote de la Mancha...

No início do século XVII, o castelhano Miguel de Cervantes Saavedra escreveu aquela que é hoje considerada como sendo a sua obra mais emblemática, com o título original de El ingenioso hidalgo don Quixote de la Mancha.

Don Quijote de la Mancha, como se tornou mais célebre, era ainda conhecido pelo Cavaleiro da Triste Figura.

 

O protagonista desta história é Dom Quixote, um pequeno fidalgo castelhano que perdeu a sua sanidade mental depois de ter lido demasiados romances de cavalaria.

A partir de determinada altura, a sua insanidade acabou por o levar a convencer-se de que seria mesmo um dos heróis desses romances épicos de que tanto gostava.

Dom Quixote, tinha como seu fiel amigo e companheiro, Sancho Panza, que é definido por Miguel de Cervantes como sendo um “homem de bem, mas de pouco sal na moleirinha”.

Dom Quixote, sempre acompanhado pelo seu escudeiro, resolveu então partir à aventura, enfrentando inimigos que apenas existiam na sua imaginação perturbada.

Apesar de se tratar de meros moinhos de vento, Dom Quixote conseguia ver em cada um os seus rivais e inimigos, numa enorme e permanente alucinação.

 

Desde então, e até aos dias de hoje, muitas representações já foram feitas a partir da história de Dom Quixote e Sancho Pança.

As mais recentes, em Portugal, tiveram as suas estreias em Guimarães, no estádio Dom Afonso Henriques.

A primeira esteve a cargo de uma companhia de teatro de Lisboa, e teve como principais protagonistas dois artistas muito engraçados – Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus.

Neste último fim-de-semana, foi a vez de uma outra companhia (esta do Porto) apresentar nos principais papéis, Jorge Nuno Pinto da Costa e André Villas-Boas, o primeiro já há muito reconhecido como sendo um dos maiores talentos da “stand-up comedy” nacional, e o segundo que surge agora como uma enorme revelação – um verdadeiro talento emergente.

Uma característica comum a estes quatro artistas é o empenho e a dedicação que cada um tem posto nas suas representações. Uma outra, é a predilecção de todos pelo papel de Dom Quixote, o que tem feito com que se tenham revezado na interpretação do Cavaleiro da Triste Figura.

As apresentações das duas companhias de teatro foram de elevadíssima qualidade, o que não tem permitido que haja um verdadeiro consenso sobre qual das duas terá sido a melhor e mais bem conseguida.

Não há consenso sobre a melhor apresentação, nem tão pouco sobre o melhor artista.

Sendo a alucinação e o afastamento da realidade, a principal característica da personagem de Dom Quixote, não é possível apontar qual dos quatro tem sido o melhor actor, dada a excelência do desempenho de cada um.

O problema mais preocupante é que, em todos os casos, os artistas nunca mais conseguiram deixar de representar o papel de Dom Quixote, desde que o mesmo lhes coube em cena.

Aquilo que hoje mais se teme é que a experiência da interiorização da personagem tenha sido tão intensa que, tal como Dom Quixote, já não sejam capazes de distinguir mais aquilo que é a realidade daquilo que é apenas ficção…

 

E depois, no meio de todo este cenário quixotesco, continua impávido e sereno o nosso Manuel Machado que, ignorando os quatro Cavaleiros das Tristes Figuras, lá vai levando a água ao seu moinho...

 

José Rialto

 

post scriptum

Moinho que, sendo o nosso, cada vez assusta mais estes Cavaleiros das Tristes Figuras !

 

(cartoon publicado no Dom Afonso Henriques e no Depois Falamos)

 



publicado por Miguel Salazar às 01:13
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Sábado, 7 de Janeiro de 1978
Todas as caricaturas de Manuel Machado...

Manuel Machado foi treinador de andebol de várias equipas, entre as quais se destacam as da selecção de Promessas da Associação de Andebol de Braga, e as de Desportivo de Portugal e Xico d´Holanda.

Em futebol, foi treinador do Vitória, e ainda de Vila Real, Fafe, Moreirense, Nacional, Académica de Coimbra e Sporting de Braga.

Para ver todas as caricaturas deste treinador, incluindo as colectivas, seleccione o seu nome no final da linha de "tags" deste artigo...



publicado por Miguel Salazar às 17:27
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