Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
A poeirada...

António Duarte tentava, pela enésima vez, convencer Luís Cirilo da incomparável grandeza do seu clube.

Para isso, e desta feita, tinha-o convidado para uma visita ao Municipal da Pedreira.

Durante a travessia do deserto de Marrocos (que envolve todo o estádio), António fez mais uma das suas longuíssimas e tão cansativas dissertações, desta vez sobre os motivos pelos quais estava “altamente” convencido de que o seu Braga era já um líder nacional em vários aspectos, nomeadamente em segurança e em propaganda.

Na altura em que entravam nas bancadas do estádio, dizia o inefável António...

 

António Duarte - É como te digo, Luís, o Sporting Clube de Braga tem uma gestão de to-po, do século XXI, como não há igual em Portugal.

Luís Cirilo - Ai sim?... (disse, condescendente)

AD - Nós temos de ser sérios e afrontar os problemas do futebol português, que está in-qui-na-do e altamente contaminado. A segurança é um deles, e o Sporting Clube de Braga desenvolveu um sistema al-ta-men-te ino-vador, sem par em Portugal, e julgo que também no resto do Mundo. O Sporting Clube de Braga tem uma assistência aos jogos que são já a inveja do próprio Vitória, com uma média de do-ze mil por jo-go

LC - Mas ,ó António,o Vitória tem assistências médias acima dos 15 mil…

AD - Pois… somos poucos, mas bons. Mas olha que é muito importante sermos menos de quinze mil porque só assim vamos conseguir metê-los a to-dos, nesta bancada…

LC - É como eu digo:fizeram uma bancada a mais!

AD - Mas aí é que está o nosso projecto al-ta-men-te re-vo-lu-cio-nário!

LC - (surpreendido)

AD - Vamos lá a ver. Portanto, ao libertarmos aquela bancada inteira para os adeptos adversários, separámo-los completamente dos nossos. Ficam afastados, uns dos outros, quase 100 metros. Isto, em termos de segurança, é bri-lhan-te.

LC - (cada vez mais surpreendido)

AD - E depois, a partir daí, é que entra a nossa propaganda, em que também vamos passar a ser lí-deres. Vamos poder mostrar que sempre que aquela bancada não encher, isso se deve apenas ao facto de o visitante não ter, nem de perto nem de longe, o apoio que tem o Sporting Clube de Braga. A comparação será evidente e es-ma-ga-dora. É só olhar para uma e para outra.

LC - Ó António,mas isso não é comparável. Do meu ponto de vista, é evidente que não é correcto comparar o acompanhamento dos adeptos a uma equipa em casa, ou fora…

AD - Claro que não, por isso é que é pro-pa-gan-da. Senão era “marketing”. De qualquer maneira, também vamos usar esse argumento, mas só quando jogarmos fora… E mais, para disfarçar as clareiras que mesmo assim vão ficar nesta bancada,…

LC - Pois é,porque a verdade é que vocês nem uma conseguem encher…

AD - … vamos plantar para aqui umas árvores…

LC - Cactos ,com certeza…

AD - Cactos???

LC - É evidente! Numa bancada deserta,o que é que querias plantar? Eucaliptos ,não?...

AD - Pois… E assim, esta bancada vai ficar com-ple-ta-men-te cheia. Pelo menos vai parecer! Vamos chamar a esta bancada o Oásis da Pedreira. É assim, Luís! O Sporting Clube de Braga, com estes “acrescentes” em segurança e propaganda, catapulta-se para a vanguarda do futebol português. Depois, é só encomendar mais umas notícias para publicar na capa d'O Jogo e eu mostrar no A Bola é Redonda...

 

E, passando de imediato ao contra-ataque…

 

AD - E o Vitória, o que é que faz? Vá lá, diz!

LC - Nesta matéria,importa dizê-lo,nós preferimos “plantar” sócios. Enchemos as bancadas através da venda de lugares anuais ,percebes? Assim ,o estádio fica realmente mais cheio ,e sempre se ganha mais uns dinheiritos. Não vamos é conseguir ganhar prémios da Quercus… Mas esses ficam para vocês ,para juntarem aos de arquitectura. Pena é que não tenham tantos prémios assim naquilo que mais importa…

AD - Somos os maiores, Luís!

LC - Sejamos claros,António. Com essa estratégia vocês estão mesmo é a atirar poeira para os olhos dos sócios.

AD - Não é poeira, Luís. É pro-pa-gan-da!... (disse, em tom imperial)

 

Abandonavam agora o estádio, e António dizia com um gesto largo, como se estivesse a ler numa placa…

 

AD - Já estou a imaginar - António Duarte, Vice-Presidente do Sporting Clube de Bragap'rá Propaganda.

