19 comentários:
De Amadeu a 26 de Março de 2012 às 22:52
José Rialto,

Se a lista A ganhar, "...vai mudar de mãos.."? Não me parece.

A sua opção está do lado do Milo, o que para mim é um contra-senso. A lista A, 1º confiava no cumprimento da palavra de EMS para liquidar os salários e em menos de uma semana, o que mudou?

De onde vem o dinheiro? Em troca de quê? Acções para credores?

Cabe-nos a nós decidir, mas convém abrir os olhos.

Vitória dos Sócios.


De Miguel Salazar a 27 de Março de 2012 às 18:32
O Amadeu não tem obviamente a obrigação de me conhecer.
Ou melhor, não teria se não tivesse vindo aqui (ao meu blogue) deixar o seu comentário, porque a partir do momento que o fez, poderia (e deveria) ter procurado um pouco para perceber aquilo que eu penso sobre a vida do nosso clube.
Se o tivesse feito, saberia que sou um crítico da gestão de Emílio Macedo da Silva, desde o início da época de 2008/2009.
Se um dia quiser ter a maçada de procurar aquilo que eu já desenhei e escrevi a esse respeito, seleccione a “tag” “emílio macedo” e poderá ficar um pouco mais esclarecido sobre o assunto.
Pode ser que nessa altura consiga perceber a enorme injustiça que acaba de cometer, ao vir ao meu blogue insinuar que eu possa de algum modo estar com Emílio Macedo da Silva ou com aquilo que ele representa.
Se outra prova não existissse, o facto de eu o ter caracterizado da maneira que pode ver neste cartoon, poderia dar-lhe uma pista…

Quanto ao dinheiro para pagar os salários, julgo que o Amadeu deveria ter ficado satisfeito, como eu fiquei, em saber que, no caso de serem eleitos, irão resolver de imediato os problemas mais prementes do clube e que podem já hoje, e a todo o momento, provocar a debandada geral do plantel, por justa causa.
A única coisa que me surpreende é que Júlio Mendes tivesse precisado de tanto tempo para perceber que EMdS “apenas” não irá cumprir mais uma das suas inúmeras promessas.
Quanto à origem desse dinheiro, eu não sei, mas também não sei donde virão os milhões de Pinto Brasil.
No entanto, Amadeu, concordo consigo quanto à importância de se saber de onde ele vem… um e outro…


De Amadeu a 28 de Março de 2012 às 11:00
Estou tão desiludido com as pessoas, que tenho procurado evitar expressar o que sinto, porque corro o risco de ser desagradável e para alguém que julgava que conhecia e apreciava, porque me identificava com, apenas por aqui, pelo seu blogue e, por isso mesmo via que em relação ao VSC, coincidia com a minha opinião/visão.

Ainda agora, quando vinha aqui responder-lhe, leio algo de F.Rinada, que é do mais falacioso e tendencioso. Lembro apenas além de JM, mais elementos suspeitos da direção demissionária.

Por achar que o Miguel Salazar tinha precisamente a mesma má opinião sobre a gestão de EMS e por pensar que não é pessoa ingénua, não entendo como é possivel defender a lista A, que em tudo evidencia a continuidade de EMS.

Lembro as primeiras incursões sobre a SAD, iniciada por L.Baltar, João Cardoso, depois a receptividade de EMS e termino com estas palavras do pretérito dia 07 de Janeiro deste ano (sim, ainda não fez 3 meses...):

"Agora dar o dito por não dito, tentar meter a SAD num "pacote" mais amplo em futura assembleia geral ou encostarem os sócios à parede com uma ameaça sádica tipo "ou SAD ou o descalabro" é que é totalmente inaceitável.
Porque configura aquilo a que se pode chamar uma "golpada".
E a isso todos os vitorianos serão chamados a opor-se."

Custa-me ver alguém com aquilo que tem vindo a demonstrar ser, não ver de onde vem esta ideia de SAD e allinhar numa reviravolta como uma qualquer Palmira deste burgo, onde tudo é desculpável, tudo é flexivel e ajustável.

É possivel o Vitória do Sócios e não é para passar um pano na pintura que EMS "borrou".


De Miguel Salazar a 28 de Março de 2012 às 23:10
Não recordo, quais foram as minhas palavras sobre esse assunto, mas poderiam bem ter sido essas, porque de facto elas traduzem o meu pensamento de então (e o de hoje). De facto, não era lícito que a Direcção do Vitória viesse, um dia, a colocar-nos entre a espada e a parede, obrigando-nos a optar entre a SAD e o fim do clube.
Disse… e mantenho.
E mantenho porque a situação actual, de inevitabilidade da formação de uma SAD, surgiu há relativamente pouco tempo.
A Direcção de EMdS sabia bem que a SAD não foi sempre a única solução para a viabilidade do clube. Sabia que as finanças do Vitória eram muito mais graves do que aquilo que nos diziam. E sabia também que os vitorianos nunca aceitariam a SAD, se houvesse outra solução para salvar o Vitória. Ora, para que essa inevitabilidade fosse atingida, bastaria “apenas” deixar a situação degradar-se mais um pouco (coisa que não lhes deve ter sido muito difícil, uma vez que de vitoriano têm muito pouco). O objectivo seria o de deixar aproximar, o máximo possível, a data limite de inscrição no campeonato da próxima época, e depois confrontar os sócios com o abismo financeiro e o fantasma da não participação na Liga 2012/2013. Quanto menor fosse o tempo restante, maior seria a pressão sobre a massa associativa, para que se aceitasse a SAD. Instituída a SAD, resolvia-se o problema da injecção de capital, e ainda se conseguiria colocar um dos habilidosos na sua liderança.
Entretanto, a estratégia da Direcção passava por ir preparando o caminho, encenando umas conferências sobre modelos de gestão desportiva, mas em que apenas seriam ouvidos os argumentos dos defensores das SAD. Esquecerem-se de convidar alguém que pudesse fazer o contraditório, enumerando as desvantagens das SAD e apontando outras soluções, foi apenas mais uma habilidade para que a Direcção lograsse os seus intentos.
Foi contra tudo isto que me insurgi, contra esta falta de honestidade intelectual.
Insurgi-me… e mantenho.

Em relação à posição de Luís Cirilo, a situação é bem diferente. Diferente porque ele, tal como nós, não era conhecedor da verdadeira situação financeira do Vitória. Naquela altura, todos nós acreditávamos que havia alternativas à SAD. E a diferença é essa: é que uns conheciam a realidade e subverteram-na, e nós acreditamos. Uns conheciam a realidade e nós não.
Por isso, na altura, nem LC nem eu (tal como muitos outros) éramos a favor da criação de uma SAD. E aquilo que eu então disse é que gostaria de ver a questão discutida (o que pressupunha ouvir os dois lados) para que pudesse formar a minha opinião. Sempre fui muito reticente em relação às SAD, e continuo a ser.
Mas tudo se torna infelizmente muito simples quando não há alternativa… como hoje já não há.
E por isso é que o Amadeu acha que eu mudei de opinião.

Quanto a passar um pano na pintura que o Milo “borrou”, acredite (se quiser) que eu serei o último a querer fazê-lo…

Nota final:
A Drª Palmira Guimarães é uma pessoa responsável, educada e, que eu saiba, nunca faltou ao respeito a ninguém. Tratá-la como uma “qualquer Palmira”, não lhe fica bem, e coloca-o ao nível de Pinto Brasil, nas suas mais recentes e tristes declarações…


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