
Dona Teresa nasceu em Leão, em 1080.
Filha ilegítima do Rei Afonso VI de Leão e Castela, e de Ximena Moniz, uma nobre castelhana, Dona Teresa era meia-irmã de Dona Urraca, herdeira do trono Leonês.
Em 1093, quando contava apenas 13 anos, a sua mão foi dada em casamento a um cavaleiro franco – Henrique de Borgonha. De Afonso VI recebeu, como dote de casamento, o Condado Portucalense.
Com a morte do Conde Dom Henrique, em 1112, Dona Teresa passou a governar o Condado na condição de Raínha, tendo sido reconhecida como tal por Dona Urraca de Leão e Castela, e até pelo próprio Papa. Em 1117 já assinava "Ego regina Taresia de Portugal regis Ildefonssis filia".
Em 1121 foi atacada por sua meia-irmã, conseguindo salvar o Condado Portucalense com a assinatura do Tratado de Lanhoso. Mas este ataque pôs em evidência a fragilidade do seu exército, motivo que a obrigou a procurar uma aliança estratégica, que Dona Teresa foi encontrar numa família poderosa da Galiza – os Trava.
Mera opção estratégica militar? Simples necessidade de satisfazer os seus devaneios amorosos com Fernão Peres de Trava? Ou a conjugação de ambas?
A verdade é que nunca se saberá qual terá sido ao certo o motivo que a levou a procurar abrigo debaixo da protecção da nobreza galega (simbolicamente representada na caricatura através do cálice do colar e do azul e dourado das cores da Galiza, no lenço e na capa: a Coroa apoiada num lenço galego e a Condessa sob a protecção da capa da Galiza).
Fosse qual fosse a sua verdadeira motivação, o facto é que essa aliança acabaria por lhe vir a ser fatal, pois os nobres do Condado jamais haveriam de lhe perdoar tal afronta.
A ambição desmedida do Infante Dom Afonso Henriques, entretanto armado Cavaleiro, e o descontentamento da nobreza, rapidamente se materializaram num movimento de revolta.
A 24 de Junho de 1128, travou-se a Batalha de São Mamede, onde Dom Afonso Henriques venceu Dona Teresa e Fernão Peres de Trava. Era a Primeira Tarde Portuguesa, como mais recentemente lhe veio a chamar o pintor Acácio Lino.
Depois da derrota, Dona Teresa foi confinada ao Castelo de Lanhoso, onde se acredita tenha vindo a morrer, a 11 de Novembro de 1130.
Na altura em que teve de escolher entre a vassalagem ao Reino de Leão e Castela, e a aliança ao Reino da Galiza, Dona Teresa terá seguramente optado pelo lado que melhor servia os interesses do Condado Portucalense. Mas nos 7 anos que se seguiram, Dona Teresa haveria de se perder nas suas opções estratégicas, provavelmente com o discernimento turvado pela paixão. Dona Teresa deixou de ser uma solução, para se transformar num problema que apenas se viria a resolver no Campo de batalha, em São Mamede...
Fernão Rinada
Fontes de pesquisa:
Fotografia de estátua de Dona Teresa (em Ponte de Lima)
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