 

Ao atravessar de novo o deserto de Marrocos, de regresso a Guimarães (e portanto à Civilização), António vinha cheio de si, tão convencido estava de que era realmente o “maior”.

António corria (única maneira que tinha para conseguir acompanhar a passada bem mais larga do seu amigo), mas não pôde deixar de olhar para trás para contemplar, por uma última vez, aquele que acreditava mesmo ser o mais belo estádio do mundo – o da Câmara Municipal de Braga.

Foi então que António viu a enorme nuvem de poeira que entretanto se levantava à passagem de Luís Cirilo. Nessa altura, António perguntou (tão orgulhosa como ingenuamente), tal como um dia, na fábula, a formiga também tinha perguntado ao elefante:

 

AD - Ó Luís, tu já viste bem a po-ei-ra-da que nós vamos a fazer?...

 

José Rialto

 

(cartoon publicado no Depois Falamos, no Dom Afonso Henriques e no programa televisivo "A Bola é Redonda", do Porto Canal)




publicado por Miguel Salazar às 18:41
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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010
À conquista de Nordkapp...

Esta viagem é a concretização de um sonho antigo, de há muitos anos, partilhado por quatro amigos.

Com partida de Alcains (Carla e João) e de Guimarães (Andreia e Filipe), eles farão a mítica viagem até Nordkapp, o ponto mais a Norte do continente europeu.

No cartoon, a viagem até parece pequena, mas na verdade serão 11.039 km, que demorarão 22 longos dias a percorrer.

A preparação cuidada desta viagem já começou há muito tempo.

E os seus preparativos estão a ser registados num blogue que os quatro criaram para o efeito (Cabo Norte - Nordkapp 2010).

O entusiasmo que transparece das suas descrições é absolutamente contagiante (até para mim que nunca tive uma moto).

A aventura terá o seu início a 28 de Maio.

Boa viagem, meus caros !  Esperaremos ansiosos pelos vossos relatos...

 

(cartoon publicado no Cabo Norte - Nordkapp 2010)



publicado por Miguel Salazar às 22:01
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010
a Hora da Verdade...

Apesar de ainda não ter obra feita, Manuel Pinto Brasil (MPB) tem a incomparável vantagem, sobre o seu oponente, de ainda não se lhe conhecer qualquer obra desfeita.

Ao contrário da lista B, em que apenas Emílio Macedo da Silva (EMS) parece ter direito a voz activa, a lista A vale pelo seu todo. E é aqui que reside uma das grandes diferenças entre as duas listas.

E a diferença é tão gritante que EMS não teve outra solução que não fosse a de evitar a todo o custo qualquer debate entre os Vice-Presidentes de ambas as listas. Se aceitasse esse desafio, as suas consequências seriam avassaladoras e deitariam por terra as poucas possibilidades que ainda parecem restar à lista B.

 

Luís Cirilo é o Vice-Presidente para o futebol, e será com toda a certeza uma das apostas mais seguras desta lista. Homem esclarecido, de fortes convicções, vitoriano de alma e coração, comprometido com toda a massa associativa pelos inúmeros artigos de opinião que tem publicado, tanto na blogosfera como na imprensa escrita. Eloquente no seu discurso, será com toda a certeza a face mais visível desta Direcção. Luís Cirilo será sempre um garante da defesa da honra do clube e da sua massa associativa. Com Luís Cirilo, estou realmente convencido que o lamentável episódio do estádio do Dragão até poderia voltar a repetir-se, mas não voltaria com toda a certeza a ficar sem resposta.

 

Luís Alves foi o homem escolhido para Vice-Presidente para a área financeira. Um homem que tem o discurso convincente de quem sabe aquilo que está a dizer e a fazer. Luís Alves dá mostras de ser conhecedor da realidade financeira do clube, embora apenas daquela que lhe é permitida saber pela actual Direcção do Vitória. É lamentável que não seja possível ouvir a sua análise global, mas essa responsabilidade terá de ser totalmente imputada a EMS. Também ele eloquente na forma como aponta as medidas que deverão ser implementadas para ultrapassar a débil situação financeira do clube, Luís Alves parece ser o homem certo no lugar certo.

 

Para Presidente da Assembleia Geral, foi escolhida uma personalidade consensual. Já com alguma experiência directiva, apesar de ser relativa a um clube de incomparável menor dimensão, o Padre Antunes parece ser uma excelente aposta para se conseguir dignificar as Assembleias Gerais do Vitória, sempre tão polémicas e agitadas.

