
Segundo reza a tradição e a História, cumpre-se hoje o 904º aniversário do nascimento do primeiro Rei de Portugal.
Dom Afonso Henriques nasceu a 25 de Julho de 1109, na então Vila de Guimarães.
O seu nascimento está relatado em múltiplos escritos ao longo dos séculos. Nas Memórias de Araduca, António Amaro das Neves publicou documentos com datas tão antigas como 1735, que atestam este facto.
António Caetano de Sousa, História Genealogica da Casa Real Portugueza, Officina de Joseph Antonio da Silva, Lisboa Occidental, 1735, Tomo I, p. 31. (ler AQUI)
António Caetano de Sousa, Historia genealogica da casa real Portugueza desde a sua origem até o presente, com as Familias illustres, que procedem dos Reys e dos Serenissimos Duques de Bragança... , Of. de Joseph Antonio da Sylva, 1735, pp. 51-52. (ler AQUI)
Diogo Barbosa Machado, Bibliotheca Lusitana, Tomo 1, 1741, Lisboa, Of. De Antonio Isidoro da Fonseca, p. 11. (ler AQUI)
João Baptista de Castro, Mappa de Portugal, Volume 2, Na Offic. de Miguel Manescal da Costa, Impressor do Santo Officio., 1746, pp. 124-126. (ler AQUI)
Roque Ferreira Lobo, Historia da feliz acclamac̣ão do senhor rei D. João o Quarto, com huma serie chronologica dos senhores reis de Portugal: épocas do seu nascimento; pátria; idade em que comecárão a reinar; casamentos; filhos; lugar onde falecêrão; onde jazem; e as suas acções mais gloriosas ... S. Thaddeo Ferreira, 1803, pp. 11-12. (ler AQUI)
O Panorama, n.º 65, 28 de Julho de 1838, p. 240. (ler AQUI)
A. A. Da Fonseca Pinto, O Instituto, Vol. VIII, n.º 3,Coimbra, 1 de Maio de 1859, p. 44. (ler AQUI)
Francisco dos Prazeres Maranhão, Diccionario geographico abreviado de Portugal e suas possessões ultramarinas, Casa de viúva Moré, 1862, p. XVIII. (ler AQUI)
Camilo Castelo Branco, Dedicatória de “A viúva do Enforcado”, in Novelas do Minho Volumes X, XI e XII, 1877). (ler AQUI)
Depois de tantas provas históricas, só faltava mesmo que os detractores do berço d'El-Rei conseguissem arranjar um documento ainda mais antigo que atestasse uma outra coisa.
Com um bocado de sorte, até vão conseguir um... anterior ao século XII...
Isso é qu'era !...

No passado dia 5 de Julho, comemorou-se o 10º Aniversário da secção de Pólo Aquático do Vitória Sport Clube.
Esta comemoração ocorreu nas Piscinas Municipais (Scorpio Parque Aquático), e foi precedida de um torneio de Pólo Aquático e de um jantar ao ar livre.
O Pólo Aquático do VitóriaSC, que se encontra em franco desenvolvimento, já conquistou o direito de se manter entre os melhores de Portugal e, de há uns anos a esta parte, tem vindo a projectar atletas dos seus mais diversos escalões etários nas respectivas selecções nacionais. O expoente máximo destes sucessos é o caso do atleta Hélder Freitas que tem sido uma presença contínua nas convocatórias da principal selecção Portuguesa de Pólo Aquático.
Neste contexto, o ÁLB'oon aproveita para dar os mais sinceros parabéns a todos aqueles que directa ou indirectamente estão associados a todos os êxitos desportivos desta secção.
O cartoon aqui publicado foi desenhado propositadamente para assinalar esta data, a convite do Jorge Sequeira, e foi oferecido à secção a fim de ser utilizado na comercialização de uma edição comemorativa de camisolas.
A secção retribuiu a minha oferta com uma camisola (a que tenho nas mãos) autografada pelos atletas do Pólo Aquático, gesto extremamente simpático que muito me apraz aqui registar.


