Sexta-feira, 25 de Maio de 2018
Vítor Campelos...

20180524 Vítor Campelos.png



publicado por Miguel Salazar às 21:00
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2018
As Cláusulas e a Tatuagem...

20180404 Júlio Mendes.png 

Entusiasmado pela conversa da transparência que tinha andado a vender aos sócios não havia ainda muito tempo, Júlio Mendes perdera a cabeça e falava agora, pela 2ª vez em menos de 1 ano, às rádios locais. Era uma entrevista simultânea à Fundador e à São Teotónio. Tinha achado piada a esta coisa das entrevistas conjuntas.

Carlos Riacho – Presidente, pode explicar-nos por que motivo usa um emblema de...

Júlio Mendes nem o deixou terminar a pergunta...

JM – Evoco a Cláusula da Confidencialidade !  Lamento, Carlos, mas não posso responder à sua pergunta. Está a ver esta tatuagem ?  É como se fosse uma mordaça. Não posso falar.

Surpreendido pela interrupção e estupefacto com a argumentação, retorquiu...

CR – Confidencialidade ?  Sobre um emblema ?  Não acha um pouco exagerado ?

JM – Pois, se calhar deixei-me entusiasmar. Sabe, é uma coisa instintiva. Ficou-me da campanha.

Pedro Empenho – Quer então responder à pergunta ?

JM – Queria... mas não posso. Evoco a Cláusula... a Cláusula... deixe-me lá pensar... a Cláusula SOS !

PE – A Cláusula SOS ?  Mas que cláusula é essa ?

JM – É a cláusula que existe na minha imaginação e que eu posso evocar sempre que me sinto apertado com uma pergunta. Assim uma espécie de botão de pânico, está a ver ?

CR – Mas se eu nem cheguei a fazê-la... A pergunta é: por que razão usa o senhor um emblema de associado do Vitória de 25 anos, quando toda a gente sabe que apenas entrou para sócio para ser Vice-Presidente de Emílio Macedo da Silva, há pouco mais de 10 ?

JM – Ai era só isso ?  Pensei que era uma armadilha. Nesse caso, evoco a Cláusula... deixe ver... da Transparência !

CR e PE estavam já num estado de total desespero...

PE – Cláusula da Transparência ?!?!

Júlio Mendes assumiu uma postura majestática, quase imperial....

JM – Sim, é a cláusula que me dá o direito de responder, na defesa da minha honra e da do clube de que orgulhosamente eu sou o Presidente, ou Vice-Presidente, desde que sou sócio. JM já parecia Júlio César a dirigir-se ao Senado de Roma – Sim, porque eu sou... o Povo... a Bancada.

CR – E em relação ao emblema...

JM saiu então bruscamente daquele estado de quase-transe, descendo à Terra...

JM – Ah sim. Isso é muito simples. Não é um emblema de 25 anos. É um emblema de dois anos e meio, e esses já os tenho há muito tempo. Eu próprio mandei lá pôr uma vírgula... muito pequenina. Agora, se vocês não a conseguem ver, a culpa não é minha. Se tiverem aí uma lupa, tiramos já as dúvidas. Eu não ando aqui para enganar ninguém...



publicado por Miguel Salazar às 20:12
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Sexta-feira, 23 de Março de 2018
ÚLTIMA HORA (4)...



publicado por Miguel Salazar às 21:00
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A "Guerra das Comissões" (10)...

8 Guerra das Comissões.png

Finalmente, os mais improváveis de todos os apoiantes de ambas as listas...

 



publicado por Miguel Salazar às 12:54
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Quinta-feira, 22 de Março de 2018
ÚLTIMA HORA (3)...



publicado por Miguel Salazar às 23:30
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A "Guerra das Comissões" (9)...

 

NV Taróloga Simpsons.png



publicado por Miguel Salazar às 12:51
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Quarta-feira, 21 de Março de 2018
ÚLTIMA HORA (2)...



publicado por Miguel Salazar às 23:30
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ÚLTIMA HORA (1)...



publicado por Miguel Salazar às 15:52
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A "Guerra das Comissões" (8)..

 

NV Ziad.png

A Lista A contra-ataca agora com o lançamento

do Curriculum Vitae esmagador de Ziad Tlemçani...



publicado por Miguel Salazar às 00:00
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Terça-feira, 20 de Março de 2018
A "Guerra das Comissões" (7)...