 

 

E então, afinal, quais são as opções que estão em jogo, agora que está tão próxima a hora da verdade?


De um lado, temos a figura autocrática de EMS, o paradigma do eucalipto que tudo seca em seu redor, para quem a restante equipa directiva se esgota no seu efeito decorativo, e de quem me dispensarei de fazer mais quaisquer considerações (ler o artigo "Coroa de glória ou de espinhos").

 

Do outro lado temos a lista A, uma equipa na verdadeira acepção do termo, em que cada elemento já deu mostras de estar consciente de ser "apenas" uma peça de uma complexa engrenagem, que necessitará que todos cumpram com rigor o seu papel para que ela possa funcionar em toda a sua plenitude.

A ideia com que se fica, no fim desta campanha, é a de que, com a lista A, estamos perante uma equipa esclarecida, conhecedora da realidade e com ideias muito concretas das soluções necessárias para a enfrentar e ultrapassar a débil situação financeira em que EMS deixa o Vitória no fim deste seu mandato. Com a lista A, temos a esperança de que o Vitória possa finalmente ser lançado no patamar que é seu por direito próprio e que há muito faz por merecer através da enorme dedicação, de uma massa associativa e de toda uma cidade, sem par no panorama desportivo e social nacional.

Esta lista é acusada, pelos seus detractores, de não ter experiência nem tão pouco obra feita.

É verdade, mas como poderia ela ter? Será possível mostrar resultados antes mesmo de se começar a trabalhar? Obviamente que não. No entanto, já mostraram que estudaram a situação do clube e até já têm uma visão concreta e uma estratégia montada, muito bem corporizada num programa eleitoral realista e responsável, e que tem sido explicado à exaustão a quem quer ser elucidado, comparecendo às inúmeras sessões de esclarecimento realizadas nesta últimas semanas..

Não merecerá esta lista, o mesmo voto de confiança e de esperança que esses mesmos detractores deram a EMS quando há 3 anos se candidatou às eleições, também ele na altura sem obra feita no Vitória?

Qual era o trabalho então apresentado por EMS?

Aquilo que EMS pediu nessa altura, foi exactamente o mesmo que MPB pede agora, mas com a incomparável vantagem de alicerçar as sua pretensões num projecto bem mais credível.

Nestas eleições, aquilo que está em causa não é trocar o certo pelo incerto, como alguns fazem questão de alegar, os mesmos que não têm outro argumento para apresentar que não seja a experiência de 3 anos de EMS, uma experiência com muitos êxitos desportivos, é verdade, mas também recheada de desconsiderações e desrespeito pela massa associativa, por falsas ilusões e até mesmo por mentiras.

Aquilo que realmente está em causa não é trocar o certo pelo incerto, mas sim trocar o errado pelo incerto, mas por um incerto repleto de sinais e evidências que nos fazem ter esperança num futuro bem melhor.

 

Apesar de MPB não ter exactamente o perfil que eu gostaria de ver num Presidente do Vitória, a verdade é que se lhe devem reconhecer dois méritos: a coragem de se apresentar a votos, e o engenho que teve de se fazer rodear de um elenco directivo de verdadeiros vitorianos (sem outras paixões clubísticas, nacionais), que poderá muito bem ser a alma daquilo que há tanto tempo sonhamos para o nosso clube.

 

É essa a minha convicção.

É por isso que, no dia 20, eu votarei na lista A...


José Rialto

 

(cartoon publicado no Dom Afonso Henriques e no Depois Falamos)



publicado por Miguel Salazar às 00:48
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Domingo, 17 de Maio de 2009
Centenária...

 

 

 

A minha avó Guida faz hoje a bonita conta de 100 anos de idade.

Não é todos os dias... 

Este é um esboço de uma caricatura da minha avó Guida, tal como ela estava no dia do meu casamento, em 1987, quase com 78 anos...

(caricatura desenhada em 1990)



publicado por Miguel Salazar às 00:00
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Terça-feira, 5 de Dezembro de 2006
Nuno Salazar (2)...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caricatura do meu filho Nuno, representando a equipa júnior de râguebi do CDUP.

Antes de chegar ao CDUP, o Nuno também praticou basquetebol no Desportivo de Leça, e Karaté na Junta de Freguesia da Senhora da Hora...

Durante a sua licenciatura em Medicina Dentária, há-de defender as cores da CESPU, em basquetebol.