Durante esta sessão comemorativa, foram também entregues os prémios da Secção, relativos ao ano de 2013.
Coube-me a mim a honra de entregar o Prémio Carreira ao antigo guarda-redes e Capitão da equipa, Pedro Ribeiro...
Afonso Henriques nasceu em Guimarães, no dia 25 de Julho de 1109 (segundo reza a tradição), e foi a maior glória desportiva vimaranense de todos os tempos.

Dom Afonso Henriques terá sido, muito provavelmente, o mais ilustre de todos os ilustres vimaranenses e, quiçá, de todos os portugueses.
Não fora ele, e a determinação que teve durante toda a sua vida, e hoje estaríamos reduzidos a uma mera província espanhola, provavelmente mais pobre e atrasada do que a própria Andaluzia.
Contra tudo e contra todos, mesmo contra os do seu próprio sangue, Afonso Henriques haveria de lograr os seus intentos.
E o seu pensamento era só um - conseguir a independência do Reino de Leão.
Na sua cabeça, uma miríade de imagens onde proliferavam as de castelos e escudos, mas principalmente a imagem do território que haveria de conquistar pelo fio da espada.
Não obstante todos estes pensamentos, era a fundação de uma nova nacionalidade, a verdadeira menina dos seus olhos.
Por isso, e para isso, nunca Afonso Henriques enjeitou uma batalha durante toda a sua vida, ainda que todas as circunstâncias pudessem estar contra si.
Nunca Afonso Henriques virou a cara à luta.
Não virou quando teve de enfrentar os cinco reis mouros na batalha de Ourique, nem mesmo quando Geraldo Sem Pavor o convenceu a enfrentar uma batalha impossível – a da conquista de Badajoz.
É esta coragem e esta tenacidade que ainda hoje conseguimos encontrar nas gentes de Guimarães, orgulhosas das suas tradições e do seu passado, nunca descurando contudo a construção do seu futuro.
Conquistamos o direito de ser, durante 1 ano, uma das duas Capitais Europeias da Cultura, desiderato apenas alcançado antes, por Lisboa e Porto.
Contra todas as circunstâncias e probabilidades, contra tudo e contra todos, Guimarães, como outrora Afonso Henriques, conseguiu vencer uma batalha em que tão poucos acreditavam.
E é aqui que se encontra a prova de que foi a Guimarães e aos vimaranenses que Afonso Henriques deixou o seu legado.
Enquanto outros se entretêm a discutir o local onde nasceu, os vimaranenses demonstram diariamente serem eles os verdadeiros herdeiros do espírito guerreiro e conquistador d’El-Rei D.Afonso Henriques.
Mas não foi apenas isso que a cidade conseguiu.
Querendo ir sempre mais além, os vimaranenses fazem agora questão de mostrar aos Velhos do Restelo, aos cépticos e aos invejosos, que não foi por mero acaso que conquistamos esse direito.
Conquistamo-lo porque acima de tudo o merecemos.
A verdade é que, com um orçamento infinitamente mais pequeno do que o das outras CEC portuguesas, já estamos a dar uma verdadeira lição sobre o modo como deve ser vivida uma Capital Europeia da Cultura. Não pela força do dinheiro, mas antes pela força e pelo entusiasmo de quem quer participar activamente nesta manifestação cultural.
Guimarães não se limita a assistir. Guimarães faz questão de participar.
Fosse El-Rei ainda vivo, e estaria com toda a certeza orgulhoso do seu povo - o povo de Guimarães...
José Rialto
(caricatura publicada no blogue Humorgrafe)
Fontes de pesquisa:
Fotografia de estátua de Dom Afonso Henriques (em Guimarães)
ligações familiares
sou surda, e depois ? (sofia salazar)
ligações vitorianas
ligações atletas vitorianos
ligações ex-atletas vitorianos
ligações atletas vimaranenses
ligações vimaranenses desportivas
outras ligações vimaranenses
ligações adversárias
(belenenses) belenenses ilustrado
ligações desportivas
ligações ilustres vimaranenses
ligações humorísticas
henrique monteiro (henricartoon)
museu virtual do cartoon (portocartoon)
osvaldo de sousa (humorgrafenews)
zé oliveira (buraco da fechadura)
ligações ilustração e bd
ligações poéticas
outras ligações