 

CV Mr Spock.png

CV Darth Vader.png

 

 

 

Com a notícia da transformação do Vitória num clube-satélite,

foram várias as personalidades inter-Galácticas que se ofereceram

a Júlio Mendes para serem seus Assessores Espaciais...



publicado por Miguel Salazar às 23:49
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A "Guerra das Comissões" (6)...

 

7 Guerra das Comissões.png

Com o recente envolvimento de vários elementos ligados à Igreja,

a "Guerra das Comissões" já chegou ao nível do Além...



publicado por Miguel Salazar às 17:58
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A "Guerra das Comissões" (5)...

 

6 Guerra das Comissões.png

Os investidores já chegaram à "Guerra das Comissões"...



publicado por Miguel Salazar às 16:48
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Segunda-feira, 19 de Março de 2018
A "Guerra das Comissões" (4)...

 

4 Guerra das Comissões.png



publicado por Miguel Salazar às 10:17
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Sexta-feira, 16 de Março de 2018
A "Guerra das Comissões" (3)...

 

3 Guerra das Comissões.png



publicado por Miguel Salazar às 19:26
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Quarta-feira, 14 de Março de 2018
A "Guerra das Comissões" (2)...

 

Guerra das Comissões 2.png



publicado por Miguel Salazar às 23:37
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Terça-feira, 13 de Março de 2018
A "Guerra das Comissões" (1)...

 

Guerra das Comissões.png



publicado por Miguel Salazar às 23:11
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2018
A minha é maior c'a tua !...

ou "As 500 sombras de Grey*..."

20180225 Júlio Mendes Júlio Vieira de Castro.png

Um filme quase pornográfico sobre dois exibicionistas.

De um lado, o mais velho, que queria a todo custo evitar ter de sair do palco onde se mantinha há já quase 6 anos. Acabado de acordar de uma longa letargia, apercebera-se agora que afinal o seu público era bem mais importante do que supusera inicialmente. Chegara a pensar até que era dispensável. Uma vez acordado desse quase-estado de hibernação, descobrira recentemente o seu talento para a flauta. A melodia nem era assim tão boa quanto ele próprio pensava, era demasiado repetitiva, mas aquele ritmo lento parecia encantar multidões. As opiniões dividiam-se: uns diziam que era o canto da sereia, os outros afirmavam ser o canto do cisne. Havia mesmo quem jurasse tratar-se da reincarnação do Flautista de Hamelin, tal era o efeito da sua música.

Do outro lado, a irreverência de um jovem, ansioso pelo seu futuro e exaltado pela sua paixão. A música que tocava era bem mais sedutora, e encantava todos aqueles que já não conseguiam ouvir as melodias desgastadas que o mais velho repetia uma e outra vez, sem grandes inovações. Os seus maiores problemas pareciam ser as suas companhias. Alguns dos artistas que o acompanhavam não eram muito apreciados por aquelas bandas.

Aos dois, unia-os o exibicionismo, que não conseguiam evitar de cada vez que tocavam à desgarrada...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 21:58
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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017
O nosso triste Fado...

20140603 Júlio Mendes.jpg

 

Valha-nos Deus, senhor Engenheiro,

As vergonhas por que nos faz passar.

O senhor apenas pensa no dinheiro,

Nós só queremos ver os nossos jogar.

 

Era a melhor equipa dos últimos 10 anos,

Gritou bem alto p'ra quem o quis ouvir.

Com tantos africanos e sul-americanos,

Poucos portugueses conseguiram resistir.

 

Disse-nos que a equipa era a ideal,

Para as taças todas conseguir ganhar.

Ainda nem sequer chegamos ao Natal,

E já nenhuma delas podemos conquistar.

 

Há uns anos queria ir para a Liga,

Foi criticado por o Vitória querer largar.

Hoje já ninguém sabe que mais se lhe diga,

Já só pedimos à Liga que o venha buscar...



publicado por Miguel Salazar às 22:57
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Terça-feira, 24 de Outubro de 2017
Pois é, Pedro...

20170201 Pedro Martins.png

 

 

 

 

Se já te tinham cortado as pernas em Janeiro, como é que foste tu deixar que tas voltassem a cortar em Agosto?

Confundiste as muletas de pau que te impingiram, com as lâminas do Oscar Pistorius, feitas em fibra de carbono? Ou estarias tu iludido com o facto de te teres safado tão bem com aquelas muletas que te deram em Janeiro? Ter-te-ás tu convencido que irias conseguir voltar a safar-te com estas que te impingiram em Agosto?