Em Novembro de 2013, entra para a equipa de Sevens (râguebi) do Sport Club do Porto...



publicado por Miguel Salazar às 22:24
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Sábado, 15 de Maio de 2004
Boina azul...

 

Esta auto-caricatura refere-se ao ano de 1996, e à missão que cumpri em Angola, ao serviço das Nações Unidas.

Tratou-se de uma missão de três meses, como oficial médico da CLog6 (Companhia de Logística nº6), no âmbito da UNAVEM III (United Nations for Angola Verification Mission).

A CLog6 tinha a sua base na cidade do Huambo, com destacamentos em Viana (nos arredores de Luanda) e no Lobito.

 



publicado por Miguel Salazar às 21:21
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Sábado, 25 de Maio de 2002
Bisavôs Freitas...

Os meus bisavôs, pais da minha avó Guida - José de Freitas Guimarães e Maria da Conceição Teixeira de Aguiar Freitas...



publicado por Miguel Salazar às 20:51
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Sexta-feira, 17 de Maio de 2002
A minha avó Guida...

A caricatura que agora publico é da minha avó Guida, quando ainda era uma jovem...

 



publicado por Miguel Salazar às 00:01
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Sábado, 11 de Maio de 2002
Joaquim Salazar (2)...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta é mais uma caricatura feita em tons que eu pretendia que recordassem as fotografias antigas.

Desta vez, o caricaturado é o meu pai, quando era ainda um jovem estudante...



publicado por Miguel Salazar às 12:52
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Domingo, 5 de Maio de 2002
Avelino Meireles (2)...

 

O meu sogro, Avelino Lapa de Oliveira Meireles, nos seus tempos de mocidade...



publicado por Miguel Salazar às 21:41
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Quarta-feira, 30 de Junho de 1999
Nuno Salazar (1)...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Sou um rapaz, tenho 1,50m de altura, 45kg de peso, olhos grandes e castanhos, sobrancelhas espessas, cabelo liso castanho, com rêpa, e já tenho o bigode a crescer"

Era assim que o Nuno se descrevia em 1999, quando tinha 11 anos e concluía o 6º ano de Escolaridade, no Colégio Luso-Francês (Porto).

A caricatura foi feita para o seu Livro de Curso...




publicado por Miguel Salazar às 16:15
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Quinta-feira, 13 de Maio de 1999
A subida ao Pico...

Durante os dois meses que estivemos na Zona Militar dos Açores (ZMA), integrados no destacamento do Centro de Classificação e Selecção do Porto (CCSP), houve necessidade de fazer algumas inspecções domiciárias a mancebos que, por apresentarem limitações várias, estavam incapacitados de se deslocar aos centros onde decorriam as respectivas inspecções (Ponta Delgada e Angra do Heroísmo).

Em meados de Maio, uma pequena equipa constituída pelo Tenente-Coronel PQ Festas Esteves (Comandante do Destacamento), por mim próprio (Tenente Médico) e pelo Tenente Albuquerque, deslocou-se às ilhas do Faial e do Pico, com a missão de fazer algumas dessas inspecções domiciliárias.

À equipa, juntou-se mais tarde o Major Leite.

Ao fim da tarde do dia 13 de Maio, subimos ao ponto mais alto de Portugal - o Pico. Ultrapassamos o espesso manto de nuvens que nos acompanhou durante a maior parte da subida, e pudemos assim ver o primeiro cenário deslumbrante - um "chão de nuvens" que antes só tinha visto no pico do Arieiro, na Madeira.

Às três horas de subida, alcançamos o topo, mesmo a tempo de ver um pôr-do-sol absolutamente inesquecível, e de brindarmos com champagne Moët & Chandon, expressamente comprado para esse efeito.

A noite que passamos no topo do Pico terá sido com certeza a minha pior experiência em termos de rigor do clima. Imagine-se o que foi passar uma noite, ao relento e ao vento, 2351 metros acima do nível do mar, no meio do Oceano Atlântico, num dia de Maio, enfiados num buraco no meio de um solo rochoso e agressivo. Foi indescritível. Nunca na minha vida tive tanto frio como naquela noite. O frio era tanto, tremíamos tanto, que metade do champagne se perdeu no meio daquelas rochas vulcânicas.

Mas essa noite reservou-nos muito mais do que apenas sofrimento. Proporcionou-nos outras memórias que jamais esqueceremos.

A noite era escura, e podíamos ver os pontos luminosos da cidade da Horta, no Faial, ou da vila das Velas, mesmo ao nosso lado na ilha de São Jorge.

Vimos um céu tão estrelado como eu nunca imaginei que ele pudesse ser.

