
Dom Fernando tinha confiado a Dom Pedro o Pinto a missão de ficar vigilante, na torre altaneira do Castelo, e ele cumpriu-a escrupulosamente. Foi imperial. Imperial a vigiar, e imperial a ajudar na defesa da cidade.
Mas que não se pense que os açores foram fáceis de abater. Apesar de desta vez não terem podido contar com ajudas extra, a verdade é que complicaram, e muito, a vida dos Conquistadores. E assim valorizaram ainda mais o feito do Castelão e dos seus homens.
E o que se poderá dizer acerca do Povo? Por muito encómios que se teçam acerca do seu exemplar comportamento, há-de sempre soar a pouco. Nunca tal se tinha visto em relação ao Castelão. O Povo uniu-se, organizou-se e foi fundamental na defesa da cidade. Os cânticos que entoaram chegaram a ser ensurdecedores. Mais de mil gargantas cantaram em uníssono...
“Ouçam bem a força da nossa voz,
o Vitória somos nós, até morrer...”
Não era possível ficar indiferente àquele ambiente. Nem os Conquistadores poderiam deixar de se sentir apoiados e acarinhados, nem os açores poderiam ignorar e não “sentir (e temer) a força” do seu adversário.
Foi realmente impressionante...
Na parte sul da cidade, a época de caça ao açor continuava aberta. Don Isma la Torre atravessava a correr a Praça de Santiago, perseguindo um deles, acabando por o trespassar com a sua lança. O açor ficou cravado numa das janelas da antiga Casa do Castelão, e com isto perdeu finalmente o seu ovo. De entre as arcadas surgiu então uma mão providencial que assim evitou que ele se despedaçasse nas lajes de pedra da Praça.
Com o terceiro ovo (que na realidade era o nº 5), os Conquistadores ganharam o direito de combater os Mouros do Bairro de Benfica, nas Batalhas Finais.
Os açores bem tentaram levar a melhor, mas quarta-feira não era mesmo o dia deles.
Quarta-feira era (e foi) dia para Dom Fernando escrever mais uma página dourada da História da cidade.
Uma página que é apenas a mais recente, e não necessariamente a última desta época.
Afinal, o livro ainda não se fechou, pois não?...
José Rialto
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