Pois é, Pedro. Seja lá qual for o teu caso, a verdade é que fizeste uma enorme asneira. Porque alinhaste com quem não teve escrúpulos nenhuns em deixar-te assim entalado, e porque os ajudaste a enganar-nos a todos, pelo menos aos mais crédulos (o que em boa verdade nunca foi o meu caso). Alinhaste com eles, contra nós. E agora, eles lavam as mãos e gritam aos quatro ventos...

“Quem faz as equipas é o treinador...”

Deixaste-te encantar pela música do Flautista de Hamelin, foi o que foi. E agora deixaram-te sozinho a descalçar essa bota, o que convenhamos não há-de ser tarefa fácil para quem já nem pernas tem... (quanto mais botas)...

 

José Rialto



publicado por Miguel Salazar às 19:54
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Sábado, 2 de Setembro de 2017
O senhor Júlio vai à Rádio...

20170901 Júlio Mendes.jpg

 

 

Nas instalações de uma rádio da cidade...

- Boa tarde senhores ouvintes. Hoje temos connosco o actual gerente da Mercearia Victória – o senhor Júlio.

- Boa tarde, senhor Júlio. O senhor deve saber certamente que há por aí muita gente aborrecida consigo, porque acha que o senhor anda a fazer alguns negócios a preços de saldo. Há quem diga até... de liquidação total. Fala-se em apenas 13,5 milhões, por cinco das suas melhores mercadorias. É verdade?

- Vamos ver. Isso é uma enorme mentira. Esses senhores, que nós sabemos muito bem quem são, que andam pelas redes sociais, mas que eu não vou dizer os nomes deles agora, são uns grandes... MEN-TI-RO-SOS. Esses 5 produtos foram vendidos por MAIS DE 8 milhões. Mais precisamente... 8,25... digamos, 8,5.

O jornalista estava estupefacto...

- Mas isso é ainda menos do que os 13,5 milhões...

- É como lhe digo, são uns MEN-TI-RO-SOS, mas um dia eu vou desmascará-los a todos. Um por um.

Ainda baralhado com a resposta, o jornalista resolveu passar à frente.

- Mas não acha que seria mais fácil se explicasse às pessoas os contornos desses negócios?

- A minha ética profissional impede-me de falar sobre os negócios que faço. Pelo enorme respeito que tenho pelas outras partes, percebe? Agora, o que eu posso contar-lhe é que aquele pobre merceeiro de Moreira de Cónegos, coitado, andou p’raí aos caídos a pedinchar umas migalhas, e eu, claro, acabei por lhe dar umas coisitas fora-de-prazo que tinha para lá na loja.

- E em relação àquele diamante sul-africano, que o senhor vendeu à última-da-hora, afinal quanto é que os franceses lhe deram por ele?

- Vocês vão desculpar-me, mas eu sou... um Merceeiro.disse o senhor Júlio, muito orgulhoso. Endireitou as costas, subiu o queixo, garboso, e prosseguiuA minha ética profissional, e o respeito que tenho pelas pessoas com quem faço negócios, impedem-me de revelar esses pormenores.E, voltando à posição inicial, mais descontraída, disse em tom de (in)confidênciaAgora, o que eu vos posso contar é sobre a casa dos franceses, meu Deus... Vocês não iam acreditar. Que miséria franciscana. Aquilo era mau demais, até para um sem-abrigo... Uma autêntica pocilga!

- Finalmente, e para terminar, senhor Júlio, qual é que deveria ser, na sua opinião, o comportamento das pessoas?

- Muito fácil. Regras muito simples, que vocês vão entender muito facilmente. As pessoas devem apoiar-me apenas em 3 ocasiões – antes, durante e depois. Só devem manifestar a sua discordância numa altura – nunca! E apenas num local – em lado nenhum! Será assim tão difícil entender isto?

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:29
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Sexta-feira, 1 de Setembro de 2017
O senhor Júlio e o amigo Costa...

20170901 Júlio Mendes.jpg

 

O dia corria calmo na Mercearia Victória, até o Guito chegar a correr, esbaforido e a tremer, à beira do senhor Júlio. A vontade de agradar era tanta, que o jovem marçano atrapalhava-se todo quando tinha algo para lhe dizer.

- Ó sô Júlio, sô Júlio. Estão a telefonar de Braga a oferecer uma pipa de massa por um patrocínio. Querem pôr um anúncio na mercearia a dizer "Eu só quero ver Guimarães a arder!". É um bom negócio não é, sô Júlio?