E vimos o sol nascer, projectando a sombra do Pico ao longo do mar, mesmo à nossa frente.

Foi, de facto, uma experiência inesquecível, de sofrimento sim, mas principalmente de cenários absolutamente deslumbrantes.

Por isso, a subida ao Pico, foi uma das piores e uma das melhores experiências que tive até hoje...



publicado por Miguel Salazar às 18:39
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Domingo, 10 de Janeiro de 1993
Miguel Salazar...

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta foi a caricatura que desenhei para o meu Livro de Curso.

O seu significado está obviamente relacionado com a minha origem vimaranense. Numa postura semelhante à de Dom Afonso Henriques, empunhando o pincel e a paleta com as cores da faculdade que me formou (o Instituto de Ciências Biomédicas "Abel Salazar", no Porto). O curso de Medicina está ainda simbolizado pela serpente enrolada no pincel, pela bata e pelos livros que me sustentam...



publicado por Miguel Salazar às 13:35
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 1991
Prémio Francisco Zambujal (2)...

A cerimónia de atribuição dos prémios deste concurso da caricaturas e cartoons, decorreu na sede do jornal A BOLA, no início do mês de Janeiro de 1991.

 

 

Os premiados foram António Nunes (vencedor), António Martins (2º classificado) e Carlos Laranjeira (3º classificado), tendo sido ainda atribuídas três menções honrosas, uma das quais a mim.

 

A revista A BOLA magazine publicou uma separata com os melhores trabalhos postos a concurso. Dos dez trabalhos que apresentei, foram seleccionadas para esta separata, as caricaturas de Pimenta Machado e de Vítor Hugo.

 

 

Os trabalhos estiveram expostos no Palácio Atlântico, em Lisboa.

António Nunes foi caricaturista deste jornal durante os anos seguintes, até ao dia da sua trágica e prematura morte. O seu sucessor foi Ricardo Galvão, que curiosamente também tinha participado neste concurso. Carlos Laranjeira iniciou, nesta altura, a sua colaboração com o jornal Record.

(a caricatura de Vítor Hugo foi publicada no Hóquei-News)



publicado por Miguel Salazar às 15:16
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 1990
Carlos Manuel Salazar...

Carlos Manuel Salazar

O meu irmão mais velho, Carlos Manuel. Um grande Vitoriano...



publicado por Miguel Salazar às 18:32
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Sábado, 20 de Janeiro de 1990
Joaquim Salazar (1)...

 

 

Em 2007, António Gama Brandão, distinto médico Pediatra vimaranense, dedicou a meu pai, um capítulo do seu livro "Vultos e Questões", a que deu o título de "A exemplaridade de um Lion".

 

"O seu desígnio polar, no ingresso neste Movimento, era dar préstimo à Comunidade e cultivar a Amizade e não atingir objectivos pessoais. Generoso nas suas intervenções, demonstrando espírito de abnegação, deu mais do que aquilo que lhe solicitaram, escudando-se, porém, numa peculiar modéstia. Revelou uma indelével perseverança, sabendo que a inconstância é redutora e se opõe à germinação de sementes lançadas no húmus úbere."


"O Companheiro Joaquim Salazar jamais olvidou os valores e sentimentos que devem servir de orientação aos cidadãos, num ambiente de concórdia, compreensão e partilha, o que confere grandeza à vida, nobilitando-a. Num mundo em que o egotismo e a emulação ganham penetrantes raízes, este Companheiro regozijava-se com os êxitos de quem tinha mérito. Manteve ao longo da sua vida a honradez, a nobreza de carácter. Era educado, afável, cultor da verdade, da tolerância, do bom senso, da circunspecção, da lealdade e coerência. Sereno, prudente, ansiava criar vínculos de amizade entre os Lions, tentando dirimir conflitos com dignidade. Era um arauto da pacificação. Convicto estava que um ser humano necessita mais de modelos do que de concepções teóricas e excessivo sentido crítico, atendendo ao abismo que pode mediar entre a teoria e a prática. Defendia o apostolado do exemplo."


Era assim, que o Dr Gama Brandão falava do seu amigo... meu saudoso pai...

 



publicado por Miguel Salazar às 13:26
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Terça-feira, 10 de Maio de 1983
Marina e João Luís Salazar...

Esta caricatura, do meu irmão e da então sua namorada (minha futura cunhada), foi desenhada para o seu primeiro aniversário de namoro, numa altura em que ambos estavam na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a tirar o curso de Engenharia Electrotécnica...



publicado por Miguel Salazar às 16:24
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