O merceeiro nem queria acreditar naquilo que acabara de ouvir. Deitou as mãos à cabeça e disse, suspirando e tentando manter a calma...

- Não, não é um bom negócio... Olha, vai mas é atender o telefone!...

O marçano lá foi atender o telefone, cabisbaixo e desapontado. Estava mesmo convencido que era um excelente negócio. Não passou nem um minuto até o Guito voltar a correr... esbaforido. Agora sim. Agora era um coisa realmente importante.

- Sô Júlio, sô Júlio, venha depressa ao telefone. É aquele senhor do Porto, aquele seu amigo importante.

Já de paciência esgotada, nem ouviu o que o marçano lhe acabara de dizer.

- Ouve lá, ó Guito, já puseste o cartaz da abertura dos saldos, lá fora, como já te disse para fazeres, não sei quantas vezes?

- Sim, quer dizer, ainda não, mas ouça, sô Júlio... é o senhor Costa, o ricaço da fruta...

Quando ouviu aquele nome, o senhor Júlio saltou como uma mola. A velocidade com que voou para o telefone, só encontrava par naquela que tinha trazido o marçano até si. O senhor Júlio era uma daquelas pessoas que se põe logo de pé e em sentido, quando fala com alguém importante, ainda que seja ao telefone. Parecia um Polícia da Régua do tempo da Outra Senhora, a falar com o Chefe da Esquadra.

- Bom dia, senhor Costa. Como passa Voss’elência?

- Ó meu caríssimo e ilustríssimo amigo – o comerciante da fruta falava sempre assim, quando estava na iminência de impingir alguma coisa a alguém - Teinho excelentes notícias para lhe dar...

- A sério, senhor Costa?

- É berdade, amigo Júlio. Excelentes notícias. A primeira é qu’apesar d’afinal já num lh’ir pagar os 3,5 milhões da puonta-d’áuncinho brasileira que lhe comprei no princípio do ano, teinho uma soluçom MUITO melhor. Palabra d’onra! Teinho aqui um material espectacular p’rá sua mercearia. A mim num me serbe p’ra nada, mas a buocê... upa, upa.

- Ó senhor Costa, mas eu já devia ter recebido esse dinheiro no início do ano, e tenho aqui uns clientes que passam a vida a chatear-me por causa das contas da mercearia...

O comerciante do Porto nem o deixou acabar de falar, continuando...

- Ó meu caro amigo, o pribilégio que eu lhe doue de poder fazer crescer as nossas pláuntas berdes qu’eu tão generosamente lh’impresto, p’ra depois lhas ir buscar quando já estiberem no puonto, deberia ser uma contrapartida mais do que justa e suficiente. Mas p’ra buocê ber como eu soue realmente seu amigo, bou máundar-lhe uns monos e uns artigos que tenho p’ráqui fuora de prazo. E tudo isto por apenas esses tais 3,5 milhões. Uolhe, bou máundar-lhe táumbém uns sacos cum azeitona e, se quiser... erbilhas...

Os olhos quase saltavam das órbitas do senhor Júlio...

- O Corona e o Iker Casillas? Ó senhor Costa, isso é que era um grande negócio...

- Amigo Júlio, nós os dois só fazemos gráundes negócios. Mas cumprienda que se fosse o Corona e o Casillas, era um gráunde negócio... mas era p’ra buocê, num era p’ra mim. – respondeu-lhe, não conseguindo evitar soltar uma sonora gargalhada – Se calhar máundo-lhe é um marçáno...

- O Marcano, senhor Costa?

- E buocê a dar-lhe, ó Júlio. O Marcano táumbém nom... Eu disse um MAR-ÇÁ-NO, porque me parece que buocê está a precisar. O rapaz que m’atendeu o telefone, atrapalhou-se todo quáundo soube cum quem estaba a falar. Mas boltáundo à baca fria, eu até estaba a pensar em máundar-lhe táumbém um óleo alimentar, em garrafões, mas buocê ainda ia pensar qu’era o Aboubakar dos Camarões... se calhar é melhor nom. O qu'eu bou máundar-lhe é uma coisa qu’eu seie que buocê quer muito – o Dragom d'Ouro. Buocê já o merece e assim ficamos quites. Bem sei qu’é uma imitaçom barata em PBC, feito na China, mas uolhe que ninguém diz que num é berdadeiro. Bai fazer uma bistaça na sua mercearia. Por falar em China, ó amigo Júlio, buocê tem é de fazer cum'ós gaijos das lojas dos chineses, Cuompre um Mercedolas p'ra si. Um huomem de sucesso como buocê, num pode andar p'raí numa carroça qualquer. E se o chatearem muito... uolhe... sei lá... diga qu'é p’rós gaijos da UEFA quáundo eles fuorem a Guimarães...

 

Miguel Salazar



publicado por Miguel Salazar às 22:58
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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Contas de Merceeiro...

(um problema de Matemática)

20993916_1668078823202120_7305962012687417539_n.jp

 

O senhor Emílio tinha uma mercearia. Não tinha muito jeito para o negócio e quase a levou à falência. Não fosse o senhor Júlio ter-lhe ficado com ela, a mercearia não teria resistido à dívida que o senhor Emílio deixou. Com a compra da mercearia, o senhor Júlio herdou uma dívida de 25 milhões de euros. 

Em Dezembro do ano passado, o senhor Júlio gabava-se de já ter pago 16 milhões. Os tempos foram passando e a vida estava a correr-lhe bem. Este ano, o senhor Júlio conseguiu fazer 4 belos negócios. Vendeu uma ponta de ancinho brasileira a um comerciante rico da cidade Invicta por 3,5 milhões, vendeu uma prata da casa a um cowboy americano por 1,5 milhões, vendeu a sua carrinha a um italiano por 4 milhões, e conseguiu ganhar mais 2 milhões num negócio feito entre um sócio seu francês e uns italianos. Neste negócio, ainda recebeu mais uma comissão de meio milhão de euros. Para além destes 4 negócios, o senhor Júlio recebeu 2,6 milhões de euros por ter entrado para uma confraria europeia de merceeiros muito importante.

Considerando que as despesas do dia-a-dia, desde que tomou conta da mercearia, foram sendo pagas pelas outras vendas que foi fazendo duas vezes por ano, qual é o valor da dívida actual da mercearia do senhor Júlio?

E depois do Mercedolas que acabou de comprar para se exibir frente aos seus amigos estrangeiros?

 

Miguel Salazar

 

(e depois ainda há um pagamento anual de 10 ou 20 milhões que uma televisão irá pagar ao senhor Júlio durante não sei quanto tempo (a começar no próximo ano), para fazer um Big Brother na mercearia)



publicado por Miguel Salazar às 17:43
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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017
As 4 Cartilhas do Vitória Sport Clube...

 

20170815 Cartilha VSC #1.png

20170815 Cartilha VSC #2.png

20170815 Cartilha VSC #3.png

20170815 Cartilha VSC #4.png



publicado por Miguel Salazar às 20:00
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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017
a Sétima Cruzada da Era Moderna...

 

20170524 Sétima Cruzada.jpg

 

Entre os séculos XI e XIII, o Papado de Roma organizou nove Cruzadas, para resgatar Jerusalém aos Mouros. A Guerra Santa, como então ficou conhecida, foi bem sucedida logo na sua Primeira Cruzada, mas esse sucesso nunca mais haveria de se repetir, ao longo das restantes oito. A Segunda Cruzada constituiu-se como a primeira de todas essas derrotas, e a única vitória alcançada nesta altura, ocorreu em terras lusas. Dom Afonso Henriques contou com a ajuda dos Cruzados, que na altura se encaminhavam para Jerusalém, e assim conseguiu garantir a Reconquista de Lisboa, quando corria o ano de 1147.

 

Mais tarde (muito mais tarde), em 1922, haveriam de nascer aqueles que iriam dar lugar às Cruzadas da Era Moderna. Até 2016, os Conquistadores de Guimarães, legítimos descendentes do 1º Rei de Portugal, haveriam de lutar em seis Cruzadas, para a Conquista do Jamor.

Na Primeira e Segunda Cruzadas desta nova Era (em 1942 e 1963), os Conquistadores sucumbiram aos pés dos Mouros de Lisboa, mas não sem antes terem honrado o símbolo do Rei, que orgulhosamente traziam ao peito.

Em 1976, já na Terceira Cruzada (a única em que o objectivo não era o Jamor, mas sim o Porto), os Conquistadores foram vítimas da pérfida traição daquele maldito juíz cujo nome não deve voltar a ser pronunciado, e que ficará para sempre gravado como uma das maiores ignomínias da História do futebol luso.

As Quarta e Quinta Cruzadas aconteceram em 1988 e 2011, e trouxeram mais duas derrotas para os sempre orgulhosos descendentes do 1º Rei de Portugal.

Foi apenas em 2013, durante a Sexta Cruzada, que se conseguiu a maior vitória de todos os tempos, sobre os Mouros de Lisboa. Contra tudo e contra todos, os Conquistadores, apoiados por uma milícia de dezenas de milhar de Vitorianos, tomaram o Jamor de assalto, dizimando as forças inimigas. A vitória foi tão contundente que o próprio Sultão Mouro decidiu seduzir para o seu serviço, o General que o tinha derrotado. Por estes dias, e já em plena Sétima Cruzada, é contra este ex-General, agora armado Grão-Vizir, que os Conquistadores terão de lutar.

Hoje, chegados portanto à Sétima Cruzada da Era Moderna, o tempo é o da Reconquista do Jamor. 870 anos depois d' El-Rei Dom Afonso Henriques ter conseguido reconquistar Lisboa aos Mouros, é chegado o dia de fazermos jus ao nosso nome e reconquistarmos o Jamor.

 

A 28 de Maio de 2017, nós, os Conquistadores de Guimarães, legítimos descendentes do 1º Rei de Portugal, apoiados novamente pelas nossas indefectíveis milícias, iremos gravar a letras de ouro mais uma página da nossa gloriosa História.

 

A Reconquista do Jamor é o nosso objectivo,

e a Glória o nosso destino !...

 

José Rialto

 



publicado por Miguel Salazar às 22:44
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Terça-feira, 23 de Maio de 2017
O rapaz do Bar...
Confortavelmente refastelado na 4ª fila da zona Euro da sala de espectáculos, e depois do filme ter terminado, visivelmente bem disposto, Pedro Martins gracejou em voz alta, enquanto se voltava para trás, na direcção do bar:

- Ó rapaz, tu desculpa lá o mau jeito. Eu sei que era aqui que tu querias...

Nem acabou o que ia dizer. O rapaz do bar tinha estado sentado ao balcão durante quase todo o filme, mas já não estava mais lá. Em boa verdade, já lá não estava há algum tempo. Depois de perder, pela enésima vez, mais um engate para alguém que tinha acabado de entrar, o dono do bar tinha perdido a paciência, e acabou por correr com ele do estabelecimento. É que já não havia mais pachorra para tanta aselhice. Estava farto de desperdiçar dinheiro nos copos do rapaz... e na limpeza da casa de banho.

O rapaz tinha sido corrido, mas já lá estava outro na sua vez. E este não perdia tanto tempo a conversar com raparigas. Não perdia tanto tempo, mas perdia-as de igual forma para qualquer marmanjo que acabasse de entrar no bar. A última que perdeu foi para um gabiru da zona de Tondela.

Moral da história: o dono do bar poupava nas bebidas, mas continuava a não poder dispensar a senhora que lavava as casas de banho...

 

José Rialto


publicado por Miguel Salazar às 00:20
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Quarta-feira, 5 de Abril de 2017
Bongani Zungu...

20170405 Zungu.png

Uma vez que...

- o benfiquista Celis não está assim em tão grande forma quanto isso...

- é um jogador emprestado, que dentro de 2 meses vai embora...

- que o Vitória não tem qualquer vantagem em o fazer rodar na equipa principal...

- e que Pedro Martins não poderá contar com ele para a final da Taça contra o Benfica...

 

E sabendo nós...

- que o vitoriano Bongani Zungu tem mostrado estar numa excelente forma...

- que Bongani Zungu é um activo do Vitória, e que portanto convém valorizar...

- e que será ele que vai jogar a final da Taça contra o Benfica...

 

Não seria melhor, e de mais bom-senso, sentar desde já o benfiquista Celis no banco, e dar a titularidade ao vitoriano Bongani Zungu ?



publicado por Miguel Salazar às 23:28
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Sábado, 1 de Abril de 2017
Em busca da segunda chave...

Uma já cá canta, nas costas de Pedro Martins, e a outra está logo ali, mesmo à mão de semear... ou melhor, mesmo à mão de colher...

20170318 Chaves VitóriaSC.png



publicado por Miguel Salazar às 10:00
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Sexta-feira, 3 de Março de 2017
A primeira das duas chaves...

... para abrir os portões do Jamor

20170302 Ricardo Soares.png

 



publicado por Miguel Salazar às 00:35
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017
O homem-forte, o menino birrento e a surra...

(take #3)

20170220 Armando Marques e Marega.png

 



publicado por Miguel Salazar às 20:16
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017
Dragão d'Ouro...

20170212 Júlio Mendes.png



publicado por Miguel Salazar às 22:23
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